AO PASSADO
Não que eu não tivesse medo. Mas eles sempre foram diferentes. Nunca temi o tempo das coisas. Se durariam uma noite ou uma década. Nem esperei nada dos outros. Aceitei os finais como necessidade de mais espaço. Foi assim desde a primeira vez. Ele queria jogar e eu queria ficar nas externas sem ter que segurar a camiseta ou esperar ele voltar suado. Na verdade eu desisti dele no dia que ele discutiu com os outros, com a ex. Porque minhas amigas provocaram a menina que já não gostava de mim, e pouco me importava. Mas ele me defendeu e eu não quis ficar para ver o resto.
Das outras vezes a vida se encarregou. Eu sempre temi não saber começar. O tempo é tão indiferente. Tudo depende da intensidade dos dias e da força que eles despregam em continuar. Ontem, a minha amiga ligou e por quatorze minutos eu estive com a garota mais feliz do condado. Tá tudo difícil. Ela reclamava e fazia piada da vida. Ela me fez uma pergunta dispensável: 'sue, você já acostumou?'. A pergunta é dúbia em dezoito letras. Desprendi a resposta em um sorriso e ela entendeu. A nossa adolescência foi uma piada e hoje os dias são mais leves porque o peso ficou naqueles dias. Os erros e os acertos. As confidências silenciosas no quarto de hotel. Eu levantar e pegar ele pela mão. A gente sentado na porta e eu tentando entender que sentimento o tinha nocauteado. Não era o meu garoto sorridente, o mesmo que me derrubava na frente do bloco três. Tinha confusão no seu olhar e felicidade nos gestos. Eu tenho tanto orgulho deles. Eu tenho orgulho de todos que conheci e por opção, ou falta dela, são o que são.
Os ignorantes não são mais felizes.
ps: você não frequenta os mesmos lugares e nem queria nunca mais ver. Mas, eis que encontro o suado em questão, no MEIO de São Paulo. E eu, realmente, sei quando não devo esperar.
sábado, fevereiro 09, 2008
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
BUT YOU
Faço a lista de músicas que faz dos meus dias iguais. De algum jeito você está em cada uma delas. Mesmo que algumas não seja você. E outras sejam só, as que eu sempre escolhi pra mim.
Você é guerra, não sei se é seguro desse lado e sei que no que estou não é. Um campo minado de emoções. Um turbilhão de sentimentos. Eu indo cada vez mais rápido. Porque minha vida acelera no descontrole, então tudo dá tempo, porque o meu tempo é muito mais curto do que o dos outros. No meu tempo uma hora é duas e elas rendem como se fossem quatro. Então, eu trabalho mais, falo mais, escrevo mais, sinto demais. Sem saber se o demais é só exagero ariano.
Saio por aí dando cabeçadas arianas no mundo e ele não esboça nem um sorriso. Mentira, eu tenho os sorrisos, mas só dos que interessam. Mesmo que nem sempre seja o seu.
O pierrot apaixonado chora pelo amor da colombina. O carnaval correu na minha sanidade. Foi simples e calmo. Conheci a "mini me". Me cortei e ela cuidou de mim com carinho sagitariano e acidez familiar. Assisti os filmes que a gente tinha comprado eu tinha visto, ela também, mas não juntas e rindo das mesmas piadas bobas. Subornei colaboração e comprei chocolate.
E o pierrot, chora. Dentro do passado e observando o presente. Dentro do hoje, encontrei meus amigos, me alimentei de fumaça e latas entre macarrão e os dono da música falando alto no dvd. Dancinhas no meio da sala no apartamento da Bela Cintra. Mesmo que a vida adulta tenha chego e seja preciso falar com o porteiro o quanto a mulher de cima é uma vadia e faz tudo para deixar a vida adulta mais irritante.
O pierrot só queria amar e dar um basta nessa dor sem fim, mas colombina trocou seu amor por arlequim. E o pierrot? Chora.
O refrão lembra coisas boas de se fazer na vida. E quem disse que eu entendo tudo. Não, eu não entendo nada, muito menos francês. Tentei para ouvir nina cantando 'ne me quitte pas' aprendi o tamanho dessa frase. O resto é melodia e lembranças. Dá vontade de deixar o corpo ir e aprender a praticidade desse carnaval que eu não vivi.
E nas palmas, eu sorriria te olhando me achando a mais boba do mundo, a mais menina. Aquela que pula de cabeça no montinho e fica com ela doendo 3 dias. Mas, não importa, eu vou até o fundo. De cabeça em mares que nem sempre conheço. Por isso eu não vi isso acontecer.
Agora só a felicidade simples e o pouco me importo pro tempo. Nunca fui boa com números. Levanto quando acho que devo. Falo quando cansei de ouvir. Espero quando não se há outra coisa a fazer. Então, outra vez levanto os braços, fechos os olhos e deixo o refrão continuar. Bem depois das palmas e muito antes da alegria que seria o medo acabar e tudo começar.
O apanhador lembra meu alter-ego escrito pelo Salinger. A pequena Phoebe, no fundo eu sou tão garota quanto ela, perfeccionista. Uma ouvinte para as noites que você desistir de ficar no colégio e ter que entrar em casa escondido.
Nova York é para onde a sis vai, onde ela quer que eu a encontre quando terminar o intercâmbio e, para onde eu vou se tudo der certo por aqui. Porque ela é o meu elo com o real. Quando eu fujo demais, ela está por perto para me segurar. Ela segura a minha mão quando eu sento no canto e não quero mais nada. Ela pedi para eu ver os defeitos quando eu enxergo milhares de qualidades.O suficiente para trocar paciência por desespero. A minha certeza pelo seu coração.
Só que as minhas certezas valem tanto e você é tão indefinível. Com você, eu quebro o meu silêncio para falar do livro mais triste que eu li, e como eu chorei e percebi que eu ia ler muito a vida inteira. Eu era mais criança do que agora e queria ser maior do que sou. Então, eu era a traça daquela biblioteca. Li um monte de coisas, enquanto entendia pouco, até o livro de capa vermelha e a certeza. Sento e olho o seu rosto enquanto você fala do seu. Continuaremos em 1960, entre cafés e tudo que entorpeça o tempo. Você quer que eu vá embora. Fingi o tempo todo que quer. Mas, eu sei que te encontro em qualquer lugar no seu tempo.
Eu assinaria um contrato se nele tivesse essa letra e você fizesse a melodia. Eu sei que você não acredita nas minhas certezas. É verdade que alguma delas se perdem no caminho. Mas, eu sou capaz de continuar enquanto nada pesar demais e a liberdade perder o valor. Talvez você consiga. Viver é um risco e eu decidi que ia seguir.
Andar pela augusta sem prestar atenção nos carros que se espremem na rua enquanto eu ando com o guarda-chuva vermelho molhado de sonhos e vontades. A mesma chuva que tira o cinza das ruas enquanto pinta o céu dessa cor. Hoje, da janela do meu quarto eu ouço os passarinhos e vejo a copa de uma árvore balançando no sol preguiçoso. I promisse to be true and help u understand.
Se todos podem perdoar porque algumas pessoas não conseguem? E mesmo assim vem aqui escondido. E como eu sei? Eu sei, eu vejo nas letras a verdade que você esconde dentro do orgulho. Fala alguma coisa, quebra o seu silêncio, eu não sou intransigente. Perdôo os erros e reconheço os meus. Eu fui garota demais achando que só iam te contar o quanto eu te queria bem. Claro que não. Porque tem gente que precisa ver a vida alheia cair.
De você, eu gosto do jeito que se sente, a confusão mais organizada e calma que a minha. I don't see what anyone can see, in anyone else... but you.
Faço a lista de músicas que faz dos meus dias iguais. De algum jeito você está em cada uma delas. Mesmo que algumas não seja você. E outras sejam só, as que eu sempre escolhi pra mim.
Você é guerra, não sei se é seguro desse lado e sei que no que estou não é. Um campo minado de emoções. Um turbilhão de sentimentos. Eu indo cada vez mais rápido. Porque minha vida acelera no descontrole, então tudo dá tempo, porque o meu tempo é muito mais curto do que o dos outros. No meu tempo uma hora é duas e elas rendem como se fossem quatro. Então, eu trabalho mais, falo mais, escrevo mais, sinto demais. Sem saber se o demais é só exagero ariano.
Saio por aí dando cabeçadas arianas no mundo e ele não esboça nem um sorriso. Mentira, eu tenho os sorrisos, mas só dos que interessam. Mesmo que nem sempre seja o seu.
O pierrot apaixonado chora pelo amor da colombina. O carnaval correu na minha sanidade. Foi simples e calmo. Conheci a "mini me". Me cortei e ela cuidou de mim com carinho sagitariano e acidez familiar. Assisti os filmes que a gente tinha comprado eu tinha visto, ela também, mas não juntas e rindo das mesmas piadas bobas. Subornei colaboração e comprei chocolate.
E o pierrot, chora. Dentro do passado e observando o presente. Dentro do hoje, encontrei meus amigos, me alimentei de fumaça e latas entre macarrão e os dono da música falando alto no dvd. Dancinhas no meio da sala no apartamento da Bela Cintra. Mesmo que a vida adulta tenha chego e seja preciso falar com o porteiro o quanto a mulher de cima é uma vadia e faz tudo para deixar a vida adulta mais irritante.
O pierrot só queria amar e dar um basta nessa dor sem fim, mas colombina trocou seu amor por arlequim. E o pierrot? Chora.
O refrão lembra coisas boas de se fazer na vida. E quem disse que eu entendo tudo. Não, eu não entendo nada, muito menos francês. Tentei para ouvir nina cantando 'ne me quitte pas' aprendi o tamanho dessa frase. O resto é melodia e lembranças. Dá vontade de deixar o corpo ir e aprender a praticidade desse carnaval que eu não vivi.
E nas palmas, eu sorriria te olhando me achando a mais boba do mundo, a mais menina. Aquela que pula de cabeça no montinho e fica com ela doendo 3 dias. Mas, não importa, eu vou até o fundo. De cabeça em mares que nem sempre conheço. Por isso eu não vi isso acontecer.
Agora só a felicidade simples e o pouco me importo pro tempo. Nunca fui boa com números. Levanto quando acho que devo. Falo quando cansei de ouvir. Espero quando não se há outra coisa a fazer. Então, outra vez levanto os braços, fechos os olhos e deixo o refrão continuar. Bem depois das palmas e muito antes da alegria que seria o medo acabar e tudo começar.
O apanhador lembra meu alter-ego escrito pelo Salinger. A pequena Phoebe, no fundo eu sou tão garota quanto ela, perfeccionista. Uma ouvinte para as noites que você desistir de ficar no colégio e ter que entrar em casa escondido.
Nova York é para onde a sis vai, onde ela quer que eu a encontre quando terminar o intercâmbio e, para onde eu vou se tudo der certo por aqui. Porque ela é o meu elo com o real. Quando eu fujo demais, ela está por perto para me segurar. Ela segura a minha mão quando eu sento no canto e não quero mais nada. Ela pedi para eu ver os defeitos quando eu enxergo milhares de qualidades.O suficiente para trocar paciência por desespero. A minha certeza pelo seu coração.
Só que as minhas certezas valem tanto e você é tão indefinível. Com você, eu quebro o meu silêncio para falar do livro mais triste que eu li, e como eu chorei e percebi que eu ia ler muito a vida inteira. Eu era mais criança do que agora e queria ser maior do que sou. Então, eu era a traça daquela biblioteca. Li um monte de coisas, enquanto entendia pouco, até o livro de capa vermelha e a certeza. Sento e olho o seu rosto enquanto você fala do seu. Continuaremos em 1960, entre cafés e tudo que entorpeça o tempo. Você quer que eu vá embora. Fingi o tempo todo que quer. Mas, eu sei que te encontro em qualquer lugar no seu tempo.
Eu assinaria um contrato se nele tivesse essa letra e você fizesse a melodia. Eu sei que você não acredita nas minhas certezas. É verdade que alguma delas se perdem no caminho. Mas, eu sou capaz de continuar enquanto nada pesar demais e a liberdade perder o valor. Talvez você consiga. Viver é um risco e eu decidi que ia seguir.
Andar pela augusta sem prestar atenção nos carros que se espremem na rua enquanto eu ando com o guarda-chuva vermelho molhado de sonhos e vontades. A mesma chuva que tira o cinza das ruas enquanto pinta o céu dessa cor. Hoje, da janela do meu quarto eu ouço os passarinhos e vejo a copa de uma árvore balançando no sol preguiçoso. I promisse to be true and help u understand.
Se todos podem perdoar porque algumas pessoas não conseguem? E mesmo assim vem aqui escondido. E como eu sei? Eu sei, eu vejo nas letras a verdade que você esconde dentro do orgulho. Fala alguma coisa, quebra o seu silêncio, eu não sou intransigente. Perdôo os erros e reconheço os meus. Eu fui garota demais achando que só iam te contar o quanto eu te queria bem. Claro que não. Porque tem gente que precisa ver a vida alheia cair.
De você, eu gosto do jeito que se sente, a confusão mais organizada e calma que a minha. I don't see what anyone can see, in anyone else... but you.
COM AGÁ
Eu não preciso vê-la todo dia. Mas, saber que ela existe é bom. Saber que no mundo alguém entende o porque eu gosto tanto do caio, da funhouse, de escrever em guardanapos, entender que escrever não é só juntar palavras e ela sabe. Ela solta a alma nas dela. Já temos histórias o suficiente para divertir um mês e que venham outros tantos. O reivellon, as tardes no guimarães, a companhia na satyrianas, os cinco minutos que ela ficou no juke e as outras coisas. Porque é muito pouco provável que alguém caia no meio da augusta com o céu desmoronando, fique sem celular, câmera, dignidade, sapato e mesmo assim continue lembrando da noite agradável no parlapatões.
Com agá, você sabe que é importante.
Daí ela vira e me manda por msn:
"da manhã: on the road
gostar desse jeito
violentamente embriagados
com os pés no acelerador
e as mãos longe do volante
sem freios e cinto de segurança
ainda vai acabar nos matando"
é isso.
Eu não preciso vê-la todo dia. Mas, saber que ela existe é bom. Saber que no mundo alguém entende o porque eu gosto tanto do caio, da funhouse, de escrever em guardanapos, entender que escrever não é só juntar palavras e ela sabe. Ela solta a alma nas dela. Já temos histórias o suficiente para divertir um mês e que venham outros tantos. O reivellon, as tardes no guimarães, a companhia na satyrianas, os cinco minutos que ela ficou no juke e as outras coisas. Porque é muito pouco provável que alguém caia no meio da augusta com o céu desmoronando, fique sem celular, câmera, dignidade, sapato e mesmo assim continue lembrando da noite agradável no parlapatões.
Com agá, você sabe que é importante.
Daí ela vira e me manda por msn:
"da manhã: on the road
gostar desse jeito
violentamente embriagados
com os pés no acelerador
e as mãos longe do volante
sem freios e cinto de segurança
ainda vai acabar nos matando"
é isso.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
C'mon baby say bang bang
Não sei desatar o nó. Talvez, no fundo, não queira te soltar e me soltar. Eu já vi esse filme. Fez um ano mês passado que eu vi esse filme. Os dias são melhores, eu sinto realmente que é possível dividir liberdade, caminho feliz em ter alguém ao lado nas ruas da consolação. Eu vi esse filme e ele é bom.
Mas, porque existia coragem do outro lado. Relacionamentos unilaterais são desgastantes, chatos e realmente dispensáveis. Só eu sinto. Só eu falo. Só eu ouço música o tempo inteiro para ocupar a cabeça com outras coisas. Música, ler e escrever palavras. Tenho vivido tanto aqui dentro ultimamente, com medo de sair demais e me perder e te perder por consequência. Falam que é só meu o medo. Talvez seja. Eu precisava realmente falar. Mas, são dessas coisas que não se dizem sempre. Não sei como falar e nem como você vai ouvir. Realmente, tem uma dose extra de incompreensão nos meus dias. Meu maior defeito é ponderar demais. É pensar demais. É querer demais.
Mas, eu ainda não sei como. Nem quando. Muito menos se algum dia será o dia. Não só falo pela impossibilidade, isso é simples, o impossível é o possível de amanhã. A loucura não passa do limite para descoberta da sanidade. O medo não passa do excesso de coragem. Só preciso de mãos firmes que me tirem os passos do lugar. Alguém para cortar o olhar dos outros, dos que me olham como se eu estivesse por aí errando o tempo todo. Eu acerto o tempo todo. Do meu jeito, os meus erros são acertos e deles eu vivo e tiro força. Deles eu alimento essa alma que precisa errar e crescer. Deles eu tiro a imaturidade risonha que desfilo nessas noites de alegria. Dentro do possível tanta coisa aconteceu. Dentro dos limites. Ao redor do mesmo. A mesma coisa todo dia, o nome do blog da Lee, e a verdade em uma frase.
E de todos os dias que você me esperou, porque eu me atraso, eu sei. Os dias são curtos e a vida resolve ser grande demais. De todas as risadas, da lágrima contida, do choro silencioso de alegria e outro de tristeza por ver você partir sem conseguir te pedir para ficar. Seria egoísmo. Faria, de um jeito indireto, o que prometi jamais fazer com ninguém: cortar liberdade.
Ando da liberdade ao centro. Nos dois sentidos. Em palavras e passos. Olho as mesmas ruas. As mesmas pessoas. Mas, ninguém consegue ser importante, ninguém é você.
Não sei desatar o nó. Talvez, no fundo, não queira te soltar e me soltar. Eu já vi esse filme. Fez um ano mês passado que eu vi esse filme. Os dias são melhores, eu sinto realmente que é possível dividir liberdade, caminho feliz em ter alguém ao lado nas ruas da consolação. Eu vi esse filme e ele é bom.
Mas, porque existia coragem do outro lado. Relacionamentos unilaterais são desgastantes, chatos e realmente dispensáveis. Só eu sinto. Só eu falo. Só eu ouço música o tempo inteiro para ocupar a cabeça com outras coisas. Música, ler e escrever palavras. Tenho vivido tanto aqui dentro ultimamente, com medo de sair demais e me perder e te perder por consequência. Falam que é só meu o medo. Talvez seja. Eu precisava realmente falar. Mas, são dessas coisas que não se dizem sempre. Não sei como falar e nem como você vai ouvir. Realmente, tem uma dose extra de incompreensão nos meus dias. Meu maior defeito é ponderar demais. É pensar demais. É querer demais.
Mas, eu ainda não sei como. Nem quando. Muito menos se algum dia será o dia. Não só falo pela impossibilidade, isso é simples, o impossível é o possível de amanhã. A loucura não passa do limite para descoberta da sanidade. O medo não passa do excesso de coragem. Só preciso de mãos firmes que me tirem os passos do lugar. Alguém para cortar o olhar dos outros, dos que me olham como se eu estivesse por aí errando o tempo todo. Eu acerto o tempo todo. Do meu jeito, os meus erros são acertos e deles eu vivo e tiro força. Deles eu alimento essa alma que precisa errar e crescer. Deles eu tiro a imaturidade risonha que desfilo nessas noites de alegria. Dentro do possível tanta coisa aconteceu. Dentro dos limites. Ao redor do mesmo. A mesma coisa todo dia, o nome do blog da Lee, e a verdade em uma frase.
E de todos os dias que você me esperou, porque eu me atraso, eu sei. Os dias são curtos e a vida resolve ser grande demais. De todas as risadas, da lágrima contida, do choro silencioso de alegria e outro de tristeza por ver você partir sem conseguir te pedir para ficar. Seria egoísmo. Faria, de um jeito indireto, o que prometi jamais fazer com ninguém: cortar liberdade.
Ando da liberdade ao centro. Nos dois sentidos. Em palavras e passos. Olho as mesmas ruas. As mesmas pessoas. Mas, ninguém consegue ser importante, ninguém é você.
JANE VAIN & THE DARK MATTER
a leemariah, das três corações de carnaval, mostrou antes do reveião. graças ao meu programa safado que pega QUALQUER música do myspace (uhu ¬¬) ouvíamos as quatro que tinha lá. AGORA, a lee encontrou o cd inteiro e eu realmente ACHO que você deveria ouvir.
divirta-se
I’ll maybe tell you all about it someday
Divido meu dia em ao menos 20 partes. Os extremos e as sensações misturadas. Euforia e vontade de ficar quieta. Alegria e tristeza. Amor e ódio. Saudades e não querer mais ver. Divido meus sentimentos em partes incontáveis.
Encostei a cabeça no vidro do metrô esperando que ele andasse mais rápido e eu me sentisse melhor. tá tudo misturando. embaralhado. praticidade só funciona quando não existe sentimento. e daí eu saio sem saber quem sou eu na noite. fazendo tudo errado, matando o sentir alheio e anestesiando o meu. lembro daquele dia que eu fiz uma pessoa chorar sem me dar conta que no mundo alguém se importa. porque eu não entendo os sentimentos até que eles tirem tudo do lugar. até que eu saia do lugar. e nunca é ao mesmo tempo. paixões correspondidas são lendas. invenção da mídia. Porque eu não percebo ou não percebem e sem perceber tudo se torna imaginação. Essa mesma da qual eu já não aguento mais fazer parte.
Cansei. Sabe, eu sentei na mesa daquele mesmo bar de sempre, na mesma rua de sempre. Com uma gringa e as pessoas na minha mesa falando inglês e eu prestando atenção em sotaques. Pensando em você, nas músicas do filme que tinha acabado de ver, em algumas pessoas. Porque eu estou fadada a pensar. Na impossibilidade de ser é o que me resta. Eu queria a praticidade que essas pessoas conseguem no carnaval na vida real.
Sem confete ou serpentina. Com as músicas que me fazem sentir e a banda que vai e volta. Eu faço os idiotas acharem que estão certos e os errados saem pela porta dos fundos. Eu reviro a minha bagunça atrás de qualquer coisa que te traga para perto. Mas, você e suas confidências saíram pela porta da frente. É tudo que você conseguiu. É tudo que eu e você, sem formar o nós, conseguimos. Muito pouco. Talvez, você tenha esquecido alguma coisa comigo, qualquer coisa pequena e sem importância é só a desculpa que precisamos para ao menos tentar. Preciso dos seus sinais sem que eles se confundam e me confundam. As coisas claras e música tocando. Os meus amigos do lado de fora. Eu vou levantar e abrir para eles sem tirar os olhos de você. Eu vou falar e você do seu jeito vai gostar deles. Porque a decisão é fazer você sentir e viver. Aproveitar a liberdade e se livrar do resto. A decisão, se fosse simples, era te ter sempre por perto.
essa música
o cd (que não tem essa música) da melhor trilha de filme dos últimos tempos
Divido meu dia em ao menos 20 partes. Os extremos e as sensações misturadas. Euforia e vontade de ficar quieta. Alegria e tristeza. Amor e ódio. Saudades e não querer mais ver. Divido meus sentimentos em partes incontáveis.
Encostei a cabeça no vidro do metrô esperando que ele andasse mais rápido e eu me sentisse melhor. tá tudo misturando. embaralhado. praticidade só funciona quando não existe sentimento. e daí eu saio sem saber quem sou eu na noite. fazendo tudo errado, matando o sentir alheio e anestesiando o meu. lembro daquele dia que eu fiz uma pessoa chorar sem me dar conta que no mundo alguém se importa. porque eu não entendo os sentimentos até que eles tirem tudo do lugar. até que eu saia do lugar. e nunca é ao mesmo tempo. paixões correspondidas são lendas. invenção da mídia. Porque eu não percebo ou não percebem e sem perceber tudo se torna imaginação. Essa mesma da qual eu já não aguento mais fazer parte.
Cansei. Sabe, eu sentei na mesa daquele mesmo bar de sempre, na mesma rua de sempre. Com uma gringa e as pessoas na minha mesa falando inglês e eu prestando atenção em sotaques. Pensando em você, nas músicas do filme que tinha acabado de ver, em algumas pessoas. Porque eu estou fadada a pensar. Na impossibilidade de ser é o que me resta. Eu queria a praticidade que essas pessoas conseguem no carnaval na vida real.
Sem confete ou serpentina. Com as músicas que me fazem sentir e a banda que vai e volta. Eu faço os idiotas acharem que estão certos e os errados saem pela porta dos fundos. Eu reviro a minha bagunça atrás de qualquer coisa que te traga para perto. Mas, você e suas confidências saíram pela porta da frente. É tudo que você conseguiu. É tudo que eu e você, sem formar o nós, conseguimos. Muito pouco. Talvez, você tenha esquecido alguma coisa comigo, qualquer coisa pequena e sem importância é só a desculpa que precisamos para ao menos tentar. Preciso dos seus sinais sem que eles se confundam e me confundam. As coisas claras e música tocando. Os meus amigos do lado de fora. Eu vou levantar e abrir para eles sem tirar os olhos de você. Eu vou falar e você do seu jeito vai gostar deles. Porque a decisão é fazer você sentir e viver. Aproveitar a liberdade e se livrar do resto. A decisão, se fosse simples, era te ter sempre por perto.
essa música
o cd (que não tem essa música) da melhor trilha de filme dos últimos tempos
terça-feira, fevereiro 05, 2008
ESSA MENINA

não quer mais saber do mal-me-quer. só...
saudades de você, saudades das pessoas, saudades.
saudades.
saudades.
sau
da
des
salda
a saudade.

não quer mais saber do mal-me-quer. só...
saudades de você, saudades das pessoas, saudades.
saudades.
saudades.
sau
da
des
salda
a saudade.
CARNAVAL

Ando pelas ruas me matando com cada uma das mãos. Uma coisa acessa e outra gelada. Os dois brigando para congelar os sentimentos. E deixar tudo simples ou transformar o resto em nada. O último gole já quente, o último trago já vazio. Porque eu ando por essas ruas tão cheia de sonhos, vontades, o medo ao lado de idéias loucas, perto de você mesmo que você esteja longe, é estranho ninguém notar.
Não entendo como não vemos no outro as coisas que eles carregam. Essa indiferença enorme. E eu ando com o sarcasmo no olhar. As piadas saindo pelos dedos e a saudades no lugar que é só dela. Tenho vivido para dentro, escrevendo, lendo, ouvindo música quase todo o tempo. Menos os que tenho você por perto. É a hora que a irresponsabilidade sorri de sadismo. Todas as horas e aquelas que não chegam a ser.
É engraçada a minha relação com o passado. Não coloco as mãos nele. Nem olho para trás, assim, com tanta frequência. Evito fazer piadas ou dar lugar a lembranças. Algumas coisas eu cortei sem medo, porque me senti presa ou sufocada, porque não importava. Por medo de ser tocada. Eu preciso resolver esse medo ou encontrar alguém que encoste nele e acabe com isso.
Você podia não ser idiota. Chegar perto. Mais perto. Falar ou não falar. Mas, não deixar isso virar nada.
Na cabeça as mesmas coisas. Nas mãos o meu dia de carnaval. E a certeza: todo carnaval tem seu fim.
Ando pelas ruas me matando com cada uma das mãos. Uma coisa acessa e outra gelada. Os dois brigando para congelar os sentimentos. E deixar tudo simples ou transformar o resto em nada. O último gole já quente, o último trago já vazio. Porque eu ando por essas ruas tão cheia de sonhos, vontades, o medo ao lado de idéias loucas, perto de você mesmo que você esteja longe, é estranho ninguém notar.
Não entendo como não vemos no outro as coisas que eles carregam. Essa indiferença enorme. E eu ando com o sarcasmo no olhar. As piadas saindo pelos dedos e a saudades no lugar que é só dela. Tenho vivido para dentro, escrevendo, lendo, ouvindo música quase todo o tempo. Menos os que tenho você por perto. É a hora que a irresponsabilidade sorri de sadismo. Todas as horas e aquelas que não chegam a ser.
É engraçada a minha relação com o passado. Não coloco as mãos nele. Nem olho para trás, assim, com tanta frequência. Evito fazer piadas ou dar lugar a lembranças. Algumas coisas eu cortei sem medo, porque me senti presa ou sufocada, porque não importava. Por medo de ser tocada. Eu preciso resolver esse medo ou encontrar alguém que encoste nele e acabe com isso.
Você podia não ser idiota. Chegar perto. Mais perto. Falar ou não falar. Mas, não deixar isso virar nada.
Na cabeça as mesmas coisas. Nas mãos o meu dia de carnaval. E a certeza: todo carnaval tem seu fim.
A MESMA ESTUPIDEZ
Tudo é igual. Exatamente como foi daquela vez. Das outras. Dos registros deles em papéis esquecidos e livros publicados para ninguém ler. As mãos são muitas, mas ler é mais do que juntar as palavras uma na outra e no fim da frase pensar se houve algum sentido. Ler é sentir cada letra. Como escrever. Essa brincadeira cheia de seriedade. Nestes segundos, eu sou eu. Sem nenhuma volta sobre o mesmo ponto. Uma simples complexidade. Várias letras protegem a minha verdade. Não gosto tanto assim dos outros. De alguns outros. Só dos meus, os que eu escolhi, para estar a vontade por perto.
Essas pessoas descendo e subindo a augusta. Esse monte de indie de boutique. Esses rebeldes com cartão de crédito dos pais. Essa revolução indiferente. Os mesmo jovens e a revolução em medidas tão menores. Todos são vegetarianos, todos são livres, todos ligam muito pouco para o mundo. É o nosso futuro. O amanhã que não rebola tanto assim no carnaval ou na vida. A mesma tristeza. A mesma alegria. A mesmice tão completa que eles evitam conversar sobre vida ou outras coisas. É melhor calar outras vozes falando o mesmo. Os problemas repetidos, os medos repetidos, as vontades repetidas.
Mudar o mundo. Conseguir uma casa e um canto para levar os amigos quando todo mundo estiver perdido demais. A vontade é conseguir parar de sentir essa vontade de mudar. É chegar no cômodo. A vontade deles é acomodar a ira.
Não sei fazer isso. Nunca soube. Penso na minha tristeza e coloco perto as pessoas com dores diferentes. Procuro cabeças diferentes. A minha vontade é um dia sentar na mesa de um bar pensando que aceitei a vida. Aceitei do jeito que ela é. Mas, no fim, eu só não me aceitei tanto assim. Porque eu faço isso para mudar e encaixar minhas vontades ao lado da coragem. Sem me entregar. Ultimamente eu quero você por perto. Segurando a minha mão quando tudo balançar demais. Me pedindo para deixar tudo isso para lá, quando no fundo, você sabe que eu não aprendi a deixar para lá.
Tudo é igual. Exatamente como foi daquela vez. Das outras. Dos registros deles em papéis esquecidos e livros publicados para ninguém ler. As mãos são muitas, mas ler é mais do que juntar as palavras uma na outra e no fim da frase pensar se houve algum sentido. Ler é sentir cada letra. Como escrever. Essa brincadeira cheia de seriedade. Nestes segundos, eu sou eu. Sem nenhuma volta sobre o mesmo ponto. Uma simples complexidade. Várias letras protegem a minha verdade. Não gosto tanto assim dos outros. De alguns outros. Só dos meus, os que eu escolhi, para estar a vontade por perto.
Essas pessoas descendo e subindo a augusta. Esse monte de indie de boutique. Esses rebeldes com cartão de crédito dos pais. Essa revolução indiferente. Os mesmo jovens e a revolução em medidas tão menores. Todos são vegetarianos, todos são livres, todos ligam muito pouco para o mundo. É o nosso futuro. O amanhã que não rebola tanto assim no carnaval ou na vida. A mesma tristeza. A mesma alegria. A mesmice tão completa que eles evitam conversar sobre vida ou outras coisas. É melhor calar outras vozes falando o mesmo. Os problemas repetidos, os medos repetidos, as vontades repetidas.
Mudar o mundo. Conseguir uma casa e um canto para levar os amigos quando todo mundo estiver perdido demais. A vontade é conseguir parar de sentir essa vontade de mudar. É chegar no cômodo. A vontade deles é acomodar a ira.
Não sei fazer isso. Nunca soube. Penso na minha tristeza e coloco perto as pessoas com dores diferentes. Procuro cabeças diferentes. A minha vontade é um dia sentar na mesa de um bar pensando que aceitei a vida. Aceitei do jeito que ela é. Mas, no fim, eu só não me aceitei tanto assim. Porque eu faço isso para mudar e encaixar minhas vontades ao lado da coragem. Sem me entregar. Ultimamente eu quero você por perto. Segurando a minha mão quando tudo balançar demais. Me pedindo para deixar tudo isso para lá, quando no fundo, você sabe que eu não aprendi a deixar para lá.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
MAYBE NOT
É carnaval e quase todo mundo se despede do ano com confete e serpentina. Nesse país além de carnaval é reveillon. Então, eu me encolho nas minhas certezas. Com música falando alto e as pessoas certas por perto dos meus pensamentos. Em corpo eu tenho a 'mini me' me fazendo rir e assistindo 'procurando nemo' pela milionésima vez no dvd da sala. E o resto esta ausente curtindo o reveillon.Sempre uso o começo de ano para arrumar a bagunça que eu sou. Dentro do caos. Encaixando tudo que tem encaixe. Poderia estar no sítio. Mas, não sozinha comigo e sim com eles que se embebedam da vida que podemos ter. Não, não é isso. Agora, eu preciso do silêncio e de paz. Preciso de alguma fumaça que evito nesses dias. Então, permaneço parada trocando palavras com quem está longe. Lembrando de algumas pessoas que certamente não lembram de mim. E quanto mais eu tento deixar tudo perto, mais sinto as mãos carregando eles para longe.
No fundo é só saudades de ano novo.
completamente perfeita
É carnaval e quase todo mundo se despede do ano com confete e serpentina. Nesse país além de carnaval é reveillon. Então, eu me encolho nas minhas certezas. Com música falando alto e as pessoas certas por perto dos meus pensamentos. Em corpo eu tenho a 'mini me' me fazendo rir e assistindo 'procurando nemo' pela milionésima vez no dvd da sala. E o resto esta ausente curtindo o reveillon.Sempre uso o começo de ano para arrumar a bagunça que eu sou. Dentro do caos. Encaixando tudo que tem encaixe. Poderia estar no sítio. Mas, não sozinha comigo e sim com eles que se embebedam da vida que podemos ter. Não, não é isso. Agora, eu preciso do silêncio e de paz. Preciso de alguma fumaça que evito nesses dias. Então, permaneço parada trocando palavras com quem está longe. Lembrando de algumas pessoas que certamente não lembram de mim. E quanto mais eu tento deixar tudo perto, mais sinto as mãos carregando eles para longe.
No fundo é só saudades de ano novo.
completamente perfeita
domingo, fevereiro 03, 2008
AS COISAS COMO ELAS SÃO
"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa"
Caio Fernando Abreu
"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa"
Caio Fernando Abreu
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
LOVE & COMMUNICATION
Não queria escrever esse. Não sei como começar e nem o que dizer. Não é uma grande novidade. Nunca sei. Acontece que as palavras se pregam sozinhas uma na outra. E no fim, sinto que despreguei um pedaço da minha vida em uma tela em branco.
Foi assim com ele e daquela outra vez. Foi assim de todas as vezes que só o travesseiro não foi o suficiente. Ou quando a vida entrou demais no trilho e a calma começou a me apavorar. Ou quando esteve tão fora que correr nas ruas dessa cidade não foi o suficiente. Essas letras pretas me dão a calma que minha cabeça tira. A mesma que você me tira a cada vez que massacra minhas piadas ou não olha nos meus olhos.
Deveria te pedir para ter cuidado, porque eu realmente não sei como explicar o que revira aqui dentro, os arrepios e o meu medo. Você perde o chamado do qual vive fugindo. Minhas certezas são frágeis. Minha seriedade é de vidro e se você tropeçar nos fatos quebra tudo. Acaba com tudo. Voltar atrás não é uma opção. Prefiro soltar o passado e sentar naquele bar para olhar o futuro chegar. Não estou brincando. O futuro me condena se fizer ou não fizer. O presente espera as minhas mãos decidirem o caminho. Mas, é decisão demais para duas mãos atrapalhadas.
Você acredita nos sonhos ruins mesmo que conte os bons nessas mesas da vida. É sempre assim. Os mais crédulos são aqueles que desconfiam. O mais sensato é o gato que tenta ser amigo do cachorro a força. Os ignorantes, de fato, são mais felizes. Eles jamais vão entender o que é sentir isso. Quem nunca ouviu um acorde que arranque um pedaço de si é muito mais feliz. Os que nunca sentiram aquele momento no qual a vida faz pouco sentido. Os dois segundos que duram os meus olhos dentro de você. Os minutos que seguem e as minhas mãos sempre atrapalhadas. Hoje, tem um você, foram trezentos e eu confesso que alguns deles foram frutos da minha imaginação, foi a vida da sis que eu colocava em palavras para tirar de mim, foi a minha vida que não soube fazer real ou tudo foi tão real que doeu para sair.
Nesse lugar eu aceitei as condições. A morte. A vida. Aceitei a partida, as partidas todas, porque minha vida é um entra e sai.
E agora, eu escrevo só para você, porque você tem tudo que pode. Todos tem aquilo que podem. Todos podem o pouco além, todos podem ser livre. Eu sei, você entende da liberdade. As minhas cenas de ciúmes involuntárias e implicância é piada para mais tarde. Não saberia tirar de você o que não aceito que toquem em mim. A minha liberdade e o direito de ir e vir. Em suma: as palavras e o resto.
Trezentas vezes tentei aprender mais sobre cada vez menos. E se hoje tem um você, seria muito mais fácil se não tivesse.
O trezentos era dela, mas ela falou do tempo e do espaço, e não quis fazer. Ela é a minha confidente em guardanapos mas estava sumida. E por fim, essa é a garota de dezesseis anos que lembra muito do que eu fui um dia, numa versão que escreve bem.
Por fim, eu encarei os trezentos, e para algumas dessas meninas: deixa o verão pra mais tarde.
Não queria escrever esse. Não sei como começar e nem o que dizer. Não é uma grande novidade. Nunca sei. Acontece que as palavras se pregam sozinhas uma na outra. E no fim, sinto que despreguei um pedaço da minha vida em uma tela em branco.
Foi assim com ele e daquela outra vez. Foi assim de todas as vezes que só o travesseiro não foi o suficiente. Ou quando a vida entrou demais no trilho e a calma começou a me apavorar. Ou quando esteve tão fora que correr nas ruas dessa cidade não foi o suficiente. Essas letras pretas me dão a calma que minha cabeça tira. A mesma que você me tira a cada vez que massacra minhas piadas ou não olha nos meus olhos.
Deveria te pedir para ter cuidado, porque eu realmente não sei como explicar o que revira aqui dentro, os arrepios e o meu medo. Você perde o chamado do qual vive fugindo. Minhas certezas são frágeis. Minha seriedade é de vidro e se você tropeçar nos fatos quebra tudo. Acaba com tudo. Voltar atrás não é uma opção. Prefiro soltar o passado e sentar naquele bar para olhar o futuro chegar. Não estou brincando. O futuro me condena se fizer ou não fizer. O presente espera as minhas mãos decidirem o caminho. Mas, é decisão demais para duas mãos atrapalhadas.
Você acredita nos sonhos ruins mesmo que conte os bons nessas mesas da vida. É sempre assim. Os mais crédulos são aqueles que desconfiam. O mais sensato é o gato que tenta ser amigo do cachorro a força. Os ignorantes, de fato, são mais felizes. Eles jamais vão entender o que é sentir isso. Quem nunca ouviu um acorde que arranque um pedaço de si é muito mais feliz. Os que nunca sentiram aquele momento no qual a vida faz pouco sentido. Os dois segundos que duram os meus olhos dentro de você. Os minutos que seguem e as minhas mãos sempre atrapalhadas. Hoje, tem um você, foram trezentos e eu confesso que alguns deles foram frutos da minha imaginação, foi a vida da sis que eu colocava em palavras para tirar de mim, foi a minha vida que não soube fazer real ou tudo foi tão real que doeu para sair.
Nesse lugar eu aceitei as condições. A morte. A vida. Aceitei a partida, as partidas todas, porque minha vida é um entra e sai.
E agora, eu escrevo só para você, porque você tem tudo que pode. Todos tem aquilo que podem. Todos podem o pouco além, todos podem ser livre. Eu sei, você entende da liberdade. As minhas cenas de ciúmes involuntárias e implicância é piada para mais tarde. Não saberia tirar de você o que não aceito que toquem em mim. A minha liberdade e o direito de ir e vir. Em suma: as palavras e o resto.
Trezentas vezes tentei aprender mais sobre cada vez menos. E se hoje tem um você, seria muito mais fácil se não tivesse.
O trezentos era dela, mas ela falou do tempo e do espaço, e não quis fazer. Ela é a minha confidente em guardanapos mas estava sumida. E por fim, essa é a garota de dezesseis anos que lembra muito do que eu fui um dia, numa versão que escreve bem.Por fim, eu encarei os trezentos, e para algumas dessas meninas: deixa o verão pra mais tarde.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
ARMA BRANCA

Então eu ando como dá. Escrevo o que posso. Cuido de mim para deixar os outros mais perto. A minha cabeça deixa eles longe e eu gosto de alguns deles. Os outros fazem um favor em ir. Mas, no fim, ela explica tudo em palavras. Ela e o Caio. Meus cês.
para acabar com argumentos:
Se tudo existe é porque sou. Mas por que esse mal estar? É porque não estou vivendo do único modo que existe para cada um de se viver e nem sei qual é. Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há. Mas alguma coisa está errada e dá mal estar. No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo. Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza. O que há então? Só sei que não quero a impostura. Recuso-me. Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado.
para incompreensão:
Flores envenenadas na jarra. Roxas azuis, encarnadas, atapetam o ar. Que riqueza de hospital. Nunca vi mais belas e mais perigosas. É assim então o teu segredo. Teu segredo é tão parecido contigo que nada me revela além do que já sei. E sei tão pouco como se o teu enigma fosse eu. Assim como tu és o meu.
pro silêncio:
Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.
Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio.
o próximo texto é trezentos do claritromicina.

Então eu ando como dá. Escrevo o que posso. Cuido de mim para deixar os outros mais perto. A minha cabeça deixa eles longe e eu gosto de alguns deles. Os outros fazem um favor em ir. Mas, no fim, ela explica tudo em palavras. Ela e o Caio. Meus cês.
para acabar com argumentos:
Se tudo existe é porque sou. Mas por que esse mal estar? É porque não estou vivendo do único modo que existe para cada um de se viver e nem sei qual é. Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há. Mas alguma coisa está errada e dá mal estar. No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo. Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza. O que há então? Só sei que não quero a impostura. Recuso-me. Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado.
para incompreensão:
Flores envenenadas na jarra. Roxas azuis, encarnadas, atapetam o ar. Que riqueza de hospital. Nunca vi mais belas e mais perigosas. É assim então o teu segredo. Teu segredo é tão parecido contigo que nada me revela além do que já sei. E sei tão pouco como se o teu enigma fosse eu. Assim como tu és o meu.
pro silêncio:
Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.
Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio.
o próximo texto é trezentos do claritromicina.
OBSTACLE 1

Então eu corri e você ficou parado esperando mais palavras. Outra evidências de que você é o 'você' de tudo que eu escrevo. Então eu corri e você ficou parado. Não entendeu que essa era a senha. Era só você segurar o meu braço com força e tirar o medo do seu olhar. Mas, você não entendeu. E hoje, vejo que continuo correndo. Vou para longe e você não tem nenhuma palavra para me segurar firme pelo braço.
Todos eles são iguais. Nenhum é você. Nem eu. Então pela impossibilidade do ser, eu aceito o provável. Deixo o sentimento sair pelas beiradas. O vazio volta dia após dia. Como se sem ser os dias não existissem. Você não sai pura e simplesmente da minha vida. Carrega com você o resto e a vontade. Outra vez penso em só viver. Sem nada para esperar, nem um gesto, uma palavra ou um amanhã turbulento.
Penso no livro que ficou com alguém do meu passado. Talvez eu deva ligar e retomar uma parte do que já foi.
Com você o medo sempre fala alto demais. Passar a manhã revirando passado me fez lembrar do quanto eu tinha e o quanto tudo está melhor depois que aceitei todas as possibilidades. Talvez, arrisco um provavelmente, você nunca vai saber. Medo demais. Certo demais. Percepção de menos.
Vi e vivi muito cedo aquelas coisas. Hoje sentimento não me choca. E, sem um sinal, não sei se vale a pena te esperar.
"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor.
Que tem que ser vivido até a última gota.
Sem nenhum medo. Não mata."
Clarice Lispector

Então eu corri e você ficou parado esperando mais palavras. Outra evidências de que você é o 'você' de tudo que eu escrevo. Então eu corri e você ficou parado. Não entendeu que essa era a senha. Era só você segurar o meu braço com força e tirar o medo do seu olhar. Mas, você não entendeu. E hoje, vejo que continuo correndo. Vou para longe e você não tem nenhuma palavra para me segurar firme pelo braço.
Todos eles são iguais. Nenhum é você. Nem eu. Então pela impossibilidade do ser, eu aceito o provável. Deixo o sentimento sair pelas beiradas. O vazio volta dia após dia. Como se sem ser os dias não existissem. Você não sai pura e simplesmente da minha vida. Carrega com você o resto e a vontade. Outra vez penso em só viver. Sem nada para esperar, nem um gesto, uma palavra ou um amanhã turbulento.
Penso no livro que ficou com alguém do meu passado. Talvez eu deva ligar e retomar uma parte do que já foi.
Com você o medo sempre fala alto demais. Passar a manhã revirando passado me fez lembrar do quanto eu tinha e o quanto tudo está melhor depois que aceitei todas as possibilidades. Talvez, arrisco um provavelmente, você nunca vai saber. Medo demais. Certo demais. Percepção de menos.
Vi e vivi muito cedo aquelas coisas. Hoje sentimento não me choca. E, sem um sinal, não sei se vale a pena te esperar.
"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor.
Que tem que ser vivido até a última gota.
Sem nenhum medo. Não mata."
Clarice Lispector
quarta-feira, janeiro 30, 2008
CAN YOU FIND ME SPACE INSIDE YOUR HEART?
Eu quero sair daqui. Quero uma coisa com mais coração e menos cabeça. Quero uma pessoa que seja capaz de esquecer o tempo lá fora. Mesmo com um monte de obrigação. Quero alguém que se atrase porque não consegui ir embora. Quero alguém que eu faça ir embora, o mundo não entende quase nada dessa vida. E nós saberíamos. Nós sabemos. Eu e você. Do nosso jeito a gente entende tudo isso. Eu quero alguém para me dar a mão quando eu falar que quero ir sozinha. Um pedaço de paz no meio do caos que eu sou. Eu quero alguém que me chame de dramática e sorria, porque no fundo sabe que drama acontece o tempo inteiro. Caos é ordem. Eu quero alguém que entenda que o nosso caos é ordem. E da nossa ordem nós sabemos. Eu quero alguém que não ache que é só vazio. Quero alguém que saiba que tudo é só vazio. Só que não tem uma forma, nem um encaixe e nem nada que transforme uma pessoa em uma peça. Porque não existe tempo, chuva, calor ou frio lá fora. Não existe ordem. Eu queria uma pessoa. Eu queria você. Mas, e você?
Eu quero sair daqui. Quero uma coisa com mais coração e menos cabeça. Quero uma pessoa que seja capaz de esquecer o tempo lá fora. Mesmo com um monte de obrigação. Quero alguém que se atrase porque não consegui ir embora. Quero alguém que eu faça ir embora, o mundo não entende quase nada dessa vida. E nós saberíamos. Nós sabemos. Eu e você. Do nosso jeito a gente entende tudo isso. Eu quero alguém para me dar a mão quando eu falar que quero ir sozinha. Um pedaço de paz no meio do caos que eu sou. Eu quero alguém que me chame de dramática e sorria, porque no fundo sabe que drama acontece o tempo inteiro. Caos é ordem. Eu quero alguém que entenda que o nosso caos é ordem. E da nossa ordem nós sabemos. Eu quero alguém que não ache que é só vazio. Quero alguém que saiba que tudo é só vazio. Só que não tem uma forma, nem um encaixe e nem nada que transforme uma pessoa em uma peça. Porque não existe tempo, chuva, calor ou frio lá fora. Não existe ordem. Eu queria uma pessoa. Eu queria você. Mas, e você?
JUST BE IN LOVE WHEN YA SCREAM THAT SONG - FREE
A minha liberdade. Eu respiro a minha vida sozinha. Porque tem que ter força para arrancar as mãos dos outros. Essas pessoas que eu não sei quem são e não sabem quem eu sou. Por pura pretensão da humanidade algumas tem certeza de que entendem e acham que eu entendo. Não, eu não entendo. Nunca entendi, é verdade. Mas, eu preciso da liberdade que vocês tentam colocar debaixo das suas palavras. Tirem as palavras de cima de mim. Caio, meu querido, o meu maior amor de todos os outros, chega de me fazer tão menina. Seu livro fica guardado até você resolver ser legal comigo e eu prometo ser boa de volta. E todos os outros, tirem seus livros de perto, porque eu decidi que vou ficar quieta.
E a minha liberdade fica no café, ou já na mesa do bar, quando ela me falou: "suellen, chega, concentra nos defeitos". Porque ela já viu um filme muito parecido e eu lembro o final. O meu travesseiro lembra o final. E todo o resto também. Mas, o que fazer se o começo faz com que eu queira ficar revendo isso quinhentas vezes. Como se isso fosse acabar um dia. No dia que decepção ou sentimento chegar ao fim, acabou, porque tem uns sonhos dos outros que eu julgo: o fim da minha vida.
É só o começo. Só. Então, todos os "chega" que você ler é só um começo disso e o fim do meu juízo.
Mas, o que importa é a liberdade e o quanto eu gosto do cheiro dela.
A minha liberdade. Eu respiro a minha vida sozinha. Porque tem que ter força para arrancar as mãos dos outros. Essas pessoas que eu não sei quem são e não sabem quem eu sou. Por pura pretensão da humanidade algumas tem certeza de que entendem e acham que eu entendo. Não, eu não entendo. Nunca entendi, é verdade. Mas, eu preciso da liberdade que vocês tentam colocar debaixo das suas palavras. Tirem as palavras de cima de mim. Caio, meu querido, o meu maior amor de todos os outros, chega de me fazer tão menina. Seu livro fica guardado até você resolver ser legal comigo e eu prometo ser boa de volta. E todos os outros, tirem seus livros de perto, porque eu decidi que vou ficar quieta.
E a minha liberdade fica no café, ou já na mesa do bar, quando ela me falou: "suellen, chega, concentra nos defeitos". Porque ela já viu um filme muito parecido e eu lembro o final. O meu travesseiro lembra o final. E todo o resto também. Mas, o que fazer se o começo faz com que eu queira ficar revendo isso quinhentas vezes. Como se isso fosse acabar um dia. No dia que decepção ou sentimento chegar ao fim, acabou, porque tem uns sonhos dos outros que eu julgo: o fim da minha vida.
É só o começo. Só. Então, todos os "chega" que você ler é só um começo disso e o fim do meu juízo.
Mas, o que importa é a liberdade e o quanto eu gosto do cheiro dela.
COINCIDÊNCIA
totalmente ao acaso. Isso é um tcc de rádio/tv da Anhembi Morumbi. Mayra Gonçalves é uma amiga do Marcelo, a conheci na funhouse, de um jeito que ela não deve lembrar e eu só lembrei porque perguntei no msn pra ele: "má, é aquela que tava na fun?". É. Isso é para contar que tudo é estranho. Ludov, ibotirama, o livro, o tênis, as unhas, loja de cd na frente do bovinu's. Ludov nos primeiros acordes e eu pensando: "ah, pera lá". Abre maior. Opa, opa, opa.
É, estranho, coincidência.
E para você: você acaba com tudo. Você faz isso do seu jeito mais idiota. O começo do fim daquilo que (parece) não chegar a ser.
C H E G A?
totalmente ao acaso. Isso é um tcc de rádio/tv da Anhembi Morumbi. Mayra Gonçalves é uma amiga do Marcelo, a conheci na funhouse, de um jeito que ela não deve lembrar e eu só lembrei porque perguntei no msn pra ele: "má, é aquela que tava na fun?". É. Isso é para contar que tudo é estranho. Ludov, ibotirama, o livro, o tênis, as unhas, loja de cd na frente do bovinu's. Ludov nos primeiros acordes e eu pensando: "ah, pera lá". Abre maior. Opa, opa, opa.
É, estranho, coincidência.
E para você: você acaba com tudo. Você faz isso do seu jeito mais idiota. O começo do fim daquilo que (parece) não chegar a ser.
C H E G A?
PACIÊNCIA
Então eu corro com meu lado ariano irritado com aquele ser humano tentando me assaltar na esquina da consolação. Meio dia. Chovia em São Paulo ontem. Chovia MUITO em São Paulo ontem. Eu estava atrasada. Tinha alguém me esperando. E graças a minha chefe, eu estava atrasada, e os minutos demorariam mais do que o comum sem nada para queimar entre os dedos. Daí o cara chegou querendo me assaltar. Eu deveria ter perguntado se era brincadeira. Mas, chovia e eu achei melhor sair de lá. Ele só tentou, porque eu estava atrasada, com a cabeça cheia e paciência nenhuma. Às vezes, eu sou assim e outras vezes você quase morre atropelada na consolação. O resto é só história.
Então eu corro com meu lado ariano irritado com aquele ser humano tentando me assaltar na esquina da consolação. Meio dia. Chovia em São Paulo ontem. Chovia MUITO em São Paulo ontem. Eu estava atrasada. Tinha alguém me esperando. E graças a minha chefe, eu estava atrasada, e os minutos demorariam mais do que o comum sem nada para queimar entre os dedos. Daí o cara chegou querendo me assaltar. Eu deveria ter perguntado se era brincadeira. Mas, chovia e eu achei melhor sair de lá. Ele só tentou, porque eu estava atrasada, com a cabeça cheia e paciência nenhuma. Às vezes, eu sou assim e outras vezes você quase morre atropelada na consolação. O resto é só história.
terça-feira, janeiro 29, 2008
ORGULHO
Hoje eu andei com a minha amiga e o meu guarda-chuva vermelho. O mesmo desde do segundo ano. E agora, eu estou no segundo ano da faculdade e tudo já mudou tanto. Ainda é a mesma amiga e o guarda-chuva. O mesmo orgulho de conhecer a garota mais inteligente de todas essas outras. Porque ela não lê o que eu leio, nem escuta tudo que eu escuto, porque ela é única nas nossas diferenças. Ela sabe tudo desde o começo e o começo faz tanto tempo. Ela conheceu todas as pessoas da minha vida. E a gente errou e acertou juntas. Foi pra ela que eu contei tudo antes de contar para mim. Porque ela é o meu passo para aceitar e o último antes de sair.
Eu fiquei tão feliz por ela. Tão feliz que ela sabe que é ela.
sis, te amo tanto, tanto, tanto. meu orgulho, meu orgulho.
parabéns, eu não esperava menos de você, mesmo que não espere nada das pessoas. =)
Hoje eu andei com a minha amiga e o meu guarda-chuva vermelho. O mesmo desde do segundo ano. E agora, eu estou no segundo ano da faculdade e tudo já mudou tanto. Ainda é a mesma amiga e o guarda-chuva. O mesmo orgulho de conhecer a garota mais inteligente de todas essas outras. Porque ela não lê o que eu leio, nem escuta tudo que eu escuto, porque ela é única nas nossas diferenças. Ela sabe tudo desde o começo e o começo faz tanto tempo. Ela conheceu todas as pessoas da minha vida. E a gente errou e acertou juntas. Foi pra ela que eu contei tudo antes de contar para mim. Porque ela é o meu passo para aceitar e o último antes de sair.
Eu fiquei tão feliz por ela. Tão feliz que ela sabe que é ela.
sis, te amo tanto, tanto, tanto. meu orgulho, meu orgulho.
parabéns, eu não esperava menos de você, mesmo que não espere nada das pessoas. =)
segunda-feira, janeiro 28, 2008
EU ACEITO A CONDIÇÃO
Você sorri do jeito mais perfeito. Sorri de alegria. Sorri de tristeza. Sorri de desespero e de contentamento. Sorri com medo de pular dessa plataforma além de você. Então, eu deixo você ir e escolher. Eu respeito suas escolhas e ouço os seus casos. Sorrio de tudo isso do meu jeito. E você está a milhas de distância da minha cabeça. Do meu jeito de pensar. Mas, do seu jeito, entrou e, não sai. Nem quando eu decido que 'já deu'. Não consigo decidir nada com seriedade.
Eu sempre achei que era faro para problema. Passou. Porque eu enxergo a vida calma perto de você. Por maiores que possam ser as dificuldades. E os nossos medos misturados. Por mais difícil que isso pudesse se tornar. Eu pagaria a conta e sorria, como você, eu sorriria.
Então, você me mostrou a vida por outros olhos. Sem querer me arrancou da mão deles. E eu não consigo voltar. Por mais que tente. Mesmo que eles liguem ou eu procure o número na minha agenda. Os nomes estão embaralhados. Como tudo. Os nomes e a coragem se embaralham. Não sei.
Você é inteligente, mas não esnoba os outros e nem usa de piadas sem graça. Você sabe quem são as pessoas. Você lembra delas mesmo que elas tenham esquecido você. Você sabe o que é certo e errado. Você está sempre do lado certo e eu do errado. E a possibilidade de mudança é pular e se arriscar a cair no abismo. Talvez, fosse um jeito de estarmos juntos. Dentro dele. Ou, você conseguiria pular e vir ver como é a vida desse lado. Não acostumaria do lado do certo. Porque meus amigos estão quase todos aqui e eu sei que você não ia querer uma menina emburrada ao seu lado. Ou talvez você fique bem se eu sofrer um pouco mais.
Então, eu fiz de tudo para você perceber que era eu. Olhei por todos os cantos dessa cidade. Caminhei por cima dos meus passos do passado querendo achar a fórmula dos meus acertos. Não encontrei nada. Nenhum registro de nada vivo ou morto que me certifique do certo. Então, eu caminhei. E com a cabeça longe encontrei seu sorriso. Sem querer. Não sei o que é isso. Nem consigo falar que seja só a sua falta. Deve ser a sua e a do passado que não consegui registrar naquele longo cartório da vida. De papel passado eu não tenho nada mais do que o seu nome no meu bloco. Mesmo que eu jamais tenha por uma vez escrito ele. Ele está solto na caneta azul acabando e nos meus olhos perdidos nas estações.
___Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
Você sorri do jeito mais perfeito. Sorri de alegria. Sorri de tristeza. Sorri de desespero e de contentamento. Sorri com medo de pular dessa plataforma além de você. Então, eu deixo você ir e escolher. Eu respeito suas escolhas e ouço os seus casos. Sorrio de tudo isso do meu jeito. E você está a milhas de distância da minha cabeça. Do meu jeito de pensar. Mas, do seu jeito, entrou e, não sai. Nem quando eu decido que 'já deu'. Não consigo decidir nada com seriedade.
Eu sempre achei que era faro para problema. Passou. Porque eu enxergo a vida calma perto de você. Por maiores que possam ser as dificuldades. E os nossos medos misturados. Por mais difícil que isso pudesse se tornar. Eu pagaria a conta e sorria, como você, eu sorriria.
Então, você me mostrou a vida por outros olhos. Sem querer me arrancou da mão deles. E eu não consigo voltar. Por mais que tente. Mesmo que eles liguem ou eu procure o número na minha agenda. Os nomes estão embaralhados. Como tudo. Os nomes e a coragem se embaralham. Não sei.
Você é inteligente, mas não esnoba os outros e nem usa de piadas sem graça. Você sabe quem são as pessoas. Você lembra delas mesmo que elas tenham esquecido você. Você sabe o que é certo e errado. Você está sempre do lado certo e eu do errado. E a possibilidade de mudança é pular e se arriscar a cair no abismo. Talvez, fosse um jeito de estarmos juntos. Dentro dele. Ou, você conseguiria pular e vir ver como é a vida desse lado. Não acostumaria do lado do certo. Porque meus amigos estão quase todos aqui e eu sei que você não ia querer uma menina emburrada ao seu lado. Ou talvez você fique bem se eu sofrer um pouco mais.
Então, eu fiz de tudo para você perceber que era eu. Olhei por todos os cantos dessa cidade. Caminhei por cima dos meus passos do passado querendo achar a fórmula dos meus acertos. Não encontrei nada. Nenhum registro de nada vivo ou morto que me certifique do certo. Então, eu caminhei. E com a cabeça longe encontrei seu sorriso. Sem querer. Não sei o que é isso. Nem consigo falar que seja só a sua falta. Deve ser a sua e a do passado que não consegui registrar naquele longo cartório da vida. De papel passado eu não tenho nada mais do que o seu nome no meu bloco. Mesmo que eu jamais tenha por uma vez escrito ele. Ele está solto na caneta azul acabando e nos meus olhos perdidos nas estações.
___Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga
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