POR UMA GARRAFA DE TEQUILA
Só queria dizer para todas as pessoas com quem falo. Vocês são legais. Dentro dos meus limites de sanidade, considero todas pessoas adoráveis. Queria ser melhor com vocês. E ter paciência. E tratar todo mundo bem, sempre. E não achar ninguém babaca. Não que ache muitas pessoas babacas, só algumas, e eu tenho coragem pra falar ou não falar, como preferirem. Queria ter mais paciência e ser uma mulher adorável. Mas fazer o que se eu não tenho? E tem dias que me irrito com uma facilidade absurda. E saio falando sonoramente pela casa: "não enche meu saco". "Hoje, nãããão". "tááááá bom, já ouvi, não precisa repetir". " eu arrumo, depoooooooooois". "mas que diabos, não tá alto, nãão". É as pessoas me irritam.
Mas daí tem os meus amigos que não me irritam nunca. E todos os livros que tenho pra ler. As músicas, que vivo baixando e deixando pra depois. Os arquivos de milhares de coisas para ler. Mas solidão também me irrita. Daí eu abro o msn e começo a sociabilizar com pessoas que saibam falar mais do que frases monossilábicas.
A minha vida é feita de pessoas. Pessoas que passam. Pessoas que mal me conhecem e falam exatamente o que preciso ouvir. Pessoas que fantasiam histórias e me contam pra alimentar minha vida de ilusão. Pessoas que entram, fazem a maior bagunça e saem sem nem ao menos falar 'obrigada' pelo espaço ocupado. Pessoas que transformam tudo em apenas uma manhã, tarde ou noite. Pessoas que conseguem se manter 2 meses ininterruptos na minha cabeça sem mexer no interruptor, uma luz monstra acesa e eu prefiro o escuro. Pessoas que eu gosto tanto, admiro tanto, que preciso brigar com elas só pra ver se é de verdade. Pessoas que não saberia viver sem. Pessoas que nem sabem, mas tem um lugar reservado na minha vida. E tem as pessoas que vivem pra juntar os cacos. Pra quem posso ligar e falar TUDO que tá acontecendo. Pessoas que me entendem e sabem qual será meu próximo passo até quando me faltam as pernas pra continuar andando. São meus anjos. Estas são meus anjos, e eu só não queria ser injusta. Ingrata, as vezes. Principalmente quando começo a viver no meu umbigo. Quando tanta coisa acontece ao mesmo tempo e eu não sei qual será o meu próximo passo.
Queria depois de tudo isto. Dizer as pessoas da minha vida. Obrigada. Obrigada a quem aguenta todas as minhas neuras, medos, anseios, loucuras, crises, gritos, xingamentos gratuitos. Obrigada e se um dia eu puder agradecer a altura. Dou uma garrafa de tequila pra cada um, eu prometo!
segunda-feira, abril 30, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
ALTERNATIVA DE C*
Mais uma vez alguém disse que eu sou metida a "alternativazinha"[palavra fdp, quase não sai]. Vamos as explicações didáticas sobre a minha pessoa. TODAS elas.Daí você vai me conhecer e me achar babaca, vou rir e achar você babaca de volta. Vamos dar as mãos e sermos todos babacas felizes pelo mundo.
Primeiro, eu não sou barbie. Nunca fui. Não dei, nem deu para ser. Então, coisinhas fofinhas demais. Bonitinhas demais. Todas elas foram colocadas em mim pela minha mãe. Fiz ballet, até sair correndo do meu apartamento no NONO andar até o SEGUNDO com minha mãe atrás de mim, quase ajoelhando pra eu subir e me arrumar pro ballet. Pois é, ela me pegou. Mas eu NÃO fui. Sofri o esmagamento da classe média. Adendo, para falar que minha irmã acabou de entrar no quarto, com roupa de ballet [hahaha]. Voltando. Sai da escola particular. Meu mundo caiu e isto realmente foi sério. Hoje, eu acho bem idiota. Mas me fodi na época. Um montão.
Passou. Vou direto pra ete. É lá que a coisa começa a esquentar. Conheci o cara mais fofo e se eu gostasse dele, poderia ter sido tão mais simples minha vida. Fofo, ele era fofo. Mas quem tem timbre pra confusão, nunca vai se apegar a fofura. INFELIZMENTE, assim mesmo em letras garrafais.
Teve o cara que mais gostei na vida. Sofri. Chorei. Briguei. Xinguei. Tentei entender, em vão. Mais uma vez interrompendo o texto para me perguntar porque fazia tanto tempo que não ouvia muse, como muse faz bem pra minha alma, cantar "feeling good" bem alto. Me faz quase me sentir bem. Voltando. Mais uma vez. Desisti de voltar e me explicar. FODA-SE. Se você acha que eu me acho alternativazinha. Talvez, até me ache mesmo. Mas ninguém ainda pagou minhas contas por isto, então foda-se. Ainda não recebi uma proposta de emprego bacana, por isto. Foda-se mais uma vez. E quem disse que me importo com o que os outros acham? Foda-se pela terceira e última vez.
E sabe a coisa que mais me dá raiva? PORTAS RANGENDO. Odeio.
Mais uma vez alguém disse que eu sou metida a "alternativazinha"[palavra fdp, quase não sai]. Vamos as explicações didáticas sobre a minha pessoa. TODAS elas.Daí você vai me conhecer e me achar babaca, vou rir e achar você babaca de volta. Vamos dar as mãos e sermos todos babacas felizes pelo mundo.
Primeiro, eu não sou barbie. Nunca fui. Não dei, nem deu para ser. Então, coisinhas fofinhas demais. Bonitinhas demais. Todas elas foram colocadas em mim pela minha mãe. Fiz ballet, até sair correndo do meu apartamento no NONO andar até o SEGUNDO com minha mãe atrás de mim, quase ajoelhando pra eu subir e me arrumar pro ballet. Pois é, ela me pegou. Mas eu NÃO fui. Sofri o esmagamento da classe média. Adendo, para falar que minha irmã acabou de entrar no quarto, com roupa de ballet [hahaha]. Voltando. Sai da escola particular. Meu mundo caiu e isto realmente foi sério. Hoje, eu acho bem idiota. Mas me fodi na época. Um montão.
Passou. Vou direto pra ete. É lá que a coisa começa a esquentar. Conheci o cara mais fofo e se eu gostasse dele, poderia ter sido tão mais simples minha vida. Fofo, ele era fofo. Mas quem tem timbre pra confusão, nunca vai se apegar a fofura. INFELIZMENTE, assim mesmo em letras garrafais.
Teve o cara que mais gostei na vida. Sofri. Chorei. Briguei. Xinguei. Tentei entender, em vão. Mais uma vez interrompendo o texto para me perguntar porque fazia tanto tempo que não ouvia muse, como muse faz bem pra minha alma, cantar "feeling good" bem alto. Me faz quase me sentir bem. Voltando. Mais uma vez. Desisti de voltar e me explicar. FODA-SE. Se você acha que eu me acho alternativazinha. Talvez, até me ache mesmo. Mas ninguém ainda pagou minhas contas por isto, então foda-se. Ainda não recebi uma proposta de emprego bacana, por isto. Foda-se mais uma vez. E quem disse que me importo com o que os outros acham? Foda-se pela terceira e última vez.
E sabe a coisa que mais me dá raiva? PORTAS RANGENDO. Odeio.
sexta-feira, abril 20, 2007
MUNDO EM LATAS
Solidão. Confusão. Caos. Saudades. Indiferença. Palavras que por si só significam alguma coisa e que agora juntas, entravam meus pensamentos. Queria encontrar paz. Faz tempo que queria encontrar isto e é isto que desejo a todo mundo. Paz. Meus pensamentos não me deixam em paz. Minha vida não me deixa em paz. Meus amigos me deixam em paz demais, saudades deles. Saudades de não me sentir vazia. Saudades de sorrisos. Saudades das minhas certezas. Agora tá tudo mais complicado. Mais difícil. As pessoas dificultam achar graça em coisas frívolas. Chata, marrenta, mal-humorada. Talvez. Só queria que pensássemos sem formulas prontas. Piadas infames, sempre, mas únicas. Please!
Tô cansada deste mundo enlatado. Da minha geração programada pra agradar. Vejo todo mundo se debatendo para isto. É o que me dá medo. Porque não me vejo agradando ninguém. Sou desajeitada e vivo pra meter o dedo nas feridas. Não quero isto, me desculpem. Não quero colocar o dedo na sua ferida. Nem abrir, nem fechar, nem fazer um curativo meia boca. Queria te deixar com os seus problemas. Mas não consigo. Simplesmente não consigo, acreditar que estejam todos vazios. . Tô me policiando mais e vivendo menos. Vendo vida passar pela janela quando só queria ficar aqui sentada pregando letrinhas.
"essa vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem"
Leminsk
ivou aproveitar e agradecer quem passa aqui. Leio os comentários e sempre respondo com o maior carinho do mundo, porque a melhor forma de chegar a mim é comentando aqui.
Então, não se acanhe. Só é posse, não mordo ninguém. Podem continuar comentando que continuarei respondendo com um big carinho. Se não tiver blog/fotolog. Podexa e-mail.
Ou pode falar por aqui também:
suellen.santanna@yahoo.com.br
Solidão. Confusão. Caos. Saudades. Indiferença. Palavras que por si só significam alguma coisa e que agora juntas, entravam meus pensamentos. Queria encontrar paz. Faz tempo que queria encontrar isto e é isto que desejo a todo mundo. Paz. Meus pensamentos não me deixam em paz. Minha vida não me deixa em paz. Meus amigos me deixam em paz demais, saudades deles. Saudades de não me sentir vazia. Saudades de sorrisos. Saudades das minhas certezas. Agora tá tudo mais complicado. Mais difícil. As pessoas dificultam achar graça em coisas frívolas. Chata, marrenta, mal-humorada. Talvez. Só queria que pensássemos sem formulas prontas. Piadas infames, sempre, mas únicas. Please!
Tô cansada deste mundo enlatado. Da minha geração programada pra agradar. Vejo todo mundo se debatendo para isto. É o que me dá medo. Porque não me vejo agradando ninguém. Sou desajeitada e vivo pra meter o dedo nas feridas. Não quero isto, me desculpem. Não quero colocar o dedo na sua ferida. Nem abrir, nem fechar, nem fazer um curativo meia boca. Queria te deixar com os seus problemas. Mas não consigo. Simplesmente não consigo, acreditar que estejam todos vazios. . Tô me policiando mais e vivendo menos. Vendo vida passar pela janela quando só queria ficar aqui sentada pregando letrinhas.
"essa vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem"
Leminsk
ivou aproveitar e agradecer quem passa aqui. Leio os comentários e sempre respondo com o maior carinho do mundo, porque a melhor forma de chegar a mim é comentando aqui.
Então, não se acanhe. Só é posse, não mordo ninguém. Podem continuar comentando que continuarei respondendo com um big carinho. Se não tiver blog/fotolog. Podexa e-mail.
Ou pode falar por aqui também:
suellen.santanna@yahoo.com.br
O PARTO
Uma novidade.
Para quem ler o blog pode ser que interesse:
Tô parindo. É um processo lento e gradual. Tem tanto desespero e dor quanto os convencionais. Sou eu projetada alguns anos a frente, passando por tudo que pretendo não passar ou pelo que passo hoje. São os meus pensamentos tomando forma e corpo. É o corpo da mulher que me persegue e parece estar no quarto ao lado. Tô parindo. Ela tá saindo de mim. Já tem vida, tem forma, tem cor, tem dor. Tem vontades e certezas. Promessas de futuro. E seis páginas em verdana, 10, de história.Senhorita Kopacysk, welcome.
Vocês podem ir acompanhando no /claritromicina
sempre trechos por lá.
a íntegra tá aqui no meu pc e NINGUÉM leu ainda.
não tem nenhum plano pra nada, quem sabe o texto que tô devendo pra um amigo que tá montando um curta. Mas acho que é coisa demais já e minha capacidade de síntese tá em baixa.
Aliás, melhor nem falar em síntese. Quem disse que alunos de jornalismo tem que aprender "metodologia em pesquisa da comunicação", ganhou meu desprezo gratuito.
anyway, por hoje é só.
Uma novidade.
Para quem ler o blog pode ser que interesse:
Tô parindo. É um processo lento e gradual. Tem tanto desespero e dor quanto os convencionais. Sou eu projetada alguns anos a frente, passando por tudo que pretendo não passar ou pelo que passo hoje. São os meus pensamentos tomando forma e corpo. É o corpo da mulher que me persegue e parece estar no quarto ao lado. Tô parindo. Ela tá saindo de mim. Já tem vida, tem forma, tem cor, tem dor. Tem vontades e certezas. Promessas de futuro. E seis páginas em verdana, 10, de história.Senhorita Kopacysk, welcome.
Vocês podem ir acompanhando no /claritromicina
sempre trechos por lá.
a íntegra tá aqui no meu pc e NINGUÉM leu ainda.
não tem nenhum plano pra nada, quem sabe o texto que tô devendo pra um amigo que tá montando um curta. Mas acho que é coisa demais já e minha capacidade de síntese tá em baixa.
Aliás, melhor nem falar em síntese. Quem disse que alunos de jornalismo tem que aprender "metodologia em pesquisa da comunicação", ganhou meu desprezo gratuito.
anyway, por hoje é só.
terça-feira, abril 17, 2007
SEUS OLHOS
Poderia e deveria ficar aqui soltando palavras ao vento. É o meu jeito de não sufocar, de não enlouquecer, de tentar dormir. É o jeito que eu encontrei para entender o mundo. Porque o que não é vivido vira poesia e o que é me tira a inspiração.
O nada não ilumina e o tudo apaga. Conseguir tudo dá a mesma sensação vazia de não ter nada. Eu só sou feliz quando falta algo, quando falta você. Quando suas fotos me dão desespero. Quando seus amigos interrogam verdades. Quando músicas cantam desgraças do coração de alguém. Sonhos tantos, e você é mais um sonho bom.
Seu olhar que tem uma pontada de melancolia que eu falho ao tentar explicar. Seu abraço é bom, abraços sempre fodem. Sempre me fodem, eu adoro gente que abraça. E você abraça, e abraça com os braços mais doces e me olha com o seu olhar carregado de melancolia. Queria poder te dizer coisas inteligentes, mas elas me fogem quando nossos olhos se cruzam.
É como numa batida de carro. Luzes, dois faróis, crash, o encontro, o desencontro. Pedaços, gritos, gostos. Tudo muito rápido. Mudança muito rápida. O outro se tornou pequeno quando você apareceu e agora é você que me dá jorros de pensamentos desconcertados e desconcertantes.
Queria falar, calar, sentir, te olhar, te entender, te ter, te ver, posso estar redondamente enganada mas vejo em você o que poderia me tornar caso eu não fosse uma metamorfose ambulante...
vocêsóvocê.
s2
tá eu consigo, tenho 20%...
Poderia e deveria ficar aqui soltando palavras ao vento. É o meu jeito de não sufocar, de não enlouquecer, de tentar dormir. É o jeito que eu encontrei para entender o mundo. Porque o que não é vivido vira poesia e o que é me tira a inspiração.
O nada não ilumina e o tudo apaga. Conseguir tudo dá a mesma sensação vazia de não ter nada. Eu só sou feliz quando falta algo, quando falta você. Quando suas fotos me dão desespero. Quando seus amigos interrogam verdades. Quando músicas cantam desgraças do coração de alguém. Sonhos tantos, e você é mais um sonho bom.
Seu olhar que tem uma pontada de melancolia que eu falho ao tentar explicar. Seu abraço é bom, abraços sempre fodem. Sempre me fodem, eu adoro gente que abraça. E você abraça, e abraça com os braços mais doces e me olha com o seu olhar carregado de melancolia. Queria poder te dizer coisas inteligentes, mas elas me fogem quando nossos olhos se cruzam.
É como numa batida de carro. Luzes, dois faróis, crash, o encontro, o desencontro. Pedaços, gritos, gostos. Tudo muito rápido. Mudança muito rápida. O outro se tornou pequeno quando você apareceu e agora é você que me dá jorros de pensamentos desconcertados e desconcertantes.
Queria falar, calar, sentir, te olhar, te entender, te ter, te ver, posso estar redondamente enganada mas vejo em você o que poderia me tornar caso eu não fosse uma metamorfose ambulante...
vocêsóvocê.
s2
tá eu consigo, tenho 20%...
SEM VOCÊ
Minha vida tá no piloto automático. As coisas vão simplesmente acontecendo, eu vou simplesmente encaixando uma coisa ou outra, o rumo é um só e vai caminhando para chegar, aonde não sei. Mas se quem caminha chega, hei de chegar um dia.
Dormir é uma dádiva que me é negada porque tem MUITA coisa esquisita na minha cabeça. Eu podia ser mais previsível, mais centrada, mais bonita, mais inteligente, mais babaca e bacana. Queria não entender nada, entender menos do que entendo hoje. Me entender e me complicar menos. Segurar a onda, segurar o mundo, me segurar antes de te perder.
Minha vida tá no piloto automático. As coisas vão simplesmente acontecendo, eu vou simplesmente encaixando uma coisa ou outra, o rumo é um só e vai caminhando para chegar, aonde não sei. Mas se quem caminha chega, hei de chegar um dia.
Dormir é uma dádiva que me é negada porque tem MUITA coisa esquisita na minha cabeça. Eu podia ser mais previsível, mais centrada, mais bonita, mais inteligente, mais babaca e bacana. Queria não entender nada, entender menos do que entendo hoje. Me entender e me complicar menos. Segurar a onda, segurar o mundo, me segurar antes de te perder.
CADÊ?
Vagar na internet é o que faço quando minha cabeça começa a pesar muito e eu não sei o que fazer para diminuir o vazio que ela carrega. De todas as maneiras tento abafar o que se passa aqui. Olho pro céu quando chego em casa depois de andar muito pela paulista procurando paz. E parece que aqui as estrelas brilham e eu faço um pedido. Só um. Achar e usar o melhor de mim, porque o que tá sendo usado tá gasto, cansado, sujo, frágil, vulnerável...
Acho que estou deixando de ser a garotinha que esperava do mundo algo como compreensão. Espero pouco hoje em dia. Tenho cada vez menos amigos-irmãos, embora os conhecidos e queridos só aumentem em número. Cada dia é mais difícil confiar em alguém. Tô ficando chata, marrenta, com um monte de manias e pensamentos que só me entopem mais.
Tá tudo acumulando. Os pedaços de vida estão secando ao sol. As garrafas formam uma pilha imaginária. Os amigos andam sempre correndo, como aquelas pessoas que não queriamos ser igual. Os almoços são obrigações. Os jantares são alternativas para matar o tempo vago da noite. A gente não sabe mais ficar sem fazer nada, desaprendemos tão rápido o valor de uma tarde na casa dos amigos. Jogando conversa fora, que era o que fazíamos de melhor. Comendo brigadeiro queimado de microondas. São as provas, são os trabalhos, são os medos, são os modos. São mudanças que acontecem e a gente nem percebe.
Tá virando comum. É comum não olhar no olho. É comum passar correndo sem notar que tem um mendigo deitado no meio da calçada da avenida mais famosa de São Paulo. Mas se isto é comum, onde foi que erramos?! Onde estão os nossos sonhos do passado?! Onde se escondem os valores?! Quem é você sentado aí, quem sou eu?! Sou só mais uma entre tantas outras tentando por voz a um sentimento extremamente conturbado. Sou mais uma que ouve beatles e escreve sua vida em palavras estúpidas. Mais uma sofrendo de um saudosismo juvenil. Queria a terra do nunca. Mas que nunca mesmo eu esqueça de cada pessoa que passou na minha vida. NUNCA esqueça de você. Mas principalmente, nunca esqueça de mim....
domingo, abril 01, 2007
MEET ME IN MONTAUK?
Não sei se é necessidade de se achar neste mundo, de encontrar um elo em comum com alguma coisa do universo. Ou se é mera semelhança, como esta possível semelhança me assusta. Tenho a sensação constante que estou deixando de fazer alguma coisa. Deixando possibilidades, deixando palavras que deveriam sair de mim e se calam e outras tantas que deixo escapar porque se engana quem acha que falar é dividir. Falar muitas vezes é camuflar verdades, é esconder dentre tantos pedregulhos pequenas coisinhas que poucas pessoas conseguem enxergar. Isto me entristece, me sinto sozinha como se o universo tivesse as palavras certas e elas só faltassem a mim. Que só a mim as certezas fossem escassas. Que só a mim a vida representa, se representa e sai por aí sem pedir ajuda, nem conselho, nem cheque, nem choque.Sozinha porque assim a pressa é só minha. A vida é só minha e eu não faço mal a ninguém. Eu me entedio e me sinto presa. É quando volto a vida procurando maiores dificuldades, pessoas menos previsíveis e menos precisas do que as que passaram. Ou pessoas que precisem de mim ou que eu achem que precisa, ou que vejo uma possibilidade remota de não ser só mais uma. Odeio me sentir mais uma. Em qualquer coisa, até naquele feito mais batido. Sou mais uma quando olho as estrelas tentando reconhecer as constelações. Quando queria ter alguém do meu lado pra ensinar as que conhece. Sou mais uma quando penso numa casa no campo onde possa sonhar e sorrir. Sou mais uma quando baixo o cd daquela banda que ninguém aqui conhece, sou só mais uma que vai conhecer primeiro ou achar que conhece. Sou mais uma quando paro num sábado a noite para ver filme e entra na neura. Sou mais uma que tem amigos dos mais diferentes. Sou mais uma cheia de orgulhos tolos e vontades enormes. Sou mais uma quando olho você, quando procuro seus olhos que teimam em fugir da linha dos meus. Sou mais uma, talvez seja só mais uma no mundo. Mas sou eu e ser eu, é suficiente para tomar estas duas letras que todo mundo sai pregando pelo mundo em frases imperativas. Eu quero. Eu posso. Eu tenho. Eu faço. Eu sou. Eu quero voar. Eu posso cantar de forma desafinada e ser feliz. Eu tenho medo. Eu sou sozinha, porque não é mais estado nem condição. É característica.
Eu vou fugir de você se achar que não posso ser o que você espera. Vou fugir se achar que você espera, odeio decepcionar as pessoas embora o faça. Vou fugir se você me quiser, porque sei que vou ficar entediada. E se com tudo isso ainda estiver okay.
Meet me in Montauk?
Não sei se é necessidade de se achar neste mundo, de encontrar um elo em comum com alguma coisa do universo. Ou se é mera semelhança, como esta possível semelhança me assusta. Tenho a sensação constante que estou deixando de fazer alguma coisa. Deixando possibilidades, deixando palavras que deveriam sair de mim e se calam e outras tantas que deixo escapar porque se engana quem acha que falar é dividir. Falar muitas vezes é camuflar verdades, é esconder dentre tantos pedregulhos pequenas coisinhas que poucas pessoas conseguem enxergar. Isto me entristece, me sinto sozinha como se o universo tivesse as palavras certas e elas só faltassem a mim. Que só a mim as certezas fossem escassas. Que só a mim a vida representa, se representa e sai por aí sem pedir ajuda, nem conselho, nem cheque, nem choque.Sozinha porque assim a pressa é só minha. A vida é só minha e eu não faço mal a ninguém. Eu me entedio e me sinto presa. É quando volto a vida procurando maiores dificuldades, pessoas menos previsíveis e menos precisas do que as que passaram. Ou pessoas que precisem de mim ou que eu achem que precisa, ou que vejo uma possibilidade remota de não ser só mais uma. Odeio me sentir mais uma. Em qualquer coisa, até naquele feito mais batido. Sou mais uma quando olho as estrelas tentando reconhecer as constelações. Quando queria ter alguém do meu lado pra ensinar as que conhece. Sou mais uma quando penso numa casa no campo onde possa sonhar e sorrir. Sou mais uma quando baixo o cd daquela banda que ninguém aqui conhece, sou só mais uma que vai conhecer primeiro ou achar que conhece. Sou mais uma quando paro num sábado a noite para ver filme e entra na neura. Sou mais uma que tem amigos dos mais diferentes. Sou mais uma cheia de orgulhos tolos e vontades enormes. Sou mais uma quando olho você, quando procuro seus olhos que teimam em fugir da linha dos meus. Sou mais uma, talvez seja só mais uma no mundo. Mas sou eu e ser eu, é suficiente para tomar estas duas letras que todo mundo sai pregando pelo mundo em frases imperativas. Eu quero. Eu posso. Eu tenho. Eu faço. Eu sou. Eu quero voar. Eu posso cantar de forma desafinada e ser feliz. Eu tenho medo. Eu sou sozinha, porque não é mais estado nem condição. É característica.
Eu vou fugir de você se achar que não posso ser o que você espera. Vou fugir se achar que você espera, odeio decepcionar as pessoas embora o faça. Vou fugir se você me quiser, porque sei que vou ficar entediada. E se com tudo isso ainda estiver okay.
Meet me in Montauk?
terça-feira, março 20, 2007
MUDANÇA
Eu gosto de um monte de gente, de um monte de coisas, de um monte de mim que nem sei que existe mas está pregado em outros por aí que respiram sem me pedir permissão. Queria poder controlar todos os passos do mundo, todas as cores, as mudanças drásticas de vida e de pensar. Mas não, não consigo. As mudanças se dão todas, a todo o tempo, sem me pedir permissão.
Vou deixando de gostar de pessoas sem notar e de repente aquilo que era o máximo até 15 minutos atrás aparece cheio de defeitinhos tolos que não notei antes.
É o meu problema. O problema de ter que admirar as pessoas para que dê a ela a ‘honra’ de gozar da minha amizade estranha. Não é uma admiração regrada, muito pelo contrário, acho certas coisas importantes em uns e completamente dispensáveis noutros. Particularidades de pessoas normais que a meu ver, tem que ser respeitada. Até quando as pessoas não se respeitam. Quando personalidade ou o que quer que se assemelhe a isto fica em segundo plano em relação a uma aparência perfeita.
Uma coisa importante para quem quer ser meu amigo ou é, e por um motivo qualquer não sabe. Eu me permito mudar, sim, em todos os sentidos. Acho que a mudança é uma etapa necessária para o crescimento. É o ciclo da borboleta e eu não sou apegada a borboletas. Então sim, é natural me ver mudando o discurso sobre terminada coisa. E mudar o discurso quer dizer que se eu tinha argumentos importantes e fortes para não gostar eles continuaram importantes e fortes caso passe a gostar e vice-versa.
Quem se define se limita, e quem se limita se prende num emaranhado de convenções que só atrasam a vida e o pensamento.
PS: sem pc, postando do laboratório da faculdade porque tô sufocando e escrever sempre alivia.muá!vamos ao teatro?!
Eu gosto de um monte de gente, de um monte de coisas, de um monte de mim que nem sei que existe mas está pregado em outros por aí que respiram sem me pedir permissão. Queria poder controlar todos os passos do mundo, todas as cores, as mudanças drásticas de vida e de pensar. Mas não, não consigo. As mudanças se dão todas, a todo o tempo, sem me pedir permissão.
Vou deixando de gostar de pessoas sem notar e de repente aquilo que era o máximo até 15 minutos atrás aparece cheio de defeitinhos tolos que não notei antes.
É o meu problema. O problema de ter que admirar as pessoas para que dê a ela a ‘honra’ de gozar da minha amizade estranha. Não é uma admiração regrada, muito pelo contrário, acho certas coisas importantes em uns e completamente dispensáveis noutros. Particularidades de pessoas normais que a meu ver, tem que ser respeitada. Até quando as pessoas não se respeitam. Quando personalidade ou o que quer que se assemelhe a isto fica em segundo plano em relação a uma aparência perfeita.
Uma coisa importante para quem quer ser meu amigo ou é, e por um motivo qualquer não sabe. Eu me permito mudar, sim, em todos os sentidos. Acho que a mudança é uma etapa necessária para o crescimento. É o ciclo da borboleta e eu não sou apegada a borboletas. Então sim, é natural me ver mudando o discurso sobre terminada coisa. E mudar o discurso quer dizer que se eu tinha argumentos importantes e fortes para não gostar eles continuaram importantes e fortes caso passe a gostar e vice-versa.
Quem se define se limita, e quem se limita se prende num emaranhado de convenções que só atrasam a vida e o pensamento.
PS: sem pc, postando do laboratório da faculdade porque tô sufocando e escrever sempre alivia.muá!vamos ao teatro?!
SERÁ?
To sufocando e não sei ao certo o que parece segurar meu pescoço com uma força incrível. São medos que não consigo enxergar. São verdades que teimo em inventar a todo tempo. São amigos novos entrando em choque com meu passado. Coisas que não saberia como colocar em palavras ou que em palavras soariam diferentes do que são e neste momento não quero correr certos riscos.
Deitada na rede num domingo à tarde, a vida começa a parecer estranha. Minha pouca idade me deixa ver coisas que talvez sejam mais complicadas para quem se gaba da maturidade do passar dos anos. Meu olhar adolescente complexo e sempre complicando a tudo dá lugar a uma maneira clara e objetiva de ver o mundo.
Não sei .
Ainda, estou sufocando e agora sou uma sufocada atrasada. Correndo pra aula da Meg, vendo que to vários textos atrasadas do blog da Tati Bernardi. Que a Clarah mais uma vez usou uma frase que se tivesse tanta capacidade que ela tem de pensar em frases boas e marcantes teria pensado. “Eu sempre corro atrás do meu azar. E eu já estou atrasada."
Será que é isto?!
Será que estou correndo atrás do meu azar, será??
É. Agora que já estou bem atrasada.
FUI.
E vamos ao teatro?!
Sábado e domingo, tem duas peças legais em cartaz no centro cultural são paulo e ainda no domingo tem show da zélia duncan no pq. Central.
Amigos dos velhos tempos e o vinho do presente.
To sufocando e não sei ao certo o que parece segurar meu pescoço com uma força incrível. São medos que não consigo enxergar. São verdades que teimo em inventar a todo tempo. São amigos novos entrando em choque com meu passado. Coisas que não saberia como colocar em palavras ou que em palavras soariam diferentes do que são e neste momento não quero correr certos riscos.
Deitada na rede num domingo à tarde, a vida começa a parecer estranha. Minha pouca idade me deixa ver coisas que talvez sejam mais complicadas para quem se gaba da maturidade do passar dos anos. Meu olhar adolescente complexo e sempre complicando a tudo dá lugar a uma maneira clara e objetiva de ver o mundo.
Não sei .
Ainda, estou sufocando e agora sou uma sufocada atrasada. Correndo pra aula da Meg, vendo que to vários textos atrasadas do blog da Tati Bernardi. Que a Clarah mais uma vez usou uma frase que se tivesse tanta capacidade que ela tem de pensar em frases boas e marcantes teria pensado. “Eu sempre corro atrás do meu azar. E eu já estou atrasada."
Será que é isto?!
Será que estou correndo atrás do meu azar, será??
É. Agora que já estou bem atrasada.
FUI.
E vamos ao teatro?!
Sábado e domingo, tem duas peças legais em cartaz no centro cultural são paulo e ainda no domingo tem show da zélia duncan no pq. Central.
Amigos dos velhos tempos e o vinho do presente.
sábado, março 17, 2007
IMPREVISÍVEL
E eu que achava que quando chegassem os 18, iria sossegar, olhar pra trás e vê que já tinha passado a parte chata da vida. Com obrigações e limitações juvenis. Okay, eu realmente olho pra trás e vi que fui vivendo tudo muito rápido e as coisas que cada um passa com certa idade eu fui adiantando pelos anos.
Desde da depressão com 12 anos, por motivos que não vem ao caso, e o caso eu não quero alongar. Nunca achei nada daquilo legal. Até a fase 'rebelde' sem causa aos 13, eu e a sthe que brigávamos o tempo todo, porque éramos iguais demais pra deixar uma se sobressair. Melhorar daquilo que foi a fase mais complicada da minha vida e que hoje ao olhar pra trás vejo que foi a mais produtiva.
Daí teve a Astrid, nasceu a vontade e a certeza do jornalismo. Faria tudo para isto. Deixaria coisas para trás, enfrentaria minha família, ganharia mesmo que isto viesse com um emaranhado de perdas. Me confiarão um segredo que era completamente incapaz de absorver, entender e achar normal aos 15. Criei mais um dos meus princípios, escolher meus amigos pelo caráter, independente de cor, credo, classe social, opção sexual.Quando achei que pararia por ali, veio o cursinho e a vida no centro velho de São Paulo. Até os malabares que equilibrava brincando com se fosse minha vida. Amigos que perdi o contato, mas que não esqueço.
Eis que acontece mais um reviravolta, entro naquilo que achei seria só mais uma escola. Mas mudou minha vida, conceitos e me deu pessoas pra vida toda. Não importa se a eternidade passar sempre vou me alegrar pelas conquistas de cada pessoa dali. Cada um do seu jeito, sendo eles mesmos, me acrescentou alguma coisa. Nunca pude ser eu e só, como ali. Nunca encontrei ninguém pra dividir tanta vida, pra me conhecer tanto e que deixasse conhecer tanto como a gords.
Minha tia volta a ter câncer. E eis o maior tabu. Ficar 2 anos sem conseguir falar disto. Uma luta contra ou a favor da vida, um termo que se mistura e se limita. Não teria forças para segurar a mão dela se a força que tínhamos não viesse dela. Não conseguiria fazer piada e nem rir delas, se a caso elas não viessem dela. Nunca me senti tão frágil, impotente como no dia que ela me pediu ajuda e eu não pude dar. Até hoje tenho sérias dúvidas quanto ela não aparecer num final de semana como em todos que ela vinha, com a bolsa característica, ajudando várias pessoas, rindo e me dando o ovo de páscoa que mais sinto falta, porque era dela. E ela não volta. Chorar por perder ou por libertar desta vida alguém que não merecia sofrer por ela como acontecia. Não sei, realmente dói todas as lembranças deste tempo. Mas é neste tempo que me veio o meu maior sonho de vida. Antes de um carro, casa, um cara lindo. Quero ser útil, quero ajudar por não ter conseguido isto a ela. O técnico e passar o dia inteiro naquilo que era carinhosamente tratado como o 'inferno verde', tardes regadas a ligações que me preocupavam só de pensar no que poderiam ser, a história mais confusa, complicada, difícil que vi uma pessoa segurar com uma maturidade que não era dela, uma maturidade ímpar. Mesmo quando não podia fazer muita coisa, quando as palavras já eram inconvenientes sentia vontade de abraçar e falar que ia ficar tudo bem. Claro, que o técnico não foi só isto. Me mostrou que não vale a pena fazer uma coisa porque ela é a mais rentável, porque só se faz algo bem se há paixão. Mais certeza de que não importa o que vá acontecer daqui pra frente, mas vou me manter, viver, comer e respirar vendendo letras.
Fim do técnico. A revista e a escolha por fazer cursinho, ao invés de me infiltrar no mundo que será o meu sem conhecimento algum. Maturidade pra esperar o tempo das coisas ou medo de me despir tão cedo. O cursinho mais uma coisa ótima, pessoas que fazem toda a diferença. A Carol, que me mostrou que não adianta levar a vida com a barriga, porque ela é mais do que você pode empurrar. Coragem, pra largar uma das faculdades mais caras e conceituadas de São Paulo [fasm] pra correr atraz do sonho de ser uma artista plástica e eu sei que pode demorar, mas ela será uma ótima artista plástica.
Todos os medos do universo num finzinho de ano um tanto quanto conturbado. Me rendi as minhas vontades, deixei o convencionalismo de lado e fiz o que eu queria como queria. Não me arrependo, aliás de nada me arrependo. Não seria 1/3 do que sou hoje se cada uma destas coisinhas não tivessem acontecido.
Hoje, eu vejo meus 18 anos caminhando dia a dia para ser festejado. Mas sinto realmente medo do que será daqui para frente. Imprevisível.
E eu que achava que quando chegassem os 18, iria sossegar, olhar pra trás e vê que já tinha passado a parte chata da vida. Com obrigações e limitações juvenis. Okay, eu realmente olho pra trás e vi que fui vivendo tudo muito rápido e as coisas que cada um passa com certa idade eu fui adiantando pelos anos.
Desde da depressão com 12 anos, por motivos que não vem ao caso, e o caso eu não quero alongar. Nunca achei nada daquilo legal. Até a fase 'rebelde' sem causa aos 13, eu e a sthe que brigávamos o tempo todo, porque éramos iguais demais pra deixar uma se sobressair. Melhorar daquilo que foi a fase mais complicada da minha vida e que hoje ao olhar pra trás vejo que foi a mais produtiva.
Daí teve a Astrid, nasceu a vontade e a certeza do jornalismo. Faria tudo para isto. Deixaria coisas para trás, enfrentaria minha família, ganharia mesmo que isto viesse com um emaranhado de perdas. Me confiarão um segredo que era completamente incapaz de absorver, entender e achar normal aos 15. Criei mais um dos meus princípios, escolher meus amigos pelo caráter, independente de cor, credo, classe social, opção sexual.Quando achei que pararia por ali, veio o cursinho e a vida no centro velho de São Paulo. Até os malabares que equilibrava brincando com se fosse minha vida. Amigos que perdi o contato, mas que não esqueço.
Eis que acontece mais um reviravolta, entro naquilo que achei seria só mais uma escola. Mas mudou minha vida, conceitos e me deu pessoas pra vida toda. Não importa se a eternidade passar sempre vou me alegrar pelas conquistas de cada pessoa dali. Cada um do seu jeito, sendo eles mesmos, me acrescentou alguma coisa. Nunca pude ser eu e só, como ali. Nunca encontrei ninguém pra dividir tanta vida, pra me conhecer tanto e que deixasse conhecer tanto como a gords.
Minha tia volta a ter câncer. E eis o maior tabu. Ficar 2 anos sem conseguir falar disto. Uma luta contra ou a favor da vida, um termo que se mistura e se limita. Não teria forças para segurar a mão dela se a força que tínhamos não viesse dela. Não conseguiria fazer piada e nem rir delas, se a caso elas não viessem dela. Nunca me senti tão frágil, impotente como no dia que ela me pediu ajuda e eu não pude dar. Até hoje tenho sérias dúvidas quanto ela não aparecer num final de semana como em todos que ela vinha, com a bolsa característica, ajudando várias pessoas, rindo e me dando o ovo de páscoa que mais sinto falta, porque era dela. E ela não volta. Chorar por perder ou por libertar desta vida alguém que não merecia sofrer por ela como acontecia. Não sei, realmente dói todas as lembranças deste tempo. Mas é neste tempo que me veio o meu maior sonho de vida. Antes de um carro, casa, um cara lindo. Quero ser útil, quero ajudar por não ter conseguido isto a ela. O técnico e passar o dia inteiro naquilo que era carinhosamente tratado como o 'inferno verde', tardes regadas a ligações que me preocupavam só de pensar no que poderiam ser, a história mais confusa, complicada, difícil que vi uma pessoa segurar com uma maturidade que não era dela, uma maturidade ímpar. Mesmo quando não podia fazer muita coisa, quando as palavras já eram inconvenientes sentia vontade de abraçar e falar que ia ficar tudo bem. Claro, que o técnico não foi só isto. Me mostrou que não vale a pena fazer uma coisa porque ela é a mais rentável, porque só se faz algo bem se há paixão. Mais certeza de que não importa o que vá acontecer daqui pra frente, mas vou me manter, viver, comer e respirar vendendo letras.
Fim do técnico. A revista e a escolha por fazer cursinho, ao invés de me infiltrar no mundo que será o meu sem conhecimento algum. Maturidade pra esperar o tempo das coisas ou medo de me despir tão cedo. O cursinho mais uma coisa ótima, pessoas que fazem toda a diferença. A Carol, que me mostrou que não adianta levar a vida com a barriga, porque ela é mais do que você pode empurrar. Coragem, pra largar uma das faculdades mais caras e conceituadas de São Paulo [fasm] pra correr atraz do sonho de ser uma artista plástica e eu sei que pode demorar, mas ela será uma ótima artista plástica.
Todos os medos do universo num finzinho de ano um tanto quanto conturbado. Me rendi as minhas vontades, deixei o convencionalismo de lado e fiz o que eu queria como queria. Não me arrependo, aliás de nada me arrependo. Não seria 1/3 do que sou hoje se cada uma destas coisinhas não tivessem acontecido.
Hoje, eu vejo meus 18 anos caminhando dia a dia para ser festejado. Mas sinto realmente medo do que será daqui para frente. Imprevisível.
segunda-feira, março 12, 2007
CADA UM POR SI
Perdedores, que não são o que parecem ser. É mais ou menos por aí que caminha parte da humanidade. Vivemos num teatro de arena, sendo moldados e instigados e se chocar com determinadas coisas, a ficar feliz com outras, a se curvar e chorar ao ritmo de uma música descompassada.
As pessoas já não se chocam mais. Passou o tempo onde crianças só matavam aula. Onde podíamos andar num parque sem se preocupar com bala perdida a não ser as que deixávamos cair. No qual saímos de casa do jeito que queríamos sem se preocupar com alguém gostar muito do seu tênis e esquecer de pedir.
Já não importa o que você fez se sua conta bancária não responde a altura. Os nossos idosos, aqueles que lutaram contra a censura, estão à margem da sociedade vivendo com dois salários mínimos dado por uma previdência social lenta e deficitária. Não existe senso comum, o comum é o eu.
Pois é, cada um por si e Deus por todos.
Perdedores, que não são o que parecem ser. É mais ou menos por aí que caminha parte da humanidade. Vivemos num teatro de arena, sendo moldados e instigados e se chocar com determinadas coisas, a ficar feliz com outras, a se curvar e chorar ao ritmo de uma música descompassada.
As pessoas já não se chocam mais. Passou o tempo onde crianças só matavam aula. Onde podíamos andar num parque sem se preocupar com bala perdida a não ser as que deixávamos cair. No qual saímos de casa do jeito que queríamos sem se preocupar com alguém gostar muito do seu tênis e esquecer de pedir.
Já não importa o que você fez se sua conta bancária não responde a altura. Os nossos idosos, aqueles que lutaram contra a censura, estão à margem da sociedade vivendo com dois salários mínimos dado por uma previdência social lenta e deficitária. Não existe senso comum, o comum é o eu.
Pois é, cada um por si e Deus por todos.
O QUE ERA EU
Éramos quatro sem saber como chegamos a este ponto. Sabíamos que éramos quatro e que era indissociável nossa ligação. Tínhamos uns aos outros que nem feijão com arroz. Problemas, diferenças, risos, bebidas. Amizade em estado sólido protegido por uma parede verde. Era o colégio e a segurança de uma vida regrada. O colégio começa a ruir e junto com ele, este laço que a gente achava ser forte. Amizade é mais do que risadas embriagadas, mais do que coragem que um dá ao outro num respirar, mais do que carinho que a gente dispensa em dias de verão.Não era mais o verão, e o inverno começava a apontar um lugar desconhecido. Um novo mundo, sem paredes verdes, sem o sentimento de proteção que deu lugar a uma insegurança solitária. Já não éramos quatro. Cada um por si tentando salvar o que ainda ficou do quarteto que formávamos. Os dias que seguem rolam num emaranhado de lembranças boas que você vai preenchendo por pessoas novas. Por lugares novos até perceber que não era só um quarteto, eram os amigos que você tinha e agora andam como você numa solidão triste e adulta.
Éramos quatro sem saber como chegamos a este ponto. Sabíamos que éramos quatro e que era indissociável nossa ligação. Tínhamos uns aos outros que nem feijão com arroz. Problemas, diferenças, risos, bebidas. Amizade em estado sólido protegido por uma parede verde. Era o colégio e a segurança de uma vida regrada. O colégio começa a ruir e junto com ele, este laço que a gente achava ser forte. Amizade é mais do que risadas embriagadas, mais do que coragem que um dá ao outro num respirar, mais do que carinho que a gente dispensa em dias de verão.Não era mais o verão, e o inverno começava a apontar um lugar desconhecido. Um novo mundo, sem paredes verdes, sem o sentimento de proteção que deu lugar a uma insegurança solitária. Já não éramos quatro. Cada um por si tentando salvar o que ainda ficou do quarteto que formávamos. Os dias que seguem rolam num emaranhado de lembranças boas que você vai preenchendo por pessoas novas. Por lugares novos até perceber que não era só um quarteto, eram os amigos que você tinha e agora andam como você numa solidão triste e adulta.
segunda-feira, março 05, 2007
LIBERDADE
Eu perdi a inspiração junto com o juízo e minha mania de fazer as coisas certinhas. Não que eu tenha sido certinha muito tempo da minha vida, mas querer fazer as coisas certinhas eu sempre quis. Conversei com todos meus ex, mesmo quando queria cortar devagar e dolorosamente aqueles rostos que tanto gostei de apreciar. Falei com meus amigos mesmo quando queria ficar sozinha. Ajudei mesmo quando precisava de ajuda. Gritei quando trataram mal uma velhinha. fui semanalmente a casa de uma senhora que nada é minha, mas que eu considero como parte de mim. tive conversas sobre o passado mesmo não tendo participado dele. chorei quando me tiraram um pedaço da minha vida, quando o "nunca mais" fez todo o sentido.
Sinto falta da minha pureza juvenil. Do meus modos tolos, de olhares, gostos, cheiros, sorrisos. Os meus sorrisos, os que dava e recebia sem pedir. A verdade dura e crua que eu saía por aí grudando nas paredes sem pensar. As paredes que me seguravam, enquanto eu sentava agarrada aos meus joelhos tentando proteger alguma coisa que ainda tento descobrir.
O exagero é comum da minha pouca idade e da passionalidade que vivo. Sinto tudo exageradamente estranho. As minhas vontades me são estranhas, os meus medos me são estranhos, o seu olhar me é estranho. Não encontro seus olhos quando te olho, acho que vejo além deles. Vejo seus medos mais escondidos e que eu não seria indelicada o suficiente para revelar. Vejo o seu sorriso mais perfeito que não seria indelicada em pedir. Vejo a tua vida mais escondida que não seria indelicada em pedir para tirar o véu. Vejo seus amigos e tudo que de bom e ruim que eles te deram, mas não seria indelicada em pedir dossiê de contribuição. Vejo seus olhos fugindo dos meus. Um jogo sem grandes vencedores. Olhos, mãos, sorrisos, medos, verdades, inverdades, você e eu, sem formar o nós.
Obrigada por ser o que é e por estar ainda aqui...
Sem fugas, porque acima de tudo temos a nossa amizade. E se a base clichê não for demais: "a nossa liberdade é o que nós une".
Eu perdi a inspiração junto com o juízo e minha mania de fazer as coisas certinhas. Não que eu tenha sido certinha muito tempo da minha vida, mas querer fazer as coisas certinhas eu sempre quis. Conversei com todos meus ex, mesmo quando queria cortar devagar e dolorosamente aqueles rostos que tanto gostei de apreciar. Falei com meus amigos mesmo quando queria ficar sozinha. Ajudei mesmo quando precisava de ajuda. Gritei quando trataram mal uma velhinha. fui semanalmente a casa de uma senhora que nada é minha, mas que eu considero como parte de mim. tive conversas sobre o passado mesmo não tendo participado dele. chorei quando me tiraram um pedaço da minha vida, quando o "nunca mais" fez todo o sentido.
Sinto falta da minha pureza juvenil. Do meus modos tolos, de olhares, gostos, cheiros, sorrisos. Os meus sorrisos, os que dava e recebia sem pedir. A verdade dura e crua que eu saía por aí grudando nas paredes sem pensar. As paredes que me seguravam, enquanto eu sentava agarrada aos meus joelhos tentando proteger alguma coisa que ainda tento descobrir.
O exagero é comum da minha pouca idade e da passionalidade que vivo. Sinto tudo exageradamente estranho. As minhas vontades me são estranhas, os meus medos me são estranhos, o seu olhar me é estranho. Não encontro seus olhos quando te olho, acho que vejo além deles. Vejo seus medos mais escondidos e que eu não seria indelicada o suficiente para revelar. Vejo o seu sorriso mais perfeito que não seria indelicada em pedir. Vejo a tua vida mais escondida que não seria indelicada em pedir para tirar o véu. Vejo seus amigos e tudo que de bom e ruim que eles te deram, mas não seria indelicada em pedir dossiê de contribuição. Vejo seus olhos fugindo dos meus. Um jogo sem grandes vencedores. Olhos, mãos, sorrisos, medos, verdades, inverdades, você e eu, sem formar o nós.
Obrigada por ser o que é e por estar ainda aqui...
Sem fugas, porque acima de tudo temos a nossa amizade. E se a base clichê não for demais: "a nossa liberdade é o que nós une".
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
SOU SÓ
Quando meus olhos dão sinais de fadiga. Penso, que já cansei de ver o mundo deste jeito. Preciso começar a mudar o mundo. Dar novo colorido a vida pra tirar o ar cansado e vermelho dos meus olhos. Acho que eles estão tão cansados quanto eu. Somos iguais em graus diferentes, uma metonimia mal comportada. Uma peça mal combinada. Um texto improvisado por pessoas sem talento. Comédia feita por deprimidos.
Sou o contorcionista do circo brincando com o tecido. Pego os retalhos da vida e monto meu tecido. Subo nele e fico me revirando, tentando fazer bonito. Sem nada entender.
Talvez, seja o elefante grande e gordo, que lembra o primeiro filme que chorei quando era criança.
Ou ainda, 'os miseráveis' primeiro livro que me levou as lágrimas. Jean Valjean que me vem a memória agora em nome. Me foge a história. Lembro das lágrimas, de como chorei e do quanto doía de algum jeito estranho aquele livrinho de capa vermelha que peguei meio sem querer.
O filme que mais gosto e todos os outros que assisti querendo ver mais uma vez. Os diretores que filmam do jeito queria ver. Os roteiristas que escrevem o que eu queria viver. Os atores que dão vida ao que queria ser. O compositor que escreve minhas desgraças. O cantor que desnuda num palco a minha vida. Os shows que perdi, os que vi e os que verei.
Aquilo que admiro e deixei em retalhos no passado ou corto num presente bom.
As minhas saudades, dores, angústias, medos que não revelo pra ninguém.
Alguém que queria encontrar pra dividir tudo. Rir e falar sério com a mesma naturalidade. Sem acumular dúvidas nem esconder verdades que teimam em aparecer a cada respirar fundo.
Os amigos que deixei para trás, os que tenho, os que terei num futuro próximo.
Talvez, seja aquilo que ninguém vê numa simplicidade muda e só. Só é assim, sou só.
Quando meus olhos dão sinais de fadiga. Penso, que já cansei de ver o mundo deste jeito. Preciso começar a mudar o mundo. Dar novo colorido a vida pra tirar o ar cansado e vermelho dos meus olhos. Acho que eles estão tão cansados quanto eu. Somos iguais em graus diferentes, uma metonimia mal comportada. Uma peça mal combinada. Um texto improvisado por pessoas sem talento. Comédia feita por deprimidos.
Sou o contorcionista do circo brincando com o tecido. Pego os retalhos da vida e monto meu tecido. Subo nele e fico me revirando, tentando fazer bonito. Sem nada entender.
Talvez, seja o elefante grande e gordo, que lembra o primeiro filme que chorei quando era criança.
Ou ainda, 'os miseráveis' primeiro livro que me levou as lágrimas. Jean Valjean que me vem a memória agora em nome. Me foge a história. Lembro das lágrimas, de como chorei e do quanto doía de algum jeito estranho aquele livrinho de capa vermelha que peguei meio sem querer.
O filme que mais gosto e todos os outros que assisti querendo ver mais uma vez. Os diretores que filmam do jeito queria ver. Os roteiristas que escrevem o que eu queria viver. Os atores que dão vida ao que queria ser. O compositor que escreve minhas desgraças. O cantor que desnuda num palco a minha vida. Os shows que perdi, os que vi e os que verei.
Aquilo que admiro e deixei em retalhos no passado ou corto num presente bom.
As minhas saudades, dores, angústias, medos que não revelo pra ninguém.
Alguém que queria encontrar pra dividir tudo. Rir e falar sério com a mesma naturalidade. Sem acumular dúvidas nem esconder verdades que teimam em aparecer a cada respirar fundo.
Os amigos que deixei para trás, os que tenho, os que terei num futuro próximo.
Talvez, seja aquilo que ninguém vê numa simplicidade muda e só. Só é assim, sou só.
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
FINALMENTE 2007
O aquecimento global me preocupa e este calor me irrita. Meu corpo sempre pedindo por um banho. O suor preenchendo minha nuca de fios de cabelo desprendidos do emaranhado que tento mante-los. A sede insaciável que na falta de você mato com água. A comida me fazendo passar mal, porque tá calor e comer é um mal nesta época. Tudo super calórico chamando meus olhos. Sem você pra matar o tempo que me resta. Com olhos pregados nesta tela. Dedos postos sobre botões. Ouvidos pregados em músicas que ouço todo o tempo.
Carnaval. Alegria fingida, comemoração de um país que parece só ter isto mesmo. Um monte de mulatas sambando e suando como porcas da índia. Gringos babacas, procurando 51 limão gelo e açúcar, com olhos pregados em bundas. Um desfile que mais parece uma vitrine de açougue. Onde se escondem as boas almas nesta época?!Não que eu não goste de carnaval, gosto sim e muito. Mas tenho um espírito extremamente nostálgico. Nostalgia do que não vivi, muitas vezes. Queria um baile de carnaval, com direito a marchinhas e máscaras. Ou blocos nas ruas. Ou Salvador, porque eu amo a Bahia duma maneira que não sei explicar e pronto.
Mas enquanto não tenho nada disto ao alcance, ouço beatles e assisto dvd's da madonna em casa com meus amigos em pleno feriado de carnaval.
Bom fim de carnaval e bem vindos a 2007.
O aquecimento global me preocupa e este calor me irrita. Meu corpo sempre pedindo por um banho. O suor preenchendo minha nuca de fios de cabelo desprendidos do emaranhado que tento mante-los. A sede insaciável que na falta de você mato com água. A comida me fazendo passar mal, porque tá calor e comer é um mal nesta época. Tudo super calórico chamando meus olhos. Sem você pra matar o tempo que me resta. Com olhos pregados nesta tela. Dedos postos sobre botões. Ouvidos pregados em músicas que ouço todo o tempo.
Carnaval. Alegria fingida, comemoração de um país que parece só ter isto mesmo. Um monte de mulatas sambando e suando como porcas da índia. Gringos babacas, procurando 51 limão gelo e açúcar, com olhos pregados em bundas. Um desfile que mais parece uma vitrine de açougue. Onde se escondem as boas almas nesta época?!Não que eu não goste de carnaval, gosto sim e muito. Mas tenho um espírito extremamente nostálgico. Nostalgia do que não vivi, muitas vezes. Queria um baile de carnaval, com direito a marchinhas e máscaras. Ou blocos nas ruas. Ou Salvador, porque eu amo a Bahia duma maneira que não sei explicar e pronto.
Mas enquanto não tenho nada disto ao alcance, ouço beatles e assisto dvd's da madonna em casa com meus amigos em pleno feriado de carnaval.
Bom fim de carnaval e bem vindos a 2007.
QUANDO
Não sei quem é você. Temo, mas acho que é um alguém que vive se pondo de maneiras diferentes. Da sua maneira, da nossa maneira que invento quando acho que te encontrei. Penso no seu sorriso quando a noite cai. E no seu olhar quando o dia nasce. Penso em pequenas coisas, escondendo coisas grandes. Penso em beijos e novelas. Em casos e acasos. Penso em nós que nem sei quem são. Naquilo que foi e se perdeu. E no que pode chegar. Em maneiras possíveis de amor e brigas impossíveis de desamor. Nunca tive um desamor grande. Tive amores, variados e diferentes. Platônicos, atônicos, nipônicos. Já briguei por amor ou por aquilo que achei ser amor. Já chorei por amor ou por aquilo que quis o fosse. Já procurei você em músicas e muitas vezes encontrei. Já misturei sentimentos e desfiz confusões. Me meti em confusões por você. É você um culpado, sem culpa. Um maldito sem maldição. Um nunca escondido na terra do nunca, que me repele por ter perdido a doçura de uma criança. Por ter deixado a inocência escapar e a verdade florescer.Sinto você cada vez mais perto e eu cada vez mais longe. Sinto seu cheiro, sua cor, forma, tamanho, sua maneira e a minha falta dela. Vejo um ninguém cada vez mais perto. Ninguém me salva, ninguém me segura, ninguém me apavora, ninguém me assusta. E este ninguém me desespera mais do que alguém. Sinto que tenho o que perder, como jamais senti. Como não senti quando me deixei levar. Quando aceitei os seus lábios. Tenho a vida que neguei possuir. A vejo, posso pega-la, mas ela é escorregadia e teima em se meter em manuais e métodos tolos.
Queria pegar a arte. Viver e respirar isto. Comer e vestir isto. Viver e morrer por isto. Queria ser alguém, mesmo achando o ninguém. Mesmo estando impregnada de um ninguém desesperador. Poderia seguir com minhas verdades até ter 21 e ser uma "adulta". Embora possa responder por meus atos com 18 e esteja a menos de 2 meses disto. Não estou pronta ou talvez tenha passado do ponto.
Quando tenho respostas!?
Quando tudo clareia!?
Quando encontro trabalho?!
Quando leio meus livros num bosque sem fim!?
Quando escuto minhas músicas todas sem ser interrompida por incompreensão?!
Quando viajo e encontro você?!
Quem é você, quem sou é, quem somos nós!?
Não sei quem é você. Temo, mas acho que é um alguém que vive se pondo de maneiras diferentes. Da sua maneira, da nossa maneira que invento quando acho que te encontrei. Penso no seu sorriso quando a noite cai. E no seu olhar quando o dia nasce. Penso em pequenas coisas, escondendo coisas grandes. Penso em beijos e novelas. Em casos e acasos. Penso em nós que nem sei quem são. Naquilo que foi e se perdeu. E no que pode chegar. Em maneiras possíveis de amor e brigas impossíveis de desamor. Nunca tive um desamor grande. Tive amores, variados e diferentes. Platônicos, atônicos, nipônicos. Já briguei por amor ou por aquilo que achei ser amor. Já chorei por amor ou por aquilo que quis o fosse. Já procurei você em músicas e muitas vezes encontrei. Já misturei sentimentos e desfiz confusões. Me meti em confusões por você. É você um culpado, sem culpa. Um maldito sem maldição. Um nunca escondido na terra do nunca, que me repele por ter perdido a doçura de uma criança. Por ter deixado a inocência escapar e a verdade florescer.Sinto você cada vez mais perto e eu cada vez mais longe. Sinto seu cheiro, sua cor, forma, tamanho, sua maneira e a minha falta dela. Vejo um ninguém cada vez mais perto. Ninguém me salva, ninguém me segura, ninguém me apavora, ninguém me assusta. E este ninguém me desespera mais do que alguém. Sinto que tenho o que perder, como jamais senti. Como não senti quando me deixei levar. Quando aceitei os seus lábios. Tenho a vida que neguei possuir. A vejo, posso pega-la, mas ela é escorregadia e teima em se meter em manuais e métodos tolos.
Queria pegar a arte. Viver e respirar isto. Comer e vestir isto. Viver e morrer por isto. Queria ser alguém, mesmo achando o ninguém. Mesmo estando impregnada de um ninguém desesperador. Poderia seguir com minhas verdades até ter 21 e ser uma "adulta". Embora possa responder por meus atos com 18 e esteja a menos de 2 meses disto. Não estou pronta ou talvez tenha passado do ponto.
Quando tenho respostas!?
Quando tudo clareia!?
Quando encontro trabalho?!
Quando leio meus livros num bosque sem fim!?
Quando escuto minhas músicas todas sem ser interrompida por incompreensão?!
Quando viajo e encontro você?!
Quem é você, quem sou é, quem somos nós!?
GRANDES E GORDOS
Cada dia mais difícil olhar uma tela em branco. Seguir meu teclado já meio apagado pelo vício e pelo teclar insistente e continuo, no qual já é desnecessário procurar letras, é tarefa continua. Tenho habilidade o suficiente para digitar sem olhar com 10 dedos numa rapidez que me assusta, não por ser exorbitante, mas por ser de uma prática ímpar. Penso em quanta vida passou por este teclado, em quantas palavras preguei nesta tela em branco tantas vezes companheira. Mas, que agora me denuncia. Denuncia que eu tô ficando velha, que já não sou tão adolescente assim, já tenho responsabilidades, tenho promessa de profissão. Pensar, procurar, escrever, investigar, informar, estudar. Tudo isto me é querido de uma maneira imprescindível. Não sei viver sem, mas não sei viver sem a minha irresponsabilidade com as palavras. Sem clichês de um mundo regado a métodos, a guias, a manuais. Preciso ir por este que é o caminho mais fácil embora mais longo. Uma faculdade, um estágio num lugar que provavelmente não terei orgulho eterno, mais tarde um emprego, mais um, outro, agora com o que eu sonhei quem sabe. E quando o que eu sonhei não fizer mais sentido!? E quando o sentido do sonho se esvair dos meus pensamentos?! Estou fadada a ser uma chata jornalista que bebe as verdades que gostaria de gritar, mas o manual, a linha editorial, o medo, a própria vida a impedi? Serei eu mais uma!? Sempre quis ganhar dinheiro vendendo palavras. Este é o caminho?!Dúvidas que deveriam ter sido assopradas para longe quando entrei na faculdade. Mas não, este foi só o passo mais fácil. Agora chegou a vida real. Me bate a real, eu não sou filha de ninguém influente. Nem tão pouco conheço alguém assim. Não sou modelo de beleza e nem beleza de modelo. Não tenho grandes feitos e nem pequenos. Não tenho feito nenhum. Nem feito, nem desfeito. Não abracei uma grande causa, não colei um grande causo. Não tive sortes exorbitantes...
Tenho a mim, a um teclado já desbotado, a professores críticos, a minha crítica interna que teima em ser a maior de todas. Dúvidas, incertezas, medos, grandes e gordos medos.
Cada dia mais difícil olhar uma tela em branco. Seguir meu teclado já meio apagado pelo vício e pelo teclar insistente e continuo, no qual já é desnecessário procurar letras, é tarefa continua. Tenho habilidade o suficiente para digitar sem olhar com 10 dedos numa rapidez que me assusta, não por ser exorbitante, mas por ser de uma prática ímpar. Penso em quanta vida passou por este teclado, em quantas palavras preguei nesta tela em branco tantas vezes companheira. Mas, que agora me denuncia. Denuncia que eu tô ficando velha, que já não sou tão adolescente assim, já tenho responsabilidades, tenho promessa de profissão. Pensar, procurar, escrever, investigar, informar, estudar. Tudo isto me é querido de uma maneira imprescindível. Não sei viver sem, mas não sei viver sem a minha irresponsabilidade com as palavras. Sem clichês de um mundo regado a métodos, a guias, a manuais. Preciso ir por este que é o caminho mais fácil embora mais longo. Uma faculdade, um estágio num lugar que provavelmente não terei orgulho eterno, mais tarde um emprego, mais um, outro, agora com o que eu sonhei quem sabe. E quando o que eu sonhei não fizer mais sentido!? E quando o sentido do sonho se esvair dos meus pensamentos?! Estou fadada a ser uma chata jornalista que bebe as verdades que gostaria de gritar, mas o manual, a linha editorial, o medo, a própria vida a impedi? Serei eu mais uma!? Sempre quis ganhar dinheiro vendendo palavras. Este é o caminho?!Dúvidas que deveriam ter sido assopradas para longe quando entrei na faculdade. Mas não, este foi só o passo mais fácil. Agora chegou a vida real. Me bate a real, eu não sou filha de ninguém influente. Nem tão pouco conheço alguém assim. Não sou modelo de beleza e nem beleza de modelo. Não tenho grandes feitos e nem pequenos. Não tenho feito nenhum. Nem feito, nem desfeito. Não abracei uma grande causa, não colei um grande causo. Não tive sortes exorbitantes...
Tenho a mim, a um teclado já desbotado, a professores críticos, a minha crítica interna que teima em ser a maior de todas. Dúvidas, incertezas, medos, grandes e gordos medos.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
SEM PLANOS
O tempo que deixei isto ao relento quase simula um abandono. Mas não é bem este o mal que me afastou daqui. O abandono não caracteriza parte alguma da minha vida, embora sinta as vezes que esta é a saída mais fácil. Acordar amanhã e procurar vida nova. Fugir das minhas confusões. Esconder sentimentos. Encontrar verdades que teimo em inventar. Viver o figurado da vida.
Seguir o teu conselho. O teu cheiro. Dedilhar o seu cabelo. Olhar seus olhos que me dizem mais do que as minhas palavras são capazes de reproduzir. Talvez a minha capacidade de transformar sentimento em palavras esteja se perdendo. E falar fique cada vez mais difícil, enquanto a minha pequena capacidade não se esvai. Olho para trás e não me arrependo de nada. Não deixo cada segundo escapar da minha memória. Sinto falta do seu beijo, de tocar sua pele, da nossa cumplicidade precisa e imprescindível. O daqui para frente pode ser diferente. Mas o daqui para trás me dá forças, para seguir em frente vivendo de momentos bons e pronto. Sem planos...
O tempo que deixei isto ao relento quase simula um abandono. Mas não é bem este o mal que me afastou daqui. O abandono não caracteriza parte alguma da minha vida, embora sinta as vezes que esta é a saída mais fácil. Acordar amanhã e procurar vida nova. Fugir das minhas confusões. Esconder sentimentos. Encontrar verdades que teimo em inventar. Viver o figurado da vida.
Seguir o teu conselho. O teu cheiro. Dedilhar o seu cabelo. Olhar seus olhos que me dizem mais do que as minhas palavras são capazes de reproduzir. Talvez a minha capacidade de transformar sentimento em palavras esteja se perdendo. E falar fique cada vez mais difícil, enquanto a minha pequena capacidade não se esvai. Olho para trás e não me arrependo de nada. Não deixo cada segundo escapar da minha memória. Sinto falta do seu beijo, de tocar sua pele, da nossa cumplicidade precisa e imprescindível. O daqui para frente pode ser diferente. Mas o daqui para trás me dá forças, para seguir em frente vivendo de momentos bons e pronto. Sem planos...
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