when the night is cold...
Eu já não sou a mesma. Meus pensamentos mudaram, meus dias mudaram, as companhias, as conversas, os interesses, os momentos. Tudo mudou e por que só você que continua constante? Em algum momento deixei a minha vida aberta demais ou te entreguei as chaves das portas escondidas, sem notar.
Tuas palavras, as que conheço o destinatário, me doem como farpas. Não só pelo fato de conhecer o destinatário. Mas, também, por sentir que desconheço o remetente. Te procuro nas entrelinhas e não vejo, não encontro, não sei. Sei que você tem passado por um tempo estranho enquanto troca minutos com as risadas. Rir de tudo, com tudo, por tudo. Se trocar por piadas, por momentos, pelo efêmero que um dia também tanto me guiou na vida. Pelo entorpecimento, por não sentir, por sentir através de algo. Talvez, seja o medo de nunca mais encontrar algo parecido com aquilo. Mas, segura minha mão enquanto te garanto em silêncio que o futuro pode te reservar algo diferente e, talvez, melhor. Mudar nem sempre envolve algo ruim. Para mim, sempre se fizeram necessárias as mudanças.
Mudei mais uma vez. Fiquei curiosa sobre outros aspectos seus. Como o seu corpo responde, como sua respiração fica quando acelerada, qual o som do seu silêncio. Como suas mãos brincam. Onde o seu sorriso aparece, sua vergonha desaparece, seus instintos afloram. Quando o momento te controla. Seus atos se descontrolam. Como é que você é quando não é só você. Você já ardeu em um desejo cego? Já sentiu que o mundo poderia acabar depois de alguns segundos e, que se não vivesse o presente, o futuro se quer seria uma possibilidade?
Você já perdeu (o controle)?
ps. título e trilha sonora. Nick Drake - Day is Gone
domingo, junho 27, 2010
terça-feira, junho 22, 2010
only the truth
Não quero ser paralisada pelo medo, por respeito a diferenças ou qualquer outra variante que possa variar em pouco tempo. Me desespera a mera possibilidade de notar que tive uma vida cheia de nada. Nenhuma verdade além das efêmeras e inventadas, nenhum amor que se afaste da carência, ninguém para dividir dias e noites de silêncio, planos, criações, momentos. Uma vida inteira cheia de nada. Cheia até a superfície, tão cheia que me deixa sempre com a sensação de respirar um ar rarefeito, me falta oxigênio quando mergulho muito fundo em coisa alguma. Mas, aparece (o ar) quando vou fundo em alguma coisa. Ainda que indefinível, preciso de algo real, de um caminho por onde caminhar.
Prefiro a falta de garantias, as surpresas, o que pode acontecer. Prefiro caminhar, me mata aos poucos ficar parada. A conquista, simples e fria, não me aquieta. Me irritam as mãos alheias cheias de dedos desconhecidos. As palavras sem fundamento. A transferência de frustrações.
Podemos mudar tudo. Podemos mudar de vida, de cidade, de país, de amizades, de vontade, de corte de cabelo, de rímel preferido. Mas, nada muda uma paixão. Me denunciam as minhas paixões, as coisas que não saberia viver sem, pelas quais daria minha vida. Na verdade, tenho duas grandes paixões inconfessáveis de tão banais. Mas, que são minhas e ninguém conheceu ou foi capaz de tocar. Tenho meus segredos, não me revelo tanto quanto parece, as palavras enganam mais do que esclarecem. Não me conhece quem lê, não conhece quem ouve, não conhece quem vê. Talvez, me conhecer, seja só uma questão de observar, meus olhos, esses sim, me entregam.
Por fim, mais do que nunca, eu sei que na matemática da vida quero números enormes e positivos.
Não quero ser paralisada pelo medo, por respeito a diferenças ou qualquer outra variante que possa variar em pouco tempo. Me desespera a mera possibilidade de notar que tive uma vida cheia de nada. Nenhuma verdade além das efêmeras e inventadas, nenhum amor que se afaste da carência, ninguém para dividir dias e noites de silêncio, planos, criações, momentos. Uma vida inteira cheia de nada. Cheia até a superfície, tão cheia que me deixa sempre com a sensação de respirar um ar rarefeito, me falta oxigênio quando mergulho muito fundo em coisa alguma. Mas, aparece (o ar) quando vou fundo em alguma coisa. Ainda que indefinível, preciso de algo real, de um caminho por onde caminhar.
Prefiro a falta de garantias, as surpresas, o que pode acontecer. Prefiro caminhar, me mata aos poucos ficar parada. A conquista, simples e fria, não me aquieta. Me irritam as mãos alheias cheias de dedos desconhecidos. As palavras sem fundamento. A transferência de frustrações.
Podemos mudar tudo. Podemos mudar de vida, de cidade, de país, de amizades, de vontade, de corte de cabelo, de rímel preferido. Mas, nada muda uma paixão. Me denunciam as minhas paixões, as coisas que não saberia viver sem, pelas quais daria minha vida. Na verdade, tenho duas grandes paixões inconfessáveis de tão banais. Mas, que são minhas e ninguém conheceu ou foi capaz de tocar. Tenho meus segredos, não me revelo tanto quanto parece, as palavras enganam mais do que esclarecem. Não me conhece quem lê, não conhece quem ouve, não conhece quem vê. Talvez, me conhecer, seja só uma questão de observar, meus olhos, esses sim, me entregam.
Por fim, mais do que nunca, eu sei que na matemática da vida quero números enormes e positivos.
domingo, junho 20, 2010
Good times for a change
Tem dias que as noites são melhores e também existe o contrário. As noites que tem dias melhores. Tantas variáveis entre o escuro e a claridade. Hoje passei o dia na cama, sentindo falta de algo, me peguei revisitando pensamentos esclarecidos. Sempre separando o que sou do que é, porque é claro, assumimos diversos personagens. Poucos de fato encostam no que sou, arisca como um gato, só me sinto em casa reconhecendo conforto no cheiro. Mas, tem aquilo que é, levemente variável, porque o estado é imutável para a visão alheia. Entre o que sou, o que é e o ser. Fico com o meu ser. Esse que é o que sou quando consigo ser. Senti falta da cumplicidade de um olhar, do toque de uma mão inteligente, de uma mente brilhando colorida enquanto me presenteia com o genuíno silêncio das palavras contidas.
Descobri na cama, em silêncio, que meu corpo está cansado, minhas costas soltaram os nós de tensão e onde eles estiveram sinto uma leveza estranha. Com os nós desatados encontro um caminho de possibilidades que não sei como caminhar. Minha segurança é insegura, viro menina enquanto pareço mulher, me encolho em dúvidas, me refaço e desfaço. Penso se tanta proteção não acaba me tirando de alguma coisa. Tenho preguiça e medo de colocar novas marcas em cima das do passado, tenho medo de ter que lidar com tanta coisa que não quero, tenho medo. "Lose yourself, but don't lose your mind".
Em um tempo cheio de dúvidas, vontades variáveis e invariantes.
Tem dias que as noites são melhores e também existe o contrário. As noites que tem dias melhores. Tantas variáveis entre o escuro e a claridade. Hoje passei o dia na cama, sentindo falta de algo, me peguei revisitando pensamentos esclarecidos. Sempre separando o que sou do que é, porque é claro, assumimos diversos personagens. Poucos de fato encostam no que sou, arisca como um gato, só me sinto em casa reconhecendo conforto no cheiro. Mas, tem aquilo que é, levemente variável, porque o estado é imutável para a visão alheia. Entre o que sou, o que é e o ser. Fico com o meu ser. Esse que é o que sou quando consigo ser. Senti falta da cumplicidade de um olhar, do toque de uma mão inteligente, de uma mente brilhando colorida enquanto me presenteia com o genuíno silêncio das palavras contidas.
Descobri na cama, em silêncio, que meu corpo está cansado, minhas costas soltaram os nós de tensão e onde eles estiveram sinto uma leveza estranha. Com os nós desatados encontro um caminho de possibilidades que não sei como caminhar. Minha segurança é insegura, viro menina enquanto pareço mulher, me encolho em dúvidas, me refaço e desfaço. Penso se tanta proteção não acaba me tirando de alguma coisa. Tenho preguiça e medo de colocar novas marcas em cima das do passado, tenho medo de ter que lidar com tanta coisa que não quero, tenho medo. "Lose yourself, but don't lose your mind".
Em um tempo cheio de dúvidas, vontades variáveis e invariantes.
quinta-feira, junho 17, 2010
i'm a war of head versus heart (and it's always this way)
Tem horas que a gente muda. De direção. De vontade. De sentir. De querer. De pensar. De agir. De ser. Tem horas que a gente muda, sem ser bom ou ruim, apenas diferente. Sem ser preciso ou impreciso, apenas um fato.
Tem horas que a gente pinta o futuro, desenha um presente, apaga o passado. Tem horas que a gente apenas vive.
Tem horas que a gente conversa sobre a vida, divaga sobre os pensamentos, fala palavras soltas ao vento. Tem horas que a gente fica em silêncio.
Tem horas que a gente cria, inventa, produz. Tem horas que a gente fica quietinho sentindo o som do vazio.
Tem horas que a gente canta, encanta, procura no mistério o som das entrelinhas. Tem horas que os olhos sorriem.
Tem horas que quero com a intensidade do desejo reprimido. Tem horas que não quero. Tem horas que penso. Tem horas que esqueço. Tem horas que odeio. Tem horas que adoro. Tem horas que você ocupa todos os espaços vazios das minhas notas musicais desafinadas. Tem horas que não é você, não é ninguém, tem horas que é só o vazio esperando eu afinar meus instrumentos e construir a música capaz de te trazer (pra cá).
Tem horas que são só horas... Tantas horas.
ps. o título é de crooked teeth do death cab for cutie, uma das minhas bandas mais queridas.
Tem horas que a gente muda. De direção. De vontade. De sentir. De querer. De pensar. De agir. De ser. Tem horas que a gente muda, sem ser bom ou ruim, apenas diferente. Sem ser preciso ou impreciso, apenas um fato.
Tem horas que a gente pinta o futuro, desenha um presente, apaga o passado. Tem horas que a gente apenas vive.
Tem horas que a gente conversa sobre a vida, divaga sobre os pensamentos, fala palavras soltas ao vento. Tem horas que a gente fica em silêncio.
Tem horas que a gente cria, inventa, produz. Tem horas que a gente fica quietinho sentindo o som do vazio.
Tem horas que a gente canta, encanta, procura no mistério o som das entrelinhas. Tem horas que os olhos sorriem.
Tem horas que quero com a intensidade do desejo reprimido. Tem horas que não quero. Tem horas que penso. Tem horas que esqueço. Tem horas que odeio. Tem horas que adoro. Tem horas que você ocupa todos os espaços vazios das minhas notas musicais desafinadas. Tem horas que não é você, não é ninguém, tem horas que é só o vazio esperando eu afinar meus instrumentos e construir a música capaz de te trazer (pra cá).
Tem horas que são só horas... Tantas horas.
ps. o título é de crooked teeth do death cab for cutie, uma das minhas bandas mais queridas.
terça-feira, junho 15, 2010
these are the songs i keep singing
Talvez seja o frio que me enche de saudades ou foi a mistura perigosa de beatles e incerteza. Caminho sem saber onde chegar, vou deixando o acaso iluminar os meus passos. Mas, é bom voltar, sentir você tentando me entender, em vão. Poucas coisas mudam quando a gente sai do lugar. Mas, para contrariar, mudamos tanto. Eu continuo alguém cheia de vontades, com pecados consumados e sedes insaciáveis. E você, se recuperou, se tomou de volta. Enquanto, nós, continuamos nossas vidas em paralelo.
Queria poder responder se seria diferente em outro momento. Talvez. Penso que o caminho teria sido menos tortuoso, penso que escancarar as vontades pode encurtar o desencontro.
Mas, sabemos que o meu você já não é seu. Me confundo tentando decifrar as vontades alheias, continuo errando no mesmo ponto, guardo as reais intenções para um momento oportuno que não chega. Quero tanto de alguma coisa e a razão me traí.
Me pego revisitando minhas certezas, questionando minhas vontades, pensando em quanto de verdade existe ou é só simples irresponsabilidade. Contabilizo o valor que um passo em falso pode me cobrar, não sei se quero pagar, não sei se vale. Em um dia acho que os seus pensamentos são comuns, noutro, geniais. Em um dia você é o pecado que quero cometer, o preço alto que quero pagar, a sede que quero saciar, noutro é só uma aventura sem razão. Milhares de vezes incerto, é assim, não entendo.
ps. o título é dessa música do weezer.
Talvez seja o frio que me enche de saudades ou foi a mistura perigosa de beatles e incerteza. Caminho sem saber onde chegar, vou deixando o acaso iluminar os meus passos. Mas, é bom voltar, sentir você tentando me entender, em vão. Poucas coisas mudam quando a gente sai do lugar. Mas, para contrariar, mudamos tanto. Eu continuo alguém cheia de vontades, com pecados consumados e sedes insaciáveis. E você, se recuperou, se tomou de volta. Enquanto, nós, continuamos nossas vidas em paralelo.
Queria poder responder se seria diferente em outro momento. Talvez. Penso que o caminho teria sido menos tortuoso, penso que escancarar as vontades pode encurtar o desencontro.
Mas, sabemos que o meu você já não é seu. Me confundo tentando decifrar as vontades alheias, continuo errando no mesmo ponto, guardo as reais intenções para um momento oportuno que não chega. Quero tanto de alguma coisa e a razão me traí.
Me pego revisitando minhas certezas, questionando minhas vontades, pensando em quanto de verdade existe ou é só simples irresponsabilidade. Contabilizo o valor que um passo em falso pode me cobrar, não sei se quero pagar, não sei se vale. Em um dia acho que os seus pensamentos são comuns, noutro, geniais. Em um dia você é o pecado que quero cometer, o preço alto que quero pagar, a sede que quero saciar, noutro é só uma aventura sem razão. Milhares de vezes incerto, é assim, não entendo.
ps. o título é dessa música do weezer.
terça-feira, junho 08, 2010
Billie Holiday
Quanto existe de surpresa no que finjo não reparar? Noto cada detalhe enquanto os conservo em suspense. Gosto das provocações, do jeito amistoso de sorrir, dos planos pro futuro.
É barulho, silêncio, ideias misturadas e sonhos inconfessáveis. A madrugada passa diante dos meus olhos enquanto o dia seguinte se revela em compromissos e pecados inacabados.
Faço uma lista de palavras e as transformo em canções, escolho músicas que falem por mim e expressem na melodia as intenções escondidas, me refaço em mistério enquanto tento te ludibriar quanto as más intenções. Logo, noto novas palavras, novas músicas, novas verdades. Tudo em você é novidade e o futuro também. No fim, sabemos como isso termina. Interessa o caminho e os seus olhos sorrindo em confiança. Quero confiar e te sentir confiando. Quero te fazer diferente e notar diferença. Quero algumas coisas que não vou revelar...
Quanto existe de surpresa no que finjo não reparar? Noto cada detalhe enquanto os conservo em suspense. Gosto das provocações, do jeito amistoso de sorrir, dos planos pro futuro.
É barulho, silêncio, ideias misturadas e sonhos inconfessáveis. A madrugada passa diante dos meus olhos enquanto o dia seguinte se revela em compromissos e pecados inacabados.
Faço uma lista de palavras e as transformo em canções, escolho músicas que falem por mim e expressem na melodia as intenções escondidas, me refaço em mistério enquanto tento te ludibriar quanto as más intenções. Logo, noto novas palavras, novas músicas, novas verdades. Tudo em você é novidade e o futuro também. No fim, sabemos como isso termina. Interessa o caminho e os seus olhos sorrindo em confiança. Quero confiar e te sentir confiando. Quero te fazer diferente e notar diferença. Quero algumas coisas que não vou revelar...
quarta-feira, junho 02, 2010
Aos pecadores (e afins)
O pecado me fascina e me aproxima dos errados. Seguimos fazendo tudo do jeito que a intensidade permite. Fazemos, queremos, nos unimos em espaços pequenos. Te desfaço em pensamentos deliciosos enquanto imagino seus olhos se abrindo em surpresa. Quero sentir o seu corpo perto com a força que as suas mãos apertam as minhas. Seu toque me repele. Imagino o que habita seus pensamentos e penso em como seria interessante concretizar o pecado maior que é viver (desse jeito).
Meu cansaço é visível. Noto que de tudo que tenho é o menos que me interessa. Tenho sentido falta das coisas simples, do flerte real, dos olhos se cruzando e se evitando, dos filmes divididos, de resenhar a vida inteira em palavras simples enquanto não falo. Falta do que abri mão por um bem maior. Me concentro e me apaixono por tudo que faço. Me envolvo da cabeça aos pés e, muitas vezes, paixões (pessoais) me dispersam. Fiquei dispersa da vida, dessa vida paralela que sempre soube tão bem levar. Agora me pego pensando em erros e notando que o maior dele foi ter deixado...
Quero tudo de muito. É o meu mal. É querer aproveitar todos os segundos. Sinto sua fala próxima e o seu hálito me diz muito sobre tudo. Quente, é assim, quente. Te escrevo em palavras. Te faço todas as minhas palavras de força, vontade e fé. Você continua sendo um mistério e isso, muito, me interessa. Mas, afinal, qual é a sua?
O pecado me fascina e me aproxima dos errados. Seguimos fazendo tudo do jeito que a intensidade permite. Fazemos, queremos, nos unimos em espaços pequenos. Te desfaço em pensamentos deliciosos enquanto imagino seus olhos se abrindo em surpresa. Quero sentir o seu corpo perto com a força que as suas mãos apertam as minhas. Seu toque me repele. Imagino o que habita seus pensamentos e penso em como seria interessante concretizar o pecado maior que é viver (desse jeito).
Meu cansaço é visível. Noto que de tudo que tenho é o menos que me interessa. Tenho sentido falta das coisas simples, do flerte real, dos olhos se cruzando e se evitando, dos filmes divididos, de resenhar a vida inteira em palavras simples enquanto não falo. Falta do que abri mão por um bem maior. Me concentro e me apaixono por tudo que faço. Me envolvo da cabeça aos pés e, muitas vezes, paixões (pessoais) me dispersam. Fiquei dispersa da vida, dessa vida paralela que sempre soube tão bem levar. Agora me pego pensando em erros e notando que o maior dele foi ter deixado...
Quero tudo de muito. É o meu mal. É querer aproveitar todos os segundos. Sinto sua fala próxima e o seu hálito me diz muito sobre tudo. Quente, é assim, quente. Te escrevo em palavras. Te faço todas as minhas palavras de força, vontade e fé. Você continua sendo um mistério e isso, muito, me interessa. Mas, afinal, qual é a sua?
terça-feira, junho 01, 2010
não devemos
Metade é desafio, a outra se divide em fascínio e mistério. São os olhos, o jeito de falar, o toque e as letras. Te colocaria em um lugar da minha vida que visitasse com pouca frequência só para aumentar a intensidade dos encontros. Te reservaria um pedaço de mim que desconheço só para conhecermos, algo novo, juntos. Me interessam os seus pensamentos, as suas histórias, a sua vida diferente da minha, os seus casos do passado e o que o futuro reserva. Me interessa notar que somos compatíveis. Paixão e liberdade em doses equivalentes, misture isso a um descompromisso natural de quem sabe que não é só um, me tenha e tenha você.
Não deixo claro minhas más intenções. Revelo, mudo de ideia, sou inconstante. Um dia te acho um gênio, no outro, comum. Um dia você domina meus pensamentos e acaba com minha concentração, no outro, me irrita profundamente a lembrança de você. É físico quando está por perto, os seus olhos me intimidam enquanto você fala perto, tão perto que posso sentir você perto (demais). Me afasto, te afasto, nos afastamos. Tell me why you make me crazy, tell me how?
Metade é desafio, a outra se divide em fascínio e mistério. São os olhos, o jeito de falar, o toque e as letras. Te colocaria em um lugar da minha vida que visitasse com pouca frequência só para aumentar a intensidade dos encontros. Te reservaria um pedaço de mim que desconheço só para conhecermos, algo novo, juntos. Me interessam os seus pensamentos, as suas histórias, a sua vida diferente da minha, os seus casos do passado e o que o futuro reserva. Me interessa notar que somos compatíveis. Paixão e liberdade em doses equivalentes, misture isso a um descompromisso natural de quem sabe que não é só um, me tenha e tenha você.
Não deixo claro minhas más intenções. Revelo, mudo de ideia, sou inconstante. Um dia te acho um gênio, no outro, comum. Um dia você domina meus pensamentos e acaba com minha concentração, no outro, me irrita profundamente a lembrança de você. É físico quando está por perto, os seus olhos me intimidam enquanto você fala perto, tão perto que posso sentir você perto (demais). Me afasto, te afasto, nos afastamos. Tell me why you make me crazy, tell me how?
quinta-feira, maio 27, 2010
Sete minutos (ou mais)
A incompreensão é um presente. Aceito sem defeito que não existe um efeito para as causas que você me entregou. Atravesso o continente com uma leve melodia enquanto a música se faz cada vez mais importante. Escrevemos em linhas tortas uma história em letras que nunca são ditas. O grito cada vez mais alto e silencioso. São os ouvidos dos que sentem de forma leve o que não está certo. Certo e errado. Certo e errado. Errado e certo. Inverte a ordem e quem criou isso? Quem afirmou que estar certo é bom ou que estar errado é ruim. Quem definiu céu e inferno. O que é o inferno além daquele lugar na augusta?
Tem horas que a vida me faz sentir minúscula. Em outras, gigante. Não caibo nos estreitos que possuo e me sinto pequena ao olhar inúmeras possibilidades. Sempre quero mais de algo que não conheço, não sei, não tenho. E quero menos. Paz, grama, música boa, vento gelado, a vida passando lenta enquanto me sinto bem. Tenho me sentido bem. Apesar de. Apesar da angústia continuar intacta, dos sonhos se renovarem e serem incompreensíveis, de ter me afastado de várias pessoas, de ter saudades de outras, de esquecer algumas coisas, de lembrar de outras, da falta, das cidades longe, dos países distantes. Apesar, apesar, apesar. Sem pesar, eu repenso e acalmo os monstros enquanto ouço uma música de sete minutos. Sete minutos. Só mais...
A incompreensão é um presente. Aceito sem defeito que não existe um efeito para as causas que você me entregou. Atravesso o continente com uma leve melodia enquanto a música se faz cada vez mais importante. Escrevemos em linhas tortas uma história em letras que nunca são ditas. O grito cada vez mais alto e silencioso. São os ouvidos dos que sentem de forma leve o que não está certo. Certo e errado. Certo e errado. Errado e certo. Inverte a ordem e quem criou isso? Quem afirmou que estar certo é bom ou que estar errado é ruim. Quem definiu céu e inferno. O que é o inferno além daquele lugar na augusta?
Tem horas que a vida me faz sentir minúscula. Em outras, gigante. Não caibo nos estreitos que possuo e me sinto pequena ao olhar inúmeras possibilidades. Sempre quero mais de algo que não conheço, não sei, não tenho. E quero menos. Paz, grama, música boa, vento gelado, a vida passando lenta enquanto me sinto bem. Tenho me sentido bem. Apesar de. Apesar da angústia continuar intacta, dos sonhos se renovarem e serem incompreensíveis, de ter me afastado de várias pessoas, de ter saudades de outras, de esquecer algumas coisas, de lembrar de outras, da falta, das cidades longe, dos países distantes. Apesar, apesar, apesar. Sem pesar, eu repenso e acalmo os monstros enquanto ouço uma música de sete minutos. Sete minutos. Só mais...
terça-feira, maio 25, 2010
Capricho
É a sua segurança. O seu jeito de correr no mundo. O som do sorriso e a forma das suas mãos. É o seu abraço que me recolhe em calma. São os olhos que se cruzam e se repelem. É a impossibilidade e a distância. São as diferenças e as igualdades. É complementaridade de quem te empresta loucura enquanto se alimenta de sobriedade. Me envolve sem escolha enquanto ainda estou aqui. Me toma e se toma. Me dê e se dê o direito de ser. Me empreste um minuto do seu silêncio. Grite mudo as palavras que adoraria ouvir. Me toque e recolhe o que é seu. Longe, não quero. Por perto, espero. Minha cabeça não acredita em você, te vê uma farsa que respira leve a profusão de sons desinteressantes só para continuar. A sua inércia se precipita quando fala perto. Seus minutos se transformam em horas. Seus dias se fazem semanas. Os meses virão anos. Seus segundos correm. Não nota o instante agora e continua. A minha cabeça te acha desinteressante. Porém, ainda existe algo que não decifrei e é por desafio, por teimosia, por angústia, por fim que quero carregar o seu cheiro (em mim).
É a sua segurança. O seu jeito de correr no mundo. O som do sorriso e a forma das suas mãos. É o seu abraço que me recolhe em calma. São os olhos que se cruzam e se repelem. É a impossibilidade e a distância. São as diferenças e as igualdades. É complementaridade de quem te empresta loucura enquanto se alimenta de sobriedade. Me envolve sem escolha enquanto ainda estou aqui. Me toma e se toma. Me dê e se dê o direito de ser. Me empreste um minuto do seu silêncio. Grite mudo as palavras que adoraria ouvir. Me toque e recolhe o que é seu. Longe, não quero. Por perto, espero. Minha cabeça não acredita em você, te vê uma farsa que respira leve a profusão de sons desinteressantes só para continuar. A sua inércia se precipita quando fala perto. Seus minutos se transformam em horas. Seus dias se fazem semanas. Os meses virão anos. Seus segundos correm. Não nota o instante agora e continua. A minha cabeça te acha desinteressante. Porém, ainda existe algo que não decifrei e é por desafio, por teimosia, por angústia, por fim que quero carregar o seu cheiro (em mim).
quinta-feira, maio 20, 2010
o meu você pra mim
Notei que ao meu lado existe um vazio que preencho com nada. Me coloco tão distante de todos, protejo minha solidão, reconheço uma canção, lembro de um filme, leio um livro e me reservo. Conservo um pedaço de mim intocável, escondido, guardado até que ele seja tomado por alguém que entra sem pedir licença. Os olhos sorriem, as palavras se formam, cada vez mais perto, perto, perto. Longe. Por proteção, por certeza, por medo.
Queria segurar a sua mão e garantir que tudo vai dar certo, que certo e errado é só uma variante insignificante e que o futuro é realmente agora. Desejo, impulso, perto, perto, perto. Longe. Me seguro, te seguro e desenho um novo momento.
"Viver é não ter que transplantar, doar, sangrar, trocar, chamar, pedir, mentir, falar, justificar no caixa". Tulipa Ruiz, aqui.
Notei que ao meu lado existe um vazio que preencho com nada. Me coloco tão distante de todos, protejo minha solidão, reconheço uma canção, lembro de um filme, leio um livro e me reservo. Conservo um pedaço de mim intocável, escondido, guardado até que ele seja tomado por alguém que entra sem pedir licença. Os olhos sorriem, as palavras se formam, cada vez mais perto, perto, perto. Longe. Por proteção, por certeza, por medo.
Queria segurar a sua mão e garantir que tudo vai dar certo, que certo e errado é só uma variante insignificante e que o futuro é realmente agora. Desejo, impulso, perto, perto, perto. Longe. Me seguro, te seguro e desenho um novo momento.
"Viver é não ter que transplantar, doar, sangrar, trocar, chamar, pedir, mentir, falar, justificar no caixa". Tulipa Ruiz, aqui.
terça-feira, maio 11, 2010
nova era
Me desarmei. Acabei com todas as ilusões do passado para dar lugar a planos novinhos em folha, com menos ilusões, é verdade. Quero mais de um monte de coisas e ao mesmo tempo quero paz. Me sinto leve e livre pelas ruas de San Pablo, me emociono com passantes enquanto os observo em silêncio. Tenho estado cada vez mais longe de todos para estar perto de mim. Sempre tive milhares de problemas para confiar nas pessoas, não divido os mesmos gostos e tenho completa repulsa por obrigações. No colegial você bebe para fazer parte, não queria, não bebia, não fiz parte. Na faculdade você precisa saber discutir política internacional da Árabia Saudita, não queria, não podia, não discuti e fiquei com a turma dos que ouvem música e usam xadrez, éramos os macacos em um circo onde os outros queriam se divertir. Nunca fiz parte dos que tinham um tratado com a diversão. Me divirto absurdos conversando sobre nada em um café esquecido ou olhando uma estrela brilhar.
Hoje lembro das vezes que amei errado. Porque tenho um faro sensacional para o erro, para o desafio, para alguma coisa que sempre parece fora de foco. Vejo beleza onde não tem. Me interesso pelo desinteressante. Sou vários mistérios que não sei decifrar. É o mal de quem é milhares, nunca vai ganhar no UNO, não importa quantos jogos e quais as cartas que você tem na mão. Porém, vamos jogar mais uma rodada?
Me desarmei. Acabei com todas as ilusões do passado para dar lugar a planos novinhos em folha, com menos ilusões, é verdade. Quero mais de um monte de coisas e ao mesmo tempo quero paz. Me sinto leve e livre pelas ruas de San Pablo, me emociono com passantes enquanto os observo em silêncio. Tenho estado cada vez mais longe de todos para estar perto de mim. Sempre tive milhares de problemas para confiar nas pessoas, não divido os mesmos gostos e tenho completa repulsa por obrigações. No colegial você bebe para fazer parte, não queria, não bebia, não fiz parte. Na faculdade você precisa saber discutir política internacional da Árabia Saudita, não queria, não podia, não discuti e fiquei com a turma dos que ouvem música e usam xadrez, éramos os macacos em um circo onde os outros queriam se divertir. Nunca fiz parte dos que tinham um tratado com a diversão. Me divirto absurdos conversando sobre nada em um café esquecido ou olhando uma estrela brilhar.
Hoje lembro das vezes que amei errado. Porque tenho um faro sensacional para o erro, para o desafio, para alguma coisa que sempre parece fora de foco. Vejo beleza onde não tem. Me interesso pelo desinteressante. Sou vários mistérios que não sei decifrar. É o mal de quem é milhares, nunca vai ganhar no UNO, não importa quantos jogos e quais as cartas que você tem na mão. Porém, vamos jogar mais uma rodada?
quinta-feira, maio 06, 2010
i wonder where you are now
Você apareceu quando eu jurei que não me apaixonaria por mais ninguém. Quando tinha aceitado do destino que o meu amor era irreal demais e só seria correspondido pelas letras, pelos livros, pelas frases cantadas de músicas que transbordam. Foi quando você apareceu com belas frases e a birra com a minha escritora favorita, você nem ao menos respeitar Clarice sempre foi o que mais me incomodou.
Me mostrou meia dúzia de músicas, me contou alguns segredos, se revelou e acabou com o meu juramento. Mas não podíamos, não dava, não conseguiríamos. E, agora, toda vez que ouço Slide Away voo até você. Uma pena, não encontro, agora eu sei, nossa história chama desencontro.
Você apareceu quando eu jurei que não me apaixonaria por mais ninguém. Quando tinha aceitado do destino que o meu amor era irreal demais e só seria correspondido pelas letras, pelos livros, pelas frases cantadas de músicas que transbordam. Foi quando você apareceu com belas frases e a birra com a minha escritora favorita, você nem ao menos respeitar Clarice sempre foi o que mais me incomodou.
Me mostrou meia dúzia de músicas, me contou alguns segredos, se revelou e acabou com o meu juramento. Mas não podíamos, não dava, não conseguiríamos. E, agora, toda vez que ouço Slide Away voo até você. Uma pena, não encontro, agora eu sei, nossa história chama desencontro.
quinta-feira, abril 29, 2010
Sem fim
Nos tempos de paz me atormenta a calmaria e eu revisito os lugares onde já não estou. Reencontro e encontro são uma mesma via pela qual gosto de andar. Bom sentir que os problemas foram superados e o recomeço pode ter a força da superação.
Confesso em silêncio os meus medos. Revelo minha inabilidade com os outros enquanto me refaço. Meu grito é um vazio. Vou por todas as ruas a procura de algo que desconheço, a busca não tem fim enquanto as perguntas se refazem, quero o todo de algo que ainda não tem nome. Um passo a frente e já não estamos no mesmo lugar, um dia Chico Science falou.
Organizo os dias, refaço as rotas, guardo o mapa do tesouro escondido em um além que nunca visitei. Meus planos não tem a validade de uma vida, prefiro a certeza de poder me reinventar, quero ser milhares sem a obrigação de ser só uma. Jornalista, produtora, escritora, editora e o que mais couber nessa vida sem limites.
Vou recolhendo no caminho a minha verdade. Esse é o momento de separar o joio do trigo, reconhecer nos olhares os que quero levar para sempre e os quais são apenas passageiros. Algum encontro em uma vida de tantos desencontros. Música, literatura, psicanálise, tantos canais e é no som de poucas vozes que conheço a verdade.
Nos tempos de paz me atormenta a calmaria e eu revisito os lugares onde já não estou. Reencontro e encontro são uma mesma via pela qual gosto de andar. Bom sentir que os problemas foram superados e o recomeço pode ter a força da superação.
Confesso em silêncio os meus medos. Revelo minha inabilidade com os outros enquanto me refaço. Meu grito é um vazio. Vou por todas as ruas a procura de algo que desconheço, a busca não tem fim enquanto as perguntas se refazem, quero o todo de algo que ainda não tem nome. Um passo a frente e já não estamos no mesmo lugar, um dia Chico Science falou.
Organizo os dias, refaço as rotas, guardo o mapa do tesouro escondido em um além que nunca visitei. Meus planos não tem a validade de uma vida, prefiro a certeza de poder me reinventar, quero ser milhares sem a obrigação de ser só uma. Jornalista, produtora, escritora, editora e o que mais couber nessa vida sem limites.
Vou recolhendo no caminho a minha verdade. Esse é o momento de separar o joio do trigo, reconhecer nos olhares os que quero levar para sempre e os quais são apenas passageiros. Algum encontro em uma vida de tantos desencontros. Música, literatura, psicanálise, tantos canais e é no som de poucas vozes que conheço a verdade.
segunda-feira, abril 19, 2010
(in)COMUM
Hoje me peguei olhando para mim, não para dentro como os poetas, não para os detalhes como os observadores. Olhar do lado de fora, pelo que aparento e pelos papéis que me foram dados. Shorts, jaqueta de couro, all star e uma mochila da estpak enquanto andava com o livro da Clarice na mão até parar e continuar lendo. Por fora tudo igual e por dentro uma cabeça que não para. Me senti óbvia e comum. Como se pudesse me misturar entre tantos.
No instante seguinte já estava em outra dimensão. Notando os encontros e revendo o acaso. O fim do ano passado e começo desse marcou um tempo desconhecido. Uma ideia tomou forma e um inesperado encontro, se é que posso falar assim, se deu. Nunca vou conseguir falar a importância desse alguém. A quebra de um pré-conceito, uma surpresa boa, papos relevantes sobre algumas pequenas coisas sobre as quais não falo. Reservada por definição e um mistério até para mim. Vivo para perder o interesse enquanto conservo certa insatisfação. Me alimento de música e cinema. Devoro páginas de livro enquanto paro para contemplar o silêncio.
Tive medo porque não queria ser o que detestava nos outros. Nunca gostei de me sentir observada. Me desesperava o garoto que escrevia textos sobre os meus gestos e vivia tentando desvendar algo que é apenas simples. Nunca entendi a fama e nunca quis dela, a amizade. Gosto de passar despercebida e de não perceber. Os meus ídolos, na sua maioria, estão mortos porque só assim não corro o risco da decepção. Mas, por surpresa, nada era do que parecia. Existia dentro algumas particularidades encantadoras. Não dentro do todo porque não penetrei no mais fundo, navego pela superfície na correria dos dias, na falta de tempo, nas possibilidades.
Dos papéis que desempenho esse é o mais verdadeiro. É no reino das palavras que desvendo o cotidiano. No trabalho sou a que gosta de música, entende de tecnologia e sempre tem um livro na mesa. Sou a filha com sonhos incompreensíveis que está conquistando espaço. Sou várias para os meus amigos já que fomos escolhidos em silêncio pela identificação.
Talvez, nunca vá de fato, conseguir unir todas as personas. A que parece não é o que sou e o que sou não é o que parece. É tudo um jeito de passar desapercebida e respeitar o silêncio. E, no caminho, aparecem algumas pessoas que fazem uma diferença que nunca vai ser explicada em palavras. Ficamos com o silêncio, enfim...
Hoje me peguei olhando para mim, não para dentro como os poetas, não para os detalhes como os observadores. Olhar do lado de fora, pelo que aparento e pelos papéis que me foram dados. Shorts, jaqueta de couro, all star e uma mochila da estpak enquanto andava com o livro da Clarice na mão até parar e continuar lendo. Por fora tudo igual e por dentro uma cabeça que não para. Me senti óbvia e comum. Como se pudesse me misturar entre tantos.
No instante seguinte já estava em outra dimensão. Notando os encontros e revendo o acaso. O fim do ano passado e começo desse marcou um tempo desconhecido. Uma ideia tomou forma e um inesperado encontro, se é que posso falar assim, se deu. Nunca vou conseguir falar a importância desse alguém. A quebra de um pré-conceito, uma surpresa boa, papos relevantes sobre algumas pequenas coisas sobre as quais não falo. Reservada por definição e um mistério até para mim. Vivo para perder o interesse enquanto conservo certa insatisfação. Me alimento de música e cinema. Devoro páginas de livro enquanto paro para contemplar o silêncio.
Tive medo porque não queria ser o que detestava nos outros. Nunca gostei de me sentir observada. Me desesperava o garoto que escrevia textos sobre os meus gestos e vivia tentando desvendar algo que é apenas simples. Nunca entendi a fama e nunca quis dela, a amizade. Gosto de passar despercebida e de não perceber. Os meus ídolos, na sua maioria, estão mortos porque só assim não corro o risco da decepção. Mas, por surpresa, nada era do que parecia. Existia dentro algumas particularidades encantadoras. Não dentro do todo porque não penetrei no mais fundo, navego pela superfície na correria dos dias, na falta de tempo, nas possibilidades.
Dos papéis que desempenho esse é o mais verdadeiro. É no reino das palavras que desvendo o cotidiano. No trabalho sou a que gosta de música, entende de tecnologia e sempre tem um livro na mesa. Sou a filha com sonhos incompreensíveis que está conquistando espaço. Sou várias para os meus amigos já que fomos escolhidos em silêncio pela identificação.
Talvez, nunca vá de fato, conseguir unir todas as personas. A que parece não é o que sou e o que sou não é o que parece. É tudo um jeito de passar desapercebida e respeitar o silêncio. E, no caminho, aparecem algumas pessoas que fazem uma diferença que nunca vai ser explicada em palavras. Ficamos com o silêncio, enfim...
sexta-feira, abril 16, 2010
Obra inacabada
Tem horas que a cabeça transborda e sai por todos os lados. São todos os pensamentos contidos, os segredos nunca revelados, as coisas que não verbalizo por medo de existirem. Tudo acontecendo em um ritmo intenso.
Sou pelo menos três bem definidas e outras tantas que se misturam a essas. Sou a que trabalha, a que estuda o mundo e as suas formas e a que vive para não ser. Mas, diante do trabalho as outras são secundárias, minhas prioridades e forças voltadas para um único foco. Por sorte encontrei pessoas bacanas para dividir alguns sonhos e realizar utopias.
Mas, hoje, lendo enquanto voltava para casa, me peguei pensando se não ter alguém é realmente uma opção voluntária. Não quero estar me divertindo com um erro e estar ocupada demais para quando for urgente. Porque paixões são urgentes mesmo que durem uma noite só. Cansei do que me atormenta e passa. Queria encontrar alguém que estivesse na mesma busca que eu. Alguém que conseguisse amar uma obra inacabada. Porque, no fundo, é só o que sou. Não quero admirações aparentes. Se eu cantasse teria medo de perder a voz. Se eu pintasse teria medo de perder os movimentos e não ser Frida Kahlo para me reinventar. Mas, sendo o que sou, não quero ter medo de perder (nem ganhar). Não quero ter medo.
Não quero que vejam um todo ilusório, mesmo que tenha plena consciência de esconder as particularidades. Me fascina as pessoas que são várias e a minha capacidade de ser. Me conquista essa traição com as aparências. "Decifra-me ou devoro-te". Assim, provocando e sendo provocada pelo instante agora até que ele passe...
Tem horas que a cabeça transborda e sai por todos os lados. São todos os pensamentos contidos, os segredos nunca revelados, as coisas que não verbalizo por medo de existirem. Tudo acontecendo em um ritmo intenso.
Sou pelo menos três bem definidas e outras tantas que se misturam a essas. Sou a que trabalha, a que estuda o mundo e as suas formas e a que vive para não ser. Mas, diante do trabalho as outras são secundárias, minhas prioridades e forças voltadas para um único foco. Por sorte encontrei pessoas bacanas para dividir alguns sonhos e realizar utopias.
Mas, hoje, lendo enquanto voltava para casa, me peguei pensando se não ter alguém é realmente uma opção voluntária. Não quero estar me divertindo com um erro e estar ocupada demais para quando for urgente. Porque paixões são urgentes mesmo que durem uma noite só. Cansei do que me atormenta e passa. Queria encontrar alguém que estivesse na mesma busca que eu. Alguém que conseguisse amar uma obra inacabada. Porque, no fundo, é só o que sou. Não quero admirações aparentes. Se eu cantasse teria medo de perder a voz. Se eu pintasse teria medo de perder os movimentos e não ser Frida Kahlo para me reinventar. Mas, sendo o que sou, não quero ter medo de perder (nem ganhar). Não quero ter medo.
Não quero que vejam um todo ilusório, mesmo que tenha plena consciência de esconder as particularidades. Me fascina as pessoas que são várias e a minha capacidade de ser. Me conquista essa traição com as aparências. "Decifra-me ou devoro-te". Assim, provocando e sendo provocada pelo instante agora até que ele passe...
domingo, abril 11, 2010
Carta aberta para poucos
A paranóia do Woody me alimenta. O amor por tantas ligações, pelas metáforas, pelo jogo de palavras, o desfile de referências, o descaso com o certo e errado.
Valorizo as relações mentais tanto quanto um abraço. Me acolhe saber que os pensamentos são complementares. Deitar em silêncio no ombro de quem vai entender que não consigo ser a mesma o tempo inteiro. Que vou ser um pouco rabugenta e no momento seguinte posso ser quase uma criança. Vivo oscilando entre as obrigações e o hedonismo. Queria poder inverter meus horários, trocar de uma vez por todas ou meus dias pelas noites. Na verdade, sinto que isso é só um remédio paliativo para uma doença desconhecida. Uma eterna insatisfação. Vivo procurando algo que não conheço. Na verdade, sei o que quero embora tenha encontrado quando não queria mais procurar. Mas, não é assim tão simples. Pode ser só mais um momento para minha grande coleção de erros.
Parece que cansei de viver aqui. Dentro dessa cabeça seletiva demais. Gosto muito de poucas pessoas e apenas relevo as outras. Não sou estúpida com ninguém porque aprendi a respeitar diferenças. Mas, tampouco me interesso por elas. Assim como elas não me entendem eu também não compreendo um monte desse lugar comum. Essa mania opressora de jogar a sua vida nas mãos dos outros. Mas, não fazer isso, ter o controle sobre si, te faz mártir de toda responsabilidade. Não deixar que o outro encoste na sua vida por proteção te dá todas as possibilidades e te tira elas, ao mesmo tempo. De repente, aparece aquela angústia absurda que só toma outra forma com o apoio de melodias ou frases de um filme em uma tarde fria.
Aniversário me bombardeia com emoções distintas. O passado se renova e o futuro parece distante. Fico presa no agora. Vivo o momento presente. E, agora, não me importa o que parece, não me importa o daqui para frente, não importa o quanto corri, não importa nenhuma das reflexões das pessoas que simplesmente não me interessam. O agora tem um pedaço de mim forte, sensível, aberto... Parece ser só agora.
A paranóia do Woody me alimenta. O amor por tantas ligações, pelas metáforas, pelo jogo de palavras, o desfile de referências, o descaso com o certo e errado.
Valorizo as relações mentais tanto quanto um abraço. Me acolhe saber que os pensamentos são complementares. Deitar em silêncio no ombro de quem vai entender que não consigo ser a mesma o tempo inteiro. Que vou ser um pouco rabugenta e no momento seguinte posso ser quase uma criança. Vivo oscilando entre as obrigações e o hedonismo. Queria poder inverter meus horários, trocar de uma vez por todas ou meus dias pelas noites. Na verdade, sinto que isso é só um remédio paliativo para uma doença desconhecida. Uma eterna insatisfação. Vivo procurando algo que não conheço. Na verdade, sei o que quero embora tenha encontrado quando não queria mais procurar. Mas, não é assim tão simples. Pode ser só mais um momento para minha grande coleção de erros.
Parece que cansei de viver aqui. Dentro dessa cabeça seletiva demais. Gosto muito de poucas pessoas e apenas relevo as outras. Não sou estúpida com ninguém porque aprendi a respeitar diferenças. Mas, tampouco me interesso por elas. Assim como elas não me entendem eu também não compreendo um monte desse lugar comum. Essa mania opressora de jogar a sua vida nas mãos dos outros. Mas, não fazer isso, ter o controle sobre si, te faz mártir de toda responsabilidade. Não deixar que o outro encoste na sua vida por proteção te dá todas as possibilidades e te tira elas, ao mesmo tempo. De repente, aparece aquela angústia absurda que só toma outra forma com o apoio de melodias ou frases de um filme em uma tarde fria.
Aniversário me bombardeia com emoções distintas. O passado se renova e o futuro parece distante. Fico presa no agora. Vivo o momento presente. E, agora, não me importa o que parece, não me importa o daqui para frente, não importa o quanto corri, não importa nenhuma das reflexões das pessoas que simplesmente não me interessam. O agora tem um pedaço de mim forte, sensível, aberto... Parece ser só agora.
E o tormento é sempre a solução
Me atormenta a calma e a mansidão
Los Porongas
Me atormenta a calma e a mansidão
Los Porongas
quarta-feira, abril 07, 2010
Feeling good
Aniversário, para mim, é como ano novo particular. Aquilo que as pessoas fazem com a casa, afastam os móveis, tiram sujeiras e se desfazem de lembranças, eu também faço, só que dessa vez, com a vida. Preciso de um dia inteiro para mim, consegui isso ontem, apesar do dia ter sido intenso e cheio de pequenos detalhes e grandes problemas que se desfaziam com a certeza de que tudo vai dar certo.
Lembrei das pessoas que passaram, dos que passarão, dos que ficaram e dos que ficarão. Lembrei do café que minha vó por adoção me dava, eu não gostava porque era muito quente e então ela colocava um pouco de água e eu amava aquele café meio aguado e morno. Acho que quando a gente é criança aprende amar de forma simples. Só que isso passa com o tempo, a partir do momento que o nosso amor começa a ser medido em uma moeda estranha que eu nunca entendi. Continuo amando daquela forma simples. O carinho dos meus pais, as risadas e histórias dos meus amigos, as viagens que sobram carinho e falta juízo, a verdade no olho de alguém que te olha no olho, as palavras de quem tem carinho por elas, o silêncio da caminhada na chuva, as músicas que a gente canta para não esquecer o passado.
Uma palavra para o ano que foi? Intenso. Tudo mudou milhares de vezes e em um ritmo maluco. Comecei a reparar em milhares de coisas que nunca tinha notado. Valorizar ações que eram irrelevantes. Percebi que minha vida é apenas dos poucos e bons. São das pessoas que tem alguma verdade em comum. E é principalmente de quem é de verdade. De quem enfrenta a vida de frente sem medo de assumir "eu errei". Porque é isso, vamos errar e mudar infinitas vezes.
A Clarice explicou "não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma". Dessa forma, mudei mais um pouco esse ano. Olhei o caminho dos meus sonhos e deixei de projetar. Consegui viabilizar uma ideia que pensei fosse demorar anos até ser verdade. Mas, não, está aí. No fim do mês tudo vai ser verdade. No ano que passou conheci pessoas incríveis, a melhor amiga voltou dos Estados Unidos, me livrei de relações desgastadas e vazias em prol de manter tudo igual. Aceitei que seria diferente e é... It's a new day, it's a new life and i'm feeling good.
Aniversário, para mim, é como ano novo particular. Aquilo que as pessoas fazem com a casa, afastam os móveis, tiram sujeiras e se desfazem de lembranças, eu também faço, só que dessa vez, com a vida. Preciso de um dia inteiro para mim, consegui isso ontem, apesar do dia ter sido intenso e cheio de pequenos detalhes e grandes problemas que se desfaziam com a certeza de que tudo vai dar certo.
Lembrei das pessoas que passaram, dos que passarão, dos que ficaram e dos que ficarão. Lembrei do café que minha vó por adoção me dava, eu não gostava porque era muito quente e então ela colocava um pouco de água e eu amava aquele café meio aguado e morno. Acho que quando a gente é criança aprende amar de forma simples. Só que isso passa com o tempo, a partir do momento que o nosso amor começa a ser medido em uma moeda estranha que eu nunca entendi. Continuo amando daquela forma simples. O carinho dos meus pais, as risadas e histórias dos meus amigos, as viagens que sobram carinho e falta juízo, a verdade no olho de alguém que te olha no olho, as palavras de quem tem carinho por elas, o silêncio da caminhada na chuva, as músicas que a gente canta para não esquecer o passado.
Uma palavra para o ano que foi? Intenso. Tudo mudou milhares de vezes e em um ritmo maluco. Comecei a reparar em milhares de coisas que nunca tinha notado. Valorizar ações que eram irrelevantes. Percebi que minha vida é apenas dos poucos e bons. São das pessoas que tem alguma verdade em comum. E é principalmente de quem é de verdade. De quem enfrenta a vida de frente sem medo de assumir "eu errei". Porque é isso, vamos errar e mudar infinitas vezes.
A Clarice explicou "não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma". Dessa forma, mudei mais um pouco esse ano. Olhei o caminho dos meus sonhos e deixei de projetar. Consegui viabilizar uma ideia que pensei fosse demorar anos até ser verdade. Mas, não, está aí. No fim do mês tudo vai ser verdade. No ano que passou conheci pessoas incríveis, a melhor amiga voltou dos Estados Unidos, me livrei de relações desgastadas e vazias em prol de manter tudo igual. Aceitei que seria diferente e é... It's a new day, it's a new life and i'm feeling good.
domingo, abril 04, 2010
'Misterio Stereo'
Gosto de sentir que não preciso. Que os dias vão acontecer e as madrugadas vão me presentear com o que o escuro encobre. Gosto do acaso e do descaso que vivo. Tudo acontecendo em um ritmo maluco, enorme, engraçado, perfeito. E a perfeição me dá medo. Sei que falta pouco até querer algo que não parece tão certo. Preciso cometer um risco sem cor. Aumentar o ritmo, descompassar o volume, roubar um beijo olhando a cidade ou simplesmente vou precisar de nada. Vou querer ouvir o silêncio porque é preciso estar atento para notar que não existe som.
A chuva lavando a cidade dos mil pecados. O guarda-chuva sendo apenas uma tentativa inútil de se esconder. E os carros passam, as histórias se reescrevem, os malucos andam descalços pedindo cigarros, os jovens riem e se obrigam a diversão, os engravatados soltam os nós, os de sempre sentam na mesa do bar para compartilhar medos, felicidade, angústia, teorias. Enfim...
Gosto de sentir que não preciso. Que os dias vão acontecer e as madrugadas vão me presentear com o que o escuro encobre. Gosto do acaso e do descaso que vivo. Tudo acontecendo em um ritmo maluco, enorme, engraçado, perfeito. E a perfeição me dá medo. Sei que falta pouco até querer algo que não parece tão certo. Preciso cometer um risco sem cor. Aumentar o ritmo, descompassar o volume, roubar um beijo olhando a cidade ou simplesmente vou precisar de nada. Vou querer ouvir o silêncio porque é preciso estar atento para notar que não existe som.
A chuva lavando a cidade dos mil pecados. O guarda-chuva sendo apenas uma tentativa inútil de se esconder. E os carros passam, as histórias se reescrevem, os malucos andam descalços pedindo cigarros, os jovens riem e se obrigam a diversão, os engravatados soltam os nós, os de sempre sentam na mesa do bar para compartilhar medos, felicidade, angústia, teorias. Enfim...
sexta-feira, abril 02, 2010
Linha do tempo
Eu sempre fui de extremos. Vivia intensamente cada minuto de uma coisa qualquer. Procurava com força e afinco algo que não tinha certeza do que. Na cabeça, todas as ideias e planos me mostravam apenas um caminho desconhecido. Tive que correr riscos, apostar todas as minhas fichas em um momento incerto. E agora, tudo está acontecendo rápido e dessa vez estou calma.
Só queria conseguir resolver uma coisa. É só esse ar de superioridade que não entendo. Não sei se é por insegurança que você me fere. Mas, cansei, é isso. Não vou tentar mais mesmo que anos de terapia ou novas formas de procurar respostas alternativas e intensas me peçam. Porque apesar da minha aparente desordem tenho alguns paradigmas que sigo. Normalmente é alguma coisa que ficou ecoando na minha cabeça depois de lida ou ouvida em algum filme. E, a premissa máxima é a frase do Antoine de Saint-Exupéry, que fez algumas outras coisas além de escrever o belo "pequeno príncipe". "Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso".
É por isso que tento resolver as coisas. É para dormir em paz e não encontrar espinhos no caminho. É para não ter que evitar lugares e provocar situações desconcertantes para as pessoas em comum. Mas, você nunca permitiu facilitar as coisas. Então, chega, né? Me chama de louca, stalker, o inferno que você precisar para se sentir menos pior. Não me importo mais. Acabou.
Eu sempre fui de extremos. Vivia intensamente cada minuto de uma coisa qualquer. Procurava com força e afinco algo que não tinha certeza do que. Na cabeça, todas as ideias e planos me mostravam apenas um caminho desconhecido. Tive que correr riscos, apostar todas as minhas fichas em um momento incerto. E agora, tudo está acontecendo rápido e dessa vez estou calma.
Só queria conseguir resolver uma coisa. É só esse ar de superioridade que não entendo. Não sei se é por insegurança que você me fere. Mas, cansei, é isso. Não vou tentar mais mesmo que anos de terapia ou novas formas de procurar respostas alternativas e intensas me peçam. Porque apesar da minha aparente desordem tenho alguns paradigmas que sigo. Normalmente é alguma coisa que ficou ecoando na minha cabeça depois de lida ou ouvida em algum filme. E, a premissa máxima é a frase do Antoine de Saint-Exupéry, que fez algumas outras coisas além de escrever o belo "pequeno príncipe". "Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso".
É por isso que tento resolver as coisas. É para dormir em paz e não encontrar espinhos no caminho. É para não ter que evitar lugares e provocar situações desconcertantes para as pessoas em comum. Mas, você nunca permitiu facilitar as coisas. Então, chega, né? Me chama de louca, stalker, o inferno que você precisar para se sentir menos pior. Não me importo mais. Acabou.
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