domingo, março 02, 2008

AO ACASO

Nas diferenças mora a igualdade. "Quem é de verdade sabe quem é de mentira". Mas qual é a verdade, senão a nossa, aquela que nunca é dita? Aquela verdade que não é uma qualquer, naquela cidade que todo mundo vai falar que não é.

Verdades ditas nas bitucas de cigarro e nas garrafas divididas. Costurando palavras em abertas feridas. Encontrando verdades em olhares cúmplices nas mesas esquecidas. Soluções diluídas em almas fudidas. Passado, presente e futuro se cruzam em qualquer lugar da vida.

Cigarro cigarro. Bebida bebida. O rock'n'roll e risadas acompanham a trilha. Nós largados nessa cidade, cidade nossa de ruas perdidas. A luz amarela, a cidade alerta, a mesa de bar e o cheiro da brisa. O copo vazio, a fumaça levada, a verdade criada é o que vira.

"Quem é de verdade sabe quem é de mentira."


Suellen Santana e Yuri Kiddo



Noite de sábado, eu não ia sair, porque chegar às 7h30 da manhã do domingo passado e o resultado da minha conta não eram interessantes para esse fds. Então, 7h no msn, o que você vai fazer? Ver filme, tenho uns 7 aqui e você? Nada. Ah, to com dor de garganta. Eu também, mas toparia uma cerveja. Poxa, eu também. E aquele bar lá na frente da praça? Ah, cheio e caro. Nossas gargantas não vão aguentar muitas mesmo. Vamos? Vamos, tá, me dá meia hora, vou colocar a lente e desço. E, daí 7h30 da noite. Algumas garrafas a frase sensacional no ar e eu falo: "vamos fazer um texto?". Agora? É.

Foi isso. Eu nunca escrevi com ninguém. Não desse jeito. É diferente. Mas, pode ser legal.
7 DIAS FÁCEIS DE RESOLVER

Eu continuo sem acreditar em tantas coisas.

A minha sensibilidade nem sempre está em lugares comuns. Eu choro em finais de livros como nos filmes. Eu choro lendo textos intermináveis escritos por pessoas que vivem outros lugares. Eu sorrio com finais felizes e penso quando tudo pode só ser simples daquele jeito.

Eu largo as minhas coisas nos desejos de boa noite, boa tarde, boa manhã, boa vida. Troco um adeus por um até logo. E tchau pelo similar em línguas desconhecidas.

Todo dia é arte e eu me reviro do avesso. As minhas palavras só suas. A sis brinca e faz piada, fala que queria alguém escrevendo para ela. Deve ser bom. No fundo você tem certeza que é você. Eu sei. Você sabe. Alguns outros também. Mas nada é tão óbvio assim. Eu carrego nos olhos o mistério. Na vida o passado leve e resolvido. Uma vez por mês nostálgica, com os olhos apagados, o corpo pesado, uma vez por mês todos os sentidos falando muito alto. A saudades, a alegria, a tristeza, os medos e você. Uma vez por mês as certezas piscam e eu sei o que carregarei. E o tempo é anacrônico. Uma vez por mês em todos os meses desde bem cedo.

O almoço em família, amigos dos meus pais, risadas com as cosias que não paravam no prato da mini me. Brincadeiras com o meu gostar de certas coisas. A caipirinha do meu pai. Eu de roxo e mais piadas sobre o óbvio. Ainda é três da tarde e o resto do dia eu divido em uma calçada ou na sala dos meus amigos.

O resto continua com o casal hermano e com quem mais aceitar o convite.
CULPA DO PASSADO

Eu fui aquela criança hiperativa. Imaginando que o nó dos meus dedos eram outras grandes coisas. Olhando os meus brinquedos como pedaços de uma cidade que construiria mais tarde. Fazendo dos desenhos da tv, filmes inteiros. Rabisquei paredes, incontáveis vezes. Quebrei várias coisas que minha mãe remendou e quase me matou outras tantas. Irritei na minha fase 'zequinha'. Lia todas as placas em voz alta e na minha cabeça os outros só saberiam se eu falasse. E eu falava no ônibus, no carro, nas calçadas. Eu falei tanto. Andei de carrinho de rolimã, bicicleta, patins, pulei muro, perdi uma bola de vôlei para a roda de um maldito caminhão que passou por cima dela. Morei em rua sem saída e condomínio fechado. Mentiram pra mim. Amei muito alguns animais. A xuxa, o cachorro do meu primo, o pastor alemão que eles mataram e me fizeram acreditar que era um erro dos outros. Até que minha mãe achou que depois de seis anos eu já poderia saber, o cachorro foi sacrificado.

Cresci e fui ser a menina com uma grande mochila no centro de são paulo. A que depois descobriu em palavras o seu refúgio. Nas músicas o ritmo que faltava e na vida a graça que ela sempre imaginou.

O tempo foi passando. Sem que eu adiasse. Com os planos dos meus gibis. A força da mônica, as idéias infalíveis e fracassados do cebolinha. As músicas dos saltimbancos. A minha época misturada as outras. Como tudo sempre é. Uma mistura: a minha vida.

E tudo ainda está por vir. Sem bobagem e tanta amargura. A vida é dura e eu quase me acostumei. No momento eu preciso me entregar. Ser a mulher de liberdade, um amor de verdade, te fazer fechar os olhos e sorrir. Pensar que dali pra frente, não importa a minha idade, o melhor está por vir.



ps: outra música da mesma banda, não posso falar qual, quando for lançar o cd: palavra de índio, eu falo aqui.
NE ME QUITTE PAS

As frases naquela bela língua que por brincadeira com quem ensinei a escrever casa, vou aprender, por birra de menina que quer aprender a cantar 'ne me quitte pas' também. As palavras doces e o filme que não consegui continuar a assistir nessa noite. O mundo inteiro conspirando a favor de qualquer coisa que não conseguiria prender em palavras.

E a calma nessa noite de sábado quente. A mesa de um bar perto da minha casa, lugares que não conhecia com pessoas que nunca vi. Diferente dos meus desconhecidos íntimos de augusta. E com a liberdade das minhas pernas até em casa. Depois jantar com a mini me guardando coisas e falando de outras. Ela do meu jeito. Mais paciente e com um humor que não pode ter sido só meu. Ela diz que sim, quando estrapola com minha mãe fala que eu ensinei, imagina, ela é melhor do que eu. A garota é esperta, muito esperta, vai aprender tudo isso. Do jeito dela porque falar jamais vai impedir de viver. Porque eu quero ver as pessoas crescerem sem amarras. Perto dos meus braços e livres de mim também. Eu quero a liberdade nos seus pés como coloco nos dela. A garota é esperta.

Eu tenho andado diferente. Os passos são realmente mais firmes. Foi a escolha de caminhos. E a luz no fim de um túnel que posso nunca chegar. Não tenho mais medo de cair. Porque eu sei que um sentimento verdadeiro me levanta. Me faz sorrir. Tira dos meus olhos as incertezas, me dá ombro e mãos para segurar. Sem nenhuma força genial, nem um lugar longe demais, tudo ao alcance dos meus dedos. Grudados em telas em branco. Sem me importar com o resto, com a minha atitude de garota aparentemente bem resolvida, meus ouvidos de menina encantada. Minha verdade da mulher pouco conquistada.

Eu preciso me apaixonar o tempo todo. Pelos detalhes idiotas. Por palavras. Melodia. Cidades. Culturas. Vida, eu preciso me apaixonar se não a vida fica morna. Eu vou levantar segurando os joelhos e ir andar. Eu vou atrás das minhas certezas vazias e dos mundos para construir. Eu vou te fazer brilhar. Porque você precisa disso, você sabe, eu sei que você sabe. E os outros também precisam ver tudo isso que eu enxergo.

Além do francês e da negra cantando ne me quitte pas. Além de quase tudo nessa vida, fica tudo aquilo que importa e importa muito.




ps: ufa, chega de fevereiro, chega. :)

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

BOM DIA

- oiem
- heyturistam.
- hasuashuashuas
- ticatarmmmm
- ahn, micataram?
- vai te catar, suellen
putaqueopariu
não é nem setemeiadamanhã e vc já cozormônios doidos né, bem?
- HAHAHAHA.
TALVEZ ATRAPALHA

Sem mais vontade de fazer. Sem planos, dinheiro ou você. Com a cabeça longe e o corpo risonho. Eu me encontro ao seu lado e me perco. Eu sorrio e paro. Paro e encosto a cabeça em pensamentos. O tanto que as coisas me interessam. E como tudo passa rápido demais com você por perto.

Hoje sorri com uma folha dobrada nas mãos. Uma frase em caneta azul. A minha amiga abraçou um Aquino e escreveu isso. Eu abracei aquino. Porque alguns dos meus amigos escrevem em guardanapos, escutam com o coração e vivem com a cabeça em sonhos.

As seis da tarde a vida pára de correr. Sentir verdade e a vida para viver. Isso é com você e todos os meus amigos. O tempo correndo em todas as direções e as seis horas nós nos encontramos em ligações. No meu caso, antes, pouco antes. E ainda posso abraçar a tarde em carinho no Guimarães. Com o dvd dos los hermanos que tocará amanhã e com quem aparecer. A saudades falando alto. A gastrite me irritando.

Pense bem ou não pense assim. Eu parei em uma cisma, eu sei. Bati piadas e escondi verdades. Não deixei cair. Segurei no ar. E hoje, eu sei. Quis nunca te perder. Então não falei e não ouvi. Arriscar o bem por uma razão que você não enxerga.

Não é fuga de verdades. Porque nenhuma verdade é imutável. Até as certezas mudam. O colorido dos olhos, a leveza dos meus atrasos pontuais, os meus dias com o tempo no lugar. Tudo já esteve tão bagunçado e agora eu dei um jeito no caos que eu sou. Continuo com a minha baderna arrumada, a minha mesinha mostrando pendências, o monitor e a capa do meu bloquinho com o post it onde lê-se "é você". O meu clichê número oitocentos.

Ai, ardido peito, quem irá entender os seus segredos? Quem irá pousar em teu destino e depois viver do teu amor.
COMO TODA PAULISTA

O gosto daquela viagem no lugar com prazer de aceitação. Os braços que não era o que esperava. E o jeito diferente do que sonhei. Mas sentir me deu uma segunda chance de tornar daquela a primeira vez. E então, no meio disso, eu percebi quanto gostar faz diferença. Toda a diferença. Um gostar despretensioso e simples. Sereno e assim foi. Só foi.

No lugar as lembranças todas daquela chuva e do meu medo atravessando a cidade. A insegurança gritando e o medo. Tanto medo. Tanto, e hoje ele não faz mais sentido. Eu fui, senti e fui, caminhei e não me arrependi. Dentro dos erros alguns acertos em frases soltas.

Meu sorvete mais colorido do que das crianças que entraram perguntando quantas bolas podiam pegar. Eu me enchendo do gosto da saudades. Cupuaçu, porque eu morro de dor de garganta e me entorpeço dessa droguinha branca.

A minha vida que no fim encaixa. Sempre encaixa. No bem e no mal. Nas incertezas e nas mais duras certezas. No que aparece e o que está sempre aqui.

E do amor fica o se isolar ou se render. A redenção e os seus males e delícias. Com a minha idade me impedindo de me esconder. Medo da adolescência inconsequente e feliz com minha coragem no lugar só dela. E tudo que faz parecer profundo. O róque. A vida. As palavras. Algumas pessoas e você.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

MAIS UM


Blog novo. Recorte aqui. Notícias, entrevistas, coisas e uma brincadeira mais séria de ser jornalista. Pra começar aquela tão falada entrevista com a Clarah Averbuck.


aqui.
SUCKER LOVERS

Já quis que tudo corresse e que o mundo parasse. Me senti sozinha entre a multidão e acompanhada sem ninguém. Queimei vida em papel e inalei minha própria fumaça. Errei incontáveis vezes e acertei de forma incomparável. O meu maior acerto vai ser sempre sentir. Por pior que vá ser no fim. Mesmo que eu fique andando em círculos pelo mesmo lugar. Escrevi para me entender e para confundir. Sorri para não chorar e chorei para não sorrir. Troquei passos com nada e parei no meio do turbilhão.

Senti tudo até o fim. Me anestesiei para ficar vazia. Já odiei tanto o vazio e olhei a vida cheia demais para mexer nela. Vivi um erro maravilhoso. Já quis que os acertos voltassem e outros fossem direto para as lembranças. Já quis muita gente e precisei ficar sozinha. Tive algumas pessoas. Fui de alguns. Fugi de outros. Entreguei coragem e colori sonhos. Dividi sonhos e quis descansar a cabeça em alguns ombros. Sentir o frio no rosto e o calor da pele.

Corri. Andei. Fui levada e me deixei levar nos caminhos das possibilidades. Ouvi música triste para sofrer e alegres para deixar o corpo ir. Trai letra com melodia e fui traída. Segui minhas vontades e aprendi a lidar com o novo. Conversei madrugadas inteiras antes dos países se separarem. Esperei, troquei mensagens, ouvi e falei muito para confortar a espera. Já fui mais importante do que foram para mim. E já não tive importância nenhuma. Desisti quando não conseguiram me parar. Não gosto de abraços pensando em outros braços. Pele querendo outra. Beijos trocados com o vazio de não ter quem importa.

Adquiri manias. Corri de calma e andei com a pressa. Aprendi a ler o seu olhar. Quis muito que meu celular tocasse e do outro lado a sis. Só a sis para me mandar e-mails brincando com a minha mania de ir. Até quebrar a cara. Até dar certo. Não importa. Eu vou. Eu continuo. Porque eu sempre continuo. ignorei as suas frases. Atendi os pedidos que você nunca me fez. Li tanto e tanta coisa que não me dizia nada. Achei em outras linhas as minhas palavras. Uma intensidade conhecida. Corri da solidão que pesa e construi a minha. Fiz de todos os tropeços, impulso.

Segurei linhas para não ferir. Contive algumas verdades para não ser caos e fui mesmo sem querer. A minha forma desgovernada de sentir virou paz. Sem parar. Nunca parar. Se parasse não seria eu. Sem ser eu, não interessa, nem pra você e muito menos para mim.

Abri mão de coisas para me dedicar a conhecer a mini me. Contei amigos em duas mãos. Cumprimentei milhares de pessoas com a cabeça. Aprendi a tolerar e fazer das diferenças alicerce. Fui intransigente. Mordi quem forçou aproximação. Senti mãos sobre mim que não me interessavam. E no fundo, eu sou sincera, leal e real comigo. Acima do mundo. Acima de quase tudo.

Queimei. Me queimei com a minha coragem falhando. Caminhei para abismos e pulei. Pedi mãos para sair e já gritei para ficar. Exclui gente inteligente da minha vida porque não era a inteligência que me interessava. É a mesma coisa da minha. As mesmas músicas. As mesmas verdades. A mesma coragem. A mesmice que transforma a vida nessa prisão. E eu não sei me sentir presa. Nunca soube. Tirei sorrisos do caminho. Fiz chorar e chorei. Quis magoar e terminei assim. Fui magoada pelos meus acertos e cresci nos erros. Caminhei junto com a minha vida. Corri junto com as possibilidades e conversas do caminho. Levanto se é assim que você quer. Não subestime minha percepção. Eu vejo vida onde você não enxerga. Ouço onde você não escuta. Caminho onde você não sabe como chegar. Se você quiser, se ai no meio valer, vem comigo e o silêncio.

Vou sempre ser a garota que cala quando não tem o que falar. Não comenta quando as palavras fogem. A menina que senta sozinha no banco. Que ouve o que ouve. Mesmo que até minhas músicas sejam insegurança nos olhos alheios. Pouco me importa. Pouco importa, virá palavra e mais certeza.

Os olhos me falam coisas que palavras não conseguem. Eu não sei viver sem enxergar. Não consigo. A miopia deixa tudo meio impressionista. Do mesmo jeito que os pintores faziam a sua arte. A lente, o óculos e o que tiro da minha frente mostra que existe formas para chegar. Fala, me fala tudo, conta os seus medos e eu te ajudo. Eu conto dos meus caminhos. Nada que te impedirá de viver. Vai lá. Eu sei para onde você caminha. Eu vejo, mesmo que você me ache ingênua. As piadas são verdades.

Continuo nos meus lugares. Com um outro para fazer bagunça. Com os meus medos escondidos na minha fortaleza. Essas coisas que você vê. Eu sei que você vê. E no fundo sabe que é só você. Hoje e pelo tempo das coisas passarem. Porque passa e vai passar. Morri algumas vezes e renasci. Agora, caminho sem arrependimento, com tudo feito e resolvido.













é pra você. mesmo que você não saiba. e erram. acham. ouvem. todos ouvem. as mesmas pessoas me falando as mesmas coisas. a sis me mostrando o meu passado e eu só enxergo o presente.






Sucker love, a box I choose
No other box I choose to use
Another love I would abuse,
No circumstances could excuse

In the shape of things to come
Too much poison come undone
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you.







é você.




ps: escrito na aula de telejornalismo. escrito nos pensamentos do filtro de um cigarro.
CORAÇÃO

Ai, dor de cabeça, garganta, febre. Dor, dor, dor.
Mas sempre tem um para fazer rir. Seis da manhã:

- su, tou com uma dor na mão, saindo dos dedos. acho que é tendinite.
- ixi, nem deve ser, ein? seria no pulso.
- é, não sei.
- deve ser coração isso aí.
- é, acho que não chego no fim dessa semana.
hahahahahahahaha


outro


- então podia! =)
- hahaha...
- ia ser a virgem maria [2]
- hahaha
- ia fazer fila pra olhar pra mim =)
iiiixi
- quimprovável
justo vc
nossa deve ser um porre
todo o povo
- néam oO

* justo eu nada.
GAROTO

Se depender da quantidade de estrelas no céu o dia de amanhã vai ser bom. Se depender de mim um sebo empoeirado. A reunião de trabalho. As músicas alto. O centro dessa cidade e o meu centro na mesma comunhão.

Se tudo dependesse só de mim. Eu teria aquele beijo na varanda e as nossas risadas quando a nossa amiga perguntou o que a gente fazia. Nós que riamos dos outros na rua. Nós que fomos sempre os mais livres e apegados. Nós. É garoto, você é um nós que me falta nos dias de caos. Agora você tem uma outra pessoa. Em um estado de diferença. Agora você se assume. Agora você é o meu amigo mais querido. Felipe, garoto, Felipe.

Então a gente conversa no msn e eu te conto dos meus erros. E você me fala de finais de semana. O Rio de Janeiro e quem te quebra em duas cidades. Você que me fez acreditar no amor em todas as suas formas. Não é só putaria. Não é. Com você, por pior que você seja, e você é, não é só isso.

Hoje eu recomecei a ler o livro que você me deu. No que você escreveu: 'vou deixar gravado aqui o que nada, nunca, vai apagar: te amo'. E sim, tudo igual, tudo sempre igual. O quarto no hotel e você falando o que eu sempre soube. Passaram outros amigos como você. Como a nossa amizade colorida. Mas, o que você me mostrou nunca ninguém vai substituir.


Sis, caraleo, saudades. Saudades. Saudades.
Podia pular a quinta e chegar sexta. E o guimarães, as garrafas, a fumaça e você entendendo tudo em me olhar.



ps: depois de uma aula passada no bar e o pensar em nada, tudo encaixa. sempre encaixa.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

'SEM MAIS IDADE PRA SE ESCONDER'

Aqueles dias que gastei me afastando
Boba
Eu sabia que não conseguiria
Já aconteceu antes

Mas nunca olhos falaram tanto
E palavras ficaram no vento
Os enigmas, as brincadeiras e a independência
A vontade de te ter perto
O respeito em te ver longe

Os dias que eu gastei
As conversas no meu bar
Na minha praça
No meu porto seguro de concreto

As coisas que eu não disse e ficaram entaladas
Palavras não ditas
Verdades ouvidas
Algum achismo barato de quem não importa

A minha vida é minha
A sua é sua
É a liberdade e o resto
É a simplicidade
As palavras não ditas
As escritas
As ouvidas
É o que você vê

As coisas que você pode receber
Tudo que eu tenho pra te dar
Você conseguiu o meu melhor
E eu nunca tinha experimentado esse pedaço
Você pegou
Me mostrou
Me fez esperar com a paciência

Você deixou o jogo sério
A vida leve
De sacanagem pegou as minhas cartas
As marcadas
E as que não conhecia
Agora o meu jogo é seu

Com as coisas que não mostro pra ninguém
E as que você vê nos meus olhos
Os seus sorrisos
Os seus braços
Você
Poderia ser simples
Mas, ninguém nunca falou que viver ia ser fácil




ps: eu ainda vou ter algum problema sério com ctrl v. quase foi agora, quase.
SOLTA

Tudo leve. A confusão continua por perto, obrigada. Mas é assim que é. Assim que vai ser. Não importa. Os dias estão leves. As certezas enfileiradas. A paciência mostrou que existe. E tudo, quase tudo, faz sentido agora.
Só queria falar pro mundo: não importa. Você pode complicar tudo. Revirar tudo. Achar que sua ordem é o descontrole. Fazer tudo como uma filhadaputa faria. E escrever demais, não dormir, perder e ganhar. Pode tudo. Porque do meu jeito eu vou continuar. Mas, uma hora a vida mostra que pode ser mais simples e foi.


O que existe
Existe porque as palavras não podem desmentir
O que a verdade vê
Enxergar a verdade é fazer existir
Aquilo que não existi
Porque certas coisas existem e só


Perdido no bloquinho. O bloquinho acabando e vários parágrafos soltos. Frases, sentimentos, lugares. Tudo solto naquele bloquinho com um post it amarelo escrito de canetinha preta: é você.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

VOCÊ

Você queria ouvir
Talvez você quisesse falar
Você queria acreditar
No fundo você queria uma das minhas coisas simples

Mas simplicidade ficou na conta
Uma daquelas que deixei pra depois
E depois eu prometi que voltava
Falei que esperava

Todas as coisas que todo mundo fala
Simplicidade é o lugar raso do mar
Onde você fica quando é criança
Simples é o brilho dos teus olhos

As luzes, os cheiros, a vida
Os outros e nós mesmos
O sentido
Tudo vazio de sentido quando você sorri

Eu sou a menina de botas
Agora, sem longos cabelos
Eu sou a menina que não é doce
Mas seria o seu sentido mais sincero

A menina cresceu
Quase uma mulher
Complicada
Intensa

A menina que queria ser mulher
Um dia ela viu que olhar você
E só você
Fazia dela a menina que ela queria ser
E foi

De todos os erros infantis
Dos gostos que ela não experimentou
Da paciência que ela teve
E da liberdade que ela nunca conseguiu soltar

Você é o acerto mais colorido
O erro mais bonito
A mentira mais verdade
Os seus olhos
As pontas dos seus dedos
Tudo que é só você
Só você dentre todo os outros
As línguas misturadas
As vidas faladas
Essa verdade
Uma mentira
Que ela dizia em pensamento ser só você.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

SEM O MAR

Chuva, sol, frio. Tudo que eles falam é do amor. Eu sentada, ali com as pernas cruzadas e a saia cumprida. As pernas que trocam passos com o silêncio nessas ruas. Em cada poste ou outdoor dizem o que eu já sei de cor. Aquela imagem da Virginia Woolf no muro perto da Soroko. Você lembra? É, eu também. E aqueles haicais. A vida. Os momentos. Essas paredes que já me virão com outros. Esses passos que já seguiram outros. Essa mentira que nunca foi essa verdade que é só sua, hoje e pelo tempo que durar, porque tudo é serviço pra você. Peguei na sua mão. Então, eu fui a tormenta de risadas que eu sei ser. E a intensidade te fazem brilhar os olhos. A incompreensão e os sentimentos se despertando. Eu te falei, o amor verdadeiro não tem vista para o mar.

Toda vez que te vejo é como a primeira que vez. Ou o dia que eu percebi que você era diferente dessa gente toda. Essas coisas que você esconde entre os seus sorrisos. Era 1932. Os primórdios de uma menina cheia de sonhos. Aquela que tentava endurecer e não suspirar. É 2008. Essa menina já estaria uma senhora, se os anos não passassem em segundos pela cabeça. Todas as canções são amor. Tudo igual, virei no fundo do sentir e me lembrei de você.

Eu olho e você nada. Vou te ajudar. Te colocar perto e deixar tudo o mais perfeito que você imaginou. A perfeição que eu imaginei entre sorrisos, dificuldade, bebidas. Talvez, vinho, a única coisa que não bebo a esmo. Tem história e o corpo despedaçado em lembranças. Eu quero mudar. Eu preciso fazer o vinho ter o mesmo gosto bom da adolescência. Assim como eu preciso e não tenho problemas em mudar. É só o teu olhar para que eu me entregue alegre.

Então, vem fazer parte dessa história.


ps: pedaços soltos de quatro músicas do cd conseguido graças a boas amizades (néam, pree) agora é esperar eles lançarem e escrever mais com nome e itálico nos pedaços. em breve, em breve.

domingo, fevereiro 24, 2008

Susi não anda sozinha



Aqui tem outra edição. Como era no começo. Quase como era no começo.

É tudo mentira.
Verdade.
Ou não.
Ou é.
Vai ser.
Um texto pode só ser um texto ou não. Mas é.
TEMPO

Mais de 200 vozes na minha cabeça. Organizadas. Formando pedaços inteiro de vida. Tempo nenhum. Preciso sentar e passar coisas para ficção e transformar tudo em realidade.

Enquanto isso mais da garota.

sábado, fevereiro 23, 2008

SIMPLES

Depois das manhãs os dias ficam melhores. Sábado e uma aspirina.
SEM NORTE/SUL/LESTE/OESTE

As coisas saíram do rumo. De leve tudo ficou fora do lugar. A minha sorte é a minha nova obsessão chamada: paciência. É que eu resolvi pular para fora desse carrinho, em outras palavras decidi ir devagar. Comecei a andar com as pernas. O carrinho parece ser mais divertido. Talvez, eu volte. E tudo fica outra vez rápido. Forte. Maluco. Maluca. Garota, garota, garota. Como será tudo daqui dez anos? Melhora? Piora? Fica assim?

Daqui a pouco aquilo passa. Sem ciúmes. Sem esperança. Sem coragem. Sem eu. Ficou só a necessidade de buscar o meu livro. Eu vou pra Augusta amanhã só buscar meu livro e quem sabe entre no Outs. Quem sabe eu durma hoje. Ou não. Tchau, vou assistir mais desenho. Tv a cabo é vida, Brasil. Será que a mini me fica brava se eu chamar ela pra assistir 'procurando nemo' pela milésima vez? Eu não gosto de ver desenho sozinha, síndrome de filha única por oito anos, pensando bem: uma e trinta e quatro da manhã não vai ser uma boa hora para despertar a sagitarianazinha.
OBSERVAR

Talvez se eu soltasse o muito. Aceitasse as coisas devagar. Tudo devagar. Como eu juro que estava acontecendo. Com certas coisas a paciência continua. Mas com o resto ela, realmente, saiu do lugar. Eu não sei viver no meio de um monte de gente me perguntando coisas. Querendo saber coisas. Achando coisas. Eu juro que não tenho problemas em puxar a barra da sua calça quando precisar. Mas, agora, nesse instante, me deixar quieta, é o melhor a fazer e ainda deixa seus medos de eu estragar o mundo fora de cogitação. A menos que você me prenda demais. Me sufoque e eu acabe falando porque não confio. Não é bem falta de confiança. É só porque eu soube antes de acreditar. Das coisas que eu não aceito. Das poucas coisas que eu não aceito.

Me falam tanto de sinceridade. Porque eu uso meias palavras, e isso, aquilo, o resto e o inteiro. Quem precisa entender, entende, não cobra, espera. As coisas tem o tempo delas. Eu tenho o meu. Daqui há um tempo a gente pode beber todo esse caos diluído em álcool. As coisas que eu só consigo resolver sozinha. Ou com tão poucos que é indiferente contar. E as pessoas defendem as outras. Como se defesa fosse adiantar e eu não fosse sorrir e concordar com a cabeça discordando com os sentimentos.

Alguns acham que nasci ontem. Tem pouco tempo, é verdade, mas o suficiente para colocar coragem na bolsa. Carregar o entorpecimento. Sorrir, andar e ao lado da mini me, ser a pequena. A pequena dela. A garota deitada no sofá voltando no tempo. Com um sanduíche de queijo branco e um copo de coca cola. Isso e o cd mais perfeito tocando. E a tv. E o caos que eu sou. É hora de ser minha. Eu sou. Seria sua. Mas, ser minha por enquanto, me basta.




acabou o bolão, as brincadeiras e espero que a curiosidade. acharam, acharam tanta coisa errada. eu falei e enrolei. eu não falei e disse muito mais. o mais destrutivo é tentar entender. quem senti, senti e ponto. sabe e ponto. entende e ponto. e sim, eu tou bem, muito obrigada. só não acha que eu não sei, eu sei e uso ponto e vírgula quando pedem para não me falar nada.