The girl with kaleidoscope eyes
Eu gosto tanto daquelas lembranças. Da minha infância, com o quintal da casa na minha vó, as laranjas do pé, o pé na areia. Eu gosto tanto daqueles dias. Das tardes deitada na grama e a cabeça na mochila, das aulas de literatura, eu gosto tanto. Todas aquelas conversas e de como você diz todas as verdades que as pessoas não falam. E de como acredita que eu não ouço. Sem saber, sem notar, sem querer me faz ver algumas coisas e discordar de outras. Eu gosto de tantos pequenos detalhes. Minha cabeça é toda feita deles e de algumas lembranças. De pequenas lembranças. Como aquele dia que você dormiu o tempo todo e eu fiquei quietinha pra não te acordar.
ah, semana, corre.
corre.
corre.
nha, columbia leva o cover da semana, não por ser bom, por me fazer bater os pezinhos e rir dela cantando igual. :)
lucy in the skyyyyyyyyy with diamonds.
segunda-feira, março 31, 2008
LET'S DANCE
O que fazer quando nem seu porto seguro é mais seguro? Andar pelas ruas de São Paulo, pensando em como tudo pode ser assoprado da sua vida sem aviso prévio. Achar ridiculo aquele seu texto misturado a realidade de um jeito tão ruim. Você voltou a fazer do jeito que era antes e não era assim tão bom. E a minha vida é essa complexidade toda.
Então as pessoas fazem rodas e mais rodas de verdade com minhas histórias. Que deve ser um pouco menos interessante do que parece. O meu inferno astral resolveu fazer festa dos demônios. Bem vindos, meus queridos, o acaso roteriza a minha vida. E os melhores lugares que estive foram eles que me colocaram. Na felicidade e na dor.
Aquilo que eu esperei e estava na minha mão escorreu. O meu porto seguro cheio de trabalho, já parece não mais acontecer, e eu ando por essas ruas com entorpecentes inofensivos. Me falam da minha vida, apresentam soluções, dos cigarros e da bebida. Disso e daquilo. De tudo que eu sou obrigada a presenciar e esperam meus sorrisos. Aprendam: eu não sei fingir, ponto. Se não é, não é e se é, é de verdade. Sem a pena das pessoas que jamais vão entender nada de viver. Ou vão viver sempre como se entendessem. Com essa alegria frigida. Eu escolhi queimar, eu escolhi a verdade de dentro de mim, aquela que meu amigo lembrou estar aqui.
Meu celular resolveu ter vida própria, então ele desligou e não ligava, tirar e colocar a bateria cinquenta vezes e quando ele ligou a mensagem da única irmã por opção que tenho: "let's dance to Joy Division! Everything is going wrong but we are so happy!". Uma vontade de chorar com ela que entende a milhas de distância. A mensagem certa, na hora mais certa, e a música da Lykke Li falando: 'dance, dance, dance'. Tudo que eu precisava para resolver ir em um sebo e ver o filme do Dylan, que é "mais poesia do que eu sou capaz de fazer".
As resoluções apareceram, eu saio do país no meio do ano, vou lá dar uma volta e ver o que acontece longe desse pequeno caos particular que me escolheu para fazer parte da cena.
Ela brincou e falou que eu estou ficando importante na cena, como ele não é lá, como eu poderia ser aqui se fizesse as escolhas certas. Mas eu só faço escolhas possíveis de suportar. E ser importante agora, não é grande coisa, não mais do que eu preciso resolver.
Sem ficar por aí sentada, sofrendo, chorando, ouvindo que eu preciso parar de "fingir que é fraca". Faz-me rir. A minha fraqueza está no meio de músicas e de coisas que você é incapaz de enxergar.
Eu devia ter levantado ontem e mandado aquela mensagem de boa noite, que fiquei devendo, deveria, mas não fiz. Não fiz e hoje eu pensei em te ligar e pedir para vir aqui. Ver o filme e ficar comigo. Sem fazer nada, só vir, mas eu não fiz e outra vez estou passeando com os demônios do meu inferno astral.
Semana que vem eu faço dezenove e os anos não pesam. Porque eu entendi a frase do filme que vi há quase um ano "escrever é mais importante que morrer". Eu achei que escrever fosse tão ou mais importante que viver. Mas é a salvação muda, então é o que me livra de morrer, o que não me deixa sofrer.
Então "let's dance. everything going wrong but we are so happy".
ps: na lan house da lee, aquela do lado do ibotirama, agora eu vou ver o filme do Dylan, se der tempo passar no banco e comprar o livro do Henry. Achei outro paraíso do meu consumo e amor pelas palavras.
E pra quem acha que é tudo simples: "VIVE A MINHA VIDA POR UMA SEMANA".
O que fazer quando nem seu porto seguro é mais seguro? Andar pelas ruas de São Paulo, pensando em como tudo pode ser assoprado da sua vida sem aviso prévio. Achar ridiculo aquele seu texto misturado a realidade de um jeito tão ruim. Você voltou a fazer do jeito que era antes e não era assim tão bom. E a minha vida é essa complexidade toda.
Então as pessoas fazem rodas e mais rodas de verdade com minhas histórias. Que deve ser um pouco menos interessante do que parece. O meu inferno astral resolveu fazer festa dos demônios. Bem vindos, meus queridos, o acaso roteriza a minha vida. E os melhores lugares que estive foram eles que me colocaram. Na felicidade e na dor.
Aquilo que eu esperei e estava na minha mão escorreu. O meu porto seguro cheio de trabalho, já parece não mais acontecer, e eu ando por essas ruas com entorpecentes inofensivos. Me falam da minha vida, apresentam soluções, dos cigarros e da bebida. Disso e daquilo. De tudo que eu sou obrigada a presenciar e esperam meus sorrisos. Aprendam: eu não sei fingir, ponto. Se não é, não é e se é, é de verdade. Sem a pena das pessoas que jamais vão entender nada de viver. Ou vão viver sempre como se entendessem. Com essa alegria frigida. Eu escolhi queimar, eu escolhi a verdade de dentro de mim, aquela que meu amigo lembrou estar aqui.
Meu celular resolveu ter vida própria, então ele desligou e não ligava, tirar e colocar a bateria cinquenta vezes e quando ele ligou a mensagem da única irmã por opção que tenho: "let's dance to Joy Division! Everything is going wrong but we are so happy!". Uma vontade de chorar com ela que entende a milhas de distância. A mensagem certa, na hora mais certa, e a música da Lykke Li falando: 'dance, dance, dance'. Tudo que eu precisava para resolver ir em um sebo e ver o filme do Dylan, que é "mais poesia do que eu sou capaz de fazer".
As resoluções apareceram, eu saio do país no meio do ano, vou lá dar uma volta e ver o que acontece longe desse pequeno caos particular que me escolheu para fazer parte da cena.
Ela brincou e falou que eu estou ficando importante na cena, como ele não é lá, como eu poderia ser aqui se fizesse as escolhas certas. Mas eu só faço escolhas possíveis de suportar. E ser importante agora, não é grande coisa, não mais do que eu preciso resolver.
Sem ficar por aí sentada, sofrendo, chorando, ouvindo que eu preciso parar de "fingir que é fraca". Faz-me rir. A minha fraqueza está no meio de músicas e de coisas que você é incapaz de enxergar.
Eu devia ter levantado ontem e mandado aquela mensagem de boa noite, que fiquei devendo, deveria, mas não fiz. Não fiz e hoje eu pensei em te ligar e pedir para vir aqui. Ver o filme e ficar comigo. Sem fazer nada, só vir, mas eu não fiz e outra vez estou passeando com os demônios do meu inferno astral.
Semana que vem eu faço dezenove e os anos não pesam. Porque eu entendi a frase do filme que vi há quase um ano "escrever é mais importante que morrer". Eu achei que escrever fosse tão ou mais importante que viver. Mas é a salvação muda, então é o que me livra de morrer, o que não me deixa sofrer.
Então "let's dance. everything going wrong but we are so happy".
ps: na lan house da lee, aquela do lado do ibotirama, agora eu vou ver o filme do Dylan, se der tempo passar no banco e comprar o livro do Henry. Achei outro paraíso do meu consumo e amor pelas palavras.
E pra quem acha que é tudo simples: "VIVE A MINHA VIDA POR UMA SEMANA".
domingo, março 30, 2008
CAROLINA, CAROL BELA
Chegar em casa, vamos pra Augusta? Agora? Vamos. Um banho, passa aqui, e fui. Conversas sobre bandas, músicas, futuro, coisas e mais coisas. Los Hermanos no carro e de repente a Paulista ficou perto demais. De onde você menos imagina tudo que poderia ser.
Mais conversas, bar da loca, despedida na Frei Caneca. Subir pra Funhouse, e o impossível de não conseguir entrar. Vamos pra Vila Madalena, nada na Vila, vamos pra Love Story. Estacionamento caro e tarde demais. Voltas e mais voltas com o som do carro transbordando leveza. E o carro andando sempre rápido demais, nunca devagar, pneus cantando e a cidade ficando cada vez menor. O menor que mostra os meus amigos por perto. Cada vez mais perto. Os amigos que perguntam das minhas unhas vermelhas, que falam da marca do meu blazer, por quem eu passo frio e empresto a blusa. Porque eles me emprestam e me colocam dentro de uma vida plenamente possível.
Enquanto as luzes passavam. E o caminho era o mesmo daquele cheio de lembranças, do meu rosto coberto pelas minhas mãos, e dos olhares fugitivos cheio de verdade. O nosso caminho de ida, que foi manchado por mensagens e um boletim dispensável. Só o caminho era o mesmo, no rádio jorge ben canta: "foi numa tarde de domingo que alguém perguntando por ela chegou, deixou meu coração tristonho, enciumado, morrendo, eu falei, eu menti, eu chorei, eu sorri dizendo 'que ela mora no meu peito e eu moro vizinho a ela, que fico desse jeito pensando nos beijos, nos carinhos dela', Carolina, Carol, Carolina Bela". E eu pensava na minha amiga no banco da frente com uma felicidade que em cinco anos eu nunca tinha visto. Lembrei de quando pedi para ela não levar a vida pro lugar que eu levava a minha. Porque eu queria defender ela, guardar ela, deixar ela longe da confusão que eu sabia ser possível pra mim aguentar. Eu subestimei a força da garota. E hoje mostra que é mais forte do que eu. E as certezas dela, é carinho no banco da frente.
Ela pulou, aguentou conseqüências enormes, e hoje dos meus amigos é a mais feliz. A cidade continua grande, as luzes passam rápido, pneus continuam cantando em túneis enormes. E as conversas são sinceras, o olhar é sincero, a amizade e a nossa mania de não julgar nada é a certeza dos nossos segundos de felicidade. A minha amiga falou e eu acredito, a única obrigação nessa vida é ser feliz. Pura e simplesmente feliz. Vou continuar pulando em mares que desconheço o fundo. Pode ter pedras ou só um mar calmo. Só a vida calma demais para deixar os outros longe do que eu quero. Insensatez é desejar o que nossos olhos mentem, e deixar o medo prevalecer e as almas nunca mais se encantarem. Insensatez é não viver.
Sensatamente, eu estou com a perna tremendo de cansaço, os olhos fechando, e as palavras não sossegariam se não fossem escritas. Agora eu digo: eu amo os meus amigos. E em cinco anos eu nunca vi aquela garota tão feliz, com alguém que dá o melhor dela, de quem ela tem o melhor. A troca é feita e a preocupação é boa de enxergar. As histórias são mais interessantes e eu contei pela milésima vez a coisa das calcinhas na piscina do hotel.
Sem uma gota de álcool na Augusta, como jamais aconteceu, eu tive uma das noites mais felizes. Independente de todas as possíveis baladas terem furado. Andar naquele carro, com aquelas músicas, fez de tudo simplesmente melhor.
Hoje, eu posso olhar pro mundo e falar: eu vivi. Algumas mudanças não foram pro bem, mas o bem que elas me fizeram é maior do que qualquer mal que elas possam causar.
É, não dá pra fingir, e nem guardar certas coisas. Mata sabe? Mata leveza e isso eu não permito.
Agora, que já são cinco horas da manhã, eu posso dormir até acordar e sempre carregar as lembranças dessa madrugada.
"Eu não quero um outro alguém
muito menos se for
para esconder o bem
em um falso sorriso
pense muito bem
nesse abrigo indeciso
outra foto no mural
e eu fui cuidar de mim
Vou procurar ajuda
para um coração
trincado pela culpa
vazando sem perdão
Eu errei fazendo a coisa certa
Perdendo toda essência
Acho até que não preciso de você
Quando preciso de você"
Poléxia
o mais perto que eu chego em gostar de música eletrônica, drum'n'bass, Carolina, carol bela. :)
outra música.
Chegar em casa, vamos pra Augusta? Agora? Vamos. Um banho, passa aqui, e fui. Conversas sobre bandas, músicas, futuro, coisas e mais coisas. Los Hermanos no carro e de repente a Paulista ficou perto demais. De onde você menos imagina tudo que poderia ser.
Mais conversas, bar da loca, despedida na Frei Caneca. Subir pra Funhouse, e o impossível de não conseguir entrar. Vamos pra Vila Madalena, nada na Vila, vamos pra Love Story. Estacionamento caro e tarde demais. Voltas e mais voltas com o som do carro transbordando leveza. E o carro andando sempre rápido demais, nunca devagar, pneus cantando e a cidade ficando cada vez menor. O menor que mostra os meus amigos por perto. Cada vez mais perto. Os amigos que perguntam das minhas unhas vermelhas, que falam da marca do meu blazer, por quem eu passo frio e empresto a blusa. Porque eles me emprestam e me colocam dentro de uma vida plenamente possível.
Enquanto as luzes passavam. E o caminho era o mesmo daquele cheio de lembranças, do meu rosto coberto pelas minhas mãos, e dos olhares fugitivos cheio de verdade. O nosso caminho de ida, que foi manchado por mensagens e um boletim dispensável. Só o caminho era o mesmo, no rádio jorge ben canta: "foi numa tarde de domingo que alguém perguntando por ela chegou, deixou meu coração tristonho, enciumado, morrendo, eu falei, eu menti, eu chorei, eu sorri dizendo 'que ela mora no meu peito e eu moro vizinho a ela, que fico desse jeito pensando nos beijos, nos carinhos dela', Carolina, Carol, Carolina Bela". E eu pensava na minha amiga no banco da frente com uma felicidade que em cinco anos eu nunca tinha visto. Lembrei de quando pedi para ela não levar a vida pro lugar que eu levava a minha. Porque eu queria defender ela, guardar ela, deixar ela longe da confusão que eu sabia ser possível pra mim aguentar. Eu subestimei a força da garota. E hoje mostra que é mais forte do que eu. E as certezas dela, é carinho no banco da frente.
Ela pulou, aguentou conseqüências enormes, e hoje dos meus amigos é a mais feliz. A cidade continua grande, as luzes passam rápido, pneus continuam cantando em túneis enormes. E as conversas são sinceras, o olhar é sincero, a amizade e a nossa mania de não julgar nada é a certeza dos nossos segundos de felicidade. A minha amiga falou e eu acredito, a única obrigação nessa vida é ser feliz. Pura e simplesmente feliz. Vou continuar pulando em mares que desconheço o fundo. Pode ter pedras ou só um mar calmo. Só a vida calma demais para deixar os outros longe do que eu quero. Insensatez é desejar o que nossos olhos mentem, e deixar o medo prevalecer e as almas nunca mais se encantarem. Insensatez é não viver.
Sensatamente, eu estou com a perna tremendo de cansaço, os olhos fechando, e as palavras não sossegariam se não fossem escritas. Agora eu digo: eu amo os meus amigos. E em cinco anos eu nunca vi aquela garota tão feliz, com alguém que dá o melhor dela, de quem ela tem o melhor. A troca é feita e a preocupação é boa de enxergar. As histórias são mais interessantes e eu contei pela milésima vez a coisa das calcinhas na piscina do hotel.
Sem uma gota de álcool na Augusta, como jamais aconteceu, eu tive uma das noites mais felizes. Independente de todas as possíveis baladas terem furado. Andar naquele carro, com aquelas músicas, fez de tudo simplesmente melhor.
Hoje, eu posso olhar pro mundo e falar: eu vivi. Algumas mudanças não foram pro bem, mas o bem que elas me fizeram é maior do que qualquer mal que elas possam causar.
É, não dá pra fingir, e nem guardar certas coisas. Mata sabe? Mata leveza e isso eu não permito.
Agora, que já são cinco horas da manhã, eu posso dormir até acordar e sempre carregar as lembranças dessa madrugada.
"Eu não quero um outro alguém
muito menos se for
para esconder o bem
em um falso sorriso
pense muito bem
nesse abrigo indeciso
outra foto no mural
e eu fui cuidar de mim
Vou procurar ajuda
para um coração
trincado pela culpa
vazando sem perdão
Eu errei fazendo a coisa certa
Perdendo toda essência
Acho até que não preciso de você
Quando preciso de você"
Poléxia
o mais perto que eu chego em gostar de música eletrônica, drum'n'bass, Carolina, carol bela. :)
outra música.
sábado, março 29, 2008
LIMITES
Não sei porquê eu teimo em testar os limites que eu sei de cor. Não sei.
Parabéns pra Mari, como eu tô virando uma máquina de mancada com pessoas queridas, meu celular está descarregado e a chuva de hoje me deu uma preguiça sobrenatural. indo pra augusta, flyers do lançamento do zine e do ludov, e encontrar as meninas no vitrine. Abraço na mari e montinho na letícia =)
Não sei porquê eu teimo em testar os limites que eu sei de cor. Não sei.
Parabéns pra Mari,
I'M GOOD, I'M GONE
Esperam de mim as coisas mais impossíveis como se no meio dessa impossibilidade toda, alguma hora, isso fosse fazer sentido, e doer menos para quem não sabe lidar. Exigem de mim sorrisos em momentos que eles não existem e jamais existiriam, porque eu não escondo, nem finjo. Busco na arte a leveza que muitas vezes não existe na vida. Músicas, filmes, frases, pessoas, fotos e fatos bons. O que for ruim eu finjo que não vi. Finjo que não ouvi. Finjo que não importa. Só para os outros. Os que se enganam fácil, se eu não choro por perto, se eu não reclamo, se eu não sofro. Ninguém além de mim e três pessoas, hoje são três, sabem. E quem sabe me dá carinho e me lembra que eu já não sou tão garota.
Os dias jamais serão iguais. Você quis assim, lembra? Eu quis assim. E então colho minha verdade. Porque ele me falou ontem: "a sua verdade tá toda dentro de você, você sabe". É, eu sei, enquanto estive sentada ali esperando ele, pensei em algumas coisas. Deitada no banco com frio e fome. Com pessoas e encontros no celular. Sozinha. Mas a solidão não é de todo mal. Eu não perceberia as folhas caídas e nem a estrela de ontem no céu, se estivesse acompanha de gestos falsos, então sozinha ali é verdade. Como é verdade tantas outras coisas que já não falo pra você, nem ninguém.
Um beijo e boa sorte.
E o resto, a minha amiga falou em um texto que diz demais do que a galhera é.
o título é Lykke Li, praticamente um vício sueco.
Esperam de mim as coisas mais impossíveis como se no meio dessa impossibilidade toda, alguma hora, isso fosse fazer sentido, e doer menos para quem não sabe lidar. Exigem de mim sorrisos em momentos que eles não existem e jamais existiriam, porque eu não escondo, nem finjo. Busco na arte a leveza que muitas vezes não existe na vida. Músicas, filmes, frases, pessoas, fotos e fatos bons. O que for ruim eu finjo que não vi. Finjo que não ouvi. Finjo que não importa. Só para os outros. Os que se enganam fácil, se eu não choro por perto, se eu não reclamo, se eu não sofro. Ninguém além de mim e três pessoas, hoje são três, sabem. E quem sabe me dá carinho e me lembra que eu já não sou tão garota.
Os dias jamais serão iguais. Você quis assim, lembra? Eu quis assim. E então colho minha verdade. Porque ele me falou ontem: "a sua verdade tá toda dentro de você, você sabe". É, eu sei, enquanto estive sentada ali esperando ele, pensei em algumas coisas. Deitada no banco com frio e fome. Com pessoas e encontros no celular. Sozinha. Mas a solidão não é de todo mal. Eu não perceberia as folhas caídas e nem a estrela de ontem no céu, se estivesse acompanha de gestos falsos, então sozinha ali é verdade. Como é verdade tantas outras coisas que já não falo pra você, nem ninguém.
Um beijo e boa sorte.
E o resto, a minha amiga falou em um texto que diz demais do que a galhera é.
o título é Lykke Li, praticamente um vício sueco.
Genia, pode hablar.
Das coisas que meus amigos falam e nem é para mim. Mas é como se fosse.
Lee marie, a garota do bukowski tatuado no braço.
"se antes tinhamos medo de ferir as pessoas, hoje temos consciência de que agradar todo mundo, o tempo todo, é impossível. porque estamos sempre decepcionando alguém, principalmente aqueles que esperam de nós atitudes sobre humanas. e nós não escondemos nossa dor, não fingimos.a gente não deixa a desgraçada camuflada: ESCANCARAMOS. não sorrimos quando estamos imersas num buraco de mágoa. sorriso falso não combina com a gente. então é por isso que nos afastamos e ficamos quietas, respeitando nossas turbulências. esconder é fácil demais, difícil é admitir que sofre, que sangra, que chora. tristeza só existe na casa do vizinho, né?"
Das coisas que meus amigos falam e nem é para mim. Mas é como se fosse.
Lee marie, a garota do bukowski tatuado no braço.
"se antes tinhamos medo de ferir as pessoas, hoje temos consciência de que agradar todo mundo, o tempo todo, é impossível. porque estamos sempre decepcionando alguém, principalmente aqueles que esperam de nós atitudes sobre humanas. e nós não escondemos nossa dor, não fingimos.a gente não deixa a desgraçada camuflada: ESCANCARAMOS. não sorrimos quando estamos imersas num buraco de mágoa. sorriso falso não combina com a gente. então é por isso que nos afastamos e ficamos quietas, respeitando nossas turbulências. esconder é fácil demais, difícil é admitir que sofre, que sangra, que chora. tristeza só existe na casa do vizinho, né?"
PARABÉNS
Tem coisas que você não sabe e as outras que não conto para ninguém. Como a pessoa com o "sem querer falar" no nick do msn com quem converso e que tira a minha leveza, mas transforma ela em melodia compartilhada. O meu passado com pé no banco e olhares interessados. Eu perguntei dele no meio do nada. Espera, e ele? E ele nada. Porque ele passou como todo mundo passa. E alguns poucos ficam. Eu sou daquelas que tem que aguentar o tranco. Lidar bem demais com palavras e arrancar o meu melhor. Procurar mesmo. O meu melhor que escondo entre pouco caso e sorrisos.
E para os donos da minha madrugada: milhares de desculpas. Esqueci de ter "meio" combinado com a Nah de encontrar ela na paulista, e a Le me liga pronta pro amanhã, me xingando por hoje. E pra Val: meus parabéns, você sabe.
Paps, fim das saudades, precisava lembrar como tudo era infernalmente complexo. Precisava, e com tudo, eu continuo melhor agora. :)
meu presente para a aniversariante:
Lykke Li na invasão sueca, porfavor, boço.
Tem coisas que você não sabe e as outras que não conto para ninguém. Como a pessoa com o "sem querer falar" no nick do msn com quem converso e que tira a minha leveza, mas transforma ela em melodia compartilhada. O meu passado com pé no banco e olhares interessados. Eu perguntei dele no meio do nada. Espera, e ele? E ele nada. Porque ele passou como todo mundo passa. E alguns poucos ficam. Eu sou daquelas que tem que aguentar o tranco. Lidar bem demais com palavras e arrancar o meu melhor. Procurar mesmo. O meu melhor que escondo entre pouco caso e sorrisos.
E para os donos da minha madrugada: milhares de desculpas. Esqueci de ter "meio" combinado com a Nah de encontrar ela na paulista, e a Le me liga pronta pro amanhã, me xingando por hoje. E pra Val: meus parabéns, você sabe.
Paps, fim das saudades, precisava lembrar como tudo era infernalmente complexo. Precisava, e com tudo, eu continuo melhor agora. :)
meu presente para a aniversariante:
Lykke Li na invasão sueca, porfavor, boço.
sexta-feira, março 28, 2008
ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND

(...)
Assist me, Heav'n! but whence arose that pray'r?
(Acuda-me Céus! Mas de onde veio aquela prece?)
Sprung it from piety, or from despair?
(Surgiu da piedade, ou do desespero?)
Ev'n here, where frozen chastity retires,
(Até mesmo aqui, onde repousa a esquecida castidade)
Love finds an altar for forbidden fires.
(O amor encontra um altar para desejos proibidos)
I ought to grieve, but cannot what I ought;
(Eu devia lamentar, mas não consigo fazer o que devo)
(...)
Now turn'd to Heav'n, I weep my past offence,
(Agora de volta aos Céus, lamento minha última ofensa)
Now think of thee, and curse my innocence.
(Agora penso em ti, e amaldiçôo minha inocência)
Of all affliction taught a lover yet,
(de todas as aflições já aprendidas pela amante)
'Tis sure the hardest science to forget!
(Esta é com certeza a ciência mais difícil de se esquecer)
How shall I lose the sin, yet keep the sense,
(Como vou me libertar do pecado, mantendo o sentido)
And love th' offender, yet detest th' offence?
(e amar o pecador, e ao mesmo tempo odiar o pecado?)
How the dear object from the crime remove,
(Como separar o (adorável!) objeto do crime do próprio crime)
Or how distinguish penitence from love?
(Ou como separar penitência de amor?)
Unequal task! a passion to resign,
(Tarefa sem igual! uma paixão pra se desistir,)
For hearts so touch'd, so pierc'd, so lost as mine.
(Para corações tão infligidos, tão lancinados, tão perdidos como o meu)
(...)
The world forgetting, by the world forgot.
(O mundo (a) esquecendo, esquecida pelo mundo.)
Eternal sunshine of the spotless mind!
(Eterno brilho de uma mente sem lembranças!)
Each pray'r accepted, and each wish resign'd;
(Todas as preces aceitas, todas as tentações abandonadas;)
Labour and rest, that equal periods keep;
(Trabalho e descanço, mantidos em turnos iguais;)
"Obedient slumbers that can wake and weep;"
("Sonâmbulos obedientes que podem acordar e lamentar")
Desires compos'd, affections ever ev'n,
(Desejos fomentados, afetos sempre correspondidos)
(...)
No, fly me, fly me, far as pole from pole;
(Não, voe comigo, tanto quanto de pólo a pólo;)
Rise Alps between us! and whole oceans roll!
(Eleve uma montanha entre nós! um oceano inteiro apareça!)
Ah, come not, write not, think not once of me,
(Ah, não venha, não escreva, não pense, pelo menos uma vez, por mim,)
Nor share one pang of all I felt for thee.
(Nem compartilhe nem mesmo um repentino pedaço do que eu sinto por ti)
Thy oaths I quit, thy memory resign;
(Renego teus juramentos, desisto de tuas lembranças)
Forget, renounce me, hate whate'er was mine.
(Esqueça, me renuncie, deteste tudo o que me é relacionado)
Fair eyes, and tempting looks (which yet I view!)
(Olhos bonitos, e olhares tentadores (os quais ainda vejo!))
Long lov'd, ador'd ideas, all adieu!
(Por muito amado, idéias adoradas, a tudo isso 'adieu'(adeus)!)
(...)
Then too, when fate shall thy fair frame destroy,
(Então também, quando o destino corroer tua beleza,)
(That cause of all my guilt, and all my joy)
((Isso é a causa de toda minha culpa, e também de minha satisfação))
In trance ecstatic may thy pangs be drown'd,
(Que num transe extasiante todas suas nostalgias se afoguem,)
Bright clouds descend, and angels watch thee round,
(Desçam nuvens claras, e anjos observem-na a girar,)
From op'ning skies may streaming glories shine,
(Dos Céus abertos brilhem fulgores de glória,)
And saints embrace thee with a love like mine.
(E santos te abracem com amor semelhante ao meu.)
(...)
Alexander Pope
O poema que dá nome ao filme, hoje eu acordei com vontade de assistir outra vez, mas eu preciso encontrar um amigo mais cedo na faculdade. E fazer outras coisas. Amanhã, eu assisto. Eu tinha visto a tradução em uma comunidade do orkut há décadas, fiquei quinze minutos procurando a comunidade, quando acho a tradução é da Pree, der, jamais ligaria. Grata surpresa da pímentinha.
O poema completo em inglês tá aqui.
(...)
Assist me, Heav'n! but whence arose that pray'r?
(Acuda-me Céus! Mas de onde veio aquela prece?)
Sprung it from piety, or from despair?
(Surgiu da piedade, ou do desespero?)
Ev'n here, where frozen chastity retires,
(Até mesmo aqui, onde repousa a esquecida castidade)
Love finds an altar for forbidden fires.
(O amor encontra um altar para desejos proibidos)
I ought to grieve, but cannot what I ought;
(Eu devia lamentar, mas não consigo fazer o que devo)
(...)
Now turn'd to Heav'n, I weep my past offence,
(Agora de volta aos Céus, lamento minha última ofensa)
Now think of thee, and curse my innocence.
(Agora penso em ti, e amaldiçôo minha inocência)
Of all affliction taught a lover yet,
(de todas as aflições já aprendidas pela amante)
'Tis sure the hardest science to forget!
(Esta é com certeza a ciência mais difícil de se esquecer)
How shall I lose the sin, yet keep the sense,
(Como vou me libertar do pecado, mantendo o sentido)
And love th' offender, yet detest th' offence?
(e amar o pecador, e ao mesmo tempo odiar o pecado?)
How the dear object from the crime remove,
(Como separar o (adorável!) objeto do crime do próprio crime)
Or how distinguish penitence from love?
(Ou como separar penitência de amor?)
Unequal task! a passion to resign,
(Tarefa sem igual! uma paixão pra se desistir,)
For hearts so touch'd, so pierc'd, so lost as mine.
(Para corações tão infligidos, tão lancinados, tão perdidos como o meu)
(...)
The world forgetting, by the world forgot.
(O mundo (a) esquecendo, esquecida pelo mundo.)
Eternal sunshine of the spotless mind!
(Eterno brilho de uma mente sem lembranças!)
Each pray'r accepted, and each wish resign'd;
(Todas as preces aceitas, todas as tentações abandonadas;)
Labour and rest, that equal periods keep;
(Trabalho e descanço, mantidos em turnos iguais;)
"Obedient slumbers that can wake and weep;"
("Sonâmbulos obedientes que podem acordar e lamentar")
Desires compos'd, affections ever ev'n,
(Desejos fomentados, afetos sempre correspondidos)
(...)
No, fly me, fly me, far as pole from pole;
(Não, voe comigo, tanto quanto de pólo a pólo;)
Rise Alps between us! and whole oceans roll!
(Eleve uma montanha entre nós! um oceano inteiro apareça!)
Ah, come not, write not, think not once of me,
(Ah, não venha, não escreva, não pense, pelo menos uma vez, por mim,)
Nor share one pang of all I felt for thee.
(Nem compartilhe nem mesmo um repentino pedaço do que eu sinto por ti)
Thy oaths I quit, thy memory resign;
(Renego teus juramentos, desisto de tuas lembranças)
Forget, renounce me, hate whate'er was mine.
(Esqueça, me renuncie, deteste tudo o que me é relacionado)
Fair eyes, and tempting looks (which yet I view!)
(Olhos bonitos, e olhares tentadores (os quais ainda vejo!))
Long lov'd, ador'd ideas, all adieu!
(Por muito amado, idéias adoradas, a tudo isso 'adieu'(adeus)!)
(...)
Then too, when fate shall thy fair frame destroy,
(Então também, quando o destino corroer tua beleza,)
(That cause of all my guilt, and all my joy)
((Isso é a causa de toda minha culpa, e também de minha satisfação))
In trance ecstatic may thy pangs be drown'd,
(Que num transe extasiante todas suas nostalgias se afoguem,)
Bright clouds descend, and angels watch thee round,
(Desçam nuvens claras, e anjos observem-na a girar,)
From op'ning skies may streaming glories shine,
(Dos Céus abertos brilhem fulgores de glória,)
And saints embrace thee with a love like mine.
(E santos te abracem com amor semelhante ao meu.)
(...)
Alexander Pope
O poema que dá nome ao filme, hoje eu acordei com vontade de assistir outra vez, mas eu preciso encontrar um amigo mais cedo na faculdade. E fazer outras coisas. Amanhã, eu assisto. Eu tinha visto a tradução em uma comunidade do orkut há décadas, fiquei quinze minutos procurando a comunidade, quando acho a tradução é da Pree, der, jamais ligaria. Grata surpresa da pímentinha.
O poema completo em inglês tá aqui.
SEM ORIGEM
Alguém explica de onde vem as marcas que você não lembra de ter conseguido?
E eu falo de roxos espalhados pelo corpo, as outras marcas, eu já sei de onde vem.
E no dia que nem a sis me levar a sério, eu juro, virei uma grande piada. E hoje ela busca o passaporte e eu fico pra sempre sozinha nessa merda de país. Mentira, eu vou também. E seria inteligente da minha parte ir tirar o passaporte. Resolver as coisas e ir logo. Mas agora tem alguma coisa que me prende aqui. And there's nothing left to grieve, fucking go, no momento o que me prende é ir e voltar nessa frase cinquenta vezes. Nessa música.
Não é pra sempre, mas conhecendo a velocidade da minha vida, e o jeito que nunca jamais um dia consegue ser igual ao outro. Eu que sempre falei que preferia 10 dias quentes a 100 anos mornos. É mentira, mas é verdade. Eu ainda prefiro só que as porras dos dias quentes queimam e deixam uns roxos por aqui.
Alguém explica o que é esse misto de felicidade e caos? Alguém?
Alguém?
Sabia, nunca fica ninguém.
Alguém explica de onde vem as marcas que você não lembra de ter conseguido?
E eu falo de roxos espalhados pelo corpo, as outras marcas, eu já sei de onde vem.
E no dia que nem a sis me levar a sério, eu juro, virei uma grande piada. E hoje ela busca o passaporte e eu fico pra sempre sozinha nessa merda de país. Mentira, eu vou também. E seria inteligente da minha parte ir tirar o passaporte. Resolver as coisas e ir logo. Mas agora tem alguma coisa que me prende aqui. And there's nothing left to grieve, fucking go, no momento o que me prende é ir e voltar nessa frase cinquenta vezes. Nessa música.
Não é pra sempre, mas conhecendo a velocidade da minha vida, e o jeito que nunca jamais um dia consegue ser igual ao outro. Eu que sempre falei que preferia 10 dias quentes a 100 anos mornos. É mentira, mas é verdade. Eu ainda prefiro só que as porras dos dias quentes queimam e deixam uns roxos por aqui.
Alguém explica o que é esse misto de felicidade e caos? Alguém?
Alguém?
Sabia, nunca fica ninguém.
SEMANA
Na terça eu acordei com o sol sorrindo e a vida era mais vida porque a noite era dele. Então, apareceu a promoção no trabalho, a que agora me faz trabalhar, ganhar mais, escrever sobre economia e quem sabe descobrir que eu nasci pra isso. Daí largo a faculdade e vou fazer economia. Tudo é sempre muito simples. E isso não é nem de longe um plano cogitável. Depois teve ele e eu achei que a leveza daqueles olhos me levariam para eternidade. Mas era só mais uma ilusão de uma menina que sonha demais. A realidade taí, filhadaputa, com todos os demônios habitando o meu inferno astral.
Então eu decido e resolvo o que é melhor fazer. Sem falar com a sis, e sem a sis, as certezas são vazias. Porque existe uma leve dependência da razão dela. Se não eu saio pelo mundo dando cabeçadas arianas. A minha cabeça precisa tomar o controle, fato. Fato.
Só não me pedi para parar de fazer o que eu faço.
No alto da falta do que fazer. Eu tenho menos trabalho hoje, porque tô abrindo mão dele para treinar a garota nova, então fiquei lendo arquivos. Arquivos de outra pessoa e mandando pedaços pro meu amigo. Dai falei que o ser era genial. Ele respondeu: genial e idiota. Mas é assim: era genial, hoje é idiota. Se você não usa bem o que tem, isso deve ser inevitável. E se eu não começar a mudar agora, a vida me muda, daí esquece livre-arbítrio. Sem andar com as próprias pernas tudo te carrega. E não, não é assim.
you only live once
ps: finalmente é sexta, opa, finalmente eu escolho o que fazer e o que deixar de. é sexta e tem a festa da val. vamos ver como caminha a minha tosse de cachorro pestilento, daí quem sabe. :)
E depois de duas décadas, resolver algumas coisas, é hora de fechar tudo. O inferno astral deve ser sinônimo de resolução.
Nunca imaginei minha vida assim aos 18 e já desisti de pensar nela com 22. Mas eu não arrasto nada, só levo sem pesar, gente do passado no presente de hoje à noite.
Na terça eu acordei com o sol sorrindo e a vida era mais vida porque a noite era dele. Então, apareceu a promoção no trabalho, a que agora me faz trabalhar, ganhar mais, escrever sobre economia e quem sabe descobrir que eu nasci pra isso. Daí largo a faculdade e vou fazer economia. Tudo é sempre muito simples. E isso não é nem de longe um plano cogitável. Depois teve ele e eu achei que a leveza daqueles olhos me levariam para eternidade. Mas era só mais uma ilusão de uma menina que sonha demais. A realidade taí, filhadaputa, com todos os demônios habitando o meu inferno astral.
Então eu decido e resolvo o que é melhor fazer. Sem falar com a sis, e sem a sis, as certezas são vazias. Porque existe uma leve dependência da razão dela. Se não eu saio pelo mundo dando cabeçadas arianas. A minha cabeça precisa tomar o controle, fato. Fato.
Só não me pedi para parar de fazer o que eu faço.
No alto da falta do que fazer. Eu tenho menos trabalho hoje, porque tô abrindo mão dele para treinar a garota nova, então fiquei lendo arquivos. Arquivos de outra pessoa e mandando pedaços pro meu amigo. Dai falei que o ser era genial. Ele respondeu: genial e idiota. Mas é assim: era genial, hoje é idiota. Se você não usa bem o que tem, isso deve ser inevitável. E se eu não começar a mudar agora, a vida me muda, daí esquece livre-arbítrio. Sem andar com as próprias pernas tudo te carrega. E não, não é assim.
you only live once
ps: finalmente é sexta, opa, finalmente eu escolho o que fazer e o que deixar de. é sexta e tem a festa da val. vamos ver como caminha a minha tosse de cachorro pestilento, daí quem sabe. :)
E depois de duas décadas, resolver algumas coisas, é hora de fechar tudo. O inferno astral deve ser sinônimo de resolução.
Nunca imaginei minha vida assim aos 18 e já desisti de pensar nela com 22. Mas eu não arrasto nada, só levo sem pesar, gente do passado no presente de hoje à noite.
ALEGRIA DAS MANHÃS
sue. diz:
onde vc foi?
li no bloguei.
sue. diz:
hahaha
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
ah, passei a tarde/noite/madrugada bebendo...
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
teve um coquetel lá no itau cultural, fui com o marcelo. gente, temos muita classe. fizemos amizade com os garçons e nossa taça não ficava vazia.
sue. diz:
hahaahahahahahahahahahaha
sue. diz:
o que tinha pra beber?
sue. diz:
MUITA CLASSE;
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
ah, champagne... só.
sue. diz:
ah, vou postar no blog.
sue. diz:
só
sue. diz:
champagne boa?
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
e ainda roubamos as taças...
sue. diz:
HAHSHAHSHUAHUSHUA!
sue. diz:
AMO os amigos que tenho, pura fineza
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
classuda. e uns quitutes e docinhos.
sue. diz:
o ma levou onde? oO
sue. diz:
você tinha bolsa, ele colocou no bolso?
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
então, a pree e eu pegamos as taças e fomos pro banheiro
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
os seguranças ollharam no maior coração
sue. diz:
no maior coração, hahaha!
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
carãão
sue. diz:
hahhaahahahhahaha. isso que é amor chuif, chuif.
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
ando com a palavra coração saindo de mim, do nada...
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
hahahaha
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
enfim, pegamos as taças e fomos pro ibotirama, pra tomar cerveja nelas...
sue. diz:
HAHAHAHAHAHA!
sue. diz:
vocês me surpreendem
sue. diz:
quando eu acho que nada mais consegue, HAHA!
sue. diz:
você viu as fotos da berenice apareceram?
berenice, q?
essa ó:

depois da melância, teve o melão, mas ninguém lembrou de tirar foto. Berenice, segura. Quero mais desse reveião, me dá?
sue. diz:
onde vc foi?
li no bloguei.
sue. diz:
hahaha
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
ah, passei a tarde/noite/madrugada bebendo...
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
teve um coquetel lá no itau cultural, fui com o marcelo. gente, temos muita classe. fizemos amizade com os garçons e nossa taça não ficava vazia.
sue. diz:
hahaahahahahahahahahahaha
sue. diz:
o que tinha pra beber?
sue. diz:
MUITA CLASSE;
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
ah, champagne... só.
sue. diz:
ah, vou postar no blog.
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só
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champagne boa?
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e ainda roubamos as taças...
sue. diz:
HAHSHAHSHUAHUSHUA!
sue. diz:
AMO os amigos que tenho, pura fineza
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classuda. e uns quitutes e docinhos.
sue. diz:
o ma levou onde? oO
sue. diz:
você tinha bolsa, ele colocou no bolso?
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
então, a pree e eu pegamos as taças e fomos pro banheiro
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
os seguranças ollharam no maior coração
sue. diz:
no maior coração, hahaha!
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
carãão
sue. diz:
hahhaahahahhahaha. isso que é amor chuif, chuif.
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
ando com a palavra coração saindo de mim, do nada...
vende-se alma vagabunda com tatuagem de bukowski. diz:
hahahaha
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enfim, pegamos as taças e fomos pro ibotirama, pra tomar cerveja nelas...
sue. diz:
HAHAHAHAHAHA!
sue. diz:
vocês me surpreendem
sue. diz:
quando eu acho que nada mais consegue, HAHA!
sue. diz:
você viu as fotos da berenice apareceram?
berenice, q?
essa ó:

depois da melância, teve o melão, mas ninguém lembrou de tirar foto. Berenice, segura. Quero mais desse reveião, me dá?
quinta-feira, março 27, 2008
SEM IGUAL
O pior, no fundo, deve ser saber que já não está onde você reinou.Trocado por garrafas vazias e cinzas de cigarro. A sua seriedade estragou tudo que jamais chegou a ser. Mesmo com tanto artifício é difícil. Por que é tão difícil? Vozes e corpos desconhecidos.
Diga a ele que estava no bar com alguns amigos, apesar de não conhecer todos que me rodeiam e com isso enxergar tanto espaço dentro de mim. E com isso enxergar vida no que nos restou. Isso é quando a multidão já não basta e as lembranças esquecidas ficam mais simples diluídas. Naquele momento que até as lembranças são vazias, esquecendo tudo com coisa nenhuma.
Já não fico sem coisa nenhuma, te dar o mundo e te entregar a paz. Quem sabe um novo amor me faria muito bem. Em cada frase para me encontrar eu acho você.
Estou com fome de novo, estou bêbada, pelas mesmas ruas sem as garrafas e a vida.
Cada trago cada vez mais fundo, com isso de brincar com vida e morte no mesmo lugar.
Dentro da memória vem aquilo que senti, o universo que desenhei para nós.
Por esses dias rasguei tudo que te escrevi, o que não consegui foi deixar de sentir.
Se alguns vêem vida na morte. Na minha vida a morte nunca sorri, já não acredito que é preciso morrer para viver outra vez. Troco o peso dos outros pela leveza dos meus dias, e aquela claustrofobia pela liberdade. Na minha prisão já não existe mais grades e tudo que te pedi naqueles dias, já consegui.
E no céu as estrelas que você jamais conseguiu apagar. As escolhas desse jogo sem fim sempre foram minhas e eu decidi não fugir.
ps: texto com a jack no bar de sempre, no bar que tem tirado tudo que talvez no fundo, eu devesse sentir para acabar de vez com isso. então, eu entorpeço todas as verdades e nada nunca muda. nunca.
O pior, no fundo, deve ser saber que já não está onde você reinou.Trocado por garrafas vazias e cinzas de cigarro. A sua seriedade estragou tudo que jamais chegou a ser. Mesmo com tanto artifício é difícil. Por que é tão difícil? Vozes e corpos desconhecidos.
Diga a ele que estava no bar com alguns amigos, apesar de não conhecer todos que me rodeiam e com isso enxergar tanto espaço dentro de mim. E com isso enxergar vida no que nos restou. Isso é quando a multidão já não basta e as lembranças esquecidas ficam mais simples diluídas. Naquele momento que até as lembranças são vazias, esquecendo tudo com coisa nenhuma.
Já não fico sem coisa nenhuma, te dar o mundo e te entregar a paz. Quem sabe um novo amor me faria muito bem. Em cada frase para me encontrar eu acho você.
Estou com fome de novo, estou bêbada, pelas mesmas ruas sem as garrafas e a vida.
Cada trago cada vez mais fundo, com isso de brincar com vida e morte no mesmo lugar.
Dentro da memória vem aquilo que senti, o universo que desenhei para nós.
Por esses dias rasguei tudo que te escrevi, o que não consegui foi deixar de sentir.
Se alguns vêem vida na morte. Na minha vida a morte nunca sorri, já não acredito que é preciso morrer para viver outra vez. Troco o peso dos outros pela leveza dos meus dias, e aquela claustrofobia pela liberdade. Na minha prisão já não existe mais grades e tudo que te pedi naqueles dias, já consegui.
E no céu as estrelas que você jamais conseguiu apagar. As escolhas desse jogo sem fim sempre foram minhas e eu decidi não fugir.
ps: texto com a jack no bar de sempre, no bar que tem tirado tudo que talvez no fundo, eu devesse sentir para acabar de vez com isso. então, eu entorpeço todas as verdades e nada nunca muda. nunca.
FLORES NA JANELA

Seja você, olha pro céu e se esqueça. Faz algumas noites que já não existem estrelas. Como faz algumas noites que não existem. O sono apaga tudo e a melodia é sempre simples. Leve e simples. Como a noite de ontem foi, como as coisas são, e a dor dele é só leveza nos belos olhos azuis. Eu gosto de quem sabe sofrer e de quem guarda isso em lugares diferentes e carregam o riso perfeito.
O riso perfeito, aquele que eu guardo com a mesma simplicidade dos pedidos bobos. Enche uma mala de ilusão, com a incerteza que tem, e a saudade temida. O meu agora vai ser dali pra frente.
Insensatez é desejar o que os olhos mentem. E o meu medo sempre foi que ele prevalecesse e minha alma perde-se o encanto. Mas até o meu medo é imprudente, e eu nunca soube procurar verdade onde ela era rala, onde nunca jamais existiria.
Sempre preferi certezas vazias, e segui, com as minhas cartas em outros baralhos e o meu coração de carnaval tocando os sambas de dor com sorrisos espalhados. Cada um com sua loucura, sempre carnaval no meu coração, teu sorriso... O teu mais simples sorriso sem graça e as despedidas são recomeços. Ninguém nunca falou que viver seria fácil, mas esqueceram de falar que para mim ia ser cheio dessas dificuldades maravilhosas.
"Falar que vai apagar o presente é apenas garantia de um futuro com um péssimo passado" um comentário no blog dela.
E eu continuo não me importando com o que importa, ou só você conhece a verdade, alguns poucos vocês que me têm de verdade e isso não é assim tão fácil.
algumas coisas deveriam simplesmente não existir e pro resto, eu pago uma cerveja.
oitenta frases deles soltas e uma razão...

Seja você, olha pro céu e se esqueça. Faz algumas noites que já não existem estrelas. Como faz algumas noites que não existem. O sono apaga tudo e a melodia é sempre simples. Leve e simples. Como a noite de ontem foi, como as coisas são, e a dor dele é só leveza nos belos olhos azuis. Eu gosto de quem sabe sofrer e de quem guarda isso em lugares diferentes e carregam o riso perfeito.
O riso perfeito, aquele que eu guardo com a mesma simplicidade dos pedidos bobos. Enche uma mala de ilusão, com a incerteza que tem, e a saudade temida. O meu agora vai ser dali pra frente.
Insensatez é desejar o que os olhos mentem. E o meu medo sempre foi que ele prevalecesse e minha alma perde-se o encanto. Mas até o meu medo é imprudente, e eu nunca soube procurar verdade onde ela era rala, onde nunca jamais existiria.
Sempre preferi certezas vazias, e segui, com as minhas cartas em outros baralhos e o meu coração de carnaval tocando os sambas de dor com sorrisos espalhados. Cada um com sua loucura, sempre carnaval no meu coração, teu sorriso... O teu mais simples sorriso sem graça e as despedidas são recomeços. Ninguém nunca falou que viver seria fácil, mas esqueceram de falar que para mim ia ser cheio dessas dificuldades maravilhosas.
"Falar que vai apagar o presente é apenas garantia de um futuro com um péssimo passado" um comentário no blog dela.
E eu continuo não me importando com o que importa, ou só você conhece a verdade, alguns poucos vocês que me têm de verdade e isso não é assim tão fácil.
algumas coisas deveriam simplesmente não existir e pro resto, eu pago uma cerveja.
oitenta frases deles soltas e uma razão...
quarta-feira, março 26, 2008
LITTLE RED

Foto Phillip Toledano
Little garden how do i make your flowers grow, when i already do everything that i know.i bring you sunshine and i bring you rain, but still you refrain.
All the other gardens are so full of flowers.
They're so colourful yet i spend all these hours, trying to make you as beautiful as them, but still you refrain.
Knock scratch
Little girl, why are you crying, just because the flowers in your garden are dying, theres so much, that you could be doing, and all of your neighbours well they havent got a clue oh, come on with me, well have a little bit of fun, yeah, its not too dangerous and we wont hurt anyone yeah, well cause some havoc between the birds and the bees and well , well paint the town red and well shake the trees, oh come on with me and ill show you a good time, all you have to do, is a jump and a climb, and ill, ill take you over to the other side of town, well theres so much to do there and nobody wears a crown.
Oh, Should i go? or should i stay? my flowers are dying and im sick and tired anyway,
This boy seems kinda cool, his jeans are kind of low.
Well i think ill go.
jump climb
Oh, lets pack a picnic and well go for a drive. well go to a funfair and go on all the rides. well climb up a mountain and well take in the sights, well jump in a plane and fly. if you want you can come back to mine. well drink some coffee and you can spend the night. well do anything that makes you smile, cause your smile is beautiful and it makes me happy, cause your smile is beautiful and it makes me happy
This little girl she grew up and moved away and she
She lived her life full of risk and full of play and she
She lived her life, with so much to say, and
Her flowers they grow more beautiful everyday
Kate Nash
a letra que salva uma música fora de medida.

Foto Phillip Toledano
Little garden how do i make your flowers grow, when i already do everything that i know.i bring you sunshine and i bring you rain, but still you refrain.
All the other gardens are so full of flowers.
They're so colourful yet i spend all these hours, trying to make you as beautiful as them, but still you refrain.
Knock scratch
Little girl, why are you crying, just because the flowers in your garden are dying, theres so much, that you could be doing, and all of your neighbours well they havent got a clue oh, come on with me, well have a little bit of fun, yeah, its not too dangerous and we wont hurt anyone yeah, well cause some havoc between the birds and the bees and well , well paint the town red and well shake the trees, oh come on with me and ill show you a good time, all you have to do, is a jump and a climb, and ill, ill take you over to the other side of town, well theres so much to do there and nobody wears a crown.
Oh, Should i go? or should i stay? my flowers are dying and im sick and tired anyway,
This boy seems kinda cool, his jeans are kind of low.
Well i think ill go.
jump climb
Oh, lets pack a picnic and well go for a drive. well go to a funfair and go on all the rides. well climb up a mountain and well take in the sights, well jump in a plane and fly. if you want you can come back to mine. well drink some coffee and you can spend the night. well do anything that makes you smile, cause your smile is beautiful and it makes me happy, cause your smile is beautiful and it makes me happy
This little girl she grew up and moved away and she
She lived her life full of risk and full of play and she
She lived her life, with so much to say, and
Her flowers they grow more beautiful everyday
Kate Nash
a letra que salva uma música fora de medida.
O RETORNO, O PERDÃO E A FAMÍLIA
Então ele entrou, sorriu, abriu os braços, sentou, se arrumou na cadeira. E colocou no meu rosto o melhor sorriso. E leu, meio desalinhado, com as palavras saindo rápido, e o olhar preso no papel enquanto eu achava que era só para mim. E naquele minuto ele era meu e não mais das outras 499 pessoas.
Como eu imaginei que você se sentiria um dia e você não sentiu. Então, ele continuou e num dado momento eu já não ouvia. Entrei dentro de mim, com os olhos piscando e o sorriso pra ele. Dentro das minhas paixões e de tudo que é verdade. O presente que representa muito. Do jeito que eu preciso me apaixonar e como eu me engano hoje com a razão falando alto como nunca. A razão que eu uso para não apagar seu sorriso com medo e incerteza. A sua vida, o seu tempo, a sua vontade. Longe ou perto, seus olhos brilhando e o seu mais belo sorriso, são o que importa. A minha paixão pela simplicidade das coisas. Sentir e fazer. Querer e lutar. Ir ou ficar.
Me apaixonei por viver. E mentalmente enquanto ele ainda lia, sorria e pensava em tudo. Pensei em perdão, quando ele fala em mil perdões e no meio disso percebi o quanto perdôo meus pais. Quanto perdôo e entendo a loucura da minha mãe. Quando ela me agride é o jeito de se agredir mais e na cabeça dela é como se fosse menos. Se ela fala e acha que erro é porque me vê vivendo tudo que ela poderia ter feito. As escolhas erradas e a vida que ela viu passar enquanto eu crescia com o meu gênio e a liberdade na bolsa. Eu nunca fui um exemplo de filha, embora tivesse ótimas notas e aprendesse tudo sozinha, eu sempre precisei o mínimo dela e isso machuca quem quer ensinar. Eu não gosto de dependência, nem das pessoas que reclamam de tudo e por tudo, como se nunca tivesse uma solução e como se a solução não estivesse ao alcance do perdão. Eu perdôo os meus pais, culpar eles por tudo é um absurdo. Amanhã será eu. Ao meu futuro entrego tudo que fiz, as vezes que errei e os meus acertos, e a liberdade; que outras tantas vezes usei mal e nessa maldade tive as mais formidáveis experiências. Conheci as pessoas mais sensacionais e me permiti ser, estar e ficar quando era simples ir embora.
Amores, serão sempre amáveis.
Aos meus pais o meu perdão, a dor o aprendizado, ao passado a lembrança, ao presente a esperança e ao futuro o acaso.
Naquele natal, eu pedi a saúde e a vida dela de volta, a vida que dois meses depois já não existia. Daquilo eu levo o eterno aprendizado e minha mania de viver e ser feliz, com o minímo possível e com as pessoas que o mundo escolhe.
E é tão irritante ver gente reclamando de relações fodidas, enquanto as relações existem, enquanto é possível reverter e se desculpar. Eu acho que o meu pai, se pudesse, pediria desculpas por ter sido contra a vida dela e as vontades que ela levou para o infinito. É só isso que me permiti viver, a sinceridade absoluta comigo, dos sorrisos que ela me dava cheio de dor física e da coragem que ela não teve para viver. Força e coragem são duas coisas diferentes, isso eu também aprendi ali.
Então ele entrou, sorriu, abriu os braços, sentou, se arrumou na cadeira. E colocou no meu rosto o melhor sorriso. E leu, meio desalinhado, com as palavras saindo rápido, e o olhar preso no papel enquanto eu achava que era só para mim. E naquele minuto ele era meu e não mais das outras 499 pessoas.
Como eu imaginei que você se sentiria um dia e você não sentiu. Então, ele continuou e num dado momento eu já não ouvia. Entrei dentro de mim, com os olhos piscando e o sorriso pra ele. Dentro das minhas paixões e de tudo que é verdade. O presente que representa muito. Do jeito que eu preciso me apaixonar e como eu me engano hoje com a razão falando alto como nunca. A razão que eu uso para não apagar seu sorriso com medo e incerteza. A sua vida, o seu tempo, a sua vontade. Longe ou perto, seus olhos brilhando e o seu mais belo sorriso, são o que importa. A minha paixão pela simplicidade das coisas. Sentir e fazer. Querer e lutar. Ir ou ficar.
Me apaixonei por viver. E mentalmente enquanto ele ainda lia, sorria e pensava em tudo. Pensei em perdão, quando ele fala em mil perdões e no meio disso percebi o quanto perdôo meus pais. Quanto perdôo e entendo a loucura da minha mãe. Quando ela me agride é o jeito de se agredir mais e na cabeça dela é como se fosse menos. Se ela fala e acha que erro é porque me vê vivendo tudo que ela poderia ter feito. As escolhas erradas e a vida que ela viu passar enquanto eu crescia com o meu gênio e a liberdade na bolsa. Eu nunca fui um exemplo de filha, embora tivesse ótimas notas e aprendesse tudo sozinha, eu sempre precisei o mínimo dela e isso machuca quem quer ensinar. Eu não gosto de dependência, nem das pessoas que reclamam de tudo e por tudo, como se nunca tivesse uma solução e como se a solução não estivesse ao alcance do perdão. Eu perdôo os meus pais, culpar eles por tudo é um absurdo. Amanhã será eu. Ao meu futuro entrego tudo que fiz, as vezes que errei e os meus acertos, e a liberdade; que outras tantas vezes usei mal e nessa maldade tive as mais formidáveis experiências. Conheci as pessoas mais sensacionais e me permiti ser, estar e ficar quando era simples ir embora.
Amores, serão sempre amáveis.
Aos meus pais o meu perdão, a dor o aprendizado, ao passado a lembrança, ao presente a esperança e ao futuro o acaso.
Naquele natal, eu pedi a saúde e a vida dela de volta, a vida que dois meses depois já não existia. Daquilo eu levo o eterno aprendizado e minha mania de viver e ser feliz, com o minímo possível e com as pessoas que o mundo escolhe.
E é tão irritante ver gente reclamando de relações fodidas, enquanto as relações existem, enquanto é possível reverter e se desculpar. Eu acho que o meu pai, se pudesse, pediria desculpas por ter sido contra a vida dela e as vontades que ela levou para o infinito. É só isso que me permiti viver, a sinceridade absoluta comigo, dos sorrisos que ela me dava cheio de dor física e da coragem que ela não teve para viver. Força e coragem são duas coisas diferentes, isso eu também aprendi ali.
AND I LOVE HER
acordar com don't speak na cabeça,
dormir com and i love her
ver o chico buarque
uma coisa ótima que comentarei quando estiver CERTO
reuniões na quinta
e o resto que eu deixo com o acaso, meu amigo.
vida, vida.
dormir antes que seja hora de acordar.
boa noite se alguém passar por aqui na madrugada de quarta
acordar com don't speak na cabeça,
dormir com and i love her
ver o chico buarque
uma coisa ótima que comentarei quando estiver CERTO
reuniões na quinta
e o resto que eu deixo com o acaso, meu amigo.
vida, vida.
dormir antes que seja hora de acordar.
boa noite se alguém passar por aqui na madrugada de quarta
terça-feira, março 25, 2008
ETERNO RETORNO
O pior é acordar e sentir que você está perdendo. Que já não há mais porque lutar. A perda é inevitável e a culpa é só sua. Você que não soube como seguir, ou que viu a vida andar tanto em pouco tempo, de um jeito tão estranho. Sua que sou eu. Eu quem acordou pensando em não falar. Porque falar machuca. Torna mais real, é verdade. Falar torna tudo mais real. E só sei viver na realidade, finjo para mim na esperança dos outros acreditarem e nada acontece.
Continuo por vários passos. Deixando sorrisos em outros corpos. Marcas e carinho em outras vidas. Sigo, porque parar não nos levaria a lugar nenhum. Eu sei que você é bom. Muito bom. É pela sua felicidade, pelo seu bem, mesmo que depois de tanta confusão você possa duvidar disso. Eu duvidaria. Mas é sempre uma vida, como a nova de ontem, e merece ser solta. Voa, como eu te pedi tantas e incontáveis vezes. Vai e não se preocupa com nada, nem ninguém. Segue o seu rumo de leveza.
Quanto mais arrumo minha vida, mais ela se bagunça, quanto mais tento em vão pôr ordem, mais ela vai embora. Como o meu quarto e o tempo que passei tentando lembrar onde estava o carregador do celular. A vida não é um quebra-cabeças com encaixes perfeitos. São várias pecinhas de lego e nós somos aquelas crianças de 3 anos que não vão fazer lindas construções, só encaixar sem jeito, nas pontinhas peças muito maiores, sem montar a base e ainda assim chorar quando o brinquedo não fica de pé. E depois, gritar um adulto e pedir pra ele nos ajudar, como você me ajuda. Sempre ajuda. É difícil cortar as peças debaixo do nosso jogo. E eu gosto de lego.
Não, não vai embora, mesmo que eu te peça. Minha boca te fala o que seria mais fácil para nós. Mas não é o que eu quero. E por tudo não é o que você quer. Me dá um abraço, deixa eu ficar quietinha, perto e desse jeito me desculpar. Sim, eu te devo um caminhão de desculpas por ter feito um nó na sua cabeça e não conseguir desatar, sem passar por cima das suas certezas. Me desculpa?
"Eu quero me livrar, cantar, voar, sumir..."
O pior é acordar e sentir que você está perdendo. Que já não há mais porque lutar. A perda é inevitável e a culpa é só sua. Você que não soube como seguir, ou que viu a vida andar tanto em pouco tempo, de um jeito tão estranho. Sua que sou eu. Eu quem acordou pensando em não falar. Porque falar machuca. Torna mais real, é verdade. Falar torna tudo mais real. E só sei viver na realidade, finjo para mim na esperança dos outros acreditarem e nada acontece.
Continuo por vários passos. Deixando sorrisos em outros corpos. Marcas e carinho em outras vidas. Sigo, porque parar não nos levaria a lugar nenhum. Eu sei que você é bom. Muito bom. É pela sua felicidade, pelo seu bem, mesmo que depois de tanta confusão você possa duvidar disso. Eu duvidaria. Mas é sempre uma vida, como a nova de ontem, e merece ser solta. Voa, como eu te pedi tantas e incontáveis vezes. Vai e não se preocupa com nada, nem ninguém. Segue o seu rumo de leveza.
Quanto mais arrumo minha vida, mais ela se bagunça, quanto mais tento em vão pôr ordem, mais ela vai embora. Como o meu quarto e o tempo que passei tentando lembrar onde estava o carregador do celular. A vida não é um quebra-cabeças com encaixes perfeitos. São várias pecinhas de lego e nós somos aquelas crianças de 3 anos que não vão fazer lindas construções, só encaixar sem jeito, nas pontinhas peças muito maiores, sem montar a base e ainda assim chorar quando o brinquedo não fica de pé. E depois, gritar um adulto e pedir pra ele nos ajudar, como você me ajuda. Sempre ajuda. É difícil cortar as peças debaixo do nosso jogo. E eu gosto de lego.
Não, não vai embora, mesmo que eu te peça. Minha boca te fala o que seria mais fácil para nós. Mas não é o que eu quero. E por tudo não é o que você quer. Me dá um abraço, deixa eu ficar quietinha, perto e desse jeito me desculpar. Sim, eu te devo um caminhão de desculpas por ter feito um nó na sua cabeça e não conseguir desatar, sem passar por cima das suas certezas. Me desculpa?
"Eu quero me livrar, cantar, voar, sumir..."
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