our wrongs remain unrectified
Não falo do que senti naquele momento porque seria tão banal quanto explicar o amor. Comum e particular como só os sentimentos genuínos são. A construção e a desconstrução fazem do cliché a bússola. Aos poucos são destruídos os alicerces e, de repente, tudo parece meio bambo, meio solto, sustentado por alguma coisa muito frágil. Ainda daria tempo de salvar algo, não deixar tudo acabar, o prédio virar.
Se as verdades tivessem sido simplesmente ditas e os sentimentos enfrentados poderíamos deixar o tempo fechar o que o acaso abriu. Mas, se nem isso, pra que então?
Eu amo várias vezes e em doses particulares. Amo meus amigos, alguns poucos e outros vários que me fazem simplesmente feliz. Alguns livros que me fazem sentir em palavras que nunca estarei só embora adore estar sozinha. Algumas músicas que transformam em melodia o que meus sonhos contam. Amo o sorriso da minha irmãzinha. O abraço da minha avó por adoção, dos meus avós por concepção. Amo acordar de um sonho bom ainda sentindo ele passear em imagens dentro de mim. Alguns filmes que representam em imagens as histórias que adoraria contar. Amo coisas que não mudam em letras, palavras, melodia, imagem e amo os que são só outros. Pessoas, como eu, procurando sempre alguma coisa que nunca definimos. Tem aqueles que (também) perceberam que são as perguntas que nunca acabarão. É, dentro dessa busca que viveremos todos os nossos dias até o último, quem sabe. Tem amor que virá outra coisa. Tem história que muda de página. Tem música que troca de melodia. Tem amigo que decepciona ou condiciona o presente a um passado que deveria ser irrelevante. Tem também, aqueles que, não são amigos. Embora, a gente, um dia tenha acredito que...
domingo, janeiro 31, 2010
segunda-feira, janeiro 25, 2010
i told you i was trouble
Em que momento entrou essa racionalidade desconhecida? Como uma intrusa me fez pensar nos meus defeitos e proteger alguém de mim. Porque eu sei que ia perder o interesse tão logo qualquer coisa acontecesse. Como perdi antes, como sempre acontece. Sou uma romântica que sonha com o desafio que nunca existiu entre nós.
É como se os seus excessos de verdade tivessem acabado com o mistério que faz tudo parecer mágico. E, diferente de antes, me privei do momento. Em um ataque de lucidez mantive a sua vida nos eixos e longe da minha.
Sabemos, mesmo sem querer, que não caminho pelo óbvio. Não convivo em paz com a calmaria. Tudo que iria encontrar se tornaria um fardo em questão de poucos dias. E, outra vez, teria que me desculpar com você pelas ausências ou comigo pela traição iminente do meu compromisso com a liberdade. you know i'm no good.
ps. frases emprestadas da Amy e a ansiedade pelo cd novo dela só aumenta.
Em que momento entrou essa racionalidade desconhecida? Como uma intrusa me fez pensar nos meus defeitos e proteger alguém de mim. Porque eu sei que ia perder o interesse tão logo qualquer coisa acontecesse. Como perdi antes, como sempre acontece. Sou uma romântica que sonha com o desafio que nunca existiu entre nós.
É como se os seus excessos de verdade tivessem acabado com o mistério que faz tudo parecer mágico. E, diferente de antes, me privei do momento. Em um ataque de lucidez mantive a sua vida nos eixos e longe da minha.
Sabemos, mesmo sem querer, que não caminho pelo óbvio. Não convivo em paz com a calmaria. Tudo que iria encontrar se tornaria um fardo em questão de poucos dias. E, outra vez, teria que me desculpar com você pelas ausências ou comigo pela traição iminente do meu compromisso com a liberdade. you know i'm no good.
ps. frases emprestadas da Amy e a ansiedade pelo cd novo dela só aumenta.
domingo, janeiro 24, 2010
"downy sins of streetlight fancies"
Reencontrei o valor das coisas que haviam se tornados superficiais só para não me revelar demais. Me guardo o direito de ser várias para ser uma só e me mostro cada vez menos. Tenho mais partes dentro dessa matrioshka que é a vida. Sim, a boneca russa, uma dentro da outra, até a última que tem sempre um centímetro e é a única que não é oca. A essência. Comprimida em um centímetro de existência estão as marcas, as lembranças, as crenças. Está tudo aquilo que ninguém me tira e que não negocio. Estão as experiências e os sorrisos. A saudades de alguma coisa e a esperança sempre renovada. Dentro de um centímetro está a busca, os pensamentos, tudo aquilo que não parece, os lugares onde ninguém entra, os lugares que guardo para alguém, o que reservo e o que conservo de mim.
Me entrego quando as palavras saem, os medos se confessam, os olhos se encontram como se nada mais houvesse. Naquele momento em que uma aura nasce ao redor e ao que, sem compromisso, damos o simples nome de desejo.
Vivo a noite como se não houvesse um dia seguinte. Esqueço os compromissos, invento minhas próprias regras, crio com o mistério uma relação estável. A espera de que um dia queira que a noite vire dia. E então, uma parte de mim, será calma...
Reencontrei o valor das coisas que haviam se tornados superficiais só para não me revelar demais. Me guardo o direito de ser várias para ser uma só e me mostro cada vez menos. Tenho mais partes dentro dessa matrioshka que é a vida. Sim, a boneca russa, uma dentro da outra, até a última que tem sempre um centímetro e é a única que não é oca. A essência. Comprimida em um centímetro de existência estão as marcas, as lembranças, as crenças. Está tudo aquilo que ninguém me tira e que não negocio. Estão as experiências e os sorrisos. A saudades de alguma coisa e a esperança sempre renovada. Dentro de um centímetro está a busca, os pensamentos, tudo aquilo que não parece, os lugares onde ninguém entra, os lugares que guardo para alguém, o que reservo e o que conservo de mim.
Me entrego quando as palavras saem, os medos se confessam, os olhos se encontram como se nada mais houvesse. Naquele momento em que uma aura nasce ao redor e ao que, sem compromisso, damos o simples nome de desejo.
Vivo a noite como se não houvesse um dia seguinte. Esqueço os compromissos, invento minhas próprias regras, crio com o mistério uma relação estável. A espera de que um dia queira que a noite vire dia. E então, uma parte de mim, será calma...
quarta-feira, janeiro 13, 2010
take me there
Queria poder dar tudo de mim. Sentir que todas essas letras são possíveis. Mas, como me libertar das marcas das minhas paixões erradas? Como recomeçar a sonhar um sonho que não vivi e já está cansado de ser errado?
Você tirou os meus pés do chão quando eles pareciam enterrados. Me fez imaginar o seu sorriso contemplando os nosso planos. Queria acreditar nos deuses dos homens e na ilusão da fé em algo que meus olhos desconhecem. Quando te tenho comigo chego a acreditar que acharemos um jeito de chegar ao sol e prender as estrelas no nosso mundo particular. Quero sentir que a liberdade ao seu lado fica maior e não que isso vai me apressionar. O inferno é esse valor sobrenatural que dou ao que posso viver sem me adaptar aos relacionamentos dos outros.
Queria acordar ao seu lado e sentir diferente do que estou acostumada. Não querer ir embora, levantar correndo com uma desculpa qualquer para começar o meu dia longe das marcas do presente.
Eu queria conseguir tentar ser sua. Por uma noite, por um dia, por uma semana, pelo tempo que o desejo controlar as nossas ações. Você pode me levar, eu sei.
Queria poder dar tudo de mim. Sentir que todas essas letras são possíveis. Mas, como me libertar das marcas das minhas paixões erradas? Como recomeçar a sonhar um sonho que não vivi e já está cansado de ser errado?
Você tirou os meus pés do chão quando eles pareciam enterrados. Me fez imaginar o seu sorriso contemplando os nosso planos. Queria acreditar nos deuses dos homens e na ilusão da fé em algo que meus olhos desconhecem. Quando te tenho comigo chego a acreditar que acharemos um jeito de chegar ao sol e prender as estrelas no nosso mundo particular. Quero sentir que a liberdade ao seu lado fica maior e não que isso vai me apressionar. O inferno é esse valor sobrenatural que dou ao que posso viver sem me adaptar aos relacionamentos dos outros.
Queria acordar ao seu lado e sentir diferente do que estou acostumada. Não querer ir embora, levantar correndo com uma desculpa qualquer para começar o meu dia longe das marcas do presente.
Eu queria conseguir tentar ser sua. Por uma noite, por um dia, por uma semana, pelo tempo que o desejo controlar as nossas ações. Você pode me levar, eu sei.
terça-feira, janeiro 12, 2010
alma dissonante
Eu quero revirar seus pensamentos e mudar a ordem das coisas. Quero fazer uma bagunça gigante diante do seu sorriso. Quero os pensamentos complementares respirando em voz alta. Quero sentir a sua verdade transbordando pelo seu corpo. Quero ver suas lágrimas lavando a sua alma do pecado. Quero as músicas e o silêncio transformando "o tédio em melodia". Quero que todo dia seja como o primeiro e seja desfeito o cotidiano. Quero sentir que o impossível é possível ao seu lado.
Salvo todas as minhas ressalvas. Reservada a minha forma particular de pensar. Desfeita as marcas do passado e o medo, o futuro é uma incógnita guardada em uma equação que não sei como resolver. Acaso?
Eu quero revirar seus pensamentos e mudar a ordem das coisas. Quero fazer uma bagunça gigante diante do seu sorriso. Quero os pensamentos complementares respirando em voz alta. Quero sentir a sua verdade transbordando pelo seu corpo. Quero ver suas lágrimas lavando a sua alma do pecado. Quero as músicas e o silêncio transformando "o tédio em melodia". Quero que todo dia seja como o primeiro e seja desfeito o cotidiano. Quero sentir que o impossível é possível ao seu lado.
Salvo todas as minhas ressalvas. Reservada a minha forma particular de pensar. Desfeita as marcas do passado e o medo, o futuro é uma incógnita guardada em uma equação que não sei como resolver. Acaso?
quarta-feira, janeiro 06, 2010
everything is slowing down
Estamos todos morrendo de tempo. Do que vai, do que falta e do que fica. O tempo que gastamos segurando o medo, horas perdidas reprimindo os pensamentos, vivemos contendo os desejos enquanto reinvidicamos um espaço que nem sabemos se realmente existe.
Todos esses atores da vida real. Os jovens velhos de 18 anos, iludidos pela idade acreditam que já conhecem tudo. E então, um ano após o outro, o passar dos minutos se mostram amigos. Seres humanos, o vinho, melhor com os anos se armazenado da forma certa. A garrafa deitada, uma pessoa livre. A temperatura ideal, alguém que se interessa pela arte que se esconde no cotidiano.
Morremos de tempo quando perdemos ele fazendo julgamento. Quando vamos nos adequando, se encaixando, abrindo mão, fazendo concessões demais por preguiça de acreditar na própria verdade.
E daqui para frente? Só interessa o tempo que fica e marca nossa pele evidenciando o doce passar dos anos. Tempo, amigo analógico.
Estamos todos morrendo de tempo. Do que vai, do que falta e do que fica. O tempo que gastamos segurando o medo, horas perdidas reprimindo os pensamentos, vivemos contendo os desejos enquanto reinvidicamos um espaço que nem sabemos se realmente existe.
Todos esses atores da vida real. Os jovens velhos de 18 anos, iludidos pela idade acreditam que já conhecem tudo. E então, um ano após o outro, o passar dos minutos se mostram amigos. Seres humanos, o vinho, melhor com os anos se armazenado da forma certa. A garrafa deitada, uma pessoa livre. A temperatura ideal, alguém que se interessa pela arte que se esconde no cotidiano.
Morremos de tempo quando perdemos ele fazendo julgamento. Quando vamos nos adequando, se encaixando, abrindo mão, fazendo concessões demais por preguiça de acreditar na própria verdade.
E daqui para frente? Só interessa o tempo que fica e marca nossa pele evidenciando o doce passar dos anos. Tempo, amigo analógico.
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Zelig
Nos momentos que parecia piada me peguei pensando que Britney Spears entenderia. Um dia ela é vista com a doida que raspa o cabelo e quebra vidros de carro com um guarda-chuva e duas semanas antes era a "princesinha do pop". Normal, só que alguém muito mais exposta as expectativas dos outros.
Todo mundo tem seu dia de não. Um dia de pouco se importar com a humanidade embora viva envolvida em projetos sociais. Um dia que encontra genialidade no acaso e outro que repugna tudo que não consegue controlar.
Todo mundo é milhares sendo apenas um. Quantas pessoas conhecem tudo que você realmente é? Quem conhece a sua intolerância e a sua meiguice? Quem conhece os seus sonhos e os pesadelos? Quem sabe o seu filme preferido e a banda que você não suporta? Quem conhece o seu tom de voz quando está tentando esconder algo? Quem tem as chaves completas do outro? E quem tem o controle absoluto sobre si? Quem recusa as mudanças, dispensa o novo, não desconhece a evolução?
É evidente que os defeitos são exagerados, evidenciados, as consequências escancaradas. Não consigo conviver com "camaleões" que mudam a favor do externo, que se adequam, se encaixam, diminuem ou aumentam conforme a necessidade. Porque como a Anais Nin "ajusto-me a mim, não ao mundo" e sigo no ritmo do Raul quando "prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
Nos momentos que parecia piada me peguei pensando que Britney Spears entenderia. Um dia ela é vista com a doida que raspa o cabelo e quebra vidros de carro com um guarda-chuva e duas semanas antes era a "princesinha do pop". Normal, só que alguém muito mais exposta as expectativas dos outros.
Todo mundo tem seu dia de não. Um dia de pouco se importar com a humanidade embora viva envolvida em projetos sociais. Um dia que encontra genialidade no acaso e outro que repugna tudo que não consegue controlar.
Todo mundo é milhares sendo apenas um. Quantas pessoas conhecem tudo que você realmente é? Quem conhece a sua intolerância e a sua meiguice? Quem conhece os seus sonhos e os pesadelos? Quem sabe o seu filme preferido e a banda que você não suporta? Quem conhece o seu tom de voz quando está tentando esconder algo? Quem tem as chaves completas do outro? E quem tem o controle absoluto sobre si? Quem recusa as mudanças, dispensa o novo, não desconhece a evolução?
É evidente que os defeitos são exagerados, evidenciados, as consequências escancaradas. Não consigo conviver com "camaleões" que mudam a favor do externo, que se adequam, se encaixam, diminuem ou aumentam conforme a necessidade. Porque como a Anais Nin "ajusto-me a mim, não ao mundo" e sigo no ritmo do Raul quando "prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".
domingo, janeiro 03, 2010
i wanna let go of the pain i've held so long
O ano novo revela o que tentamos esconder enquanto estamos presos ao chão e às obrigações do passado. O alto da montanha desmascara meus medos escondidos, percebo que estou repetindo um erro e não tenho feito nada para mudar. Não sei como continuar subindo sem cair, não conheço o caminho embora já tenha andado por ele, o eterno retorno que o Nietzsche contou, agora, me parece falho. Os sentimentos se repetindo e não se reconhecendo frente aos novos fatos.
Lembro da mensagem no meu celular que mais tarde virou piada. "Um enigma que vou passar a vida tentando decifrar". Me pego sentindo a mesma coisa. Me sinto invadida pela mensagem, pela pessoa que me mandou, pela revelação silenciosa feita sem pretensão. Realmente devo ser um enigma que EU vou passar a vida tentando decifrar. O enigma é interno e por isso que dificulto a entrada dos outros. Na porta da minha vida, uma seleção natural impede o contato simples. Sou vestida de sarcasmo, envolta em piadas, largamente revestida de uma proteção diferente. Só apareço aos poucos, são pequenos e insignificantes segredos que me fazem uma garota no corpo de mulher.
Escondo as músicas da Britney Spears que tenho no PC ou não deixo ninguém ver no msn quando ouço Linkin Park. Deixo acreditarem que sou só a garota que gosta dessas coisas que "eles conhecem como bom gosto". É tudo mais cheio de mistério do que parece. E, exatamente por isso, é simples. Entra, a porta está aberta (para você).
O ano novo revela o que tentamos esconder enquanto estamos presos ao chão e às obrigações do passado. O alto da montanha desmascara meus medos escondidos, percebo que estou repetindo um erro e não tenho feito nada para mudar. Não sei como continuar subindo sem cair, não conheço o caminho embora já tenha andado por ele, o eterno retorno que o Nietzsche contou, agora, me parece falho. Os sentimentos se repetindo e não se reconhecendo frente aos novos fatos.
Lembro da mensagem no meu celular que mais tarde virou piada. "Um enigma que vou passar a vida tentando decifrar". Me pego sentindo a mesma coisa. Me sinto invadida pela mensagem, pela pessoa que me mandou, pela revelação silenciosa feita sem pretensão. Realmente devo ser um enigma que EU vou passar a vida tentando decifrar. O enigma é interno e por isso que dificulto a entrada dos outros. Na porta da minha vida, uma seleção natural impede o contato simples. Sou vestida de sarcasmo, envolta em piadas, largamente revestida de uma proteção diferente. Só apareço aos poucos, são pequenos e insignificantes segredos que me fazem uma garota no corpo de mulher.
Escondo as músicas da Britney Spears que tenho no PC ou não deixo ninguém ver no msn quando ouço Linkin Park. Deixo acreditarem que sou só a garota que gosta dessas coisas que "eles conhecem como bom gosto". É tudo mais cheio de mistério do que parece. E, exatamente por isso, é simples. Entra, a porta está aberta (para você).
terça-feira, dezembro 22, 2009
what do you want from me now you got me?
Se me pedissem para definir 2009 em uma palavra, a escolhida seria: encontro. Não que tenha encontrado um amor qualquer, porque isso seria óbvio e, foi longe dessa obviedade que me encontrei. Comecei um ano pensando que ele seria solitário, que não poderia pedir socorro e um café no vanilla para desmoronar minhas dúvidas e confessar meus medos. Uma distância real me separou o ano inteiro do meu porto seguro.
Mas, a vida foi se desenrolando e o vinho sempre transformou a falta em companhia. Dei outro significado para a distância. Notei outras pessoas especiais que já estavam ao meu lado, conheci lugares, frequentei um novo inferninho particular em uma rua escondida da Augusta.
Senti muito mais saudades quando algo muito bom acontecia do que nos momentos em que sentia a velha e conhecida necessidade de colocar uma música alta e escrever. Voltei a escrever com a sinceridade dos outros tempos. Me desfiz de uma paixão destrutiva sem substituir. Busquei forças no daqui para frente e, não mais, no doce passado. Notei que as marcas que guardo não podem me impedir de conquistar outras. Que não é vivendo no receio do que vivi que vou conseguir viver como sei. E eu só sei assim: intensa, tempestiva (vez ou outra), guiada por pequenas paixões (livros ou discos também estão nessa categoria). Urgente e calma. Aprendi, esse ano que, sei como esperar o tempo das coisas e consegui encontrar formas de fazer os ponteiros do relógio trabalharem a meu favor.
Destino ou acaso, nunca vou saber, mas foi através do inesperado que conheci pessoas incríveis. Que vi velhas ideias tomarem forma. Foi através de palavras soltas que começou a ser escrita uma história sem controle, escrita nos fatos e nos pensamentos não consumados, no que é dito e na troca sincera. Fui revirada com um olhar. Me senti uma garota como antigamente e vi toda a minha birra ser descoberta.
Tive noites malucas, pensamentos que não confesso, sai de mim uma ou duas vezes, visitei outros tempos e outros lugares. Vi o show que esperei por vários anos, ele ali, um olho menor e outro maior, lindo como só as pessoas cheias de alma podem ser. E ele é isso, ele é o cara que canta tudo que eu não sei falar, que me faz chorar no metrô e que me faria parar a terra só para aumentar aquelas 2h15min. Que eu amo e que está a frente da melhor banda de todos os tempos. Eu, finalmente, vi o Radiohead.
Entre mortos e feridos. Uma grande decepção. O fim de uma amizade que me fez morrer um pouco. Que me fez sentir dó da humanidade e sentir que os seres humanos foram feitos para serem mesquinhos. Sorte que ainda existem aqueles que se salvam, que se respeitam, que se mantém integros e pagam o alto preço por fazer aquilo que querem. Por favor, apontem na minha direção os caixas, sempre vou pagar o preço que for para continuar sendo eu.
Encontro de amigos do passado que me fazem sentir bem. Encontro da saudades da melhor amiga morando em outro país. Encontro da solidão que tinha substituído por uma paixão cega. Encontro de novos (velhos) amigos que fazem todos os momentos serem especiais, mesmo que no carro ouvindo música antiga e fazendo piadas balzaquianas. Encontro do que eu quero fazer dentro da rádio e da chefe que acredita e dá força para tudo acontecer. Encontro de alguém que paguei para ver, embora o pré-julgamento sempre tenha me dado um grande receio, a minha maior e melhor surpresa desse ano. Encontro da decepção que me faz mais forte quando não me faz covarde. Encontro da irmã menor entrando na adolescência e eu sendo pega como exemplo, quando não posso ser exemplo algum. Encontro de noites malucas e dias esquecidos. Encontro de filmes que me fazem esperar o cinema esvaziar enquanto me desmancho em lágrimas. Encontro de shows na chuva enquanto a identificação molha meus cabelos. Encontro de um ano passado que abre espaço para um outro. Mais verdade, mais intenso, mais imprevísivel. Um ano que começa com grandes chances, como me despedi da chefe na rádio hoje, "ano que vem voltamos com tudo".
Feliz ano novo para todos que estiveram no meu, para os que passaram pelos meus, para os que nem conheço. Que a gente encontre durante o próximo ano inteiro o equilíbrio entre a felicidade e da tristeza. A tristeza que nos faz contestadores, que nos faz inconformados, que nos faz: eternos adolescentes.
ps. o texto não tem nomes. mas, eu sei quem vai se encontrar por aí. ;)
ps²: o título é Radiohead (claro). um link pra vocês.
Se me pedissem para definir 2009 em uma palavra, a escolhida seria: encontro. Não que tenha encontrado um amor qualquer, porque isso seria óbvio e, foi longe dessa obviedade que me encontrei. Comecei um ano pensando que ele seria solitário, que não poderia pedir socorro e um café no vanilla para desmoronar minhas dúvidas e confessar meus medos. Uma distância real me separou o ano inteiro do meu porto seguro.
Mas, a vida foi se desenrolando e o vinho sempre transformou a falta em companhia. Dei outro significado para a distância. Notei outras pessoas especiais que já estavam ao meu lado, conheci lugares, frequentei um novo inferninho particular em uma rua escondida da Augusta.
Senti muito mais saudades quando algo muito bom acontecia do que nos momentos em que sentia a velha e conhecida necessidade de colocar uma música alta e escrever. Voltei a escrever com a sinceridade dos outros tempos. Me desfiz de uma paixão destrutiva sem substituir. Busquei forças no daqui para frente e, não mais, no doce passado. Notei que as marcas que guardo não podem me impedir de conquistar outras. Que não é vivendo no receio do que vivi que vou conseguir viver como sei. E eu só sei assim: intensa, tempestiva (vez ou outra), guiada por pequenas paixões (livros ou discos também estão nessa categoria). Urgente e calma. Aprendi, esse ano que, sei como esperar o tempo das coisas e consegui encontrar formas de fazer os ponteiros do relógio trabalharem a meu favor.
Destino ou acaso, nunca vou saber, mas foi através do inesperado que conheci pessoas incríveis. Que vi velhas ideias tomarem forma. Foi através de palavras soltas que começou a ser escrita uma história sem controle, escrita nos fatos e nos pensamentos não consumados, no que é dito e na troca sincera. Fui revirada com um olhar. Me senti uma garota como antigamente e vi toda a minha birra ser descoberta.
Tive noites malucas, pensamentos que não confesso, sai de mim uma ou duas vezes, visitei outros tempos e outros lugares. Vi o show que esperei por vários anos, ele ali, um olho menor e outro maior, lindo como só as pessoas cheias de alma podem ser. E ele é isso, ele é o cara que canta tudo que eu não sei falar, que me faz chorar no metrô e que me faria parar a terra só para aumentar aquelas 2h15min. Que eu amo e que está a frente da melhor banda de todos os tempos. Eu, finalmente, vi o Radiohead.
Entre mortos e feridos. Uma grande decepção. O fim de uma amizade que me fez morrer um pouco. Que me fez sentir dó da humanidade e sentir que os seres humanos foram feitos para serem mesquinhos. Sorte que ainda existem aqueles que se salvam, que se respeitam, que se mantém integros e pagam o alto preço por fazer aquilo que querem. Por favor, apontem na minha direção os caixas, sempre vou pagar o preço que for para continuar sendo eu.
Encontro de amigos do passado que me fazem sentir bem. Encontro da saudades da melhor amiga morando em outro país. Encontro da solidão que tinha substituído por uma paixão cega. Encontro de novos (velhos) amigos que fazem todos os momentos serem especiais, mesmo que no carro ouvindo música antiga e fazendo piadas balzaquianas. Encontro do que eu quero fazer dentro da rádio e da chefe que acredita e dá força para tudo acontecer. Encontro de alguém que paguei para ver, embora o pré-julgamento sempre tenha me dado um grande receio, a minha maior e melhor surpresa desse ano. Encontro da decepção que me faz mais forte quando não me faz covarde. Encontro da irmã menor entrando na adolescência e eu sendo pega como exemplo, quando não posso ser exemplo algum. Encontro de noites malucas e dias esquecidos. Encontro de filmes que me fazem esperar o cinema esvaziar enquanto me desmancho em lágrimas. Encontro de shows na chuva enquanto a identificação molha meus cabelos. Encontro de um ano passado que abre espaço para um outro. Mais verdade, mais intenso, mais imprevísivel. Um ano que começa com grandes chances, como me despedi da chefe na rádio hoje, "ano que vem voltamos com tudo".
Feliz ano novo para todos que estiveram no meu, para os que passaram pelos meus, para os que nem conheço. Que a gente encontre durante o próximo ano inteiro o equilíbrio entre a felicidade e da tristeza. A tristeza que nos faz contestadores, que nos faz inconformados, que nos faz: eternos adolescentes.
ps. o texto não tem nomes. mas, eu sei quem vai se encontrar por aí. ;)
ps²: o título é Radiohead (claro). um link pra vocês.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
all those shadows there are filled up with doubt
Eu queria sentir que posso sentir tudo outra vez. Quero o meu estomago revirar com um e-mail, mensagem de celular ou porque a janelinha do msn piscou. Quero pensar em coisas que podem roubar um sorriso. Quero um abraço sincero no fim do dia para garantir que o dia seguinte vai ser melhor. Quero fugir de frases prontas e de como todos se acomodam com a segurança. Quero sentir medo de me entregar e, notar que não é uma escolha. Quero uma pessoa que faça a minha história acontecer sem palavras. Quero o silêncio preenchendo a respiração acelerada. Quero contar e ouvir histórias sem que ninguém se canse. Quero conhecer cada um dos caminhos que alguém escolheu para chamar de felicidade e, mostrar os meus. Quero alguém que não pense durante cada segundo que eu vou fugir ou me desinteressar. Quero acreditar e que acreditem em mim. Quero companhia e quero solidão. Quero respeito entre cada uma das diferenças e solidariedade nas igualdades. Quero entender cada uma das particularidades que escondemos a princípio. Quero um beijo roubado em um noite linda. Quero a calma de mãos dadas. Quero simplesmente sentir que tudo é outra vez possível.
Talvez seja irreal demais acreditar que...
não acredito.
Eu queria sentir que posso sentir tudo outra vez. Quero o meu estomago revirar com um e-mail, mensagem de celular ou porque a janelinha do msn piscou. Quero pensar em coisas que podem roubar um sorriso. Quero um abraço sincero no fim do dia para garantir que o dia seguinte vai ser melhor. Quero fugir de frases prontas e de como todos se acomodam com a segurança. Quero sentir medo de me entregar e, notar que não é uma escolha. Quero uma pessoa que faça a minha história acontecer sem palavras. Quero o silêncio preenchendo a respiração acelerada. Quero contar e ouvir histórias sem que ninguém se canse. Quero conhecer cada um dos caminhos que alguém escolheu para chamar de felicidade e, mostrar os meus. Quero alguém que não pense durante cada segundo que eu vou fugir ou me desinteressar. Quero acreditar e que acreditem em mim. Quero companhia e quero solidão. Quero respeito entre cada uma das diferenças e solidariedade nas igualdades. Quero entender cada uma das particularidades que escondemos a princípio. Quero um beijo roubado em um noite linda. Quero a calma de mãos dadas. Quero simplesmente sentir que tudo é outra vez possível.
Talvez seja irreal demais acreditar que...
não acredito.
sábado, dezembro 19, 2009
Jockey Full of Bourbon
Tive medo de você desde a primeira vez que te vi. Você tem um olhar profundo, parece conseguir tirar toda a minha proteção e ver além das aparências. Senti que, naquele momento, depois de anos, alguém seria capaz de ver um pouco além do que permito. Quase uma intromissão com a minha licença, já que é mérito seu o desconserto que provoca com o seu jeito de olhar.
Uma luz baixa no bar anuncia a nossa hora de partir, no fim daquele começo de noite, é hora de deixar as horas fazerem do tempo uma história sem fim. Enquanto isso, algum velho canta com a voz embriagada uma música que cria o clima perfeito para a última dose de whisky.
Você me fala sobre a sua vida enquanto se mantém um completo mistério. Desfaz as aparências enquanto me confunde e deixa claro que você conhece o jogo que eu adoro jogar, faz com que a minha curiosidade faça tudo parecer interessante. Me toca no joelho enquanto se mantém distante e no instante seguinte...
Tive medo de você desde a primeira vez que te vi. Você tem um olhar profundo, parece conseguir tirar toda a minha proteção e ver além das aparências. Senti que, naquele momento, depois de anos, alguém seria capaz de ver um pouco além do que permito. Quase uma intromissão com a minha licença, já que é mérito seu o desconserto que provoca com o seu jeito de olhar.
Uma luz baixa no bar anuncia a nossa hora de partir, no fim daquele começo de noite, é hora de deixar as horas fazerem do tempo uma história sem fim. Enquanto isso, algum velho canta com a voz embriagada uma música que cria o clima perfeito para a última dose de whisky.
Você me fala sobre a sua vida enquanto se mantém um completo mistério. Desfaz as aparências enquanto me confunde e deixa claro que você conhece o jogo que eu adoro jogar, faz com que a minha curiosidade faça tudo parecer interessante. Me toca no joelho enquanto se mantém distante e no instante seguinte...
quarta-feira, dezembro 16, 2009
whiplash girlchild in the dark
Tenho sentido menos vontade de ficar sozinha, talvez porque finalmente escolho quem quero ver, por necessidade ou afeto, vejo os certos e em grandes proporções para não faltar verdade.
E, então, em um dia qualquer, chego em casa mais cedo e fico pensando no que sou, no que quero, no que faço para conseguir. Refaço os meus planos, organizo meus pensamentos, revejo datas e calculo os começos. Lembro do acaso que uniu pessoas e de como é tudo mentira, não existe coincidência maior do que o destino. Se é que existe um, se é que não somos senhores do nosso agora, esse instante que mudará para sempre o depois. Mudando, mudando, mudando. Quem não muda, não interessa.
Quero alguém que grite até perder a voz porque está transbordando de algo que não consegue soltar em palavras mansas. Quero um desespero contido. Quero um riso difícil. Quero o depois, o agora e o durante. Quero tentar entender sabendo que o máximo que farei é chegar perto. Quero tardes divertidas e leves com o nada preenchendo cada um dos cantos da vida. Quero sentir a ausência das expectativas. Quero sentir até o mundo mudar de cor e, se de repente, quiser ficar sozinha, saber que isso também é uma opção.
Tenho sentido menos vontade de ficar sozinha, talvez porque finalmente escolho quem quero ver, por necessidade ou afeto, vejo os certos e em grandes proporções para não faltar verdade.
E, então, em um dia qualquer, chego em casa mais cedo e fico pensando no que sou, no que quero, no que faço para conseguir. Refaço os meus planos, organizo meus pensamentos, revejo datas e calculo os começos. Lembro do acaso que uniu pessoas e de como é tudo mentira, não existe coincidência maior do que o destino. Se é que existe um, se é que não somos senhores do nosso agora, esse instante que mudará para sempre o depois. Mudando, mudando, mudando. Quem não muda, não interessa.
Quero alguém que grite até perder a voz porque está transbordando de algo que não consegue soltar em palavras mansas. Quero um desespero contido. Quero um riso difícil. Quero o depois, o agora e o durante. Quero tentar entender sabendo que o máximo que farei é chegar perto. Quero tardes divertidas e leves com o nada preenchendo cada um dos cantos da vida. Quero sentir a ausência das expectativas. Quero sentir até o mundo mudar de cor e, se de repente, quiser ficar sozinha, saber que isso também é uma opção.
Um complexo alguém, tem?
segunda-feira, dezembro 14, 2009
Sou sempre aquela que demora vidas para confiar, que tem os mesmos velhos amigos há muitos anos e sorri das piadas do passado. A mesma que encontra no sorriso deles a relação familiar que muitas vezes falta no que costumamos chamar de lar. É naquelas relações construidas através da confiança calma e leve que me sinto em casa. É através deles que consigo a força necessária para continuar e vencer os obstáculos do agora.
Um fim de tarde e começo de noite regado ao acaso, com partidas de sinuca e o mundo inteiro explodindo do lado de fora enquanto discutimos o agora e vemos o lado de fora pelos olhos do presente.
Gonna try with a little help from my friends.
Um fim de tarde e começo de noite regado ao acaso, com partidas de sinuca e o mundo inteiro explodindo do lado de fora enquanto discutimos o agora e vemos o lado de fora pelos olhos do presente.
Gonna try with a little help from my friends.
quarta-feira, dezembro 09, 2009
there is nothing within me now to gain
Algumas frases soltas me pegam pela mão e me conduzem direto para um lugar onde nunca estive. Abrem um novo universo que tenho entrado sozinha. Absorvido todo o meu passado, nada mais pesa. Lido bem com as diferenças que me fizeram chegar até aqui. Entendo o que me faz ter esse receio de me entregar, noto porque não me envolvo com ninguém que só me veja na superfície, percebo porque me esquivo dos fracos de espirito e pensamento. Todos os lugares onde já estive me deixaram marcas profundas que não vão cicatrizar, não vão ser esquecidas, mas vão ficar aqui, quietas. Não preciso revirar as mágoas para encontrar a paz, saber deixar o tempo fazer de tudo um lugar apenas seguro para descansar as lembranças é também reflexo dos anos que passam rápido diante dos meus olhos.
Vivo mudando a forma de viver. Um dia quero o mundo inteiro, a bebida mais forte, os olhares, as músicas diante das luzes vermelhas de um inferninho qualquer no meio de um lugar que cheire ao pecado de todos. No dia seguinte me sinto bem, sozinha, com a música alta direto nos meus ouvidos, eu senhora de mim e dona do set list que dá ritmo aos pensamentos e guia meus dedos pelo teclado, a janela aberta e o vento calmo de um fim de tarde.
Cansada dos pequenos clichês que são usados para nunca errar. As garantias guiadas pelos medos. O óbvio. Até a forma como me decepcionam é óbvia. Me pedem para ser um pouco mais compreensiva, eu que realmente entendo, só não concordo, não acredito que tenha sido mais uma vez como todas as outras. Porque a gente vive se iludindo, procurando diferenças e respirando aliviada sempre que encontramos conforto em um olhar de cumplicidade. Não afirmo que não existiu, só não está mais aqui. Também devo desculpas, sei que me envolvo demais no trabalho e acabo respirando pendências. Sei que não me importei quando tudo aconteceu, que estava preocupada com milhares de outras coisas e esquecida do quanto aquela conversa mudaria o rumo do presente. Apenas aceitei cada uma das clausulas de um contrato que não li. Mas, não adianta querer voltar atrás agora.
Respiro aliviada por seguir em frente. Não minto que vou mudar. Eu sei que vou continuar envolvida até a cabeça com o trabalho, destinando as minhas forças para algo que quero ver acontecer e vivendo com propósitos desconhecidos. Continuo uma incógnita, até para mim.
Algumas frases soltas me pegam pela mão e me conduzem direto para um lugar onde nunca estive. Abrem um novo universo que tenho entrado sozinha. Absorvido todo o meu passado, nada mais pesa. Lido bem com as diferenças que me fizeram chegar até aqui. Entendo o que me faz ter esse receio de me entregar, noto porque não me envolvo com ninguém que só me veja na superfície, percebo porque me esquivo dos fracos de espirito e pensamento. Todos os lugares onde já estive me deixaram marcas profundas que não vão cicatrizar, não vão ser esquecidas, mas vão ficar aqui, quietas. Não preciso revirar as mágoas para encontrar a paz, saber deixar o tempo fazer de tudo um lugar apenas seguro para descansar as lembranças é também reflexo dos anos que passam rápido diante dos meus olhos.
Vivo mudando a forma de viver. Um dia quero o mundo inteiro, a bebida mais forte, os olhares, as músicas diante das luzes vermelhas de um inferninho qualquer no meio de um lugar que cheire ao pecado de todos. No dia seguinte me sinto bem, sozinha, com a música alta direto nos meus ouvidos, eu senhora de mim e dona do set list que dá ritmo aos pensamentos e guia meus dedos pelo teclado, a janela aberta e o vento calmo de um fim de tarde.
Cansada dos pequenos clichês que são usados para nunca errar. As garantias guiadas pelos medos. O óbvio. Até a forma como me decepcionam é óbvia. Me pedem para ser um pouco mais compreensiva, eu que realmente entendo, só não concordo, não acredito que tenha sido mais uma vez como todas as outras. Porque a gente vive se iludindo, procurando diferenças e respirando aliviada sempre que encontramos conforto em um olhar de cumplicidade. Não afirmo que não existiu, só não está mais aqui. Também devo desculpas, sei que me envolvo demais no trabalho e acabo respirando pendências. Sei que não me importei quando tudo aconteceu, que estava preocupada com milhares de outras coisas e esquecida do quanto aquela conversa mudaria o rumo do presente. Apenas aceitei cada uma das clausulas de um contrato que não li. Mas, não adianta querer voltar atrás agora.
Respiro aliviada por seguir em frente. Não minto que vou mudar. Eu sei que vou continuar envolvida até a cabeça com o trabalho, destinando as minhas forças para algo que quero ver acontecer e vivendo com propósitos desconhecidos. Continuo uma incógnita, até para mim.
domingo, dezembro 06, 2009
hand in hand with myself
Eu gosto das verdades que invento. Dos sonhos que transitam pelos meus pensamentos e não consigo segurar. As letras surgem para esclarecer o que sinto, para estudar o que não digo, para comunicar o que silencio. Saem livres e me fazem um personagem, me sinto milhares enquanto sou só uma.
Desfaço os planos, construo rotas, delimito o tempo. Transformo a vida em palavras que não confesso, não entrego, meus escritos vindos de fluxos de consciência entorpecidos de um momento qualquer, da necessidade urgente de colocar em palavras os pensamentos que surgem como frases. Meu bloco de anotações e a caneta azul para segurar o que precisa se tornar algo fora de mim. Cada novo bloco é um novo começo, substituídos e esquecidos os outros se transformam em lembranças, as frases e aquele momento que ficou guardado ali.
Sinto falta de quando passava noites escrevendo nos guardanapos dos bares dessa cidade, quando meu escape tinha companhia e as frases se completavam, misturavam, éramos particulares por sermos só mas, confiávamos os nossos segredos rabiscados um ao outro. Nos largávamos em papeis quando as palavras faltavam ou para interromper uma crise de riso provocado por algo sem explicação.
Fazia um bom tempo que não sentia vontade de ouvir música em uma tentativa de ignorar o mundo enquanto todos falam. Tinha me tornado alguém mais tolerante, tinha acertado o ponto das diferenças, reconhecido que vou ser uma velha com meus poucos anos, que só vou ouvir quando sentir que existe algo para ser trocado, que só vou falar quando sentir necessidade de. Tinha aceitado respirar na superfície, daí bateu, alguém para quem dediquei partes de mim que quase não entrego, achou a maneira exata de me decepcionar. A superfície pode parecer mais confortável porque exige menos, mas é no fundo que estão todas as coisas que me dizem mais de mim.
Um encontro comigo depois de um monte de coisas que é melhor não explicar.
ps. título é velvet underground.
Eu gosto das verdades que invento. Dos sonhos que transitam pelos meus pensamentos e não consigo segurar. As letras surgem para esclarecer o que sinto, para estudar o que não digo, para comunicar o que silencio. Saem livres e me fazem um personagem, me sinto milhares enquanto sou só uma.
Desfaço os planos, construo rotas, delimito o tempo. Transformo a vida em palavras que não confesso, não entrego, meus escritos vindos de fluxos de consciência entorpecidos de um momento qualquer, da necessidade urgente de colocar em palavras os pensamentos que surgem como frases. Meu bloco de anotações e a caneta azul para segurar o que precisa se tornar algo fora de mim. Cada novo bloco é um novo começo, substituídos e esquecidos os outros se transformam em lembranças, as frases e aquele momento que ficou guardado ali.
Sinto falta de quando passava noites escrevendo nos guardanapos dos bares dessa cidade, quando meu escape tinha companhia e as frases se completavam, misturavam, éramos particulares por sermos só mas, confiávamos os nossos segredos rabiscados um ao outro. Nos largávamos em papeis quando as palavras faltavam ou para interromper uma crise de riso provocado por algo sem explicação.
Fazia um bom tempo que não sentia vontade de ouvir música em uma tentativa de ignorar o mundo enquanto todos falam. Tinha me tornado alguém mais tolerante, tinha acertado o ponto das diferenças, reconhecido que vou ser uma velha com meus poucos anos, que só vou ouvir quando sentir que existe algo para ser trocado, que só vou falar quando sentir necessidade de. Tinha aceitado respirar na superfície, daí bateu, alguém para quem dediquei partes de mim que quase não entrego, achou a maneira exata de me decepcionar. A superfície pode parecer mais confortável porque exige menos, mas é no fundo que estão todas as coisas que me dizem mais de mim.
Um encontro comigo depois de um monte de coisas que é melhor não explicar.
ps. título é velvet underground.
segunda-feira, novembro 30, 2009
were you looking for somewhere to be
Conheço alguém pela forma que olha no olho e pela força do abraço. São dois pequenos detalhes que jamais passam desapercebidos. Gosto de pessoas que são feitas de pequenos detalhes, que não se escondem atrás de milhares de aparências só para ser algo que não exija nada. Eu gosto de tudo que me exige verdade, que me faz procurar na bagunça da minha vida uma razão especial para existir, eu gosto dos extremos. Troco noites de sono por um trabalho que me faça sentir viva. Acabo com as obrigações no menor tempo possível para me entregar ao além.
Gosto de tudo que se justifica pelo inexplicável. Quando não existe um porquê definido e quando as definições são pequenas demais, quando é impossível explicar os sentimentos, os sentidos, as vontades.
Em alguns minutos você pensa em desistir, em falar que o mundo ganhou, que não vai dar mais e que as suas cartas foram jogadas naquele monte em cima da mesa. Tem uma hora que o peso do mundo parece ser mais forte do que a vontade. Eu tive tantos desses momentos nesse ano. Tanta vontade de mandar tudo para um lugar bem longe de mim. A faculdade me tira anos em alguns minutos. Algumas dessas pessoas que tem um dom sobrenatural de pesar, de parecer um ponto cinza que deixa da mesma forma tudo aquilo que encosta. Sinto falta do colorido dos meus velhos amigos. Sorrio lembrando do dia que cortei cana com um facão, completamente bêbada e eles falavam "você vai arrancar a perna". As tardes com vinho nas externas enquanto acendíamos cigarros uns nos outros e tossíamos com a fumaça. Daquele dia com violão e todos juntos reclamando de alguma coisa que nem lembro mais.
Foi preciso crescer para notar que são só esses pequenos momentos que vão se tornar lembranças. Algumas, muito boas.
Quero todas as pessoas do bem por perto. A verdade. Triste ou alegre, o que importa é a forma como se olha no olho.
Conheço alguém pela forma que olha no olho e pela força do abraço. São dois pequenos detalhes que jamais passam desapercebidos. Gosto de pessoas que são feitas de pequenos detalhes, que não se escondem atrás de milhares de aparências só para ser algo que não exija nada. Eu gosto de tudo que me exige verdade, que me faz procurar na bagunça da minha vida uma razão especial para existir, eu gosto dos extremos. Troco noites de sono por um trabalho que me faça sentir viva. Acabo com as obrigações no menor tempo possível para me entregar ao além.
Gosto de tudo que se justifica pelo inexplicável. Quando não existe um porquê definido e quando as definições são pequenas demais, quando é impossível explicar os sentimentos, os sentidos, as vontades.
Em alguns minutos você pensa em desistir, em falar que o mundo ganhou, que não vai dar mais e que as suas cartas foram jogadas naquele monte em cima da mesa. Tem uma hora que o peso do mundo parece ser mais forte do que a vontade. Eu tive tantos desses momentos nesse ano. Tanta vontade de mandar tudo para um lugar bem longe de mim. A faculdade me tira anos em alguns minutos. Algumas dessas pessoas que tem um dom sobrenatural de pesar, de parecer um ponto cinza que deixa da mesma forma tudo aquilo que encosta. Sinto falta do colorido dos meus velhos amigos. Sorrio lembrando do dia que cortei cana com um facão, completamente bêbada e eles falavam "você vai arrancar a perna". As tardes com vinho nas externas enquanto acendíamos cigarros uns nos outros e tossíamos com a fumaça. Daquele dia com violão e todos juntos reclamando de alguma coisa que nem lembro mais.
Foi preciso crescer para notar que são só esses pequenos momentos que vão se tornar lembranças. Algumas, muito boas.
Quero todas as pessoas do bem por perto. A verdade. Triste ou alegre, o que importa é a forma como se olha no olho.
quinta-feira, novembro 26, 2009
Nina, sing one for me
A força parece escorrer pelos meus dedos. Queria sentar e chorar algo que nem existe. Como se eu tivesse criado a angústia, ela não me larga.
Não são os outros. É meu, está aqui, me entregando pequenas alegrias contidas. Doses regulares de euforia. Copos largados na mesa enquanto preciso ficar sozinha. Aquela velha mania com a certeza de que só a música e os livros são capazes de me salvar, de mim.
Tranco todas as portas, aumento o volume, desfilo com a angústia enquanto ando descalça e só.
Não compartilho dos ideais pequenos burgueses de algumas pessoas que me cercam. Essa rebeldia enlatada me irrita. As críticas destrutivas criadas a partir da imcompreensão, não me interessam.
Trabalhar com música me fez menos preconceituosa e, até consegui uma dose de tolerância. A capacidade de olhar para dentro antes de reclamar.
As pessoas que admirava morreram. Viraram personagens de um capítulo finalizado. Engraçado ver que a pequena intolerante que só via genialidade no além, agora aceita a arte em pequenas proporções.
Existe aqui uma vontade de gritar bem alto. Pegar no braço das pessoas e perguntar se elas não notam o que está acontecendo ao redor. Substituída. Tenho vontade de gritar bem alto para me deixarem em paz. Me poupem das convenções sociais.
Não suporto a superfície, só no fundo encontro ar e são poucas as pessoas que chegam até lá. Onde quase não tem ar, não existem julgamentos. Não existem obrigações. Não preciso ser inteligente e/ou engraçada. No fundo, as pessoas respiram o ar rarefeito da mesma forma.
A música continua alta, ainda caminho descalça e a angústia é minha fiel companhia. Ainda assim, acho graça na minha amiga que quer uma garrafa de Tru Blood nem que seja cheia de água e corante vermelho. No fundo, ainda existem os iguais, é deles que preciso.
A força parece escorrer pelos meus dedos. Queria sentar e chorar algo que nem existe. Como se eu tivesse criado a angústia, ela não me larga.
Não são os outros. É meu, está aqui, me entregando pequenas alegrias contidas. Doses regulares de euforia. Copos largados na mesa enquanto preciso ficar sozinha. Aquela velha mania com a certeza de que só a música e os livros são capazes de me salvar, de mim.
Tranco todas as portas, aumento o volume, desfilo com a angústia enquanto ando descalça e só.
Não compartilho dos ideais pequenos burgueses de algumas pessoas que me cercam. Essa rebeldia enlatada me irrita. As críticas destrutivas criadas a partir da imcompreensão, não me interessam.
Trabalhar com música me fez menos preconceituosa e, até consegui uma dose de tolerância. A capacidade de olhar para dentro antes de reclamar.
As pessoas que admirava morreram. Viraram personagens de um capítulo finalizado. Engraçado ver que a pequena intolerante que só via genialidade no além, agora aceita a arte em pequenas proporções.
Existe aqui uma vontade de gritar bem alto. Pegar no braço das pessoas e perguntar se elas não notam o que está acontecendo ao redor. Substituída. Tenho vontade de gritar bem alto para me deixarem em paz. Me poupem das convenções sociais.
Não suporto a superfície, só no fundo encontro ar e são poucas as pessoas que chegam até lá. Onde quase não tem ar, não existem julgamentos. Não existem obrigações. Não preciso ser inteligente e/ou engraçada. No fundo, as pessoas respiram o ar rarefeito da mesma forma.
A música continua alta, ainda caminho descalça e a angústia é minha fiel companhia. Ainda assim, acho graça na minha amiga que quer uma garrafa de Tru Blood nem que seja cheia de água e corante vermelho. No fundo, ainda existem os iguais, é deles que preciso.
terça-feira, novembro 24, 2009
Filosofia de bar
Assustador. Em uma palavra é possível resumir o saldo dos últimos dias. Dos últimos meses. Dos últimos anos. Quando alguém me pergunta algo e passa na entonação que eu era a esperança, que eu deveria saber a resposta, que confiam em mim mais do que no monte de papeis que podem provar o contrário. Quando criam expectativas absurdas. Quando querem saber minha opinião sobre coisa alguma só porque acham que nos livros que eu li (e nos que nunca ouvi falar) estão as respostas. Mal sabem eles que, no fim das contas, a maior parte do que aprendi está guardado em uma mesa da Augusta ou na sinuca do bar da Bahia. No jogo lógico da bola branca derrubar a ímpar até sobrar uma e só no fim, a oito.
Enganados e tolos acreditam que eu conheço a teoria enquanto me encarrego da prática. Troco muito por uma noite simples na companhia dos meus amigos filosofos ocasionais depois da terceira dose. Me perguntam como se pronuncia aquela frase em grego (como se eu dominasse as línguas). Querem saber quais são os lançamentos dos CDs das bandas que não me interessam. Hoje me perguntaram sobre o disco novo da Britney Spears e da voz (do documentário).
Ninguém nunca percebe quando eu estou apenas tirando onda. Quando carrego na bolsa o sarcasmo e a piada mais sem graça é oportuna para acabar com uma discussão que já vai longe demais. Não é segredo a minha impaciência, não é contida a minha intolerância. Me coloco a inteira disposição de poucos. Uma seleção natural que nem Darwin poderia explicar. Afinal, falta lógica na minha vida e sobra respiração.
Tenho sentido falta de dias como aqueles que já se foram. Das pessoas que me acompanhavam em noites sinceras e me guiavam até dentro de algum lugar. Faz tanto tempo que não saio de mim, que não largo tudo na porta de casa e acordo em um lugar inimaginável. Como se tivesse aceitado todas as perguntas absurdas, as expectativas enormes e o papel que eles deram para mim tenho sido muito menos do que sempre fui.
Eu só estive pensando esses dias que o refrão de "Me adora" - que você me acha foda. Deveria ser: não é minha culpa a sua projeção.
Todo sentido do mundo em uma frase só. Ufa, por fim, é bom se sentir livre e quer saber? cuidado quando for falar de mim e não desonre o meu nome.

ps. uau, meu cabelo nessa época me fazia parecer o primo itt da família addams.
Assustador. Em uma palavra é possível resumir o saldo dos últimos dias. Dos últimos meses. Dos últimos anos. Quando alguém me pergunta algo e passa na entonação que eu era a esperança, que eu deveria saber a resposta, que confiam em mim mais do que no monte de papeis que podem provar o contrário. Quando criam expectativas absurdas. Quando querem saber minha opinião sobre coisa alguma só porque acham que nos livros que eu li (e nos que nunca ouvi falar) estão as respostas. Mal sabem eles que, no fim das contas, a maior parte do que aprendi está guardado em uma mesa da Augusta ou na sinuca do bar da Bahia. No jogo lógico da bola branca derrubar a ímpar até sobrar uma e só no fim, a oito.
Enganados e tolos acreditam que eu conheço a teoria enquanto me encarrego da prática. Troco muito por uma noite simples na companhia dos meus amigos filosofos ocasionais depois da terceira dose. Me perguntam como se pronuncia aquela frase em grego (como se eu dominasse as línguas). Querem saber quais são os lançamentos dos CDs das bandas que não me interessam. Hoje me perguntaram sobre o disco novo da Britney Spears e da voz (do documentário).
Ninguém nunca percebe quando eu estou apenas tirando onda. Quando carrego na bolsa o sarcasmo e a piada mais sem graça é oportuna para acabar com uma discussão que já vai longe demais. Não é segredo a minha impaciência, não é contida a minha intolerância. Me coloco a inteira disposição de poucos. Uma seleção natural que nem Darwin poderia explicar. Afinal, falta lógica na minha vida e sobra respiração.
Tenho sentido falta de dias como aqueles que já se foram. Das pessoas que me acompanhavam em noites sinceras e me guiavam até dentro de algum lugar. Faz tanto tempo que não saio de mim, que não largo tudo na porta de casa e acordo em um lugar inimaginável. Como se tivesse aceitado todas as perguntas absurdas, as expectativas enormes e o papel que eles deram para mim tenho sido muito menos do que sempre fui.
Eu só estive pensando esses dias que o refrão de "Me adora" - que você me acha foda. Deveria ser: não é minha culpa a sua projeção.
Todo sentido do mundo em uma frase só. Ufa, por fim, é bom se sentir livre e quer saber? cuidado quando for falar de mim e não desonre o meu nome.

ps. uau, meu cabelo nessa época me fazia parecer o primo itt da família addams.
domingo, novembro 22, 2009
give me a reason to love you
Quero ouvir as suas razões em silêncio, guardar as suas explicações dadas pelo seu olhar, quero apenas um motivo para ser sua. Para acabar com a espera e consumar esses pecados. A doçura do seu toque e a intensidade do seu desejo trocados em miúdos pela sua forma simples de querer.
Tenho o espaço do vazio. Estou livre do meu passado, já não sinto nada pelos que passaram por aqui, tudo foi aberto para um futuro desconhecido enquanto desenho o prazer no presente.
No dia de hoje algo me incomoda. Fazia meses que não conhecia um instante de paz. Sempre fazendo algo, conversando com milhares de pessoas, ouvindo histórias, assistindo coisas. Sempre envolta em milhares de referências absurdas de diversão, dessa vez, me recolhi a um lugar só meu. Passei um feriado inteiro em companhia de uma paz desconhecida.
Vestida de ficção me derreto em palavras. Meu personagem é outro, já não preciso ser a garota que tem cara de "não quero, não vou". Até o meu lado ariano impulsivo ganha um outro ritmo. Sou a verdade que mostro para poucos quando me troco pelas frases. Quase acredito que alguém consegue me tocar. Mas, nesse momento, só você poderia. "it's all I wanna be, it's all, a woman. for this is the beginning of forever and ever".

ps. título e última frase da música mais sexy do mundo. Glory Box do Portishead. :)
Quero ouvir as suas razões em silêncio, guardar as suas explicações dadas pelo seu olhar, quero apenas um motivo para ser sua. Para acabar com a espera e consumar esses pecados. A doçura do seu toque e a intensidade do seu desejo trocados em miúdos pela sua forma simples de querer.
Tenho o espaço do vazio. Estou livre do meu passado, já não sinto nada pelos que passaram por aqui, tudo foi aberto para um futuro desconhecido enquanto desenho o prazer no presente.
No dia de hoje algo me incomoda. Fazia meses que não conhecia um instante de paz. Sempre fazendo algo, conversando com milhares de pessoas, ouvindo histórias, assistindo coisas. Sempre envolta em milhares de referências absurdas de diversão, dessa vez, me recolhi a um lugar só meu. Passei um feriado inteiro em companhia de uma paz desconhecida.
Vestida de ficção me derreto em palavras. Meu personagem é outro, já não preciso ser a garota que tem cara de "não quero, não vou". Até o meu lado ariano impulsivo ganha um outro ritmo. Sou a verdade que mostro para poucos quando me troco pelas frases. Quase acredito que alguém consegue me tocar. Mas, nesse momento, só você poderia. "it's all I wanna be, it's all, a woman. for this is the beginning of forever and ever".

ps. título e última frase da música mais sexy do mundo. Glory Box do Portishead. :)
"all alone in space and time"
Quero isso de um jeito que não conheço. Quero revirar o certo e errado enquanto aplicamos as teorias dos livros e damos ritmo aos atos pela voz de bandas impressionantes. Quero reinventar essa história do início ao fim enquanto vemos um filme qualquer na tv, que ficará em segundo plano porque você estará brincando com a pintinha que tenho no ombro esquerdo. Quero abrir a porta da minha vida enquanto deixo você revirar o caos. Quero você em segredo para te fazer poesia em silêncio.
Seu corpo está em outro lugar. Seu sorriso se esconde na cara de poucos amigos. Seus sonhos estão guardados em um lugar que não consigo ver. Você reserva sua vida para poucos, deve ser nesse ponto que aconteceu o encontro, o seletivo processo natural de sermos um. Só quem conhece a própria solidão é capaz de dividi-la e sabe que não é assim tão simples.
Talvez seja assustador me imaginar ao seu lado. Sinto que você consegue acabar com a minha proteção enquanto olha nos meus olhos. Chegou assim sem avisar e mudou a ordem das coisas. Me esvaziou do passado enquanto escreve uma nova história. Every me and every you.
Você aqui será só uma questão de tempo?

ps. título e frase solta do Placebo.
Quero isso de um jeito que não conheço. Quero revirar o certo e errado enquanto aplicamos as teorias dos livros e damos ritmo aos atos pela voz de bandas impressionantes. Quero reinventar essa história do início ao fim enquanto vemos um filme qualquer na tv, que ficará em segundo plano porque você estará brincando com a pintinha que tenho no ombro esquerdo. Quero abrir a porta da minha vida enquanto deixo você revirar o caos. Quero você em segredo para te fazer poesia em silêncio.
Seu corpo está em outro lugar. Seu sorriso se esconde na cara de poucos amigos. Seus sonhos estão guardados em um lugar que não consigo ver. Você reserva sua vida para poucos, deve ser nesse ponto que aconteceu o encontro, o seletivo processo natural de sermos um. Só quem conhece a própria solidão é capaz de dividi-la e sabe que não é assim tão simples.
Talvez seja assustador me imaginar ao seu lado. Sinto que você consegue acabar com a minha proteção enquanto olha nos meus olhos. Chegou assim sem avisar e mudou a ordem das coisas. Me esvaziou do passado enquanto escreve uma nova história. Every me and every you.
Você aqui será só uma questão de tempo?

ps. título e frase solta do Placebo.
Assinar:
Postagens (Atom)