MUDANÇA
Eu gosto de um monte de gente, de um monte de coisas, de um monte de mim que nem sei que existe mas está pregado em outros por aí que respiram sem me pedir permissão. Queria poder controlar todos os passos do mundo, todas as cores, as mudanças drásticas de vida e de pensar. Mas não, não consigo. As mudanças se dão todas, a todo o tempo, sem me pedir permissão.
Vou deixando de gostar de pessoas sem notar e de repente aquilo que era o máximo até 15 minutos atrás aparece cheio de defeitinhos tolos que não notei antes.
É o meu problema. O problema de ter que admirar as pessoas para que dê a ela a ‘honra’ de gozar da minha amizade estranha. Não é uma admiração regrada, muito pelo contrário, acho certas coisas importantes em uns e completamente dispensáveis noutros. Particularidades de pessoas normais que a meu ver, tem que ser respeitada. Até quando as pessoas não se respeitam. Quando personalidade ou o que quer que se assemelhe a isto fica em segundo plano em relação a uma aparência perfeita.
Uma coisa importante para quem quer ser meu amigo ou é, e por um motivo qualquer não sabe. Eu me permito mudar, sim, em todos os sentidos. Acho que a mudança é uma etapa necessária para o crescimento. É o ciclo da borboleta e eu não sou apegada a borboletas. Então sim, é natural me ver mudando o discurso sobre terminada coisa. E mudar o discurso quer dizer que se eu tinha argumentos importantes e fortes para não gostar eles continuaram importantes e fortes caso passe a gostar e vice-versa.
Quem se define se limita, e quem se limita se prende num emaranhado de convenções que só atrasam a vida e o pensamento.
PS: sem pc, postando do laboratório da faculdade porque tô sufocando e escrever sempre alivia.muá!vamos ao teatro?!
terça-feira, março 20, 2007
SERÁ?
To sufocando e não sei ao certo o que parece segurar meu pescoço com uma força incrível. São medos que não consigo enxergar. São verdades que teimo em inventar a todo tempo. São amigos novos entrando em choque com meu passado. Coisas que não saberia como colocar em palavras ou que em palavras soariam diferentes do que são e neste momento não quero correr certos riscos.
Deitada na rede num domingo à tarde, a vida começa a parecer estranha. Minha pouca idade me deixa ver coisas que talvez sejam mais complicadas para quem se gaba da maturidade do passar dos anos. Meu olhar adolescente complexo e sempre complicando a tudo dá lugar a uma maneira clara e objetiva de ver o mundo.
Não sei .
Ainda, estou sufocando e agora sou uma sufocada atrasada. Correndo pra aula da Meg, vendo que to vários textos atrasadas do blog da Tati Bernardi. Que a Clarah mais uma vez usou uma frase que se tivesse tanta capacidade que ela tem de pensar em frases boas e marcantes teria pensado. “Eu sempre corro atrás do meu azar. E eu já estou atrasada."
Será que é isto?!
Será que estou correndo atrás do meu azar, será??
É. Agora que já estou bem atrasada.
FUI.
E vamos ao teatro?!
Sábado e domingo, tem duas peças legais em cartaz no centro cultural são paulo e ainda no domingo tem show da zélia duncan no pq. Central.
Amigos dos velhos tempos e o vinho do presente.
To sufocando e não sei ao certo o que parece segurar meu pescoço com uma força incrível. São medos que não consigo enxergar. São verdades que teimo em inventar a todo tempo. São amigos novos entrando em choque com meu passado. Coisas que não saberia como colocar em palavras ou que em palavras soariam diferentes do que são e neste momento não quero correr certos riscos.
Deitada na rede num domingo à tarde, a vida começa a parecer estranha. Minha pouca idade me deixa ver coisas que talvez sejam mais complicadas para quem se gaba da maturidade do passar dos anos. Meu olhar adolescente complexo e sempre complicando a tudo dá lugar a uma maneira clara e objetiva de ver o mundo.
Não sei .
Ainda, estou sufocando e agora sou uma sufocada atrasada. Correndo pra aula da Meg, vendo que to vários textos atrasadas do blog da Tati Bernardi. Que a Clarah mais uma vez usou uma frase que se tivesse tanta capacidade que ela tem de pensar em frases boas e marcantes teria pensado. “Eu sempre corro atrás do meu azar. E eu já estou atrasada."
Será que é isto?!
Será que estou correndo atrás do meu azar, será??
É. Agora que já estou bem atrasada.
FUI.
E vamos ao teatro?!
Sábado e domingo, tem duas peças legais em cartaz no centro cultural são paulo e ainda no domingo tem show da zélia duncan no pq. Central.
Amigos dos velhos tempos e o vinho do presente.
sábado, março 17, 2007
IMPREVISÍVEL
E eu que achava que quando chegassem os 18, iria sossegar, olhar pra trás e vê que já tinha passado a parte chata da vida. Com obrigações e limitações juvenis. Okay, eu realmente olho pra trás e vi que fui vivendo tudo muito rápido e as coisas que cada um passa com certa idade eu fui adiantando pelos anos.
Desde da depressão com 12 anos, por motivos que não vem ao caso, e o caso eu não quero alongar. Nunca achei nada daquilo legal. Até a fase 'rebelde' sem causa aos 13, eu e a sthe que brigávamos o tempo todo, porque éramos iguais demais pra deixar uma se sobressair. Melhorar daquilo que foi a fase mais complicada da minha vida e que hoje ao olhar pra trás vejo que foi a mais produtiva.
Daí teve a Astrid, nasceu a vontade e a certeza do jornalismo. Faria tudo para isto. Deixaria coisas para trás, enfrentaria minha família, ganharia mesmo que isto viesse com um emaranhado de perdas. Me confiarão um segredo que era completamente incapaz de absorver, entender e achar normal aos 15. Criei mais um dos meus princípios, escolher meus amigos pelo caráter, independente de cor, credo, classe social, opção sexual.Quando achei que pararia por ali, veio o cursinho e a vida no centro velho de São Paulo. Até os malabares que equilibrava brincando com se fosse minha vida. Amigos que perdi o contato, mas que não esqueço.
Eis que acontece mais um reviravolta, entro naquilo que achei seria só mais uma escola. Mas mudou minha vida, conceitos e me deu pessoas pra vida toda. Não importa se a eternidade passar sempre vou me alegrar pelas conquistas de cada pessoa dali. Cada um do seu jeito, sendo eles mesmos, me acrescentou alguma coisa. Nunca pude ser eu e só, como ali. Nunca encontrei ninguém pra dividir tanta vida, pra me conhecer tanto e que deixasse conhecer tanto como a gords.
Minha tia volta a ter câncer. E eis o maior tabu. Ficar 2 anos sem conseguir falar disto. Uma luta contra ou a favor da vida, um termo que se mistura e se limita. Não teria forças para segurar a mão dela se a força que tínhamos não viesse dela. Não conseguiria fazer piada e nem rir delas, se a caso elas não viessem dela. Nunca me senti tão frágil, impotente como no dia que ela me pediu ajuda e eu não pude dar. Até hoje tenho sérias dúvidas quanto ela não aparecer num final de semana como em todos que ela vinha, com a bolsa característica, ajudando várias pessoas, rindo e me dando o ovo de páscoa que mais sinto falta, porque era dela. E ela não volta. Chorar por perder ou por libertar desta vida alguém que não merecia sofrer por ela como acontecia. Não sei, realmente dói todas as lembranças deste tempo. Mas é neste tempo que me veio o meu maior sonho de vida. Antes de um carro, casa, um cara lindo. Quero ser útil, quero ajudar por não ter conseguido isto a ela. O técnico e passar o dia inteiro naquilo que era carinhosamente tratado como o 'inferno verde', tardes regadas a ligações que me preocupavam só de pensar no que poderiam ser, a história mais confusa, complicada, difícil que vi uma pessoa segurar com uma maturidade que não era dela, uma maturidade ímpar. Mesmo quando não podia fazer muita coisa, quando as palavras já eram inconvenientes sentia vontade de abraçar e falar que ia ficar tudo bem. Claro, que o técnico não foi só isto. Me mostrou que não vale a pena fazer uma coisa porque ela é a mais rentável, porque só se faz algo bem se há paixão. Mais certeza de que não importa o que vá acontecer daqui pra frente, mas vou me manter, viver, comer e respirar vendendo letras.
Fim do técnico. A revista e a escolha por fazer cursinho, ao invés de me infiltrar no mundo que será o meu sem conhecimento algum. Maturidade pra esperar o tempo das coisas ou medo de me despir tão cedo. O cursinho mais uma coisa ótima, pessoas que fazem toda a diferença. A Carol, que me mostrou que não adianta levar a vida com a barriga, porque ela é mais do que você pode empurrar. Coragem, pra largar uma das faculdades mais caras e conceituadas de São Paulo [fasm] pra correr atraz do sonho de ser uma artista plástica e eu sei que pode demorar, mas ela será uma ótima artista plástica.
Todos os medos do universo num finzinho de ano um tanto quanto conturbado. Me rendi as minhas vontades, deixei o convencionalismo de lado e fiz o que eu queria como queria. Não me arrependo, aliás de nada me arrependo. Não seria 1/3 do que sou hoje se cada uma destas coisinhas não tivessem acontecido.
Hoje, eu vejo meus 18 anos caminhando dia a dia para ser festejado. Mas sinto realmente medo do que será daqui para frente. Imprevisível.
E eu que achava que quando chegassem os 18, iria sossegar, olhar pra trás e vê que já tinha passado a parte chata da vida. Com obrigações e limitações juvenis. Okay, eu realmente olho pra trás e vi que fui vivendo tudo muito rápido e as coisas que cada um passa com certa idade eu fui adiantando pelos anos.
Desde da depressão com 12 anos, por motivos que não vem ao caso, e o caso eu não quero alongar. Nunca achei nada daquilo legal. Até a fase 'rebelde' sem causa aos 13, eu e a sthe que brigávamos o tempo todo, porque éramos iguais demais pra deixar uma se sobressair. Melhorar daquilo que foi a fase mais complicada da minha vida e que hoje ao olhar pra trás vejo que foi a mais produtiva.
Daí teve a Astrid, nasceu a vontade e a certeza do jornalismo. Faria tudo para isto. Deixaria coisas para trás, enfrentaria minha família, ganharia mesmo que isto viesse com um emaranhado de perdas. Me confiarão um segredo que era completamente incapaz de absorver, entender e achar normal aos 15. Criei mais um dos meus princípios, escolher meus amigos pelo caráter, independente de cor, credo, classe social, opção sexual.Quando achei que pararia por ali, veio o cursinho e a vida no centro velho de São Paulo. Até os malabares que equilibrava brincando com se fosse minha vida. Amigos que perdi o contato, mas que não esqueço.
Eis que acontece mais um reviravolta, entro naquilo que achei seria só mais uma escola. Mas mudou minha vida, conceitos e me deu pessoas pra vida toda. Não importa se a eternidade passar sempre vou me alegrar pelas conquistas de cada pessoa dali. Cada um do seu jeito, sendo eles mesmos, me acrescentou alguma coisa. Nunca pude ser eu e só, como ali. Nunca encontrei ninguém pra dividir tanta vida, pra me conhecer tanto e que deixasse conhecer tanto como a gords.
Minha tia volta a ter câncer. E eis o maior tabu. Ficar 2 anos sem conseguir falar disto. Uma luta contra ou a favor da vida, um termo que se mistura e se limita. Não teria forças para segurar a mão dela se a força que tínhamos não viesse dela. Não conseguiria fazer piada e nem rir delas, se a caso elas não viessem dela. Nunca me senti tão frágil, impotente como no dia que ela me pediu ajuda e eu não pude dar. Até hoje tenho sérias dúvidas quanto ela não aparecer num final de semana como em todos que ela vinha, com a bolsa característica, ajudando várias pessoas, rindo e me dando o ovo de páscoa que mais sinto falta, porque era dela. E ela não volta. Chorar por perder ou por libertar desta vida alguém que não merecia sofrer por ela como acontecia. Não sei, realmente dói todas as lembranças deste tempo. Mas é neste tempo que me veio o meu maior sonho de vida. Antes de um carro, casa, um cara lindo. Quero ser útil, quero ajudar por não ter conseguido isto a ela. O técnico e passar o dia inteiro naquilo que era carinhosamente tratado como o 'inferno verde', tardes regadas a ligações que me preocupavam só de pensar no que poderiam ser, a história mais confusa, complicada, difícil que vi uma pessoa segurar com uma maturidade que não era dela, uma maturidade ímpar. Mesmo quando não podia fazer muita coisa, quando as palavras já eram inconvenientes sentia vontade de abraçar e falar que ia ficar tudo bem. Claro, que o técnico não foi só isto. Me mostrou que não vale a pena fazer uma coisa porque ela é a mais rentável, porque só se faz algo bem se há paixão. Mais certeza de que não importa o que vá acontecer daqui pra frente, mas vou me manter, viver, comer e respirar vendendo letras.
Fim do técnico. A revista e a escolha por fazer cursinho, ao invés de me infiltrar no mundo que será o meu sem conhecimento algum. Maturidade pra esperar o tempo das coisas ou medo de me despir tão cedo. O cursinho mais uma coisa ótima, pessoas que fazem toda a diferença. A Carol, que me mostrou que não adianta levar a vida com a barriga, porque ela é mais do que você pode empurrar. Coragem, pra largar uma das faculdades mais caras e conceituadas de São Paulo [fasm] pra correr atraz do sonho de ser uma artista plástica e eu sei que pode demorar, mas ela será uma ótima artista plástica.
Todos os medos do universo num finzinho de ano um tanto quanto conturbado. Me rendi as minhas vontades, deixei o convencionalismo de lado e fiz o que eu queria como queria. Não me arrependo, aliás de nada me arrependo. Não seria 1/3 do que sou hoje se cada uma destas coisinhas não tivessem acontecido.
Hoje, eu vejo meus 18 anos caminhando dia a dia para ser festejado. Mas sinto realmente medo do que será daqui para frente. Imprevisível.
segunda-feira, março 12, 2007
CADA UM POR SI
Perdedores, que não são o que parecem ser. É mais ou menos por aí que caminha parte da humanidade. Vivemos num teatro de arena, sendo moldados e instigados e se chocar com determinadas coisas, a ficar feliz com outras, a se curvar e chorar ao ritmo de uma música descompassada.
As pessoas já não se chocam mais. Passou o tempo onde crianças só matavam aula. Onde podíamos andar num parque sem se preocupar com bala perdida a não ser as que deixávamos cair. No qual saímos de casa do jeito que queríamos sem se preocupar com alguém gostar muito do seu tênis e esquecer de pedir.
Já não importa o que você fez se sua conta bancária não responde a altura. Os nossos idosos, aqueles que lutaram contra a censura, estão à margem da sociedade vivendo com dois salários mínimos dado por uma previdência social lenta e deficitária. Não existe senso comum, o comum é o eu.
Pois é, cada um por si e Deus por todos.
Perdedores, que não são o que parecem ser. É mais ou menos por aí que caminha parte da humanidade. Vivemos num teatro de arena, sendo moldados e instigados e se chocar com determinadas coisas, a ficar feliz com outras, a se curvar e chorar ao ritmo de uma música descompassada.
As pessoas já não se chocam mais. Passou o tempo onde crianças só matavam aula. Onde podíamos andar num parque sem se preocupar com bala perdida a não ser as que deixávamos cair. No qual saímos de casa do jeito que queríamos sem se preocupar com alguém gostar muito do seu tênis e esquecer de pedir.
Já não importa o que você fez se sua conta bancária não responde a altura. Os nossos idosos, aqueles que lutaram contra a censura, estão à margem da sociedade vivendo com dois salários mínimos dado por uma previdência social lenta e deficitária. Não existe senso comum, o comum é o eu.
Pois é, cada um por si e Deus por todos.
O QUE ERA EU
Éramos quatro sem saber como chegamos a este ponto. Sabíamos que éramos quatro e que era indissociável nossa ligação. Tínhamos uns aos outros que nem feijão com arroz. Problemas, diferenças, risos, bebidas. Amizade em estado sólido protegido por uma parede verde. Era o colégio e a segurança de uma vida regrada. O colégio começa a ruir e junto com ele, este laço que a gente achava ser forte. Amizade é mais do que risadas embriagadas, mais do que coragem que um dá ao outro num respirar, mais do que carinho que a gente dispensa em dias de verão.Não era mais o verão, e o inverno começava a apontar um lugar desconhecido. Um novo mundo, sem paredes verdes, sem o sentimento de proteção que deu lugar a uma insegurança solitária. Já não éramos quatro. Cada um por si tentando salvar o que ainda ficou do quarteto que formávamos. Os dias que seguem rolam num emaranhado de lembranças boas que você vai preenchendo por pessoas novas. Por lugares novos até perceber que não era só um quarteto, eram os amigos que você tinha e agora andam como você numa solidão triste e adulta.
Éramos quatro sem saber como chegamos a este ponto. Sabíamos que éramos quatro e que era indissociável nossa ligação. Tínhamos uns aos outros que nem feijão com arroz. Problemas, diferenças, risos, bebidas. Amizade em estado sólido protegido por uma parede verde. Era o colégio e a segurança de uma vida regrada. O colégio começa a ruir e junto com ele, este laço que a gente achava ser forte. Amizade é mais do que risadas embriagadas, mais do que coragem que um dá ao outro num respirar, mais do que carinho que a gente dispensa em dias de verão.Não era mais o verão, e o inverno começava a apontar um lugar desconhecido. Um novo mundo, sem paredes verdes, sem o sentimento de proteção que deu lugar a uma insegurança solitária. Já não éramos quatro. Cada um por si tentando salvar o que ainda ficou do quarteto que formávamos. Os dias que seguem rolam num emaranhado de lembranças boas que você vai preenchendo por pessoas novas. Por lugares novos até perceber que não era só um quarteto, eram os amigos que você tinha e agora andam como você numa solidão triste e adulta.
segunda-feira, março 05, 2007
LIBERDADE
Eu perdi a inspiração junto com o juízo e minha mania de fazer as coisas certinhas. Não que eu tenha sido certinha muito tempo da minha vida, mas querer fazer as coisas certinhas eu sempre quis. Conversei com todos meus ex, mesmo quando queria cortar devagar e dolorosamente aqueles rostos que tanto gostei de apreciar. Falei com meus amigos mesmo quando queria ficar sozinha. Ajudei mesmo quando precisava de ajuda. Gritei quando trataram mal uma velhinha. fui semanalmente a casa de uma senhora que nada é minha, mas que eu considero como parte de mim. tive conversas sobre o passado mesmo não tendo participado dele. chorei quando me tiraram um pedaço da minha vida, quando o "nunca mais" fez todo o sentido.
Sinto falta da minha pureza juvenil. Do meus modos tolos, de olhares, gostos, cheiros, sorrisos. Os meus sorrisos, os que dava e recebia sem pedir. A verdade dura e crua que eu saía por aí grudando nas paredes sem pensar. As paredes que me seguravam, enquanto eu sentava agarrada aos meus joelhos tentando proteger alguma coisa que ainda tento descobrir.
O exagero é comum da minha pouca idade e da passionalidade que vivo. Sinto tudo exageradamente estranho. As minhas vontades me são estranhas, os meus medos me são estranhos, o seu olhar me é estranho. Não encontro seus olhos quando te olho, acho que vejo além deles. Vejo seus medos mais escondidos e que eu não seria indelicada o suficiente para revelar. Vejo o seu sorriso mais perfeito que não seria indelicada em pedir. Vejo a tua vida mais escondida que não seria indelicada em pedir para tirar o véu. Vejo seus amigos e tudo que de bom e ruim que eles te deram, mas não seria indelicada em pedir dossiê de contribuição. Vejo seus olhos fugindo dos meus. Um jogo sem grandes vencedores. Olhos, mãos, sorrisos, medos, verdades, inverdades, você e eu, sem formar o nós.
Obrigada por ser o que é e por estar ainda aqui...
Sem fugas, porque acima de tudo temos a nossa amizade. E se a base clichê não for demais: "a nossa liberdade é o que nós une".
Eu perdi a inspiração junto com o juízo e minha mania de fazer as coisas certinhas. Não que eu tenha sido certinha muito tempo da minha vida, mas querer fazer as coisas certinhas eu sempre quis. Conversei com todos meus ex, mesmo quando queria cortar devagar e dolorosamente aqueles rostos que tanto gostei de apreciar. Falei com meus amigos mesmo quando queria ficar sozinha. Ajudei mesmo quando precisava de ajuda. Gritei quando trataram mal uma velhinha. fui semanalmente a casa de uma senhora que nada é minha, mas que eu considero como parte de mim. tive conversas sobre o passado mesmo não tendo participado dele. chorei quando me tiraram um pedaço da minha vida, quando o "nunca mais" fez todo o sentido.
Sinto falta da minha pureza juvenil. Do meus modos tolos, de olhares, gostos, cheiros, sorrisos. Os meus sorrisos, os que dava e recebia sem pedir. A verdade dura e crua que eu saía por aí grudando nas paredes sem pensar. As paredes que me seguravam, enquanto eu sentava agarrada aos meus joelhos tentando proteger alguma coisa que ainda tento descobrir.
O exagero é comum da minha pouca idade e da passionalidade que vivo. Sinto tudo exageradamente estranho. As minhas vontades me são estranhas, os meus medos me são estranhos, o seu olhar me é estranho. Não encontro seus olhos quando te olho, acho que vejo além deles. Vejo seus medos mais escondidos e que eu não seria indelicada o suficiente para revelar. Vejo o seu sorriso mais perfeito que não seria indelicada em pedir. Vejo a tua vida mais escondida que não seria indelicada em pedir para tirar o véu. Vejo seus amigos e tudo que de bom e ruim que eles te deram, mas não seria indelicada em pedir dossiê de contribuição. Vejo seus olhos fugindo dos meus. Um jogo sem grandes vencedores. Olhos, mãos, sorrisos, medos, verdades, inverdades, você e eu, sem formar o nós.
Obrigada por ser o que é e por estar ainda aqui...
Sem fugas, porque acima de tudo temos a nossa amizade. E se a base clichê não for demais: "a nossa liberdade é o que nós une".
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
SOU SÓ
Quando meus olhos dão sinais de fadiga. Penso, que já cansei de ver o mundo deste jeito. Preciso começar a mudar o mundo. Dar novo colorido a vida pra tirar o ar cansado e vermelho dos meus olhos. Acho que eles estão tão cansados quanto eu. Somos iguais em graus diferentes, uma metonimia mal comportada. Uma peça mal combinada. Um texto improvisado por pessoas sem talento. Comédia feita por deprimidos.
Sou o contorcionista do circo brincando com o tecido. Pego os retalhos da vida e monto meu tecido. Subo nele e fico me revirando, tentando fazer bonito. Sem nada entender.
Talvez, seja o elefante grande e gordo, que lembra o primeiro filme que chorei quando era criança.
Ou ainda, 'os miseráveis' primeiro livro que me levou as lágrimas. Jean Valjean que me vem a memória agora em nome. Me foge a história. Lembro das lágrimas, de como chorei e do quanto doía de algum jeito estranho aquele livrinho de capa vermelha que peguei meio sem querer.
O filme que mais gosto e todos os outros que assisti querendo ver mais uma vez. Os diretores que filmam do jeito queria ver. Os roteiristas que escrevem o que eu queria viver. Os atores que dão vida ao que queria ser. O compositor que escreve minhas desgraças. O cantor que desnuda num palco a minha vida. Os shows que perdi, os que vi e os que verei.
Aquilo que admiro e deixei em retalhos no passado ou corto num presente bom.
As minhas saudades, dores, angústias, medos que não revelo pra ninguém.
Alguém que queria encontrar pra dividir tudo. Rir e falar sério com a mesma naturalidade. Sem acumular dúvidas nem esconder verdades que teimam em aparecer a cada respirar fundo.
Os amigos que deixei para trás, os que tenho, os que terei num futuro próximo.
Talvez, seja aquilo que ninguém vê numa simplicidade muda e só. Só é assim, sou só.
Quando meus olhos dão sinais de fadiga. Penso, que já cansei de ver o mundo deste jeito. Preciso começar a mudar o mundo. Dar novo colorido a vida pra tirar o ar cansado e vermelho dos meus olhos. Acho que eles estão tão cansados quanto eu. Somos iguais em graus diferentes, uma metonimia mal comportada. Uma peça mal combinada. Um texto improvisado por pessoas sem talento. Comédia feita por deprimidos.
Sou o contorcionista do circo brincando com o tecido. Pego os retalhos da vida e monto meu tecido. Subo nele e fico me revirando, tentando fazer bonito. Sem nada entender.
Talvez, seja o elefante grande e gordo, que lembra o primeiro filme que chorei quando era criança.
Ou ainda, 'os miseráveis' primeiro livro que me levou as lágrimas. Jean Valjean que me vem a memória agora em nome. Me foge a história. Lembro das lágrimas, de como chorei e do quanto doía de algum jeito estranho aquele livrinho de capa vermelha que peguei meio sem querer.
O filme que mais gosto e todos os outros que assisti querendo ver mais uma vez. Os diretores que filmam do jeito queria ver. Os roteiristas que escrevem o que eu queria viver. Os atores que dão vida ao que queria ser. O compositor que escreve minhas desgraças. O cantor que desnuda num palco a minha vida. Os shows que perdi, os que vi e os que verei.
Aquilo que admiro e deixei em retalhos no passado ou corto num presente bom.
As minhas saudades, dores, angústias, medos que não revelo pra ninguém.
Alguém que queria encontrar pra dividir tudo. Rir e falar sério com a mesma naturalidade. Sem acumular dúvidas nem esconder verdades que teimam em aparecer a cada respirar fundo.
Os amigos que deixei para trás, os que tenho, os que terei num futuro próximo.
Talvez, seja aquilo que ninguém vê numa simplicidade muda e só. Só é assim, sou só.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
FINALMENTE 2007
O aquecimento global me preocupa e este calor me irrita. Meu corpo sempre pedindo por um banho. O suor preenchendo minha nuca de fios de cabelo desprendidos do emaranhado que tento mante-los. A sede insaciável que na falta de você mato com água. A comida me fazendo passar mal, porque tá calor e comer é um mal nesta época. Tudo super calórico chamando meus olhos. Sem você pra matar o tempo que me resta. Com olhos pregados nesta tela. Dedos postos sobre botões. Ouvidos pregados em músicas que ouço todo o tempo.
Carnaval. Alegria fingida, comemoração de um país que parece só ter isto mesmo. Um monte de mulatas sambando e suando como porcas da índia. Gringos babacas, procurando 51 limão gelo e açúcar, com olhos pregados em bundas. Um desfile que mais parece uma vitrine de açougue. Onde se escondem as boas almas nesta época?!Não que eu não goste de carnaval, gosto sim e muito. Mas tenho um espírito extremamente nostálgico. Nostalgia do que não vivi, muitas vezes. Queria um baile de carnaval, com direito a marchinhas e máscaras. Ou blocos nas ruas. Ou Salvador, porque eu amo a Bahia duma maneira que não sei explicar e pronto.
Mas enquanto não tenho nada disto ao alcance, ouço beatles e assisto dvd's da madonna em casa com meus amigos em pleno feriado de carnaval.
Bom fim de carnaval e bem vindos a 2007.
O aquecimento global me preocupa e este calor me irrita. Meu corpo sempre pedindo por um banho. O suor preenchendo minha nuca de fios de cabelo desprendidos do emaranhado que tento mante-los. A sede insaciável que na falta de você mato com água. A comida me fazendo passar mal, porque tá calor e comer é um mal nesta época. Tudo super calórico chamando meus olhos. Sem você pra matar o tempo que me resta. Com olhos pregados nesta tela. Dedos postos sobre botões. Ouvidos pregados em músicas que ouço todo o tempo.
Carnaval. Alegria fingida, comemoração de um país que parece só ter isto mesmo. Um monte de mulatas sambando e suando como porcas da índia. Gringos babacas, procurando 51 limão gelo e açúcar, com olhos pregados em bundas. Um desfile que mais parece uma vitrine de açougue. Onde se escondem as boas almas nesta época?!Não que eu não goste de carnaval, gosto sim e muito. Mas tenho um espírito extremamente nostálgico. Nostalgia do que não vivi, muitas vezes. Queria um baile de carnaval, com direito a marchinhas e máscaras. Ou blocos nas ruas. Ou Salvador, porque eu amo a Bahia duma maneira que não sei explicar e pronto.
Mas enquanto não tenho nada disto ao alcance, ouço beatles e assisto dvd's da madonna em casa com meus amigos em pleno feriado de carnaval.
Bom fim de carnaval e bem vindos a 2007.
QUANDO
Não sei quem é você. Temo, mas acho que é um alguém que vive se pondo de maneiras diferentes. Da sua maneira, da nossa maneira que invento quando acho que te encontrei. Penso no seu sorriso quando a noite cai. E no seu olhar quando o dia nasce. Penso em pequenas coisas, escondendo coisas grandes. Penso em beijos e novelas. Em casos e acasos. Penso em nós que nem sei quem são. Naquilo que foi e se perdeu. E no que pode chegar. Em maneiras possíveis de amor e brigas impossíveis de desamor. Nunca tive um desamor grande. Tive amores, variados e diferentes. Platônicos, atônicos, nipônicos. Já briguei por amor ou por aquilo que achei ser amor. Já chorei por amor ou por aquilo que quis o fosse. Já procurei você em músicas e muitas vezes encontrei. Já misturei sentimentos e desfiz confusões. Me meti em confusões por você. É você um culpado, sem culpa. Um maldito sem maldição. Um nunca escondido na terra do nunca, que me repele por ter perdido a doçura de uma criança. Por ter deixado a inocência escapar e a verdade florescer.Sinto você cada vez mais perto e eu cada vez mais longe. Sinto seu cheiro, sua cor, forma, tamanho, sua maneira e a minha falta dela. Vejo um ninguém cada vez mais perto. Ninguém me salva, ninguém me segura, ninguém me apavora, ninguém me assusta. E este ninguém me desespera mais do que alguém. Sinto que tenho o que perder, como jamais senti. Como não senti quando me deixei levar. Quando aceitei os seus lábios. Tenho a vida que neguei possuir. A vejo, posso pega-la, mas ela é escorregadia e teima em se meter em manuais e métodos tolos.
Queria pegar a arte. Viver e respirar isto. Comer e vestir isto. Viver e morrer por isto. Queria ser alguém, mesmo achando o ninguém. Mesmo estando impregnada de um ninguém desesperador. Poderia seguir com minhas verdades até ter 21 e ser uma "adulta". Embora possa responder por meus atos com 18 e esteja a menos de 2 meses disto. Não estou pronta ou talvez tenha passado do ponto.
Quando tenho respostas!?
Quando tudo clareia!?
Quando encontro trabalho?!
Quando leio meus livros num bosque sem fim!?
Quando escuto minhas músicas todas sem ser interrompida por incompreensão?!
Quando viajo e encontro você?!
Quem é você, quem sou é, quem somos nós!?
Não sei quem é você. Temo, mas acho que é um alguém que vive se pondo de maneiras diferentes. Da sua maneira, da nossa maneira que invento quando acho que te encontrei. Penso no seu sorriso quando a noite cai. E no seu olhar quando o dia nasce. Penso em pequenas coisas, escondendo coisas grandes. Penso em beijos e novelas. Em casos e acasos. Penso em nós que nem sei quem são. Naquilo que foi e se perdeu. E no que pode chegar. Em maneiras possíveis de amor e brigas impossíveis de desamor. Nunca tive um desamor grande. Tive amores, variados e diferentes. Platônicos, atônicos, nipônicos. Já briguei por amor ou por aquilo que achei ser amor. Já chorei por amor ou por aquilo que quis o fosse. Já procurei você em músicas e muitas vezes encontrei. Já misturei sentimentos e desfiz confusões. Me meti em confusões por você. É você um culpado, sem culpa. Um maldito sem maldição. Um nunca escondido na terra do nunca, que me repele por ter perdido a doçura de uma criança. Por ter deixado a inocência escapar e a verdade florescer.Sinto você cada vez mais perto e eu cada vez mais longe. Sinto seu cheiro, sua cor, forma, tamanho, sua maneira e a minha falta dela. Vejo um ninguém cada vez mais perto. Ninguém me salva, ninguém me segura, ninguém me apavora, ninguém me assusta. E este ninguém me desespera mais do que alguém. Sinto que tenho o que perder, como jamais senti. Como não senti quando me deixei levar. Quando aceitei os seus lábios. Tenho a vida que neguei possuir. A vejo, posso pega-la, mas ela é escorregadia e teima em se meter em manuais e métodos tolos.
Queria pegar a arte. Viver e respirar isto. Comer e vestir isto. Viver e morrer por isto. Queria ser alguém, mesmo achando o ninguém. Mesmo estando impregnada de um ninguém desesperador. Poderia seguir com minhas verdades até ter 21 e ser uma "adulta". Embora possa responder por meus atos com 18 e esteja a menos de 2 meses disto. Não estou pronta ou talvez tenha passado do ponto.
Quando tenho respostas!?
Quando tudo clareia!?
Quando encontro trabalho?!
Quando leio meus livros num bosque sem fim!?
Quando escuto minhas músicas todas sem ser interrompida por incompreensão?!
Quando viajo e encontro você?!
Quem é você, quem sou é, quem somos nós!?
GRANDES E GORDOS
Cada dia mais difícil olhar uma tela em branco. Seguir meu teclado já meio apagado pelo vício e pelo teclar insistente e continuo, no qual já é desnecessário procurar letras, é tarefa continua. Tenho habilidade o suficiente para digitar sem olhar com 10 dedos numa rapidez que me assusta, não por ser exorbitante, mas por ser de uma prática ímpar. Penso em quanta vida passou por este teclado, em quantas palavras preguei nesta tela em branco tantas vezes companheira. Mas, que agora me denuncia. Denuncia que eu tô ficando velha, que já não sou tão adolescente assim, já tenho responsabilidades, tenho promessa de profissão. Pensar, procurar, escrever, investigar, informar, estudar. Tudo isto me é querido de uma maneira imprescindível. Não sei viver sem, mas não sei viver sem a minha irresponsabilidade com as palavras. Sem clichês de um mundo regado a métodos, a guias, a manuais. Preciso ir por este que é o caminho mais fácil embora mais longo. Uma faculdade, um estágio num lugar que provavelmente não terei orgulho eterno, mais tarde um emprego, mais um, outro, agora com o que eu sonhei quem sabe. E quando o que eu sonhei não fizer mais sentido!? E quando o sentido do sonho se esvair dos meus pensamentos?! Estou fadada a ser uma chata jornalista que bebe as verdades que gostaria de gritar, mas o manual, a linha editorial, o medo, a própria vida a impedi? Serei eu mais uma!? Sempre quis ganhar dinheiro vendendo palavras. Este é o caminho?!Dúvidas que deveriam ter sido assopradas para longe quando entrei na faculdade. Mas não, este foi só o passo mais fácil. Agora chegou a vida real. Me bate a real, eu não sou filha de ninguém influente. Nem tão pouco conheço alguém assim. Não sou modelo de beleza e nem beleza de modelo. Não tenho grandes feitos e nem pequenos. Não tenho feito nenhum. Nem feito, nem desfeito. Não abracei uma grande causa, não colei um grande causo. Não tive sortes exorbitantes...
Tenho a mim, a um teclado já desbotado, a professores críticos, a minha crítica interna que teima em ser a maior de todas. Dúvidas, incertezas, medos, grandes e gordos medos.
Cada dia mais difícil olhar uma tela em branco. Seguir meu teclado já meio apagado pelo vício e pelo teclar insistente e continuo, no qual já é desnecessário procurar letras, é tarefa continua. Tenho habilidade o suficiente para digitar sem olhar com 10 dedos numa rapidez que me assusta, não por ser exorbitante, mas por ser de uma prática ímpar. Penso em quanta vida passou por este teclado, em quantas palavras preguei nesta tela em branco tantas vezes companheira. Mas, que agora me denuncia. Denuncia que eu tô ficando velha, que já não sou tão adolescente assim, já tenho responsabilidades, tenho promessa de profissão. Pensar, procurar, escrever, investigar, informar, estudar. Tudo isto me é querido de uma maneira imprescindível. Não sei viver sem, mas não sei viver sem a minha irresponsabilidade com as palavras. Sem clichês de um mundo regado a métodos, a guias, a manuais. Preciso ir por este que é o caminho mais fácil embora mais longo. Uma faculdade, um estágio num lugar que provavelmente não terei orgulho eterno, mais tarde um emprego, mais um, outro, agora com o que eu sonhei quem sabe. E quando o que eu sonhei não fizer mais sentido!? E quando o sentido do sonho se esvair dos meus pensamentos?! Estou fadada a ser uma chata jornalista que bebe as verdades que gostaria de gritar, mas o manual, a linha editorial, o medo, a própria vida a impedi? Serei eu mais uma!? Sempre quis ganhar dinheiro vendendo palavras. Este é o caminho?!Dúvidas que deveriam ter sido assopradas para longe quando entrei na faculdade. Mas não, este foi só o passo mais fácil. Agora chegou a vida real. Me bate a real, eu não sou filha de ninguém influente. Nem tão pouco conheço alguém assim. Não sou modelo de beleza e nem beleza de modelo. Não tenho grandes feitos e nem pequenos. Não tenho feito nenhum. Nem feito, nem desfeito. Não abracei uma grande causa, não colei um grande causo. Não tive sortes exorbitantes...
Tenho a mim, a um teclado já desbotado, a professores críticos, a minha crítica interna que teima em ser a maior de todas. Dúvidas, incertezas, medos, grandes e gordos medos.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
SEM PLANOS
O tempo que deixei isto ao relento quase simula um abandono. Mas não é bem este o mal que me afastou daqui. O abandono não caracteriza parte alguma da minha vida, embora sinta as vezes que esta é a saída mais fácil. Acordar amanhã e procurar vida nova. Fugir das minhas confusões. Esconder sentimentos. Encontrar verdades que teimo em inventar. Viver o figurado da vida.
Seguir o teu conselho. O teu cheiro. Dedilhar o seu cabelo. Olhar seus olhos que me dizem mais do que as minhas palavras são capazes de reproduzir. Talvez a minha capacidade de transformar sentimento em palavras esteja se perdendo. E falar fique cada vez mais difícil, enquanto a minha pequena capacidade não se esvai. Olho para trás e não me arrependo de nada. Não deixo cada segundo escapar da minha memória. Sinto falta do seu beijo, de tocar sua pele, da nossa cumplicidade precisa e imprescindível. O daqui para frente pode ser diferente. Mas o daqui para trás me dá forças, para seguir em frente vivendo de momentos bons e pronto. Sem planos...
O tempo que deixei isto ao relento quase simula um abandono. Mas não é bem este o mal que me afastou daqui. O abandono não caracteriza parte alguma da minha vida, embora sinta as vezes que esta é a saída mais fácil. Acordar amanhã e procurar vida nova. Fugir das minhas confusões. Esconder sentimentos. Encontrar verdades que teimo em inventar. Viver o figurado da vida.
Seguir o teu conselho. O teu cheiro. Dedilhar o seu cabelo. Olhar seus olhos que me dizem mais do que as minhas palavras são capazes de reproduzir. Talvez a minha capacidade de transformar sentimento em palavras esteja se perdendo. E falar fique cada vez mais difícil, enquanto a minha pequena capacidade não se esvai. Olho para trás e não me arrependo de nada. Não deixo cada segundo escapar da minha memória. Sinto falta do seu beijo, de tocar sua pele, da nossa cumplicidade precisa e imprescindível. O daqui para frente pode ser diferente. Mas o daqui para trás me dá forças, para seguir em frente vivendo de momentos bons e pronto. Sem planos...
quinta-feira, janeiro 25, 2007
FRASE
Segurando meu guarda chuva vermelho. Alheia a tudo e a todos. Eis que surge a frase que resume a minha situação "distraindo a verdade, enganando o coração".Tenho sérias dúvidas de que esteja fazendo a coisa certa. E não é por falta de padrão. É dar valor pra quem não te dá. E enganar a quem te quer te verdade. Por mero, capricho bobo.Cansei.
Tenho vocação pra um monte de coisas, mas palhaça não entra na lista.
Momento desabafo. Porque já postei na merda no claritromicina [fotolog]. E é lá que falo abertamente do meu umbigo, não que aqui não fale. Ah, enfim.
Julia, adorei o comentário. Mas se você voltar aqui, deixa o email pra gente poder conversar.
E a todos que entram e leiem. Se quiser comentar, a vontade. Adoro os comentários. Mas é legal responder, logo se deixar email ou blog. Tento manter contato.
Obrigada. xD
ps: a frase é da música "antes que seja tarde" do pato fu.
Segurando meu guarda chuva vermelho. Alheia a tudo e a todos. Eis que surge a frase que resume a minha situação "distraindo a verdade, enganando o coração".Tenho sérias dúvidas de que esteja fazendo a coisa certa. E não é por falta de padrão. É dar valor pra quem não te dá. E enganar a quem te quer te verdade. Por mero, capricho bobo.Cansei.
Tenho vocação pra um monte de coisas, mas palhaça não entra na lista.
Momento desabafo. Porque já postei na merda no claritromicina [fotolog]. E é lá que falo abertamente do meu umbigo, não que aqui não fale. Ah, enfim.
Julia, adorei o comentário. Mas se você voltar aqui, deixa o email pra gente poder conversar.
E a todos que entram e leiem. Se quiser comentar, a vontade. Adoro os comentários. Mas é legal responder, logo se deixar email ou blog. Tento manter contato.
Obrigada. xD
ps: a frase é da música "antes que seja tarde" do pato fu.
terça-feira, janeiro 23, 2007
DESEQUILÍBRIO
Há momentos que me sinto tão sozinha que dói. Pensar que tudo que foi bom, passou e não volta. Não excluo a possibilidade de ter dias melhores, mas sinto em te-los longe das pessoas que me mostraram que pouca coisa vale a pena quando não se tem amigos de verdade. E não é aquele amigo que tá a todo tempo te mandando sinais de que te adora, ou aquele amigo que fala palavras lindas, ou aquele que vive pra te xingar quando você persiste no erro de acreditar no ser humano. É mais do que isto, é encontrar o cara que te dá silêncio quando você roga por palavras, mas do que precisa é ficar quieto e antes de encontrar o conforto no outro. Encontrar ele em você. Porque o outro é mais fácil. É mais fácil viver pra outro. É mais fácil projetar sonhos em outro. Transformar aquele cara ali perdido e carente, no seu porto seguro.
Me pego, segurando minhas pernas. Tentando deixar tudo perto. Tentando ficar perto de mim, quando as coisas começam a sair do meu controle. Procuro em mim, o que admiro em outrem. Procuro as palavras que queria escutar, grito com minha cabeça sempre indecisa, confusa, estranha que transita entre o cômodo e o novo. Que vai do ar companheiro a sombra blasé.
Sonhos. Tenho tantos e tão diferentes. Embaralhados. Confusos. Diferentes. Queria sair daqui, ir pro mundo procurar diversão, procurar trabalho, procurar gente. Esta existência me limita, estes medos me tiram a calma. Não tenho planos. Não sei o que será do meu amanhã. Tudo é a repetição do hoje, com uma lacuna enorme que preencho de verdades que teimo em inventar o tempo todo.
Cansei. Estou cansando, assim como estarei tendo um futuro sistemático, assim como o gerúndio impregna. Cansei de ter um amanhã certo e controlado. Talvez precise disto, como um viciado precisa da droga. Meu corpo dá sinais de estafa, minha mente grita e eu continuo procurando o meu porto seguro.
Entretanto, não acredito que esteja a procura de um porto seguro. Porque isto é bom demais pra existir e chato demais pra me parar. Garantias, procuro garantias.
Garantia de que este é o caminho certo. Que entrar na faculdade me dará um emprego bacana. Que eu vou conseguir vender palavras e depois gastar os reais com meus amigos num boteco da vida. Garantia de que te aceitar é o certo, que fugir do cômodo, valerá a pena neste caso. Garantia de que tudo que ouvi e vi até hoje, é falso e sujo e que amanhã eu encontro uma coisa mágica.
Adolescente. Sim, eu sou. Não é vergonha nenhuma ser. Vergonha é ouvir de alguém, "ahh, já fiz isto e foi tão bom". Foi bom!? E por que agora você precisa se prender a convencionalismos baratos!? Por que agora você está fadado a ser um idiota?! São os anos. Tem coisas boas que eles trazem, claro. Mas se o passar deles. Te mudaram como mudam a mim, não cai nesta. Já deixei minha pureza de criança se perder, não quero fazer o mesmo com a minha adolescência. Já não consigo acreditar nas pessoas. Já tenho marcas que o tempo deixou. E não quero faze-las virar cicatrizes eternas.
Vou de sonho em sonho, desenhando uma coisa que não sei qual. Vou de estação em estação, procurando um mundo novo. Vou de estado a estado, pensando que poderíamos ser diferentes. Vago entre o verdadeiro e falso. O moral e o imoral. A verdade e a mentira. Entre razão e emoção. Procuro só o equilibro, da minha maneira desequilibrada.
ainda procurando emprego, se alguém tiver algum escreva para: claritromicina@gmail.com
Há momentos que me sinto tão sozinha que dói. Pensar que tudo que foi bom, passou e não volta. Não excluo a possibilidade de ter dias melhores, mas sinto em te-los longe das pessoas que me mostraram que pouca coisa vale a pena quando não se tem amigos de verdade. E não é aquele amigo que tá a todo tempo te mandando sinais de que te adora, ou aquele amigo que fala palavras lindas, ou aquele que vive pra te xingar quando você persiste no erro de acreditar no ser humano. É mais do que isto, é encontrar o cara que te dá silêncio quando você roga por palavras, mas do que precisa é ficar quieto e antes de encontrar o conforto no outro. Encontrar ele em você. Porque o outro é mais fácil. É mais fácil viver pra outro. É mais fácil projetar sonhos em outro. Transformar aquele cara ali perdido e carente, no seu porto seguro.
Me pego, segurando minhas pernas. Tentando deixar tudo perto. Tentando ficar perto de mim, quando as coisas começam a sair do meu controle. Procuro em mim, o que admiro em outrem. Procuro as palavras que queria escutar, grito com minha cabeça sempre indecisa, confusa, estranha que transita entre o cômodo e o novo. Que vai do ar companheiro a sombra blasé.
Sonhos. Tenho tantos e tão diferentes. Embaralhados. Confusos. Diferentes. Queria sair daqui, ir pro mundo procurar diversão, procurar trabalho, procurar gente. Esta existência me limita, estes medos me tiram a calma. Não tenho planos. Não sei o que será do meu amanhã. Tudo é a repetição do hoje, com uma lacuna enorme que preencho de verdades que teimo em inventar o tempo todo.
Cansei. Estou cansando, assim como estarei tendo um futuro sistemático, assim como o gerúndio impregna. Cansei de ter um amanhã certo e controlado. Talvez precise disto, como um viciado precisa da droga. Meu corpo dá sinais de estafa, minha mente grita e eu continuo procurando o meu porto seguro.
Entretanto, não acredito que esteja a procura de um porto seguro. Porque isto é bom demais pra existir e chato demais pra me parar. Garantias, procuro garantias.
Garantia de que este é o caminho certo. Que entrar na faculdade me dará um emprego bacana. Que eu vou conseguir vender palavras e depois gastar os reais com meus amigos num boteco da vida. Garantia de que te aceitar é o certo, que fugir do cômodo, valerá a pena neste caso. Garantia de que tudo que ouvi e vi até hoje, é falso e sujo e que amanhã eu encontro uma coisa mágica.
Adolescente. Sim, eu sou. Não é vergonha nenhuma ser. Vergonha é ouvir de alguém, "ahh, já fiz isto e foi tão bom". Foi bom!? E por que agora você precisa se prender a convencionalismos baratos!? Por que agora você está fadado a ser um idiota?! São os anos. Tem coisas boas que eles trazem, claro. Mas se o passar deles. Te mudaram como mudam a mim, não cai nesta. Já deixei minha pureza de criança se perder, não quero fazer o mesmo com a minha adolescência. Já não consigo acreditar nas pessoas. Já tenho marcas que o tempo deixou. E não quero faze-las virar cicatrizes eternas.
Vou de sonho em sonho, desenhando uma coisa que não sei qual. Vou de estação em estação, procurando um mundo novo. Vou de estado a estado, pensando que poderíamos ser diferentes. Vago entre o verdadeiro e falso. O moral e o imoral. A verdade e a mentira. Entre razão e emoção. Procuro só o equilibro, da minha maneira desequilibrada.
ainda procurando emprego, se alguém tiver algum escreva para: claritromicina@gmail.com
terça-feira, janeiro 16, 2007
NOVO
Pensar no que pode ser me desespera, porque eu sei de antemão que não poderá jamais ser nada demais. Pensar no que eu perdo pensando, me desespera porque eu não deixo acontecer o que esta pronto aqui, agora pra acontecer. Não consigo olhar o mundo e ver como foi um dia. Não acho engraçado nem tão pouco triste. È diferente, e eu tenho medo do novo por mais que viva numa busca constante por ele.
E esta, é minha vida nova.
Ainda, preciso de um emprego.
Pensar no que pode ser me desespera, porque eu sei de antemão que não poderá jamais ser nada demais. Pensar no que eu perdo pensando, me desespera porque eu não deixo acontecer o que esta pronto aqui, agora pra acontecer. Não consigo olhar o mundo e ver como foi um dia. Não acho engraçado nem tão pouco triste. È diferente, e eu tenho medo do novo por mais que viva numa busca constante por ele.
E esta, é minha vida nova.
Ainda, preciso de um emprego.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
UM DIA EU SENTO
Preciso sentar a mesa colocar nomes em pedaços de papel e ir separando a vida que quero ter. Do caminho que ela segue. Escolher. Pensar. Mentir para mim e enganar mais os outros.Cansei de ter que falar sempre a verdade. Sendo que a verdade, primeiro não existe e segundo interpretam errado as coisas que eu acredito. Não sejam chatos, eu acredito e até que me provem o contrário tá certo. E quem disse que me provar o contrário é fácil!? Ariana, ascendente em escorpião lua em gêmeos. Tento entender astrologia, não entedo porranenhuma mas toda vez que eu falo esta trinca se assustam. Deve ser ruim, eu devo ser ruim e quem disse que estou preocupada em ser boa?!
Já me falaram uma vez e é verdade eu sou prolixa. E quem disse que este objetivismo chato me atrai?!Já me falaram que eu sou cabeça dura. Isto meu amigo, foi uma grande descoberta. Convivendo com minha pessoa por 17 [quase 18, e quem acha que é ruim ter 17 esperem até entrarem nos 30 e eu continuar linda e loira com 29] ainda não tinha percebido.
Já me falaram que eu tenho deficit de atenção. Tá isto não me falaram, eu conclui depois de tentar manter conversas com 3 pessoas no msn e sobrar risadas. Toda vez que perdia o fio da meada ia risadas [hahaha = seilá do que estava falando]. Claro que não era só o msn, tinha o orkut, os textos duma mulher que tô lendo porque o cara no bar domingo falou que é bom. Nem achei tudo isto ainda, mas dizem que os textos do ser antigos eram bons porque agora ela é uma velha chata e academica. Vou atrás dos antigos. Lição de casa. E tinha a música, tô ouvindo the grates banda australiana legalzinha. Não tem letras cabeça e uma das músicas começa assim "some motherfuckers think they're born to dancer".
E tem a confusão do youtube que agora me diverte. Okay, dei ataque quando soube da decisão. Mas já soube que ACABOU, que conseguiram uma liminar, que não haverá bloqueio a não ser do vídeo da cicarelli f*dendo com o namorado. Mas seria legal avisar, que todo mundo já viu. Que uma galera enorme tem este videozinho no pc. E que outra galera enorme vende o dvd por 3 conto, em barraquinhas no centro. E que a menos que ela consiga um dia ganhar tanto dinheiro quanto a xuxa isto não some. Aliás é um mistério como ela conseguiu fazer a população brasileira 'esquecer', aliás eu tinha no pc o 'material', mas formatei e perdi. Será que me pagariam por ele!?
Isto tô precisando de grana. Preciso trabalhar. Se bem que tô com medo de não saber fazer nada bem. Já tentei informática, um ano e meio de curso tecnico que eu matava pra ir ao cinema, ou passava a aula toda discutindo com a Lika a teoria da relatividade das luzes que acendem quando uma pessoa entra no recinto. E que depois paguei pra fazerem meu TCC, eu e meu grupo que amavam informática tanto quanto eu. O projeto era legal, um sistema pra uma balada. Que tinha o nome bizarro e que eu já esqueci.
Daí tentei ir trabalhar com meu pai. Mas ele não me aceitou. [rs*].
Então mandei currículos pra um monte de lugar. Mas não gostam dos meus 17 anos, não sei o que muda em ter 18. Mas okay, respeito. E espero 4 meses no ócio. Pensando em empregos que poderia ter. Telemarketing, porque qualquer um trabalha com isto. Não deve ser tão dificil assim, e deve ser legal ser tratada mal por todos que odeiam atendentes de telemarketing. Digitadora, eu digito rápido, com poucos erros e não ligaria se eu pudesse usar a internet enquanto trabalho. Loja de cd ou livro, nisto eu trabalharia contente, o único mal seria que meu salário não sairia de lá, idéia boa parcialmente. Poderia escrever bula de remédio, pagam pra quem escreve bula de remédio e escrever bula de remédio é super clichê. Poderia trabalhar na máquina de xeroz de uma editora qualquer. Ou na máquina de café de uma redação. Ou tirando o pó das fitas do acervo de uma emissora. Ou qualquer coisa com gente que muda constantemente. E que tenha o ego inflado no primeiro momento, mas que dê pra dobrar depois.
Ahhhhh, preciso de gente nova.
tédio feche suas asas.
Agora tá batendo o medo da cásper. Passei em todos os vestibulares que prestei mesmo que quimica, fisica e matemática me causasse problemas. Sempre tinha a outra parte da prova que me salvava. O ruim, é que a outra parte salva todo mundo.
MEDO!! Queria passar, pra fazer facul no lugar que mais amo no mundo. Na avenida luz.
Preciso sentar a mesa colocar nomes em pedaços de papel e ir separando a vida que quero ter. Do caminho que ela segue. Escolher. Pensar. Mentir para mim e enganar mais os outros.Cansei de ter que falar sempre a verdade. Sendo que a verdade, primeiro não existe e segundo interpretam errado as coisas que eu acredito. Não sejam chatos, eu acredito e até que me provem o contrário tá certo. E quem disse que me provar o contrário é fácil!? Ariana, ascendente em escorpião lua em gêmeos. Tento entender astrologia, não entedo porranenhuma mas toda vez que eu falo esta trinca se assustam. Deve ser ruim, eu devo ser ruim e quem disse que estou preocupada em ser boa?!
Já me falaram uma vez e é verdade eu sou prolixa. E quem disse que este objetivismo chato me atrai?!Já me falaram que eu sou cabeça dura. Isto meu amigo, foi uma grande descoberta. Convivendo com minha pessoa por 17 [quase 18, e quem acha que é ruim ter 17 esperem até entrarem nos 30 e eu continuar linda e loira com 29] ainda não tinha percebido.
Já me falaram que eu tenho deficit de atenção. Tá isto não me falaram, eu conclui depois de tentar manter conversas com 3 pessoas no msn e sobrar risadas. Toda vez que perdia o fio da meada ia risadas [hahaha = seilá do que estava falando]. Claro que não era só o msn, tinha o orkut, os textos duma mulher que tô lendo porque o cara no bar domingo falou que é bom. Nem achei tudo isto ainda, mas dizem que os textos do ser antigos eram bons porque agora ela é uma velha chata e academica. Vou atrás dos antigos. Lição de casa. E tinha a música, tô ouvindo the grates banda australiana legalzinha. Não tem letras cabeça e uma das músicas começa assim "some motherfuckers think they're born to dancer".
E tem a confusão do youtube que agora me diverte. Okay, dei ataque quando soube da decisão. Mas já soube que ACABOU, que conseguiram uma liminar, que não haverá bloqueio a não ser do vídeo da cicarelli f*dendo com o namorado. Mas seria legal avisar, que todo mundo já viu. Que uma galera enorme tem este videozinho no pc. E que outra galera enorme vende o dvd por 3 conto, em barraquinhas no centro. E que a menos que ela consiga um dia ganhar tanto dinheiro quanto a xuxa isto não some. Aliás é um mistério como ela conseguiu fazer a população brasileira 'esquecer', aliás eu tinha no pc o 'material', mas formatei e perdi. Será que me pagariam por ele!?
Isto tô precisando de grana. Preciso trabalhar. Se bem que tô com medo de não saber fazer nada bem. Já tentei informática, um ano e meio de curso tecnico que eu matava pra ir ao cinema, ou passava a aula toda discutindo com a Lika a teoria da relatividade das luzes que acendem quando uma pessoa entra no recinto. E que depois paguei pra fazerem meu TCC, eu e meu grupo que amavam informática tanto quanto eu. O projeto era legal, um sistema pra uma balada. Que tinha o nome bizarro e que eu já esqueci.
Daí tentei ir trabalhar com meu pai. Mas ele não me aceitou. [rs*].
Então mandei currículos pra um monte de lugar. Mas não gostam dos meus 17 anos, não sei o que muda em ter 18. Mas okay, respeito. E espero 4 meses no ócio. Pensando em empregos que poderia ter. Telemarketing, porque qualquer um trabalha com isto. Não deve ser tão dificil assim, e deve ser legal ser tratada mal por todos que odeiam atendentes de telemarketing. Digitadora, eu digito rápido, com poucos erros e não ligaria se eu pudesse usar a internet enquanto trabalho. Loja de cd ou livro, nisto eu trabalharia contente, o único mal seria que meu salário não sairia de lá, idéia boa parcialmente. Poderia escrever bula de remédio, pagam pra quem escreve bula de remédio e escrever bula de remédio é super clichê. Poderia trabalhar na máquina de xeroz de uma editora qualquer. Ou na máquina de café de uma redação. Ou tirando o pó das fitas do acervo de uma emissora. Ou qualquer coisa com gente que muda constantemente. E que tenha o ego inflado no primeiro momento, mas que dê pra dobrar depois.
Ahhhhh, preciso de gente nova.
tédio feche suas asas.
Agora tá batendo o medo da cásper. Passei em todos os vestibulares que prestei mesmo que quimica, fisica e matemática me causasse problemas. Sempre tinha a outra parte da prova que me salvava. O ruim, é que a outra parte salva todo mundo.
MEDO!! Queria passar, pra fazer facul no lugar que mais amo no mundo. Na avenida luz.
quinta-feira, janeiro 04, 2007
SE ESCONDE
Um dia eu quero casar. Escrever prum lugar foda, que não precisa ser o lugar mais visto, mais almejado, mais remunerado só preciso admirar porque eu preciso admirar as coisas e as pessoas da minha vida. Ter um filho. Fazer uma tattoo. Me apaixonar loucamente. Viajar para Londres. Conhecer um monte de gente bacana e babaca. Comprar uma casa no Rio pra passar férias. Uma em Salvador pra ver minha família. Ter uma cadela que já tem nome. Me admirar. Ser bem resolvida. Ficar quieta, as vezes. Querer quem me quer. Dar valor a ligações que não queria atender, porque não quero quem me quer.
Um dia eu queria você aqui. Pra dividir alegrias. Chorar as tristezas. Rir das nossas desgraças.
Um dia queria encontrar alguém que lesse e entende-se cada palavra do que escrevo.
Um dia eu queria achar o sorriso da perdição. Porque sorrisos fodem. Olhares fodem. Mas sorrisos fodem mais. O sorriso dissimula, o sorriso denúncia o nervoso. O sorriso mostra a cara e esconde a alma. O sorriso é menos que o olhar, mas fode mais.Um dia queria sentir o medo do meu primeiro beijo, de novo. E ser amparada como se fosse a mulher mais frágil do mundo.
Um dia queria soltar minhas pernas e ter coragem. Coragem pra falar e pra chorar na sua frente.
Um dia queria encontrar a paz.
Um dia queria ser eu em tempo integral. Confessar minhas fraquezas. Mostrar meus erros. Dizer os clichês que penso, mas abafo para não parecer idiota.
Um dia... Queria encontrar você, que não conheço. Ou que se esconde.
Um dia eu quero casar. Escrever prum lugar foda, que não precisa ser o lugar mais visto, mais almejado, mais remunerado só preciso admirar porque eu preciso admirar as coisas e as pessoas da minha vida. Ter um filho. Fazer uma tattoo. Me apaixonar loucamente. Viajar para Londres. Conhecer um monte de gente bacana e babaca. Comprar uma casa no Rio pra passar férias. Uma em Salvador pra ver minha família. Ter uma cadela que já tem nome. Me admirar. Ser bem resolvida. Ficar quieta, as vezes. Querer quem me quer. Dar valor a ligações que não queria atender, porque não quero quem me quer.
Um dia eu queria você aqui. Pra dividir alegrias. Chorar as tristezas. Rir das nossas desgraças.
Um dia queria encontrar alguém que lesse e entende-se cada palavra do que escrevo.
Um dia eu queria achar o sorriso da perdição. Porque sorrisos fodem. Olhares fodem. Mas sorrisos fodem mais. O sorriso dissimula, o sorriso denúncia o nervoso. O sorriso mostra a cara e esconde a alma. O sorriso é menos que o olhar, mas fode mais.Um dia queria sentir o medo do meu primeiro beijo, de novo. E ser amparada como se fosse a mulher mais frágil do mundo.
Um dia queria soltar minhas pernas e ter coragem. Coragem pra falar e pra chorar na sua frente.
Um dia queria encontrar a paz.
Um dia queria ser eu em tempo integral. Confessar minhas fraquezas. Mostrar meus erros. Dizer os clichês que penso, mas abafo para não parecer idiota.
Um dia... Queria encontrar você, que não conheço. Ou que se esconde.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Paz ?!
Neste começo de ano eu só queria uma coisa. Paz. Pra pensar em nada e não ser invadida. Pra fugir das loucuras do mundo. Pra me enterrar em loucuras que são minhas e só minhas. Paz. Pra dormir. Pra deixar minha gastrite ir embora.
Paz.
O que eu quero não é aquilo que é melhor para mim e eu sei. O que eu quero não é "normal" e eu sei. Eu tenho medo do que eu quero, e eu também sei.
Tá tudo tão enrolado, que nem escrever resolve. E isto sempre resolveu minha vida.
Neste começo de ano eu só queria uma coisa. Paz. Pra pensar em nada e não ser invadida. Pra fugir das loucuras do mundo. Pra me enterrar em loucuras que são minhas e só minhas. Paz. Pra dormir. Pra deixar minha gastrite ir embora.
Paz.
O que eu quero não é aquilo que é melhor para mim e eu sei. O que eu quero não é "normal" e eu sei. Eu tenho medo do que eu quero, e eu também sei.
Tá tudo tão enrolado, que nem escrever resolve. E isto sempre resolveu minha vida.
quinta-feira, dezembro 28, 2006
2006?! REPEAT, please!
Este ano é pra ser lembrado, relembrado, visto e revisto e se possível revivido.
2006 foi um ano mágico em vários sentidos. Muitas coisas continuam aqui, a saudades de quem se foi e não vai me dizer nunca mais num domingo a tarde "cheguei". Alguns medos, vários desejos, muitos sonhos. Cresci, mudei, aceitei coisas novas na minha vida e expulsei coisas antigas.ahhh. é foi isto.
saudades a explorada [interna]
~
PUTAQUEPARIU!
Este ano é pra ser lembrado, relembrado, visto e revisto e se possível revivido.
2006 foi um ano mágico em vários sentidos. Muitas coisas continuam aqui, a saudades de quem se foi e não vai me dizer nunca mais num domingo a tarde "cheguei". Alguns medos, vários desejos, muitos sonhos. Cresci, mudei, aceitei coisas novas na minha vida e expulsei coisas antigas.ahhh. é foi isto.
saudades a explorada [interna]
~
PUTAQUEPARIU!
quinta-feira, dezembro 21, 2006
PASSEI, MANÉ!
Amo ter blog, porque posso externar alegria e pregar letras nela.
PASSEI. Graças ao conselho, graças a 'Deus', graças a você e a mim!
AHÁ! Não mais escola, chega. Acabou! Facú ou que for ano que vem.
Além de externar felicidade ainda posso falar que não gostei dos cds novos da Ana Carolina, vai ver até mudo de opinião. Porque eu posso mudar o quanto quiser e foda-se.
AHÁ! Que venha a merda do natal, odeio.
Não gosto, nunca gostei e chego a gostar ainda menos de uns 2 anos pra cá.
Amo ter blog, porque posso externar alegria e pregar letras nela.
PASSEI. Graças ao conselho, graças a 'Deus', graças a você e a mim!
AHÁ! Não mais escola, chega. Acabou! Facú ou que for ano que vem.
Além de externar felicidade ainda posso falar que não gostei dos cds novos da Ana Carolina, vai ver até mudo de opinião. Porque eu posso mudar o quanto quiser e foda-se.
AHÁ! Que venha a merda do natal, odeio.
Não gosto, nunca gostei e chego a gostar ainda menos de uns 2 anos pra cá.
quarta-feira, dezembro 20, 2006
METABOLISMO
Meu problema deve ser meu metabolismo. Ele tá trabalhando muito rápido e ocupando cargos que não são dele. Tô queimando vida, queimando pessoas, queimando etapas.
Fazendo tudo. Fazendo tudo errado, talvez, mas fazendo.
Metabolismo desenfreado, vida desenfreada.
Troquei o que poderia ser alguma coisa um dia. Por uma aventura que tá predestinada a parar num começo bom. Não tem futuro. Talvez, EU não tenha futuro.
O que me deixa feliz é que tive um hoje bom. Melhor amiga, filme bom, confuso, estranho.
Hmmm... Nós?! Amigas, confusas, as duas em merdas distintas..
Amigas pra sempre. Uma das únicas certezas de agora. AMO AMO AMO AMO.
O mesmo frio na barriga!?
Duas vezes. Num mesmo dia. Por duas pessoas distintas.
CHEGA!
Ui.
Meu problema deve ser meu metabolismo. Ele tá trabalhando muito rápido e ocupando cargos que não são dele. Tô queimando vida, queimando pessoas, queimando etapas.
Fazendo tudo. Fazendo tudo errado, talvez, mas fazendo.
Metabolismo desenfreado, vida desenfreada.
Troquei o que poderia ser alguma coisa um dia. Por uma aventura que tá predestinada a parar num começo bom. Não tem futuro. Talvez, EU não tenha futuro.
O que me deixa feliz é que tive um hoje bom. Melhor amiga, filme bom, confuso, estranho.
Hmmm... Nós?! Amigas, confusas, as duas em merdas distintas..
Amigas pra sempre. Uma das únicas certezas de agora. AMO AMO AMO AMO.
O mesmo frio na barriga!?
Duas vezes. Num mesmo dia. Por duas pessoas distintas.
CHEGA!
Ui.
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