Novo capítulo
Na prática as coisas são bem mais simples do que nas teorias que a minha cabeça, sem motivo, cria. Eu só precisei notar quais são os meus direitos e o maior deles é: ter os meus amigos e, se para isso tiver que relevar uma diferença dessas que a gente simplesmente suporta, vou fazer isso. Não ignoro o meu passado, só não preciso alimentar as mágoas. Vou voltar a ser a menina que quer um sorriso depois de uma discussão com lágrimas. A mesma que se entregava pra vida sem medo, desde que meu porto seguro mudou de país, me mantive longe de tudo que pudesse me derrubar, caminhei por caminhos seguros, só que, eu não fui feita para ficar no chão, se cair bastará levantar. Não será a primeira, nem tão pouco a última.
Começa mais uma das páginas da minha vida a ser escrita e o capítulo chama: acaso.
Chega de pensar ou levar as pessoas a sério. É a hora de voltar a ser adolescente com a vida. Ser adulta demais, com responsabilidade demais, com cuidado demais não faz parte da minha personalidade. Afinal, o demais me cansa. Gosto de sentir a calma do equilíbrio.
"Tudo mudou, menos o que ficou igual", já diria alguém.
domingo, maio 17, 2009
sexta-feira, maio 15, 2009
So hello, good friend, i wanna be next to you
Tenho medo de ouvir um pedido, desses que a gente não espera, e preferia que não existisse: "é hora de você voltar pro seu lugar". Pro lugar que criaram para me deixar, onde eu fico em silêncio e longe. Mesmo que, eu sempre volte para o meio do caos, para pegar coisas que não derrubei, para arrumar a bagunça que daria a vida para não criar. Só que dessa vez, não me esforçaria para reconquistar algo que provaria não valer a pena existir.
Minhas últimas noites tem sido calmas, meus sonhos desapareceram. Não tenho força ou vontade de lutar por ninguém ou por nada que não envolva uma linha de chegada concreta. Queria a paz da minha garota sagitariana, da irmã que escolhi, dos cafés e das broncas em tom de "sabedoria" que só ela sabe me dar. Quero um abraço onde caiba tudo. E a certeza, que dessa vez, não vai ser como no passado.
ps. é the rocker summer, o título.
Tenho medo de ouvir um pedido, desses que a gente não espera, e preferia que não existisse: "é hora de você voltar pro seu lugar". Pro lugar que criaram para me deixar, onde eu fico em silêncio e longe. Mesmo que, eu sempre volte para o meio do caos, para pegar coisas que não derrubei, para arrumar a bagunça que daria a vida para não criar. Só que dessa vez, não me esforçaria para reconquistar algo que provaria não valer a pena existir.
Minhas últimas noites tem sido calmas, meus sonhos desapareceram. Não tenho força ou vontade de lutar por ninguém ou por nada que não envolva uma linha de chegada concreta. Queria a paz da minha garota sagitariana, da irmã que escolhi, dos cafés e das broncas em tom de "sabedoria" que só ela sabe me dar. Quero um abraço onde caiba tudo. E a certeza, que dessa vez, não vai ser como no passado.
ps. é the rocker summer, o título.
terça-feira, maio 12, 2009
All my thoughts were real
O que me importa chama: verdade. Sou capaz de perdoar erros quase imperdoáveis, desde que sinta sinceridade e não usem o drama como chantagem. Sou capaz de assumir meus erros e, lidar com as consequências. Sou capaz de passar dias feliz porque uma criança sorriu para mim. Uma noite com estrelas e uma lua brilhante pode me fazer acordar feliz no dia seguinte.
Perdi a razão sem um porquê. A vontade sem uma explicação. Estaria condenada se fizesse e, continuaria assim, se não tivesse dado um passo a frente. Fui sincera e nunca neguei que poderia te dar a superfície, mas as minhas palavras, os meus verdadeiros sorrisos, a minha calma e a forma como tudo parecia simples, jamais faria parte do que tivemos. Você nunca foi capaz de fazer os meus dias começarem sorrindo, por ironia, as duas músicas que me acordam são controversas, cada uma lembra alguém e, é sempre quando toca Beatles que eu levanto.
A Cat Power canta com seu coração de metal que "uma vez estive perdida mas agora sei que estive cega, mas agora te vejo... que egoísmo seu acreditar no significado de todos os pesadelos". E, todas as vezes que acreditei nas suas palavras de destruição, de que meus sonhos estavam errados e, o meu jeito de acreditar era, simplesmente, um erro, deixei uma parte de mim apagar. O céu, esse mesmo, cheio de estrelas, me diz agora, que você valeu meu fim e criou meu novo começo... The problem is for many years I lived my life, publicly.
O que me importa chama: verdade. Sou capaz de perdoar erros quase imperdoáveis, desde que sinta sinceridade e não usem o drama como chantagem. Sou capaz de assumir meus erros e, lidar com as consequências. Sou capaz de passar dias feliz porque uma criança sorriu para mim. Uma noite com estrelas e uma lua brilhante pode me fazer acordar feliz no dia seguinte.
Perdi a razão sem um porquê. A vontade sem uma explicação. Estaria condenada se fizesse e, continuaria assim, se não tivesse dado um passo a frente. Fui sincera e nunca neguei que poderia te dar a superfície, mas as minhas palavras, os meus verdadeiros sorrisos, a minha calma e a forma como tudo parecia simples, jamais faria parte do que tivemos. Você nunca foi capaz de fazer os meus dias começarem sorrindo, por ironia, as duas músicas que me acordam são controversas, cada uma lembra alguém e, é sempre quando toca Beatles que eu levanto.
A Cat Power canta com seu coração de metal que "uma vez estive perdida mas agora sei que estive cega, mas agora te vejo... que egoísmo seu acreditar no significado de todos os pesadelos". E, todas as vezes que acreditei nas suas palavras de destruição, de que meus sonhos estavam errados e, o meu jeito de acreditar era, simplesmente, um erro, deixei uma parte de mim apagar. O céu, esse mesmo, cheio de estrelas, me diz agora, que você valeu meu fim e criou meu novo começo... The problem is for many years I lived my life, publicly.
domingo, maio 10, 2009
You try at working out chaotic things
Vestido do melhor sorriso ele diz:
- levei um fora super bonito seu.
- Sou chata e complicada, o melhor é fugir de mim e dos problemas. Gosto de poucas pessoas, respeito o silêncio, vicio em séries, gosto de músicas da minha adolescência até hoje, iria em shows que todos consideram ridículos, perderia dias dentro de um lugar com livros e música, posso discutir a formação nuclear do ar ou a crise financeira. Já me magoaram de tal forma que pensei nunca mais ser capaz de me entregar e magoei, como agora, alguém. Prefiro ferir com a verdade do que acariciar com a ilusão. Não te dei um fora, não. Não te quero para mim, simplesmente porque gosto de você. Uma distância segura nos fará muito bem. Nunca achei que isso pudesse ser verdade, que podemos estar longe de alguém, mesmo se queremos estar perto, que essa coisa de proteção é a falta de coragem de admitir que não quer. Mas, não é isso.
- eu não quero me proteger de você. se são só essas as condições, eu aceito.
Duas mãos se encontram, outra segura o pescoço dele com o carinho reprimido, a respiração acelera ditando o ritmo e, finalmente um beijo. Perceberam, não adiantava fugir, era real.
ps. a segunda frase eu ouvi, mas respondi com uma piada qualquer, os outros paragráfos chamam ficção. já o título é Radiohead, porque eu gosto de variar. hahaha
Vestido do melhor sorriso ele diz:
- levei um fora super bonito seu.
- Sou chata e complicada, o melhor é fugir de mim e dos problemas. Gosto de poucas pessoas, respeito o silêncio, vicio em séries, gosto de músicas da minha adolescência até hoje, iria em shows que todos consideram ridículos, perderia dias dentro de um lugar com livros e música, posso discutir a formação nuclear do ar ou a crise financeira. Já me magoaram de tal forma que pensei nunca mais ser capaz de me entregar e magoei, como agora, alguém. Prefiro ferir com a verdade do que acariciar com a ilusão. Não te dei um fora, não. Não te quero para mim, simplesmente porque gosto de você. Uma distância segura nos fará muito bem. Nunca achei que isso pudesse ser verdade, que podemos estar longe de alguém, mesmo se queremos estar perto, que essa coisa de proteção é a falta de coragem de admitir que não quer. Mas, não é isso.
- eu não quero me proteger de você. se são só essas as condições, eu aceito.
Duas mãos se encontram, outra segura o pescoço dele com o carinho reprimido, a respiração acelera ditando o ritmo e, finalmente um beijo. Perceberam, não adiantava fugir, era real.
ps. a segunda frase eu ouvi, mas respondi com uma piada qualquer, os outros paragráfos chamam ficção. já o título é Radiohead, porque eu gosto de variar. hahaha
where we gonna go from here
Queria fazer cada uma das mágoas aprendizados e não, marcas. Cada uma das dores lembrança e não, proteção. Queria conseguir me entregar infinitas vezes para sentir a alegria dos primeiros dias e, que sempre, fossem os primeiros dias. Queria alguém que conseguisse reinventar a história a cada nova manhã. Uma pessoa que acabasse com a minha urgência de viver e, me fizesse sentir bem, protegida, calma, acolhida. Que a preocupação fosse consolo para solidão e, não, amarra para liberdade. Vamos juntos enxergar a beleza dos transtornos. Ganhar mais a medida que nos entregamos para o acaso, mudar as certezas, refazer as dúvidas, construir uma nova verdade. Vamos conquistar o prazer sem limites e, a liberdade sem condição, acabar com a urgência estando em paz. Posso fazer o que quero, mas não é mais o suficiente, simplesmente notei que um dia depois de ontem não me diz mais nada, além de ser amanhã. Não quero nenhuma das ligações, nenhum abraço, nenhuma palavra que me tire dos meus pensamentos. Quero te ter perto, signifique o que significar.
Mesmo que existam belas palavras, não teremos um livro de história, quem sabe, apesar de tudo, possamos ser a nossa salvação.
Queria fazer cada uma das mágoas aprendizados e não, marcas. Cada uma das dores lembrança e não, proteção. Queria conseguir me entregar infinitas vezes para sentir a alegria dos primeiros dias e, que sempre, fossem os primeiros dias. Queria alguém que conseguisse reinventar a história a cada nova manhã. Uma pessoa que acabasse com a minha urgência de viver e, me fizesse sentir bem, protegida, calma, acolhida. Que a preocupação fosse consolo para solidão e, não, amarra para liberdade. Vamos juntos enxergar a beleza dos transtornos. Ganhar mais a medida que nos entregamos para o acaso, mudar as certezas, refazer as dúvidas, construir uma nova verdade. Vamos conquistar o prazer sem limites e, a liberdade sem condição, acabar com a urgência estando em paz. Posso fazer o que quero, mas não é mais o suficiente, simplesmente notei que um dia depois de ontem não me diz mais nada, além de ser amanhã. Não quero nenhuma das ligações, nenhum abraço, nenhuma palavra que me tire dos meus pensamentos. Quero te ter perto, signifique o que significar.
Mesmo que existam belas palavras, não teremos um livro de história, quem sabe, apesar de tudo, possamos ser a nossa salvação.
domingo, maio 03, 2009
Come and be free, you know who I am
Talvez pudesse resolver todas as incertezas por decreto. A partir do momento agora, esqueceria de uma vez por todas, como é bom me sentir em paz ao seu lado. Como o seu sorriso pode iluminar qualquer lugar e as minhas dúvidas, de repente, virão certezas irredutíveis. Cansada de procurar verdade em tanto lugares errados, fico com a inércia, embora saiba que não me satisfaz apenas continuar.
Então saio por aí, como se não houvesse um amanhã, conheço pessoas que não me interessam em nada. Arrumo o passado que tanto já me incomodou e, percebo como o tempo pode ser um bom remédio. Faço tudo para fugir do que um dia senti, tudo que ficou subtendido em frases pela metade.
Vestindo ironia encontrei um amigo em um show ontem, ele estava com uma camiseta escrita “distraídos venceremos”, adoro esses garotos vestidos sem pretensão, distribuindo ironia e me lembrando do Leminski.
ps:O título é Maybe Not da Cat Power.
ps²: O meu amigo que tem a camiseta bacana publicou "Passageiro de mim mesmo", eu que (quase) nem gosto de poesia, curti. Quem quiser, pode comprar no sebo do Bac na Praça Roosevelt.
Talvez pudesse resolver todas as incertezas por decreto. A partir do momento agora, esqueceria de uma vez por todas, como é bom me sentir em paz ao seu lado. Como o seu sorriso pode iluminar qualquer lugar e as minhas dúvidas, de repente, virão certezas irredutíveis. Cansada de procurar verdade em tanto lugares errados, fico com a inércia, embora saiba que não me satisfaz apenas continuar.
Então saio por aí, como se não houvesse um amanhã, conheço pessoas que não me interessam em nada. Arrumo o passado que tanto já me incomodou e, percebo como o tempo pode ser um bom remédio. Faço tudo para fugir do que um dia senti, tudo que ficou subtendido em frases pela metade.
Vestindo ironia encontrei um amigo em um show ontem, ele estava com uma camiseta escrita “distraídos venceremos”, adoro esses garotos vestidos sem pretensão, distribuindo ironia e me lembrando do Leminski.
ps:O título é Maybe Not da Cat Power.
ps²: O meu amigo que tem a camiseta bacana publicou "Passageiro de mim mesmo", eu que (quase) nem gosto de poesia, curti. Quem quiser, pode comprar no sebo do Bac na Praça Roosevelt.
sábado, maio 02, 2009
Gordinha
Eu sei que se você estivesse aqui, teria ido para minha casa, deixado suas coisas no meu quarto. A gente se maquiaria por lá enquanto eu mudava de roupa umas 30 vezes e você ia perdendo a paciência porque queria ver algum show e, eu, estava atrasando.
Se você estivesse aqui, eu não teria passado em um lugar para jantar, lido no metrô, não teria mudado os meus planos de ver uma peça antes do show da banda que você também ia querer assistir.
E se eu estivesse aí, iria amanhã, com você, assistir o show do No Doubt, meio cansada, porque teriamos passado o dia no festival em Tribeca, se eu estivesse aí, teriamos ingressos porque não teria deixado você esquecer de comprar.
Nós iriamos virar a noite com a pulseira de imprensa, enquanto eu fazia algumas entrevistas pra matéria do concurso e você iria sorrir, feliz por eu ter encontro o meu caminho.
Mas, você não está aqui. Não posso ligar e ouvir o "hey", não posso te apresentar como "a sis".
Sabia que ia sentir a sua falta e o Estados Unidos ia parecer cada vez mais longe. Notei que além do que imaginei, os nossos respectivos aniversários, não ter você para ir na virada, me faz lembrar que provavelmente não vou passar a madrugada inteira na praça roosevelt com os meus amigos que sempre tem formas de felicidade em estados "sólidos".
Sem você aqui, as incertezas são maiores e, a palavra saudades faz mais sentido.
Sis, amo tanto que nem cabe.
Eu sei que se você estivesse aqui, teria ido para minha casa, deixado suas coisas no meu quarto. A gente se maquiaria por lá enquanto eu mudava de roupa umas 30 vezes e você ia perdendo a paciência porque queria ver algum show e, eu, estava atrasando.
Se você estivesse aqui, eu não teria passado em um lugar para jantar, lido no metrô, não teria mudado os meus planos de ver uma peça antes do show da banda que você também ia querer assistir.
E se eu estivesse aí, iria amanhã, com você, assistir o show do No Doubt, meio cansada, porque teriamos passado o dia no festival em Tribeca, se eu estivesse aí, teriamos ingressos porque não teria deixado você esquecer de comprar.
Nós iriamos virar a noite com a pulseira de imprensa, enquanto eu fazia algumas entrevistas pra matéria do concurso e você iria sorrir, feliz por eu ter encontro o meu caminho.
Mas, você não está aqui. Não posso ligar e ouvir o "hey", não posso te apresentar como "a sis".
Sabia que ia sentir a sua falta e o Estados Unidos ia parecer cada vez mais longe. Notei que além do que imaginei, os nossos respectivos aniversários, não ter você para ir na virada, me faz lembrar que provavelmente não vou passar a madrugada inteira na praça roosevelt com os meus amigos que sempre tem formas de felicidade em estados "sólidos".
Sem você aqui, as incertezas são maiores e, a palavra saudades faz mais sentido.
Sis, amo tanto que nem cabe.
quarta-feira, abril 29, 2009
A little gambling is fun when you're with me
E se eu te falar que não consigo explicar os sentimentos, talvez porque eles quase não existam, estão guardados para um dia voltarem a brilhar nos meus olhos. Pelos motivos certos deixo eles longe do meu alcance. Se as coisas forem acontecer, terão o movimento do acaso, como nos grandes jogos, nem sempre ganhar é a recompensa. Eu sempre preferi o caminho a chegada.
E mesmo perto, sabemos que longe é mais seguro.
*o título é Lady Gaga, admito que ando achando ela ótima, haha.
E se eu te falar que não consigo explicar os sentimentos, talvez porque eles quase não existam, estão guardados para um dia voltarem a brilhar nos meus olhos. Pelos motivos certos deixo eles longe do meu alcance. Se as coisas forem acontecer, terão o movimento do acaso, como nos grandes jogos, nem sempre ganhar é a recompensa. Eu sempre preferi o caminho a chegada.
E mesmo perto, sabemos que longe é mais seguro.
*o título é Lady Gaga, admito que ando achando ela ótima, haha.
terça-feira, abril 28, 2009
Pelo tempo que precisar
Tem horas, como agora, que queria me desculpar por não poder me entregar. Queria deixar a minha história nas suas mãos e, te deixar, livre, para mudar tudo de lugar. Abrir os meus sonhos, alargar minhas certezas, me desarmar de toda essa alegria fria que me tomou. Queria ser a velha menina para você transformar em uma nova mulher.
Formando novas palavras, vou me despedindo do passado e entrando no futuro, que ainda está sendo reconstruído das ruínas que ficaram. A arte de me reinventar a partir de um ponto final. Afinal, a linha de chegada pode ser a linha de partida, depende da perspectiva.
Enquanto juro para todos que esqueci, lembro em não deixar de sentir e, desse pensamento doce começam a aparecer novos sonhos.
Que eu nunca perca a capacidade de me entregar, embora, não (consiga) ainda.
Tem horas, como agora, que queria me desculpar por não poder me entregar. Queria deixar a minha história nas suas mãos e, te deixar, livre, para mudar tudo de lugar. Abrir os meus sonhos, alargar minhas certezas, me desarmar de toda essa alegria fria que me tomou. Queria ser a velha menina para você transformar em uma nova mulher.
Formando novas palavras, vou me despedindo do passado e entrando no futuro, que ainda está sendo reconstruído das ruínas que ficaram. A arte de me reinventar a partir de um ponto final. Afinal, a linha de chegada pode ser a linha de partida, depende da perspectiva.
Enquanto juro para todos que esqueci, lembro em não deixar de sentir e, desse pensamento doce começam a aparecer novos sonhos.
Que eu nunca perca a capacidade de me entregar, embora, não (consiga) ainda.
quarta-feira, abril 22, 2009
try to see it my way*
Era uma garota acostumada a sonhar. Cresceu em volta dos livros. Leu todos os clássicos até os quinze. Acompanhou séries até os dezoito. Se apaixonou por música e por ele aos vinte. Sentiam que o mundo poderia parar enquanto conversavam naquele mesmo café de sempre. Almoçavam em um restaurante bonito quando queriam se ver e, em um outro, quando precisavam discutir, tinham o cuidado de separar as lembranças boas e ruins.
A certeza dela foi estremecida por um sonho. Alguém do passado a tirava do rumo, dentro de um trem eles partiam sem destino e então ela era beijada sem chances de recusa, mesmo que ela quisesse e, não queria. O beijo do sonho, foi tão real, tão estranho, tão forte. Foi tomada naquelas mãos que a tiveram uma vez, mas dessa vez tudo estava mais forte, mais simples. Ela esqueceu da música e de Jude. Acordou atormentada por um sonho.
Escolheu o restaurante da discussão e o contou do sonho, de como se portou em sua ausência, afinal Jude ficará envolto em suas próprias dúvidas durante os últimos onze meses. Lucy o havia aceitado, porque sentia falta de tudo que foi interrompido quando ele resolveu partir.
Diante do sonho, ela não sabia se era ilusão ou se esperava um segundo beijo real. Amava Jude como a música e os livros da sua infância, como cultivava sonhos, amava a simplicidade do seu olhar e como suas mãos conheciam os caminhos do seu corpo.
Entretanto, Lucy pergunta-se: poderia aquele sonho ser mais forte que a realidade?
* Beatles
Era uma garota acostumada a sonhar. Cresceu em volta dos livros. Leu todos os clássicos até os quinze. Acompanhou séries até os dezoito. Se apaixonou por música e por ele aos vinte. Sentiam que o mundo poderia parar enquanto conversavam naquele mesmo café de sempre. Almoçavam em um restaurante bonito quando queriam se ver e, em um outro, quando precisavam discutir, tinham o cuidado de separar as lembranças boas e ruins.
A certeza dela foi estremecida por um sonho. Alguém do passado a tirava do rumo, dentro de um trem eles partiam sem destino e então ela era beijada sem chances de recusa, mesmo que ela quisesse e, não queria. O beijo do sonho, foi tão real, tão estranho, tão forte. Foi tomada naquelas mãos que a tiveram uma vez, mas dessa vez tudo estava mais forte, mais simples. Ela esqueceu da música e de Jude. Acordou atormentada por um sonho.
Escolheu o restaurante da discussão e o contou do sonho, de como se portou em sua ausência, afinal Jude ficará envolto em suas próprias dúvidas durante os últimos onze meses. Lucy o havia aceitado, porque sentia falta de tudo que foi interrompido quando ele resolveu partir.
Diante do sonho, ela não sabia se era ilusão ou se esperava um segundo beijo real. Amava Jude como a música e os livros da sua infância, como cultivava sonhos, amava a simplicidade do seu olhar e como suas mãos conheciam os caminhos do seu corpo.
Entretanto, Lucy pergunta-se: poderia aquele sonho ser mais forte que a realidade?
* Beatles
domingo, abril 19, 2009
Expectativas
A música era muito alta, as pessoas precisavam falar ainda mais alto e cada tom acima do normal fazia da cena, caótica. Ele olhava as mãos dela sobre o colo e se sentia acolhido dentro daquele olhar sereno. Já não existia algo entre eles, porque João conseguiu reverter todas as certezas em dúvidas, não conseguiu se desgrudar da sua própria liberdade para compartilhar com ela os seus sonhos, os seus anseios, as dúvidas.
O que João queria de Marina não existia.
Esperava que ela o surpreende-se, Marina que nunca sabe onde deixou as chaves e o pedia todos os dias para deixar o apartamento aberto, não percebeu que ele queria surpresas. Esperava que ela falasse dos seus sentimentos, Marina que vivia espalhando cds pela casa, mas ele não percebeu que era essa a sua forma de falar. Esperava que ela ficasse brava após uma discussão, Marina que parecia ter um estoque dos chocolates preferidos dele, e sempre deixava alguns pela casa após as discussões. Esperava que ela gostasse de músicas tristes, Marina que adorava sair para dançar, e até o acompanhou em um show que detestou. Esperava que ela não fosse tão inteligente e o fizesse se sentir estúpido, Marina que falava quatro línguas e conhecia metade do mundo, se esforçava para parecer menor ao seu lado. Esperava que ela não dormisse de meias todas as noites, Marina que não sabe dormir sem elas desde os cinco anos de idade, João não notava que ela esperava ele dormir para vesti-las. Esperava que ela não perdesse horas na frente do computador, Marina que sempre adorou assistir séries e filmes com seu notebook nas pernas, João não soube que ela pensou em vender o computador. Esperava que ela não fosse tão feliz, Marina que descobriu cedo o valor do seu lindo sorriso, João não notou quando perguntaram o que havia acontecido com a alegria dos seus olhos e Marina sorriu para escapar da resposta, antes que ele pudesse ouvir a conversa. Esperava que ela conhecesse a tristeza e vivesse dias na escuridão, Marina que não conhecia dor até trombar com João e achar que poderia se adaptar.
João queria se desculpar com Marina, contar que seus olhos ainda eram serenos e por isso continuava esperando dela, a cumplicidade. Queria contar que se sentia egoísta porque ela estaria melhor longe daquilo. Talvez, encontrasse alguém que pudesse querer dela, o que poderia dar. Músicas substituindo algumas palavras, chocolates no lugar de rancor, alegria em noites coloridas mesmo que fosse durante um filme debaixo do edredom comendo pipoca doce, a inteligência e o silêncio, um verdadeiro desfile de meias coloridas, spoilers de muitas séries que demorariam décadas até chegar no Brasil, sorrisos iluminados pela pureza que ele quase conseguiu apagar.
João queria ver Marina feliz, mas sabia que não podia sentir nada perto dela além de calma, só que ele não queria isso. Precisava encontrar em alguém tudo que Marina não tinha. O rancor, as palavras, as mesmas músicas tristes, conhecimentos menores que os seus e os olhos tristes. Ele sabia que Marina poderia se tornar tudo aquilo, mas era justo querer Daniela no corpo de Marina?
ps. ficção.
A música era muito alta, as pessoas precisavam falar ainda mais alto e cada tom acima do normal fazia da cena, caótica. Ele olhava as mãos dela sobre o colo e se sentia acolhido dentro daquele olhar sereno. Já não existia algo entre eles, porque João conseguiu reverter todas as certezas em dúvidas, não conseguiu se desgrudar da sua própria liberdade para compartilhar com ela os seus sonhos, os seus anseios, as dúvidas.
O que João queria de Marina não existia.
Esperava que ela o surpreende-se, Marina que nunca sabe onde deixou as chaves e o pedia todos os dias para deixar o apartamento aberto, não percebeu que ele queria surpresas. Esperava que ela falasse dos seus sentimentos, Marina que vivia espalhando cds pela casa, mas ele não percebeu que era essa a sua forma de falar. Esperava que ela ficasse brava após uma discussão, Marina que parecia ter um estoque dos chocolates preferidos dele, e sempre deixava alguns pela casa após as discussões. Esperava que ela gostasse de músicas tristes, Marina que adorava sair para dançar, e até o acompanhou em um show que detestou. Esperava que ela não fosse tão inteligente e o fizesse se sentir estúpido, Marina que falava quatro línguas e conhecia metade do mundo, se esforçava para parecer menor ao seu lado. Esperava que ela não dormisse de meias todas as noites, Marina que não sabe dormir sem elas desde os cinco anos de idade, João não notava que ela esperava ele dormir para vesti-las. Esperava que ela não perdesse horas na frente do computador, Marina que sempre adorou assistir séries e filmes com seu notebook nas pernas, João não soube que ela pensou em vender o computador. Esperava que ela não fosse tão feliz, Marina que descobriu cedo o valor do seu lindo sorriso, João não notou quando perguntaram o que havia acontecido com a alegria dos seus olhos e Marina sorriu para escapar da resposta, antes que ele pudesse ouvir a conversa. Esperava que ela conhecesse a tristeza e vivesse dias na escuridão, Marina que não conhecia dor até trombar com João e achar que poderia se adaptar.
João queria se desculpar com Marina, contar que seus olhos ainda eram serenos e por isso continuava esperando dela, a cumplicidade. Queria contar que se sentia egoísta porque ela estaria melhor longe daquilo. Talvez, encontrasse alguém que pudesse querer dela, o que poderia dar. Músicas substituindo algumas palavras, chocolates no lugar de rancor, alegria em noites coloridas mesmo que fosse durante um filme debaixo do edredom comendo pipoca doce, a inteligência e o silêncio, um verdadeiro desfile de meias coloridas, spoilers de muitas séries que demorariam décadas até chegar no Brasil, sorrisos iluminados pela pureza que ele quase conseguiu apagar.
João queria ver Marina feliz, mas sabia que não podia sentir nada perto dela além de calma, só que ele não queria isso. Precisava encontrar em alguém tudo que Marina não tinha. O rancor, as palavras, as mesmas músicas tristes, conhecimentos menores que os seus e os olhos tristes. Ele sabia que Marina poderia se tornar tudo aquilo, mas era justo querer Daniela no corpo de Marina?
ps. ficção.
Você
Entre o que eu sinto de verdade e o que eu preciso pensar, existe você. Entre o que é o simples para mim e o que envolve outras coisas, existe você. Entre o real e a ilusão, existe você. Entre o que eu posso ter e o que preciso persistir em errros, existe você. Entre todo o resto e a verdade, existe você.
Muito maior e quem sabe mais forte do que o inteiro...
Você.
Entre o que eu sinto de verdade e o que eu preciso pensar, existe você. Entre o que é o simples para mim e o que envolve outras coisas, existe você. Entre o real e a ilusão, existe você. Entre o que eu posso ter e o que preciso persistir em errros, existe você. Entre todo o resto e a verdade, existe você.
Muito maior e quem sabe mais forte do que o inteiro...
Você.
sexta-feira, abril 17, 2009
She’s got to do the best that she can, yeah!

Foi o tempo que a fez crescer antes de se sentir próxima, se desfez das dores antes que pudesse de fato senti-las e, sempre esteve alguns passos à frente das suas próprias vontades. Importava-se com o caminho e não com a linha de chegada. Estudava cada uma das ações e verificava, mesmo que não parecesse, se o chão não a derrubaria, esbarrou muitas vezes, bateu o dedinho na quina de algumas portas, machucou-se (é claro), mas não caiu. Segurou-se em cordas bambas, se muniu de indiferença e fingiu, muito bem, que nada mais importava.
Sentia falta das coisas simples. Das noites frias. Da cumplicidade. Sentia falta da humildade dele, pra quem ela, muitas vezes, tentou mostrar todas as coisas que enxergava em seus olhos. Sentia falta de mostrar para ele que, além de tudo que podiam ver, havia o horizonte e era dali, que os sonhos dela partiam.
Talvez, ela simplesmente tivesse notado a ausência, de sentir.
(apatia é um estado de espírito irritante)
ps. foto e título são um oferecimento Cat Power.

Foi o tempo que a fez crescer antes de se sentir próxima, se desfez das dores antes que pudesse de fato senti-las e, sempre esteve alguns passos à frente das suas próprias vontades. Importava-se com o caminho e não com a linha de chegada. Estudava cada uma das ações e verificava, mesmo que não parecesse, se o chão não a derrubaria, esbarrou muitas vezes, bateu o dedinho na quina de algumas portas, machucou-se (é claro), mas não caiu. Segurou-se em cordas bambas, se muniu de indiferença e fingiu, muito bem, que nada mais importava.
Sentia falta das coisas simples. Das noites frias. Da cumplicidade. Sentia falta da humildade dele, pra quem ela, muitas vezes, tentou mostrar todas as coisas que enxergava em seus olhos. Sentia falta de mostrar para ele que, além de tudo que podiam ver, havia o horizonte e era dali, que os sonhos dela partiam.
Talvez, ela simplesmente tivesse notado a ausência, de sentir.
(apatia é um estado de espírito irritante)
ps. foto e título são um oferecimento Cat Power.
terça-feira, abril 14, 2009
Conversa de botas batidas*
Eu queria sentir que posso sentir tudo outra vez. Quero o meu estomago revirar com um e-mail, mensagem de celular ou porque a janelinha do msn piscou. Quero pensar em coisas que podem roubar um sorriso. Quero um abraço sincero no fim do dia para garantir que o dia seguinte vai ser melhor. Quero fugir de frases prontas e de como todos se acomodam com a segurança. Quero sentir medo de me entregar e, notar que não é uma escolha. Quero uma pessoa que faça a minha história acontecer sem palavras. Quero o silêncio preenchendo a respiração acelerada. Quero contar e ouvir histórias sem que ninguém se canse. Quero conhecer cada um dos caminhos que alguém escolheu para chamar de felicidade e, mostrar os meus. Quero alguém que não pense durante cada segundo que eu vou fugir ou me desinteressar. Quero acreditar e que acreditem em mim. Quero companhia e quero solidão. Quero respeito entre cada uma das diferenças e solidariedade nas igualdades. Quero entender cada uma das particularidades que escondemos a princípio. Quero um beijo roubado em um noite linda. Quero a calma de mãos dadas. Quero simplesmente sentir que tudo é outra vez possível.
Talvez seja irreal demais acreditar que...
não acredito.
* Los Hermanos
Eu queria sentir que posso sentir tudo outra vez. Quero o meu estomago revirar com um e-mail, mensagem de celular ou porque a janelinha do msn piscou. Quero pensar em coisas que podem roubar um sorriso. Quero um abraço sincero no fim do dia para garantir que o dia seguinte vai ser melhor. Quero fugir de frases prontas e de como todos se acomodam com a segurança. Quero sentir medo de me entregar e, notar que não é uma escolha. Quero uma pessoa que faça a minha história acontecer sem palavras. Quero o silêncio preenchendo a respiração acelerada. Quero contar e ouvir histórias sem que ninguém se canse. Quero conhecer cada um dos caminhos que alguém escolheu para chamar de felicidade e, mostrar os meus. Quero alguém que não pense durante cada segundo que eu vou fugir ou me desinteressar. Quero acreditar e que acreditem em mim. Quero companhia e quero solidão. Quero respeito entre cada uma das diferenças e solidariedade nas igualdades. Quero entender cada uma das particularidades que escondemos a princípio. Quero um beijo roubado em um noite linda. Quero a calma de mãos dadas. Quero simplesmente sentir que tudo é outra vez possível.
Talvez seja irreal demais acreditar que...
não acredito.
* Los Hermanos
sábado, abril 11, 2009
Um dia, velho será
Tem horas que eu penso em como tudo mudou tão rápido. Uma luz iluminou todo o caminho, o mesmo antes tão cheio de incertezas e simplesmente me fez caminhar, sem esbarrar em nada, sem derrubar, mas também sem arrumar ou ter cuidado com o que se passava ao lado, segui a luz, mesmo sem saber aonde ia dar.
Sabíamos que a estrada iria se dividir em algum ponto onde a incerteza se tornasse insustentável. Talvez parar no meio, fosse um jeito de nunca terminar. Era como se déssemos uma continuação selada pelo mesmo. Guardando sempre os mesmos respiros, esperando os mesmos toques, sendo daquele jeito inteiro que sempre reclamamos na vida: cheio de marasmo.
Somos tão jovens ainda, que o melhor é caminhar, mesmo sem saber aonde vai dar.
Tem horas que eu penso em como tudo mudou tão rápido. Uma luz iluminou todo o caminho, o mesmo antes tão cheio de incertezas e simplesmente me fez caminhar, sem esbarrar em nada, sem derrubar, mas também sem arrumar ou ter cuidado com o que se passava ao lado, segui a luz, mesmo sem saber aonde ia dar.
Sabíamos que a estrada iria se dividir em algum ponto onde a incerteza se tornasse insustentável. Talvez parar no meio, fosse um jeito de nunca terminar. Era como se déssemos uma continuação selada pelo mesmo. Guardando sempre os mesmos respiros, esperando os mesmos toques, sendo daquele jeito inteiro que sempre reclamamos na vida: cheio de marasmo.
Somos tão jovens ainda, que o melhor é caminhar, mesmo sem saber aonde vai dar.
quinta-feira, abril 09, 2009
Sonhos não envelhecem

Os anos passam e a cada novo aniversário, pode tudo correr muito mais rápido, de outro jeito, em um dia de trabalho eu só consigo pensar em como tenho sorte de com 20 anos, fazer o que gosto, em um lugar em que gosto de estar e com pessoas que a gente aprende a gostar um pouquinho por dia.
20 anos.
Como sonhos não envelhecem, espero para sempre ser a menina em corpo de mulher.
“Que coisas maravilhosas aconteçam especialmente no seu dia e que você consiga carregá-las, ou pelo menos suas sensações, pra sempre!”
E ouvi o melhor “hey!”, que deixa tudo muito melhor simplesmente porque existe. Sis, amo!
Primeira festa amanhã (10) no astronete.
8 reais
Lista para cá: claritromicina@gmail.com
Quem passar por aqui e for ficar em São Paulo no feriado, manda o nome pro e-mail e seja bem-vindo ;-)

Os anos passam e a cada novo aniversário, pode tudo correr muito mais rápido, de outro jeito, em um dia de trabalho eu só consigo pensar em como tenho sorte de com 20 anos, fazer o que gosto, em um lugar em que gosto de estar e com pessoas que a gente aprende a gostar um pouquinho por dia.
20 anos.
Como sonhos não envelhecem, espero para sempre ser a menina em corpo de mulher.
“Que coisas maravilhosas aconteçam especialmente no seu dia e que você consiga carregá-las, ou pelo menos suas sensações, pra sempre!”
E ouvi o melhor “hey!”, que deixa tudo muito melhor simplesmente porque existe. Sis, amo!
Primeira festa amanhã (10) no astronete.
8 reais
Lista para cá: claritromicina@gmail.com
Quem passar por aqui e for ficar em São Paulo no feriado, manda o nome pro e-mail e seja bem-vindo ;-)
domingo, abril 05, 2009
It was a small mistake
Sou uma menina feita de piadas guardadas em um sorriso. Sou uma garota de fases esperando que os meus amores mal-resolvidos simplesmente se resolvam. Sou uma garota escolhendo músicas para montar a trilha sonora imaginaria de um beijo que não vai acontecer. Sou aquela que escreve histórias e reinventa o fim, só para acreditar que ainda existem sonhos e, que as pessoas em um futuro próximo serão simplesmente felizes.
Ainda gosto das histórias cheias de magia que lia quando era criança, é uma forma de não cair de vez no real, porque já é um fato que é preciso dormir pouco, se esforçar muito e se esquivar de pessoas com a energia ruim durante o dia inteiro. Eu tenho um problema com pessimistas ou otimistas demais, considero que tudo possa ser um erro, mas gosto de achar que podemos estar certos.
Sou menina por cinco minutos do meu dia, o tempo de cinco abraços especiais, quando eu simplesmente acredito que estamos no caminho certo. Depois, sou mulher resolvendo problemas, pensando em como será o próximo fim de semana, o que é preciso comprar e do que eu já não preciso. Sou adolescente viciada em um personagem com a ironia e a arrogância que eu suporto em pessoas inteligentes demais.
Sou criança, adolescente e mulher. Sou a garota que gosta de estar perto... de você.
Sou uma menina feita de piadas guardadas em um sorriso. Sou uma garota de fases esperando que os meus amores mal-resolvidos simplesmente se resolvam. Sou uma garota escolhendo músicas para montar a trilha sonora imaginaria de um beijo que não vai acontecer. Sou aquela que escreve histórias e reinventa o fim, só para acreditar que ainda existem sonhos e, que as pessoas em um futuro próximo serão simplesmente felizes.
Ainda gosto das histórias cheias de magia que lia quando era criança, é uma forma de não cair de vez no real, porque já é um fato que é preciso dormir pouco, se esforçar muito e se esquivar de pessoas com a energia ruim durante o dia inteiro. Eu tenho um problema com pessimistas ou otimistas demais, considero que tudo possa ser um erro, mas gosto de achar que podemos estar certos.
Sou menina por cinco minutos do meu dia, o tempo de cinco abraços especiais, quando eu simplesmente acredito que estamos no caminho certo. Depois, sou mulher resolvendo problemas, pensando em como será o próximo fim de semana, o que é preciso comprar e do que eu já não preciso. Sou adolescente viciada em um personagem com a ironia e a arrogância que eu suporto em pessoas inteligentes demais.
Sou criança, adolescente e mulher. Sou a garota que gosta de estar perto... de você.
sexta-feira, abril 03, 2009
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