quarta-feira, fevereiro 21, 2007

GRANDES E GORDOS


Cada dia mais difícil olhar uma tela em branco. Seguir meu teclado já meio apagado pelo vício e pelo teclar insistente e continuo, no qual já é desnecessário procurar letras, é tarefa continua. Tenho habilidade o suficiente para digitar sem olhar com 10 dedos numa rapidez que me assusta, não por ser exorbitante, mas por ser de uma prática ímpar. Penso em quanta vida passou por este teclado, em quantas palavras preguei nesta tela em branco tantas vezes companheira. Mas, que agora me denuncia. Denuncia que eu tô ficando velha, que já não sou tão adolescente assim, já tenho responsabilidades, tenho promessa de profissão. Pensar, procurar, escrever, investigar, informar, estudar. Tudo isto me é querido de uma maneira imprescindível. Não sei viver sem, mas não sei viver sem a minha irresponsabilidade com as palavras. Sem clichês de um mundo regado a métodos, a guias, a manuais. Preciso ir por este que é o caminho mais fácil embora mais longo. Uma faculdade, um estágio num lugar que provavelmente não terei orgulho eterno, mais tarde um emprego, mais um, outro, agora com o que eu sonhei quem sabe. E quando o que eu sonhei não fizer mais sentido!? E quando o sentido do sonho se esvair dos meus pensamentos?! Estou fadada a ser uma chata jornalista que bebe as verdades que gostaria de gritar, mas o manual, a linha editorial, o medo, a própria vida a impedi? Serei eu mais uma!? Sempre quis ganhar dinheiro vendendo palavras. Este é o caminho?!Dúvidas que deveriam ter sido assopradas para longe quando entrei na faculdade. Mas não, este foi só o passo mais fácil. Agora chegou a vida real. Me bate a real, eu não sou filha de ninguém influente. Nem tão pouco conheço alguém assim. Não sou modelo de beleza e nem beleza de modelo. Não tenho grandes feitos e nem pequenos. Não tenho feito nenhum. Nem feito, nem desfeito. Não abracei uma grande causa, não colei um grande causo. Não tive sortes exorbitantes...
Tenho a mim, a um teclado já desbotado, a professores críticos, a minha crítica interna que teima em ser a maior de todas. Dúvidas, incertezas, medos, grandes e gordos medos.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

SEM PLANOS

O tempo que deixei isto ao relento quase simula um abandono. Mas não é bem este o mal que me afastou daqui. O abandono não caracteriza parte alguma da minha vida, embora sinta as vezes que esta é a saída mais fácil. Acordar amanhã e procurar vida nova. Fugir das minhas confusões. Esconder sentimentos. Encontrar verdades que teimo em inventar. Viver o figurado da vida.
Seguir o teu conselho. O teu cheiro. Dedilhar o seu cabelo. Olhar seus olhos que me dizem mais do que as minhas palavras são capazes de reproduzir. Talvez a minha capacidade de transformar sentimento em palavras esteja se perdendo. E falar fique cada vez mais difícil, enquanto a minha pequena capacidade não se esvai. Olho para trás e não me arrependo de nada. Não deixo cada segundo escapar da minha memória. Sinto falta do seu beijo, de tocar sua pele, da nossa cumplicidade precisa e imprescindível. O daqui para frente pode ser diferente. Mas o daqui para trás me dá forças, para seguir em frente vivendo de momentos bons e pronto. Sem planos...

quinta-feira, janeiro 25, 2007

FRASE


Segurando meu guarda chuva vermelho. Alheia a tudo e a todos. Eis que surge a frase que resume a minha situação "distraindo a verdade, enganando o coração".Tenho sérias dúvidas de que esteja fazendo a coisa certa. E não é por falta de padrão. É dar valor pra quem não te dá. E enganar a quem te quer te verdade. Por mero, capricho bobo.Cansei.
Tenho vocação pra um monte de coisas, mas palhaça não entra na lista.

Momento desabafo. Porque já postei na merda no claritromicina [fotolog]. E é lá que falo abertamente do meu umbigo, não que aqui não fale. Ah, enfim.

Julia, adorei o comentário. Mas se você voltar aqui, deixa o email pra gente poder conversar.
E a todos que entram e leiem. Se quiser comentar, a vontade. Adoro os comentários. Mas é legal responder, logo se deixar email ou blog. Tento manter contato.
Obrigada. xD


ps: a frase é da música "antes que seja tarde" do pato fu.

terça-feira, janeiro 23, 2007

DESEQUILÍBRIO


Há momentos que me sinto tão sozinha que dói. Pensar que tudo que foi bom, passou e não volta. Não excluo a possibilidade de ter dias melhores, mas sinto em te-los longe das pessoas que me mostraram que pouca coisa vale a pena quando não se tem amigos de verdade. E não é aquele amigo que tá a todo tempo te mandando sinais de que te adora, ou aquele amigo que fala palavras lindas, ou aquele que vive pra te xingar quando você persiste no erro de acreditar no ser humano. É mais do que isto, é encontrar o cara que te dá silêncio quando você roga por palavras, mas do que precisa é ficar quieto e antes de encontrar o conforto no outro. Encontrar ele em você. Porque o outro é mais fácil. É mais fácil viver pra outro. É mais fácil projetar sonhos em outro. Transformar aquele cara ali perdido e carente, no seu porto seguro.
Me pego, segurando minhas pernas. Tentando deixar tudo perto. Tentando ficar perto de mim, quando as coisas começam a sair do meu controle. Procuro em mim, o que admiro em outrem. Procuro as palavras que queria escutar, grito com minha cabeça sempre indecisa, confusa, estranha que transita entre o cômodo e o novo. Que vai do ar companheiro a sombra blasé.
Sonhos. Tenho tantos e tão diferentes. Embaralhados. Confusos. Diferentes. Queria sair daqui, ir pro mundo procurar diversão, procurar trabalho, procurar gente. Esta existência me limita, estes medos me tiram a calma. Não tenho planos. Não sei o que será do meu amanhã. Tudo é a repetição do hoje, com uma lacuna enorme que preencho de verdades que teimo em inventar o tempo todo.
Cansei. Estou cansando, assim como estarei tendo um futuro sistemático, assim como o gerúndio impregna. Cansei de ter um amanhã certo e controlado. Talvez precise disto, como um viciado precisa da droga. Meu corpo dá sinais de estafa, minha mente grita e eu continuo procurando o meu porto seguro.
Entretanto, não acredito que esteja a procura de um porto seguro. Porque isto é bom demais pra existir e chato demais pra me parar. Garantias, procuro garantias.
Garantia de que este é o caminho certo. Que entrar na faculdade me dará um emprego bacana. Que eu vou conseguir vender palavras e depois gastar os reais com meus amigos num boteco da vida. Garantia de que te aceitar é o certo, que fugir do cômodo, valerá a pena neste caso. Garantia de que tudo que ouvi e vi até hoje, é falso e sujo e que amanhã eu encontro uma coisa mágica.
Adolescente. Sim, eu sou. Não é vergonha nenhuma ser. Vergonha é ouvir de alguém, "ahh, já fiz isto e foi tão bom". Foi bom!? E por que agora você precisa se prender a convencionalismos baratos!? Por que agora você está fadado a ser um idiota?! São os anos. Tem coisas boas que eles trazem, claro. Mas se o passar deles. Te mudaram como mudam a mim, não cai nesta. Já deixei minha pureza de criança se perder, não quero fazer o mesmo com a minha adolescência. Já não consigo acreditar nas pessoas. Já tenho marcas que o tempo deixou. E não quero faze-las virar cicatrizes eternas.
Vou de sonho em sonho, desenhando uma coisa que não sei qual. Vou de estação em estação, procurando um mundo novo. Vou de estado a estado, pensando que poderíamos ser diferentes. Vago entre o verdadeiro e falso. O moral e o imoral. A verdade e a mentira. Entre razão e emoção. Procuro só o equilibro, da minha maneira desequilibrada.





ainda procurando emprego, se alguém tiver algum escreva para: claritromicina@gmail.com

terça-feira, janeiro 16, 2007

NOVO

Pensar no que pode ser me desespera, porque eu sei de antemão que não poderá jamais ser nada demais. Pensar no que eu perdo pensando, me desespera porque eu não deixo acontecer o que esta pronto aqui, agora pra acontecer. Não consigo olhar o mundo e ver como foi um dia. Não acho engraçado nem tão pouco triste. È diferente, e eu tenho medo do novo por mais que viva numa busca constante por ele.
E esta, é minha vida nova.

Ainda, preciso de um emprego.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

UM DIA EU SENTO


Preciso sentar a mesa colocar nomes em pedaços de papel e ir separando a vida que quero ter. Do caminho que ela segue. Escolher. Pensar. Mentir para mim e enganar mais os outros.Cansei de ter que falar sempre a verdade. Sendo que a verdade, primeiro não existe e segundo interpretam errado as coisas que eu acredito. Não sejam chatos, eu acredito e até que me provem o contrário tá certo. E quem disse que me provar o contrário é fácil!? Ariana, ascendente em escorpião lua em gêmeos. Tento entender astrologia, não entedo porranenhuma mas toda vez que eu falo esta trinca se assustam. Deve ser ruim, eu devo ser ruim e quem disse que estou preocupada em ser boa?!
Já me falaram uma vez e é verdade eu sou prolixa. E quem disse que este objetivismo chato me atrai?!Já me falaram que eu sou cabeça dura. Isto meu amigo, foi uma grande descoberta. Convivendo com minha pessoa por 17 [quase 18, e quem acha que é ruim ter 17 esperem até entrarem nos 30 e eu continuar linda e loira com 29] ainda não tinha percebido.
Já me falaram que eu tenho deficit de atenção. Tá isto não me falaram, eu conclui depois de tentar manter conversas com 3 pessoas no msn e sobrar risadas. Toda vez que perdia o fio da meada ia risadas [hahaha = seilá do que estava falando]. Claro que não era só o msn, tinha o orkut, os textos duma mulher que tô lendo porque o cara no bar domingo falou que é bom. Nem achei tudo isto ainda, mas dizem que os textos do ser antigos eram bons porque agora ela é uma velha chata e academica. Vou atrás dos antigos. Lição de casa. E tinha a música, tô ouvindo the grates banda australiana legalzinha. Não tem letras cabeça e uma das músicas começa assim "some motherfuckers think they're born to dancer".
E tem a confusão do youtube que agora me diverte. Okay, dei ataque quando soube da decisão. Mas já soube que ACABOU, que conseguiram uma liminar, que não haverá bloqueio a não ser do vídeo da cicarelli f*dendo com o namorado. Mas seria legal avisar, que todo mundo já viu. Que uma galera enorme tem este videozinho no pc. E que outra galera enorme vende o dvd por 3 conto, em barraquinhas no centro. E que a menos que ela consiga um dia ganhar tanto dinheiro quanto a xuxa isto não some. Aliás é um mistério como ela conseguiu fazer a população brasileira 'esquecer', aliás eu tinha no pc o 'material', mas formatei e perdi. Será que me pagariam por ele!?
Isto tô precisando de grana. Preciso trabalhar. Se bem que tô com medo de não saber fazer nada bem. Já tentei informática, um ano e meio de curso tecnico que eu matava pra ir ao cinema, ou passava a aula toda discutindo com a Lika a teoria da relatividade das luzes que acendem quando uma pessoa entra no recinto. E que depois paguei pra fazerem meu TCC, eu e meu grupo que amavam informática tanto quanto eu. O projeto era legal, um sistema pra uma balada. Que tinha o nome bizarro e que eu já esqueci.
Daí tentei ir trabalhar com meu pai. Mas ele não me aceitou. [rs*].
Então mandei currículos pra um monte de lugar. Mas não gostam dos meus 17 anos, não sei o que muda em ter 18. Mas okay, respeito. E espero 4 meses no ócio. Pensando em empregos que poderia ter. Telemarketing, porque qualquer um trabalha com isto. Não deve ser tão dificil assim, e deve ser legal ser tratada mal por todos que odeiam atendentes de telemarketing. Digitadora, eu digito rápido, com poucos erros e não ligaria se eu pudesse usar a internet enquanto trabalho. Loja de cd ou livro, nisto eu trabalharia contente, o único mal seria que meu salário não sairia de lá, idéia boa parcialmente. Poderia escrever bula de remédio, pagam pra quem escreve bula de remédio e escrever bula de remédio é super clichê. Poderia trabalhar na máquina de xeroz de uma editora qualquer. Ou na máquina de café de uma redação. Ou tirando o pó das fitas do acervo de uma emissora. Ou qualquer coisa com gente que muda constantemente. E que tenha o ego inflado no primeiro momento, mas que dê pra dobrar depois.
Ahhhhh, preciso de gente nova.

tédio feche suas asas.


Agora tá batendo o medo da cásper. Passei em todos os vestibulares que prestei mesmo que quimica, fisica e matemática me causasse problemas. Sempre tinha a outra parte da prova que me salvava. O ruim, é que a outra parte salva todo mundo.
MEDO!! Queria passar, pra fazer facul no lugar que mais amo no mundo. Na avenida luz.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

SE ESCONDE

Um dia eu quero casar. Escrever prum lugar foda, que não precisa ser o lugar mais visto, mais almejado, mais remunerado só preciso admirar porque eu preciso admirar as coisas e as pessoas da minha vida. Ter um filho. Fazer uma tattoo. Me apaixonar loucamente. Viajar para Londres. Conhecer um monte de gente bacana e babaca. Comprar uma casa no Rio pra passar férias. Uma em Salvador pra ver minha família. Ter uma cadela que já tem nome. Me admirar. Ser bem resolvida. Ficar quieta, as vezes. Querer quem me quer. Dar valor a ligações que não queria atender, porque não quero quem me quer.
Um dia eu queria você aqui. Pra dividir alegrias. Chorar as tristezas. Rir das nossas desgraças.
Um dia queria encontrar alguém que lesse e entende-se cada palavra do que escrevo.
Um dia eu queria achar o sorriso da perdição. Porque sorrisos fodem. Olhares fodem. Mas sorrisos fodem mais. O sorriso dissimula, o sorriso denúncia o nervoso. O sorriso mostra a cara e esconde a alma. O sorriso é menos que o olhar, mas fode mais.Um dia queria sentir o medo do meu primeiro beijo, de novo. E ser amparada como se fosse a mulher mais frágil do mundo.
Um dia queria soltar minhas pernas e ter coragem. Coragem pra falar e pra chorar na sua frente.
Um dia queria encontrar a paz.
Um dia queria ser eu em tempo integral. Confessar minhas fraquezas. Mostrar meus erros. Dizer os clichês que penso, mas abafo para não parecer idiota.
Um dia... Queria encontrar você, que não conheço. Ou que se esconde.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Paz ?!

Neste começo de ano eu só queria uma coisa. Paz. Pra pensar em nada e não ser invadida. Pra fugir das loucuras do mundo. Pra me enterrar em loucuras que são minhas e só minhas. Paz. Pra dormir. Pra deixar minha gastrite ir embora.
Paz.
O que eu quero não é aquilo que é melhor para mim e eu sei. O que eu quero não é "normal" e eu sei. Eu tenho medo do que eu quero, e eu também sei.

Tá tudo tão enrolado, que nem escrever resolve. E isto sempre resolveu minha vida.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

2006?! REPEAT, please!

Este ano é pra ser lembrado, relembrado, visto e revisto e se possível revivido.


2006 foi um ano mágico em vários sentidos. Muitas coisas continuam aqui, a saudades de quem se foi e não vai me dizer nunca mais num domingo a tarde "cheguei". Alguns medos, vários desejos, muitos sonhos. Cresci, mudei, aceitei coisas novas na minha vida e expulsei coisas antigas.ahhh. é foi isto.

saudades a explorada [interna]
~
PUTAQUEPARIU!

quinta-feira, dezembro 21, 2006

PASSEI, MANÉ!

Amo ter blog, porque posso externar alegria e pregar letras nela.

PASSEI. Graças ao conselho, graças a 'Deus', graças a você e a mim!

AHÁ! Não mais escola, chega. Acabou! Facú ou que for ano que vem.

Além de externar felicidade ainda posso falar que não gostei dos cds novos da Ana Carolina, vai ver até mudo de opinião. Porque eu posso mudar o quanto quiser e foda-se.

AHÁ! Que venha a merda do natal, odeio.
Não gosto, nunca gostei e chego a gostar ainda menos de uns 2 anos pra cá.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

METABOLISMO

Meu problema deve ser meu metabolismo. Ele tá trabalhando muito rápido e ocupando cargos que não são dele. Tô queimando vida, queimando pessoas, queimando etapas.
Fazendo tudo. Fazendo tudo errado, talvez, mas fazendo.
Metabolismo desenfreado, vida desenfreada.
Troquei o que poderia ser alguma coisa um dia. Por uma aventura que tá predestinada a parar num começo bom. Não tem futuro. Talvez, EU não tenha futuro.

O que me deixa feliz é que tive um hoje bom. Melhor amiga, filme bom, confuso, estranho.
Hmmm... Nós?! Amigas, confusas, as duas em merdas distintas..
Amigas pra sempre. Uma das únicas certezas de agora. AMO AMO AMO AMO.


O mesmo frio na barriga!?
Duas vezes. Num mesmo dia. Por duas pessoas distintas.


CHEGA!
Ui.

sábado, dezembro 16, 2006

Meu Deus, SOCORRO!
CONFUSED

Eu só causo. Só causo. E não me contento de ter a minha vida uma confusão do inferno. Ainda fodo a vida alheia.
Se você é meu amigo. Mantenha distância, eu sou um perigo para mim e para os outros.
E nunca em hipótese, entre na minha onda.

CARALHO, tenho culpa até quando não existem culpados.

Confused. Confused. Confused.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

CHEGA

Juízo. Cadê você?!

terça-feira, dezembro 12, 2006

DESISTIR DÓI MAIS

Que venha a mim os batalhões. As pessoas montadas na censura. As pessoas moldadas por todos os convencionalismos baratos que eu repugno. Pessoas que tem sempre um olhar cheio de medo. Pessoas que são felizes vivendo o nosso amanhã monótono, quando temos um hoje adolescente esperando aí fora para ser vivido.
Não pulo etapas, nem pescoços. Não coleciono corações partidos, porque o meu neste estado já vive de bom grado. Não sou nada demais para ninguém, e não me importo com isto. Sou demais para mim. Meu umbigo me consome, dá um trabalho danado olhar pra ele, pensar nele, escrever dele. Mas, quase nunca falar dele. Não gosto de falar de mim. Prefiro os outros.
É nos outros que vejo o olhar que eu tenho e nego. É nos outros que está a censura, que venho abafando em mim. É aonde ficam as maldades infinitas, é muito querer viver esta vida como se fosse a única?! É muito ter 17 e sair por aí experimentando sensações, gostos e sentimentos
Flerto com a vida, tentando conquista-la. Flerto, com o sol querendo te-lo para sempre. Flerto com a sombra, pedindo proteção eterna. Flerto com a brisa, pedindo pra ela bater no momento certo. Flerto, com você pensando no que poderia ser.
Seguro minha onda. Arrumo o passado e vivo um presente bom. Me sinto superior, por ter conseguido o que queria. Te olhar e dizer zero a zero, porque é assim que estamos. Ver você fazer piada, com ter ficado de mal e perceber que você tem mais noção de tempo do que eu. Pra mim, foi 1 ou 2 meses no máximo, mas você diz ter sido mais. Não marco o tempo, porque desde então nenhum dia tem sido igual o outro.
Desapaixonei por você e pela possibilidade de me apaixonar de novo. Ou melhor, arrumo paixões que duram o nascer do dia. Ocupar a cabeça vazia, medrosa, inquieta.
Ando nas ruas procurando alguma coisa que me falta. As vezes, acho que encontrei. Mas, quando tudo clareia foi só mais uma tarde*noite de alegria falsa. Olho nos olhos do mundo e procuro o olhar que faz diferença. Procuro as piadas que me fazem rir, mesmo que a muitos km de distância.
Passo momentos bons no msn, no ônibus, na vida.Só que momentos bons já não são suficientes. Não quero calma, não quero paz, não quero censura, não quero certezas, não quero vida estável, não quero minha mãe sempre enchendo meu precioso saco.
A calma me desespera, começo a viver num campo minado esperando a hora de tudo começar a dar errado, porque tudo dá errado sempre, é a lei da vida. Alguém já conseguiu ser feliz anos a fio?
A paz me leva a calma e a calma me desespera.
A censura me enfurece. Dá aquela vontade de sair por aí mordendo o mundo por querer me prender em convenções. Quero prisão suja, quero luta, quero dor e compaixão. Não, não quero compaixão. Quero viver, sem faixas pretas, sem pi's na tv, sem delay, sem pessoas chatas e certinhas demais.
As certezas me dão calma. E viver com calma, me acomoda. Não quero acomodar num emprego bom. Pagar toda a minha bela faculdade de jornalismo, para depois ter medo de abandonar o trabalho bom e voltar no tempo, como estagiarizinha escrava. A vida é feita de escolhas, e eu tenho medo das minhas. Eu sou, uma piada sem graça.
Minha mãe corta meus sonhos, diminui o meu passo, me prende no mundo dela, que eu acho horrível. Me mostra o quanto o dinheiro conta, o quanto ela precisa desesperadamente dele. O quanto a vida dela é chata, mostra como eu preciso fugir. Sair da minha cômoda casa, cômoda vida, cômodo quarto, cômodo dinheiro, cômodas músicas tocando num compasso rápido.
Estabilidade é uma certeza que me dá calma.
Enfia a calma no seu mundinho. Enfia a censura lá também. Enfia a estabilidade, doses de pessoas certinhas e se tem este teatro de arena que chamamos de vida.
Vamos todos parar de fingir que tá tudo bem?? Que não existe medo. Que não existe dor. Que não existe vergonha. Que não existe pudor. Que não existe hipocrisia.Viver dói. Pensar dói. Sentir saudades dói. Roubarem a vida de quem se ama, dói.
Mas, desistir dói mais.


Sessão parabéns aberta:
Acredito que um dia todo mundo encontra uma pessoa para amar e admirar incondicionalmente. Que não entre na roda a família. E eu encontrei cedo. Fizemos várias coisas juntas. Um técnico que as duas odiavam [tá, eu odiava mais, odiava também aquelas pessoas que viam aquilo como um bolo de chocolate, mané computador não é um bolo de chocolate]. Algumas festas. Primeiro porre, último dia em porto. E alguns depois deste. Você já me xingou, mas sacou que eu já tenho mãe e não preciso de outra, melhor ser minha amiga como só você sabe. Fomos para porto, você odiando tudo e querendo vinho sempre. E eu não ligando pra nada e querendo qualquer coisa sempre. Beber na praia no meio do nada, pensando em como tudo foi bom. Você me zoando eternamente, e me difamando com histórias da piscina. Bom gosto, cheia de cultura pop. Me ensinou tanta coisa, que poderia ficar o dia aqui enumerando. Mas, sei que é desnecessário porque nos duas sabemos o quanto tudo foi foda e vai continuar sendo. Ainda iremos muito praquela paulista, beber na augusta, ainda te levarei no sodoku pra te aguentar reclamando que é longe que não gosta de açaí e lalalala.
Puts, agora "de maior" vai jogar fora o rgzinho maroto que fizemos pra pegar pulseirinha no Motomix. haha! Claro que o meu tá melhor, e vou usar mais alguns meses :
Ouvindo ~ The Strokes
MUSE

Meu dia melhorou 12123121213% por causa de uma coisa aih que aconteceu. Até me animei e fui comprar um mouse novo, olha que tava quase acostumando com o alt+tab.
Já que o dia melhorou o stress passou. Mas o tédio, este tá aqui com força total. Acabou o colégio [ainda tem o conselho, eu sei]. Agora preciso de um trabalho, tô aceitando quase qualquer coisa. Se ganhar mal e for legal ou se ganhar bem e for chato.
Vou fazer um currículo público, porque eu não tenho nada o que fazer mesmo. Começando, não sei cozinhar, lavar ou passar. Logo, casa de família não rola. Sei atender telefone, digitar rápido sem olhar, hmmm, umas 500 palavras por minuto [exagero astronômico], daria uma ótima secretaria. Meu inglês é ruim, mas com uma força ele sai. Eu escrevo, mal ou bem, depende da perspectiva, escrevo tudo até em bula de remédio. Tenho faro para paixonitis complexas e complicadas, isto me daria trabalho?! hm... não.
Ahhhhh, se você for uma pessoa bem legal e tá procurando diversão. Deixa um comment, com seu nome, idade e msn. Se te achar interessante te add. Hahahahaha! DIVERSÃO pura.
Por que todos meus amigos me abandonam e ficam fazendo vestibular durante a SEMANA!? Me diz. Por que a gorda vai fazer vestibular no dia do niver dela?! E eu não consigo contar pra ela como meu dia foi salvo.

Tá, eu já tenho o endereço que queria, isto e o níver da gorda são o que importa hoje. Vou continuar ouvindo muse alto, enquanto como minhas misérias.

Ouvindo ~ Muse [tá, já falei]
ALT + TAB


Me diz, quem sou eu? Quem é você? Quem é aquele ali ajoelhado, pedindo perdão por ser o que querem que ele seja, pedindo perdão a si por não ouvir os seus berros. Quem é você, ai sentado lendo as merdas que escrevo? Quem sou eu, sentada escrevendo merdas.
É a terceira vez que começo este texto. E apago tudo. O
professordequimica /pastor/expolicial/expedreiro/fdp jogou minha vida na mão do conselho. Tenho culpa que não tenho vocação pra cálculos, formulas, cadeias, radicais e este monte de coisa que não vou usar pra nada mesmo. Passei em dois vestibulares usando lógica na parte de exatas, porque acho que isto que deveriam ensinar e ter na escola, lógica. Raciocina comigo. Pra que aprender tanta merda, se eu só vou usar história a parte que me interessou estudar, a parte política e a inquisição. Geografia é útil, em partes, que se foda o relevo quando você esta andando, a maior oscilação é uma montanha que pouco importa saber a vegetação. Matemática, pera aí, quando eu estiver no vermelho sem um puto pra comprar leite [no plano das ilusões] vou parar pra tirar a matriz da minha conta fodida de alguém burra que não soube escolher uma profissão lucrativa. Química, opa pera ae, quando eu for entrevistar um prêmio Nobel em química [?] vou perguntar pra ele se não tinha tv em casa, como alguém estuda esta merda por livre e espontânea vontade. Física, um amigo que faz física na unicamp disse que você vai surtando e achando lógica até no M do mcdonald's, se nada der certo vou fazer física nuclear na usp e surtar de vez.
O texto tá cansativo? E quem tá pedindo pra você lê, amigo. Entra num site pornô e divirta-se e não vem encher meu saco. Porque ele tem mais do que cheio já. Pra coroar, a maré de sorte, quebrei meu mouse. Muitos Alt+tab depois, eis aqui.

Ouvindo ~ Placebo

sexta-feira, dezembro 08, 2006

ACHO QUE SOBREVIVEREI


Cheguei a mais um fim e acho que sobreviverei. Dói. Bate a insegurança. Dá medo. E aquela pontada de nostalgia. Um monte de gente sei, nunca mais verei. Um monte de gente, não importa não mais ver. E um monte de gente, queria levar pra uma casa no meio do nada com uma fonte de álcool e ficar lá até ficar mega velha. Ir a cidade só conhecer mais gente, e dar um tempo da casa segura. Porque segurança me enche o saco. Pessoas que tem de ter segurança sempre, me enchem o saco. Gente que vira vegetariana porque tem dó dos bixinhos, me enche o saco. Gente que tem aquele arzinho 'sou falsa, sou falsa' mas todos aclamam como salvadores da simpatia no ser humano, me enchem o saco. Pessoas fofas me enchem o saco. Pessoas lerdas me enchem o saco. Gente que se acha cool me enche o saco. Fãs de los hermanos me enchem o saco, e eu gosto pracaralho da banda. Muita, mas muita gente me enche o saco. E nestes anos, encontrei pessoas que não me enchem. Que são iguais ou piores do que eu. Que falam, gritam, berram, ou ficam quietas mas não tem aquela ar tô no mundo a passeio.
Finais de um certo modo me deixam feliz. Mostram como tudo foi bom. Quanto cada coisinha, valeu a pena. Cada palavra que calei. Cada coisa que falei e na hora me trouxe problema. Cada medo, cada pensamento, cada vez que me podei e quem me conhece sabe o quanto é difícil. Cada vez que eu revoltei com um olhar de censura. Cada olhar de censura que aceitei. Cada pessoa que conheci. Cada um de um jeito diferente e especial, estará comigo pra eternidade.
O mundo poderia ter congelado nesta tarde. Nos meus amigos correndo nas externas, cada neguinho jogado na grama vendo tudo girar. Cada risada, todas as vergonhas que fiz todos passarem. Cada loucura.
Descobri como uma sala de 40 alunos me vê. Do contra e confiante. Do contra, acho que o começo do texto mostra. Não concordo, com o que meio mundo prega, com cada convencionalismo barato, com o que é melhor na política pra esta merdadepaís que amo e odeio com todas as minhas forças, com o rumo do gás da bolívia. Todas as aulas de história que sempre achei uma bosta, mas ajudava passar o tempo discutir, já que se duvidar sabia mais história do que aquela brisada da professora. Confiante?! É bom saber que eu engano bem. Poucos sabem que dentro de toda esta pose "eu posso, eu faço" mora alguém com muitos medos, "medo de amar, medo de voar, medo de fazer analise e perder a inspiração" pedaço de "carta dani" do cazuza que uso livremente pelo mundo.
Passou. E o vazio vai começando a preencher cada pedacinho de mim. O medo, vai mostrando a cara. E a certeza nenhuma de um amanhã cômodo me desespera. Me desespera não ter ninguém, nem que seja pra odiar.
Cansei de estar com um monte de gente e estar sozinha. Cansei. E como eu faço pra mudar?! Onde encontro alguém, que entenda todas as minhas necessidades. Que não reclame das merdas que faço. Que deite na grama comigo quando tudo começar a rodar, e puxe o papo que gostaria de ter.Onde está alguém pra me ajudar a segurar a onda?!
Amigos!? Vem e vão. Os meus poucos e bons, sentem parte do que tô sentindo. Compartilham o fim. Fim de ete, fim do colégio, fim do faz de conta, o inicio duma vida adulta que não tô pronta pra encarar.

Se tudo isto foi bom, se tudo isto valeu a pena, se eu aprendi muita coisa, se vi que podia falar sem que magoasse as pessoas sempre. Devo, a lika, melhor amiga eterna. Melhor amiga, melhor pessoa, a gente se completa que nem feijão com arroz, cara. Joselitas juntas, sempre em momentos de vida diferentes, sempre se entendendo. A única pessoa no mundo que nunca me irritou. Pode ter certeza, que minha casa vai estar sempre esperando você pra ver filmes bons ou ruins. E eu sempre estarei aqui pra ouvir todas as histórias possíveis, ou no seu caso impossíveis, com bofinho ou sem bofinho.Te amo.


ouvindo ~ the vines

ps: ahá, feliz pelo comentário inesperado e bom de ontem. Obrigada.

terça-feira, dezembro 05, 2006

SOBCONTROLE


Tô me sentindo sozinha e vazia. Vazia porque sempre estive cheia de medos, cheia de ponderações, cheia de achar que achariam algo, cheia de tentar passar pro universo que não ligava pra ele, quando na verdade ligava e ligava muito. Agora, que tudo que tentei aparentar é verdade, realmente não ligo para nada nem ninguém. Me sinto vazia. Saio por aí sem rumo, bebo, converso e não sei sobre o que falo. Não tá me mudando, não tá me acrescentando, só tá me dando alegria fingida e falsa. Aquela, da qual rimos sem saber porque.
Tá tudo infinitamente melhor do que esteve um dia. Mas, ainda não tá bom. Queria ser adotada pelo mundo, mas ele me renega com todas as forças. Me sinto como uma menina estúpida, no chão abraçada as pernas, tentando trazer tudo pra perto, tentando ficar perto de mim.
Esquecer o que passou é uma maneira de fugir da saudade. Apagar pessoas, é um jeito de anular dor. Pensar me dá raiva, me dá raiva não poder controlar o tempo. Já quis tanto que tudo corresse, mas agora queria calma.
Sabe de uma coisa?! Nada termina desta vez mal resolvido, voltarei ao 0 a 0. Com todo mundo, ou ao menos comigo. Talvez, esteja com o placar alterado com uma única pessoa. E é com ela que tudo volta ao 0 a 0, e pronto.
Tudo pareceu o fim do mundo, tudo foi sim o fim do mundo. O fim do mundo que eu criei. Agora, tá tudo mais cru, mais escancarado, mais verdadeiro, mais passional. Você tirou de mim uma coisa que acabaria perdendo mais cedo ou mais tarde, a confiança no ser humano. Somos todos uns merdas, sempre. Mesmo, quando temos roupas boas, gostos bons, educação boa, amigos bons. Sempre uns merdas, achando que controlamos o mundo, quando o que menos temos nesta vida é controle auto ou sobre.
Cadê o controle do universo!? Cadê o meu controle?! Cadê!? Como eu paro o tempo e começo a viver devagar. Quando a adolescência me dá trégua, e eu começo a pensar um pouco. Pensar nas conseqüências. Começo a ouvir meus amigos [lika~]. Chega de fazer certas coisas. E quem venham coisas novas, novidades sempre.

A nossa amizade não se resume em um prédio.
Quarteto eterno... Porque não tem explicação e é bom. Bom pracaralho, seus putos do meu coração!
Perfect's... Mesmo com o julgamento, vitima nunca fui. Os momentos bons ficarão na lembrança. luv... summer luv.

luv ya, guys!
LICENÇA

'Se você for tentar, vá até o fim'. Li isto perdido em algum lugar, é do Bukowski, do qual só li coisas perdidas por aí [aceito doações de livros]. E é mais ou menos aí que mora o meu medo, se eu entrar de cabeça neste lance de jornalismo, vou até o fim. Mas vou até o fim da onde eu pretendo chegar, não que eu saiba. Mas tenho aquela vaga idéia de paraíso.
Não sei nada ao certo e as vontades dissolvem-se em realidades bem vividas. Tenho sonhos, tantos e tão grandes que as vezes me pego andando por aí em corpo, porque a cabeça transita sem pedir licença.
Se alguém ai tiver uma certeza, que não seja uma convicção chula e vazia, me empresta?