Em breve,
Uma frase que me cale. Um sorriso que me faça sorrir. Aquela história que eu ouviria concordando com a cabeça. Os problemas com as soluções mais foras do comum. As diferenças, me tragam diferenças, porque de igual a vida tá cheia. Longe de mim os dramáticos, aqueles que nunca consegue enxergar colorido ou sorrir por coisas simples.
É preciso me fazer querer parar, até lá...
nesse mesmo bat-blog, quando eu não estiver irritando a garota e a Milla porque atrasarei, em breve.
sábado, maio 31, 2008
quinta-feira, maio 29, 2008
Tecnicolor
Procurou teus olhos no meio da multidão. Enquanto todos falavam as mesmas coisas, riam das mesmas coisas e as piadas se repetiam como o mesmo, como tudo era calmo e simples, nada era complexo ou misturava os sentimentos, nem era capaz de trocar a razão de lugar. A razão dela nunca funcionou. Ficou na janela aquele dia contando as estrelas, guardando nelas os seus segredos, tirando delas o enigma que ele cria quando sorri. Sem ligar para o tempo lá fora, estar ali enquanto ele fazia qualquer outra coisa com o seu silêncio, com a solidão cheia de companhia que escolheu pra si, alguns livros, várias músicas soltas. Até que ele parou ao seu lado, sem a tocar, sem se tocar daquela mágica que cobria os fatos e o medo de qualquer depois insignificante naquele instante.
Eles falaram sobre coisas que não pensavam jamais falar. Tocando as coisas como faziam em sonhos. As luzes, fotografias, os risos, a cumplicidade, a trama em leveza juvenil seria um daqueles filmes com diálogos longos feitos em silêncios. Ele nunca quis saber quem mais foi 'você'. Um sentimento para não sentir. Uma vontade para não ser levada a sério. Um momento para sorrir da lembrança. Esquecerem onde tinham colocado a chave e sem querer ela estava presa ao seu lado, estaria se as palavras continuassem a faltar. Porque sempre soube que só a teria aquele que fosse capaz de calar e ter em silêncio sua compreensão. Mas já não reconhecia mais os seus olhos, o brilho dele abafado, as suas frases truncadas, as palavras faltando no incomodo, como se algo mais houvesse para ser dito e por um instante tudo fosse cortado, por um outro momento em paz que ele trocava pelos seus motivos. Acharam a chave e foi melhor ir e o deixar. Seria melhor, mais fácil, resolveria todos os problemas em um abandono. Largaria as mãos do nada para segurar lá fora a vida que a viveu por todos estes anos. Os anos que procurou em vão tanta coisa. Os anos que tanta coisa foi motivo para nunca parar. Através da janela as coisas agradáveis da Terra passavam pelos seus olhos separados pela distância da confusão de pensamentos desconexos, não foram feitos para fazer sentido ou descodificar a vida.Tocavam o mundo sem se preocupar com a forma de ser utilizado.
Quando a olhou nos olhos fez do silêncio música, aquela música que sabiam juntos qual era, e porque era. Cantou enquanto falava, traduzindo as palavras para enfim falarem a mesma língua.
- Mas você, mas você...
Você escreve tão belas palavras
Mas a vida não é um livro
O amor é uma desculpa para se machucar
E para machucar...
As reticências mudavam o giro do mundo, a janela, as estrelas, o silêncio. Foi quando ele perguntou.
- Você gosta de machucar?
Com a empolgação juvenil que pareciam ressurgir de todo aquele comodismo barato no qual ela se prendeu nos últimos meses, veio a confirmação que ele fazia em silêncio. Bastava olhar a história e os momentos de paz que haviam sido desperdiçados.
- Talvez, parece, é, eu gosto.
A envolveu em um abraço de compreensão e carinho de quem aceita a condição por um dia, uma noite, um fim selado com um beijo doce. Seria o fim do caos e da incompreensão dos outros e finalmente um começo para eles. Sorriu e disse:
- Então, me machuque.
música: lover, i dont have to love - bettie serveert ou bright eyes
Procurou teus olhos no meio da multidão. Enquanto todos falavam as mesmas coisas, riam das mesmas coisas e as piadas se repetiam como o mesmo, como tudo era calmo e simples, nada era complexo ou misturava os sentimentos, nem era capaz de trocar a razão de lugar. A razão dela nunca funcionou. Ficou na janela aquele dia contando as estrelas, guardando nelas os seus segredos, tirando delas o enigma que ele cria quando sorri. Sem ligar para o tempo lá fora, estar ali enquanto ele fazia qualquer outra coisa com o seu silêncio, com a solidão cheia de companhia que escolheu pra si, alguns livros, várias músicas soltas. Até que ele parou ao seu lado, sem a tocar, sem se tocar daquela mágica que cobria os fatos e o medo de qualquer depois insignificante naquele instante.
Eles falaram sobre coisas que não pensavam jamais falar. Tocando as coisas como faziam em sonhos. As luzes, fotografias, os risos, a cumplicidade, a trama em leveza juvenil seria um daqueles filmes com diálogos longos feitos em silêncios. Ele nunca quis saber quem mais foi 'você'. Um sentimento para não sentir. Uma vontade para não ser levada a sério. Um momento para sorrir da lembrança. Esquecerem onde tinham colocado a chave e sem querer ela estava presa ao seu lado, estaria se as palavras continuassem a faltar. Porque sempre soube que só a teria aquele que fosse capaz de calar e ter em silêncio sua compreensão. Mas já não reconhecia mais os seus olhos, o brilho dele abafado, as suas frases truncadas, as palavras faltando no incomodo, como se algo mais houvesse para ser dito e por um instante tudo fosse cortado, por um outro momento em paz que ele trocava pelos seus motivos. Acharam a chave e foi melhor ir e o deixar. Seria melhor, mais fácil, resolveria todos os problemas em um abandono. Largaria as mãos do nada para segurar lá fora a vida que a viveu por todos estes anos. Os anos que procurou em vão tanta coisa. Os anos que tanta coisa foi motivo para nunca parar. Através da janela as coisas agradáveis da Terra passavam pelos seus olhos separados pela distância da confusão de pensamentos desconexos, não foram feitos para fazer sentido ou descodificar a vida.Tocavam o mundo sem se preocupar com a forma de ser utilizado.
Quando a olhou nos olhos fez do silêncio música, aquela música que sabiam juntos qual era, e porque era. Cantou enquanto falava, traduzindo as palavras para enfim falarem a mesma língua.
- Mas você, mas você...
Você escreve tão belas palavras
Mas a vida não é um livro
O amor é uma desculpa para se machucar
E para machucar...
As reticências mudavam o giro do mundo, a janela, as estrelas, o silêncio. Foi quando ele perguntou.
- Você gosta de machucar?
Com a empolgação juvenil que pareciam ressurgir de todo aquele comodismo barato no qual ela se prendeu nos últimos meses, veio a confirmação que ele fazia em silêncio. Bastava olhar a história e os momentos de paz que haviam sido desperdiçados.
- Talvez, parece, é, eu gosto.
A envolveu em um abraço de compreensão e carinho de quem aceita a condição por um dia, uma noite, um fim selado com um beijo doce. Seria o fim do caos e da incompreensão dos outros e finalmente um começo para eles. Sorriu e disse:
- Então, me machuque.
música: lover, i dont have to love - bettie serveert ou bright eyes
quarta-feira, maio 28, 2008
Born for this?
Faz dias que eu me recolho, me guardo, resguardo a falta de tanta coisa e separo cuidadosamente o que importa e o que deixou de ser. Por força do destino as portas bateram nas minhas costas, e o meu recolhimento fazia um barulho ensurdecedor, música sempre alta, pensamentos mudos gritavam, só que era para dentro. E então eu vivia por ali, por aqui, refazendo e me desfazendo. Mudando a cada novo sorrir. Porque era preciso acostumar e não conviver. O costume é das coisas mais fáceis de conseguir nessa vida. Um costume virá um hábito e por hábito a gente carrega tanta coisa sem sentido, junto da vida que se encarrega sozinha de fazer o resto. Acostumei e desacostumei do teatro. Cansei de peças ruins mal encenadas, as quais eu protagonizei tão mal, porque meu teatro é amador, como eu prefiro seguir na vida. Garota, aprendiz, menina, ouvinte, falante, sorrindo, trocando passos com o silêncio, cantando as músicas que ficam na minha cabeça por dias, falando as frases presas, sendo de verdade até que algo me toque e retoque tudo.
O meu signo insisti há semanas em falar que é hora de fazer escolhas, como se eu não fosse levar as coisas abertas, porque as cartas estão baixas e algo me impede de virar a mesa, acabar com o jogo, desconstruir o difícil em troca do fácil que consegui naquele abraço.
Por falta do certo os erros me entertrem. Bom...
ps: ironia pouca é bobagem, agora apareceu aqui, aceitar um estágio de informática ou continuar procurando outro estágio com jornalismo?
aiaiaiaiai, não devia abrir e-mails perto da madrugada. dúvidas, dúvidas, dúvidas.
Ah, é, eu fiz técnico de informática, não que signifique grande coisa.
Faz dias que eu me recolho, me guardo, resguardo a falta de tanta coisa e separo cuidadosamente o que importa e o que deixou de ser. Por força do destino as portas bateram nas minhas costas, e o meu recolhimento fazia um barulho ensurdecedor, música sempre alta, pensamentos mudos gritavam, só que era para dentro. E então eu vivia por ali, por aqui, refazendo e me desfazendo. Mudando a cada novo sorrir. Porque era preciso acostumar e não conviver. O costume é das coisas mais fáceis de conseguir nessa vida. Um costume virá um hábito e por hábito a gente carrega tanta coisa sem sentido, junto da vida que se encarrega sozinha de fazer o resto. Acostumei e desacostumei do teatro. Cansei de peças ruins mal encenadas, as quais eu protagonizei tão mal, porque meu teatro é amador, como eu prefiro seguir na vida. Garota, aprendiz, menina, ouvinte, falante, sorrindo, trocando passos com o silêncio, cantando as músicas que ficam na minha cabeça por dias, falando as frases presas, sendo de verdade até que algo me toque e retoque tudo.
O meu signo insisti há semanas em falar que é hora de fazer escolhas, como se eu não fosse levar as coisas abertas, porque as cartas estão baixas e algo me impede de virar a mesa, acabar com o jogo, desconstruir o difícil em troca do fácil que consegui naquele abraço.
Por falta do certo os erros me entertrem. Bom...
ps: ironia pouca é bobagem, agora apareceu aqui, aceitar um estágio de informática ou continuar procurando outro estágio com jornalismo?
aiaiaiaiai, não devia abrir e-mails perto da madrugada. dúvidas, dúvidas, dúvidas.
Ah, é, eu fiz técnico de informática, não que signifique grande coisa.
Para um novo amanhã
Sai desse deserto de palavras, apaga o silêncio dessa solidão, mesmo que acompanhado. Sorria quando tudo tiver graça a simplicidade dos sentimentos sem explicação. Muda de direção se isso não importar. Apaga o comodismo das situações já vividas, abre a janela do novo, apresente os seus olhos brilhantes naquele novo dia. Largue o seu medo do abandono e do fim antes do seu. Isso chama orgulho, não faça dele sua dor.
Deixe de fora do seu paraíso todos que não consigam enxergar colorido no cinza do caos de um dia ruim. E todos aqueles que acreditam em verdades sólidas demais. Desconfie dos seus pensamentos e confie mais nos instintos.
Larga tudo antes dos seus olhos perderem a cor. Quando entrar, procure a cumplicidade no olhar que é seu. E, continue...
Sai desse deserto de palavras, apaga o silêncio dessa solidão, mesmo que acompanhado. Sorria quando tudo tiver graça a simplicidade dos sentimentos sem explicação. Muda de direção se isso não importar. Apaga o comodismo das situações já vividas, abre a janela do novo, apresente os seus olhos brilhantes naquele novo dia. Largue o seu medo do abandono e do fim antes do seu. Isso chama orgulho, não faça dele sua dor.
Deixe de fora do seu paraíso todos que não consigam enxergar colorido no cinza do caos de um dia ruim. E todos aqueles que acreditam em verdades sólidas demais. Desconfie dos seus pensamentos e confie mais nos instintos.
Larga tudo antes dos seus olhos perderem a cor. Quando entrar, procure a cumplicidade no olhar que é seu. E, continue...
terça-feira, maio 27, 2008
No one has won this war this time*
Preferia ser sozinha a aceitar as imperfeições que a irritavam profundamente e nenhuma delas era grande o suficiente para explicar, o respirar, o jeito que mexia no cabelo, os pêlos do braço, o sorriso forçado. Não sabia ao certo um defeito que destruía cada um dos que entrava na sua vida. Na porta da frente estava toda sua angústia, as suas escolhas tinham sido feitas e ela sabia que por aquela não passaria aquele, com os defeitos certos, que faria dela a única mulher do mundo. Não sabia aceitar ser tratada como única, pensava que era falso ou que tudo aquilo não passava de um jogo que ela já havia jogado. Mal sabia, que o jogo terminava e começava a cada respirar, seu, e que era mesmo a única. Só que ele desistiu daquela porta e andou por noites e noites, por todos os bares da cidade, deixando em cada mesa um pedaço do seu abandono e um sorriso que seria dela.
Deixou seus braços em outras cinturas. Seus olhos em outros olhos vazios. Via nada em cada novo olhar, porque tinha sido dela tudo aquilo que pudera um dia existir dentro dele, para alguém, por alguém. Já não existia mais porque ela esperar na porta. Nem descartar os próximos. Não havia razão que explicasse. Mas... Ele voltou.
Diante dela em silêncio, segurou seu rosto, a olhou e esperou qualquer mínimo gesto que esboçasse alguma reação diferente da indiferença.
E o depois...
Nem eles souberam.
Decidiram 'perder as palavras e viver como música'**.
* Cardigans
** Sartre
Preferia ser sozinha a aceitar as imperfeições que a irritavam profundamente e nenhuma delas era grande o suficiente para explicar, o respirar, o jeito que mexia no cabelo, os pêlos do braço, o sorriso forçado. Não sabia ao certo um defeito que destruía cada um dos que entrava na sua vida. Na porta da frente estava toda sua angústia, as suas escolhas tinham sido feitas e ela sabia que por aquela não passaria aquele, com os defeitos certos, que faria dela a única mulher do mundo. Não sabia aceitar ser tratada como única, pensava que era falso ou que tudo aquilo não passava de um jogo que ela já havia jogado. Mal sabia, que o jogo terminava e começava a cada respirar, seu, e que era mesmo a única. Só que ele desistiu daquela porta e andou por noites e noites, por todos os bares da cidade, deixando em cada mesa um pedaço do seu abandono e um sorriso que seria dela.
Deixou seus braços em outras cinturas. Seus olhos em outros olhos vazios. Via nada em cada novo olhar, porque tinha sido dela tudo aquilo que pudera um dia existir dentro dele, para alguém, por alguém. Já não existia mais porque ela esperar na porta. Nem descartar os próximos. Não havia razão que explicasse. Mas... Ele voltou.
Diante dela em silêncio, segurou seu rosto, a olhou e esperou qualquer mínimo gesto que esboçasse alguma reação diferente da indiferença.
E o depois...
Nem eles souberam.
Decidiram 'perder as palavras e viver como música'**.
* Cardigans
** Sartre
domingo, maio 25, 2008
Uma pirueta, duas piruetas, bravo! bravo!
Ninguém pode dar uma resposta que cale todas as perguntas. Uma frase que construa uma cidade inteira. A compreensão calma e serena existente em tudo que não deixa de existir. Os sonhos são contados, antes de partir, e no rosto um sorriso é parecido com arrependimento. Quase como um ponto final, que se transforma em vírgula porque o incerto esbarrou no braço naquela hora de tudo fechar em um ponto. Os pontos finais já foram espalhados no mínimo duzentas vezes. Cheguei a porta em outros momentos, até senti falta de outro abraço, outro braço. Mas a proximidade me coloca longe. Tudo que é, simplesmente, igual demais, cansa.
Não preciso, não consigo, não sei lidar com o igual. Só a compreensão muda e os olhos falando que tudo está certo, mesmo quando o mundo desmorona. E tudo se mistura em nada. Quando não me interessa o assunto, nem o mundo, nenhuma das coisas despregadas em piadas sem a graça de quem olha a vida com doçura de criança e experiência de adulto. A linha entre triste e alegre é tênue, e é preciso reconhecer nos outros o desespero, para não rir do que machuca.
O circo me mostrou vida além dos nossos preconceitos. Como vive esse povo que usa o seu dia para divertir e indignar os possíveis com a mágica do impossível, como a trapezista que desafia a gravidade e a força. O palhaço com olhos tristes que ganha vida fazendo sorrir. Dos que desafiam a morte em um globo.
E nós, normais, quase nada desafiamos; e pior, tem gente que faz menos ainda.
ps: inesquecíveis os olhos tristes do palhaço meu entrevistado e a angústia e quase lágrimas entrevistada pela garota.
Ninguém pode dar uma resposta que cale todas as perguntas. Uma frase que construa uma cidade inteira. A compreensão calma e serena existente em tudo que não deixa de existir. Os sonhos são contados, antes de partir, e no rosto um sorriso é parecido com arrependimento. Quase como um ponto final, que se transforma em vírgula porque o incerto esbarrou no braço naquela hora de tudo fechar em um ponto. Os pontos finais já foram espalhados no mínimo duzentas vezes. Cheguei a porta em outros momentos, até senti falta de outro abraço, outro braço. Mas a proximidade me coloca longe. Tudo que é, simplesmente, igual demais, cansa.
Não preciso, não consigo, não sei lidar com o igual. Só a compreensão muda e os olhos falando que tudo está certo, mesmo quando o mundo desmorona. E tudo se mistura em nada. Quando não me interessa o assunto, nem o mundo, nenhuma das coisas despregadas em piadas sem a graça de quem olha a vida com doçura de criança e experiência de adulto. A linha entre triste e alegre é tênue, e é preciso reconhecer nos outros o desespero, para não rir do que machuca.
O circo me mostrou vida além dos nossos preconceitos. Como vive esse povo que usa o seu dia para divertir e indignar os possíveis com a mágica do impossível, como a trapezista que desafia a gravidade e a força. O palhaço com olhos tristes que ganha vida fazendo sorrir. Dos que desafiam a morte em um globo.
E nós, normais, quase nada desafiamos; e pior, tem gente que faz menos ainda.
ps: inesquecíveis os olhos tristes do palhaço meu entrevistado e a angústia e quase lágrimas entrevistada pela garota.
Sobre ter mais o que fazer...
No circo hoje, eu pensei sozinha enquanto subia aquele barranco e quase (mesmo) caía que algumas pessoas vão passar a vida inteira sem ver mágica em nada. Ótimas conversas, companhia melhor ainda, um trabalho saindo em um dia. E esse é o gancho para falar que o texto começava com "tenho preguiça de picuinha" e terminava com "brigue sozinha".
Começa e termina assim:
Preguiça
e
fale...
SOZINHA!
BEIJOS
No circo hoje, eu pensei sozinha enquanto subia aquele barranco e quase (mesmo) caía que algumas pessoas vão passar a vida inteira sem ver mágica em nada. Ótimas conversas, companhia melhor ainda, um trabalho saindo em um dia. E esse é o gancho para falar que o texto começava com "tenho preguiça de picuinha" e terminava com "brigue sozinha".
Começa e termina assim:
Preguiça
e
fale...
SOZINHA!
BEIJOS
sábado, maio 24, 2008
And the dream I am not apprehensive,
Se meus medos falassem alguma língua seria uma daquelas que não conheço. Hebraico, talvez, francês que luto sozinha para aprender ou latim, a base de todas as outras, e quase ninguém conhece. Alguém, no meio do mundo, falaria a minha língua. Um monte de palavras juntas. Palavras minhas, letras juntas. Escrevo com a sua caneta preta, essa que agora pinta páginas em branco sem você. Os outros se materializam em nada. Como estará a minha caneta azul? Esquecida sob uma mesa? Guardada em uma bolsa, solta entre papeis que você não vai preencher, linhas que você não vai escrever, descoloridos que você não vai colorir.
Uma porção de coisas que não serão feitas. Os riscos brilham como estrelas, como aquela lua que brilhou só para você. Aquela lua está dourada e pela metade no mesmo céu. O céu não mudou e as mesmas coisas continuam diferentes.
E então ela falou do caminho que fez para fugir de você em seus cadernos e os cadernos de alguém fizeram qualquer percurso para fugir dela. Falou de não saber onde colocou cd-r's. Não sei onde coloquei os meus cds que seriam seus se algo mais houvesse para ouvir, antes de qualquer decisão que não merece ser tomada. Ante uma palavra que morrerá enroscada em sua garganta. Uma frase embriagada que você falará para alguém enquanto se perderá em outros ouvidos. As suas mãos passam, passaram, passariam por outros corpos. E as minhas palavras descansarão outro dia em outros olhos, que não são só seus. Desprego alma em papéis em branco.
Continuaria ali enquanto todos dormissem. Olharia os seus olhos enquanto você dormisse, riria das suas manias, entenderia os seus medos, compreenderia seus modos, implicaria com tanta coisa para te ver nervoso, sem vontade e me falando que "pode ser". Tudo poderia ser. Tudo sempre pode ser. Ou não.
Discussões caladas em letras. E, sobre aquilo que ela disse, ela, Bruna Beber que sem querer falou para você, também.
alguém explica porquê faz falta?
ps: Tapes é a música mais filhadaputa do cd novo da Alanis, puta.
Se meus medos falassem alguma língua seria uma daquelas que não conheço. Hebraico, talvez, francês que luto sozinha para aprender ou latim, a base de todas as outras, e quase ninguém conhece. Alguém, no meio do mundo, falaria a minha língua. Um monte de palavras juntas. Palavras minhas, letras juntas. Escrevo com a sua caneta preta, essa que agora pinta páginas em branco sem você. Os outros se materializam em nada. Como estará a minha caneta azul? Esquecida sob uma mesa? Guardada em uma bolsa, solta entre papeis que você não vai preencher, linhas que você não vai escrever, descoloridos que você não vai colorir.
Uma porção de coisas que não serão feitas. Os riscos brilham como estrelas, como aquela lua que brilhou só para você. Aquela lua está dourada e pela metade no mesmo céu. O céu não mudou e as mesmas coisas continuam diferentes.
E então ela falou do caminho que fez para fugir de você em seus cadernos e os cadernos de alguém fizeram qualquer percurso para fugir dela. Falou de não saber onde colocou cd-r's. Não sei onde coloquei os meus cds que seriam seus se algo mais houvesse para ouvir, antes de qualquer decisão que não merece ser tomada. Ante uma palavra que morrerá enroscada em sua garganta. Uma frase embriagada que você falará para alguém enquanto se perderá em outros ouvidos. As suas mãos passam, passaram, passariam por outros corpos. E as minhas palavras descansarão outro dia em outros olhos, que não são só seus. Desprego alma em papéis em branco.
Continuaria ali enquanto todos dormissem. Olharia os seus olhos enquanto você dormisse, riria das suas manias, entenderia os seus medos, compreenderia seus modos, implicaria com tanta coisa para te ver nervoso, sem vontade e me falando que "pode ser". Tudo poderia ser. Tudo sempre pode ser. Ou não.
Discussões caladas em letras. E, sobre aquilo que ela disse, ela, Bruna Beber que sem querer falou para você, também.
alguém explica porquê faz falta?
ps: Tapes é a música mais filhadaputa do cd novo da Alanis, puta.
sexta-feira, maio 23, 2008
Problemas (deles, nossos)
Quebrou, eu cortei o pé, meus pais passam de todos os limites da sanidade. E continua engraçado se não fosse trágico. Com tudo isso eu ainda não entendo as pessoas. Os dramas, os medos, os receios. Drama, "ah, minha família é o problema", te dedico os cacos no chão da cozinha e o meu pé inocente que nada tinha a ver com a história.
Não entendo como um vidro minúsculo entrou no meu pé e parece que chegou na alma, porque dói e sangra, lindo.
Foda-se.
Então...
Quebrou, eu cortei o pé, meus pais passam de todos os limites da sanidade. E continua engraçado se não fosse trágico. Com tudo isso eu ainda não entendo as pessoas. Os dramas, os medos, os receios. Drama, "ah, minha família é o problema", te dedico os cacos no chão da cozinha e o meu pé inocente que nada tinha a ver com a história.
Não entendo como um vidro minúsculo entrou no meu pé e parece que chegou na alma, porque dói e sangra, lindo.
Foda-se.
Então...
Janelas
O outro lado da cidade e tudo parece ser igual da janela do quarto do irmão que escolhi para ser. Cigarros acesos com o fogo da saudades, das dúvidas, da razão falando alto, sempre ela agora, lembra quando falei que não sabia usar? Parece que aprendi e como você me falou: ela fode tudo. Fode a minha voz presa na garganta enquanto queria mesmo se misturar a sua. O que é isso?
Me explica? Mesmo tudo certo, tudo que eu preciso, a paz que eu procuro em janelas esquecidas estão aqui, meu amigo fuma enquanto eu escrevo, porque eu falei "bruno, vou escrever" e ele falou "então vou fumar". Vai lá, tudo bem, tudo certo.
Amanhã é outro dia, dia de poesia e paz em letras, dos outros.
Até.
O outro lado da cidade e tudo parece ser igual da janela do quarto do irmão que escolhi para ser. Cigarros acesos com o fogo da saudades, das dúvidas, da razão falando alto, sempre ela agora, lembra quando falei que não sabia usar? Parece que aprendi e como você me falou: ela fode tudo. Fode a minha voz presa na garganta enquanto queria mesmo se misturar a sua. O que é isso?
Me explica? Mesmo tudo certo, tudo que eu preciso, a paz que eu procuro em janelas esquecidas estão aqui, meu amigo fuma enquanto eu escrevo, porque eu falei "bruno, vou escrever" e ele falou "então vou fumar". Vai lá, tudo bem, tudo certo.
Amanhã é outro dia, dia de poesia e paz em letras, dos outros.
Até.
quinta-feira, maio 22, 2008
These are things that I miss
Falta do cheiro, do jeito desinteressado, das fugas, dos sorrisos e daquela pureza coberta de esperteza. Dos outros serem piadas do nosso convívio. Falta de como você encara a vida e do jeito que cuida sem ninguém saber daquilo que só a gente sabe. Saudades daquelas histórias de guardar, esquecer, e depois ter de volta a única coisa que nunca te abandona. Das piadas e das filosofias em metáforas. Falta do jeito que tudo funcionava ao seu lado. Como um sorriso me acalmava e um pedido era aceito. Sinto falta de topar tudo, de pensar nas próximas músicas, de escrever mais e mais, falta das coisas que me saboto para não mais serem. A indiferença se torna diferente quando você a procura. Mas não me pedi para agüentar mais do que dá agora. Fico com o que sou obrigada e evito o que posso ficar sem. Fecho a porta e te cubro antes de não mais olhar.
Sinto falta das gargalhadas e dos papos no fim do dia, que estão cortados, esquecidos, guardados para outro dia.
Os momentos que tenho saudades foram cortados. Alguém amassou aquela folha antes dela acabar. Mentira, alguém deixou isso guardado em pedaços minúsculos, em uma caixa no alto do armário, alguém sabe que ela existe só que não olha, não vê. Nunca pensei que fosse assim desse jeito.
Falta do jeito que você caminha e do cadarço sempre desamarrado na chuva. Das coisas que você escreve, da leveza, da compreensão em palavras, poucas, cada vez mais escassas e com um mesmo personagem, você sabe. Falta de você caminhando pela casa para tudo ficar certo, preocupado com as coisas fora do lugar, com os amigos, com os detalhes.
Falta das suas histórias, das viagens, da diversão, da simplicidade, de olhar a lua, apontar estrelas, ficar em silêncio, dos meus amigos adoráveis.
Outro passo, mais uma música com alma demais, me mantenho firme, simulo, esqueço, sorrio, lembro, uma lágrima, outro sorriso, mais um passo, conversas, papos, voz, um sorriso, palavras, um dia, outra noite, uma semana, um mês, um dia. E quem sabe eu volte a dormir com meu travesseiro antigo essa semana e você procure aquela caixa, tire aquele papel, desdobre e reescreva a história.
Alanisvaisefuder, valeu.
Vazou o cd, tá aqui.
Torch continua com a letra sensacional e a música não é tudo isso.
Amanhã depois de duas décadas assistir Across the Universe,iéiéié.
Você já teve um irmão por opção?
Falta do cheiro, do jeito desinteressado, das fugas, dos sorrisos e daquela pureza coberta de esperteza. Dos outros serem piadas do nosso convívio. Falta de como você encara a vida e do jeito que cuida sem ninguém saber daquilo que só a gente sabe. Saudades daquelas histórias de guardar, esquecer, e depois ter de volta a única coisa que nunca te abandona. Das piadas e das filosofias em metáforas. Falta do jeito que tudo funcionava ao seu lado. Como um sorriso me acalmava e um pedido era aceito. Sinto falta de topar tudo, de pensar nas próximas músicas, de escrever mais e mais, falta das coisas que me saboto para não mais serem. A indiferença se torna diferente quando você a procura. Mas não me pedi para agüentar mais do que dá agora. Fico com o que sou obrigada e evito o que posso ficar sem. Fecho a porta e te cubro antes de não mais olhar.
Sinto falta das gargalhadas e dos papos no fim do dia, que estão cortados, esquecidos, guardados para outro dia.
Os momentos que tenho saudades foram cortados. Alguém amassou aquela folha antes dela acabar. Mentira, alguém deixou isso guardado em pedaços minúsculos, em uma caixa no alto do armário, alguém sabe que ela existe só que não olha, não vê. Nunca pensei que fosse assim desse jeito.
Falta do jeito que você caminha e do cadarço sempre desamarrado na chuva. Das coisas que você escreve, da leveza, da compreensão em palavras, poucas, cada vez mais escassas e com um mesmo personagem, você sabe. Falta de você caminhando pela casa para tudo ficar certo, preocupado com as coisas fora do lugar, com os amigos, com os detalhes.
Falta das suas histórias, das viagens, da diversão, da simplicidade, de olhar a lua, apontar estrelas, ficar em silêncio, dos meus amigos adoráveis.
Outro passo, mais uma música com alma demais, me mantenho firme, simulo, esqueço, sorrio, lembro, uma lágrima, outro sorriso, mais um passo, conversas, papos, voz, um sorriso, palavras, um dia, outra noite, uma semana, um mês, um dia. E quem sabe eu volte a dormir com meu travesseiro antigo essa semana e você procure aquela caixa, tire aquele papel, desdobre e reescreva a história.
Alanisvaisefuder, valeu.
Vazou o cd, tá aqui.
Torch continua com a letra sensacional e a música não é tudo isso.
Amanhã depois de duas décadas assistir Across the Universe,iéiéié.
Você já teve um irmão por opção?
Da série: 'quem escreve o que quer, lê o que não quer'
Entoei um mantra "calma, calma, calma", se controla e não assume o descontrole do mundo. Mas paciência tem limite e o meu acabou de acabar. Na verdade acordei e sai para rua sem ela. Então tudo foi muito emergencial e rápido no dia de hoje, tanto que agora estou aqui, com meu pijama de hello kitty falando que não vou pra funhouse, não vou sair, vou dormir cedo e resolver tudo isso em palavras.
NUNCA tive a menor paciência para picuinha, nem de internet, nem de vida. Muita coisa para fazer, sabe? Ver os meus amigos, estudar, cinco livros esperando para serem lidos, outros dois começados, trabalhar. Mas tem horas que as pessoas resolvem falar demais e pedem para ler nas linhas dos outros o que são incapazes de perceberem sozinhas.
Um monte de merda no ventilador pela infantilidade tremenda de uma pessoa. Sinceramente, idade não é sinônimo de maturidade, continuo bem com meus dezenove anos e só imagino quando estiver com vinte e seis, será que as pessoas regridem e existe a menor possibilidade de perder o senso de ridículo? Porque tem gente que não é nada, nem ninguém, mas se convenceu do contrário por um ou outro rabisco. Sinto muito, não preciso disso, nem de muita coisa que mantém o seu mundo descolorido aceso. Algumas certezas continuam aqui, deve ser por isso que nada do que foi dito me agrediu de maneira nenhuma. Foi só um misto de indignação pelo jeito que você se aproximou daquela outra pessoa de quem você já falou tão mal um dia. Sabe, vocês se dariam bem, mentira, nem com ela seria bom, sabe por que? Porque o monstro que você pintava, e minha certeza nunca deixou acreditar, não existe. Tudo que você via nela, existe aí dentro, com o agravante de nada ser. Sorte, talento, não importa, ela conseguiu coisas que alguns passaram a vida inteira tentando. Coragem, sabe? De largar a mão do drama, de soltar a infância, o colo dos pais, o porto seguro inseguro, e ir para o mundo de verdade. Além de porres com gostos de família, de palavras rasgadas.
Passar a vida sem essência? De que essência falamos? A melhor essência que alguém pode ter se defini em uma palavra: coragem. Verdade, coragem, sinceridade, coragem, vontade de viver, coragem. Não arrasto a vida, porque com leveza ela caminha sozinha, de braços dados com instintos saciados, obrigada. Não me arrependo de uma vírgula, uma palavra, um gesto, não me arrependo das minhas primeiras vezes, nem da última, não me arrependo de nada. Tudo fica escrito em uma página da vida, virei a que escrevi aquela história, fechei histórias esses dias, olhei o medo nos olhos e a vontade em gestos. Queria explicar sem medo, só para calar alguém com um segredo que ele não pudesse ver a cor. É preciso coragem para se livrar de hábitos e outra dose para deixar tudo ter o ritmo da vida, leve, sabe o que é leveza?
Sabe qual deve ser o problema e a sorte? Algumas pessoas passam a vida inteira fazendo dramas a troco de nada. Algumas pessoas tem a sorte de jamais terem entrado em um departamento de oncologia, nem ter visto o jogo mais injusto dos jogos dessa vida. A vida e a morte lado a lado e a cada dia, era mais um dia para comemorar, porque ela ainda estava aqui. Fiquei dois anos esperando ela voltar, abrir a porta com um sorriso e me chamar de "maluca". Hoje só uma pessoa me chama de maluca e não faz idéia do quanto isso significa para mim. As minhas maluquices tem marcas enormes que não abro para ninguém. Drama? Chega, já deu. Pára. Me deixa. Larga o meu nome e essa picuinha ridícula. Procura outra para ser assunto na sua mesa. Me deixa com os livros que eu leio, desde daquela pessoa de quem você teima em falar mal, regada de referências, é verdade, mas me diz o que você procura em linhas? Alimento da alma.
Deixa, me deixa, esquece, me esquece. Porque pra mim já deu. Sem paciência, picuinha de internet deve combinar muito bem com outro departamento, e esse aqui, não existe. Desculpa, brigue sozinha.
Entoei um mantra "calma, calma, calma", se controla e não assume o descontrole do mundo. Mas paciência tem limite e o meu acabou de acabar. Na verdade acordei e sai para rua sem ela. Então tudo foi muito emergencial e rápido no dia de hoje, tanto que agora estou aqui, com meu pijama de hello kitty falando que não vou pra funhouse, não vou sair, vou dormir cedo e resolver tudo isso em palavras.
NUNCA tive a menor paciência para picuinha, nem de internet, nem de vida. Muita coisa para fazer, sabe? Ver os meus amigos, estudar, cinco livros esperando para serem lidos, outros dois começados, trabalhar. Mas tem horas que as pessoas resolvem falar demais e pedem para ler nas linhas dos outros o que são incapazes de perceberem sozinhas.
Um monte de merda no ventilador pela infantilidade tremenda de uma pessoa. Sinceramente, idade não é sinônimo de maturidade, continuo bem com meus dezenove anos e só imagino quando estiver com vinte e seis, será que as pessoas regridem e existe a menor possibilidade de perder o senso de ridículo? Porque tem gente que não é nada, nem ninguém, mas se convenceu do contrário por um ou outro rabisco. Sinto muito, não preciso disso, nem de muita coisa que mantém o seu mundo descolorido aceso. Algumas certezas continuam aqui, deve ser por isso que nada do que foi dito me agrediu de maneira nenhuma. Foi só um misto de indignação pelo jeito que você se aproximou daquela outra pessoa de quem você já falou tão mal um dia. Sabe, vocês se dariam bem, mentira, nem com ela seria bom, sabe por que? Porque o monstro que você pintava, e minha certeza nunca deixou acreditar, não existe. Tudo que você via nela, existe aí dentro, com o agravante de nada ser. Sorte, talento, não importa, ela conseguiu coisas que alguns passaram a vida inteira tentando. Coragem, sabe? De largar a mão do drama, de soltar a infância, o colo dos pais, o porto seguro inseguro, e ir para o mundo de verdade. Além de porres com gostos de família, de palavras rasgadas.
Passar a vida sem essência? De que essência falamos? A melhor essência que alguém pode ter se defini em uma palavra: coragem. Verdade, coragem, sinceridade, coragem, vontade de viver, coragem. Não arrasto a vida, porque com leveza ela caminha sozinha, de braços dados com instintos saciados, obrigada. Não me arrependo de uma vírgula, uma palavra, um gesto, não me arrependo das minhas primeiras vezes, nem da última, não me arrependo de nada. Tudo fica escrito em uma página da vida, virei a que escrevi aquela história, fechei histórias esses dias, olhei o medo nos olhos e a vontade em gestos. Queria explicar sem medo, só para calar alguém com um segredo que ele não pudesse ver a cor. É preciso coragem para se livrar de hábitos e outra dose para deixar tudo ter o ritmo da vida, leve, sabe o que é leveza?
Sabe qual deve ser o problema e a sorte? Algumas pessoas passam a vida inteira fazendo dramas a troco de nada. Algumas pessoas tem a sorte de jamais terem entrado em um departamento de oncologia, nem ter visto o jogo mais injusto dos jogos dessa vida. A vida e a morte lado a lado e a cada dia, era mais um dia para comemorar, porque ela ainda estava aqui. Fiquei dois anos esperando ela voltar, abrir a porta com um sorriso e me chamar de "maluca". Hoje só uma pessoa me chama de maluca e não faz idéia do quanto isso significa para mim. As minhas maluquices tem marcas enormes que não abro para ninguém. Drama? Chega, já deu. Pára. Me deixa. Larga o meu nome e essa picuinha ridícula. Procura outra para ser assunto na sua mesa. Me deixa com os livros que eu leio, desde daquela pessoa de quem você teima em falar mal, regada de referências, é verdade, mas me diz o que você procura em linhas? Alimento da alma.
Deixa, me deixa, esquece, me esquece. Porque pra mim já deu. Sem paciência, picuinha de internet deve combinar muito bem com outro departamento, e esse aqui, não existe. Desculpa, brigue sozinha.
Frases de tatuagens...
Iuri diz:
Ter fé e ver coragem no amor
pena que essa é grande
sue. diz:
mas é mó bonita
eu tava pensando nisso de coragem hoje
Iuri diz:
coragem é quase tudo
Iuri diz:
e eu sou tao covarde as vezes.
sue. diz:
mas é preciso ser forte pra ser covarde...
porque por mais que coragem seja o contrário disso, se a gente fosse SEMPRE corajoso, iamos sair por ai dando cabeçadas arianas
e como ariana, eu te garanto: não é bom
Iuri diz:
hahaha iriamos mesmo
só somos corajosos com aquilo que já conhecemos né?
sue. diz:
é, somos, deve ser porque sempre tememos o novo, o desconhecido, ver que o outro lado pode brilhar mais e cegar as nossas certezas
Iuri diz:
nossa
concorda muito muito com vc, temos medo do que pode nos fazer ainda melhor, não sei se eh isso que você quer dizer ahaha
sue. diz:
ééé, porque de algum jeito a gente fica pensando que desse jeito é bom, desse jeito que a gente acostumou a ser, é confortável.
conversa da madrugada de feriado com o Iuri (depois linko ele, tarde, sono)
Iuri diz:
Ter fé e ver coragem no amor
pena que essa é grande
sue. diz:
mas é mó bonita
eu tava pensando nisso de coragem hoje
Iuri diz:
coragem é quase tudo
Iuri diz:
e eu sou tao covarde as vezes.
sue. diz:
mas é preciso ser forte pra ser covarde...
porque por mais que coragem seja o contrário disso, se a gente fosse SEMPRE corajoso, iamos sair por ai dando cabeçadas arianas
e como ariana, eu te garanto: não é bom
Iuri diz:
hahaha iriamos mesmo
só somos corajosos com aquilo que já conhecemos né?
sue. diz:
é, somos, deve ser porque sempre tememos o novo, o desconhecido, ver que o outro lado pode brilhar mais e cegar as nossas certezas
Iuri diz:
nossa
concorda muito muito com vc, temos medo do que pode nos fazer ainda melhor, não sei se eh isso que você quer dizer ahaha
sue. diz:
ééé, porque de algum jeito a gente fica pensando que desse jeito é bom, desse jeito que a gente acostumou a ser, é confortável.
conversa da madrugada de feriado com o Iuri (depois linko ele, tarde, sono)
quarta-feira, maio 21, 2008
óbvia e direta,
Se um dia me perguntassem coisas óbvias e sem respostas como: "quem é você? o que você faz? desde quando? quando é muito? acredita no para sempre? conto de fadas existe?" e essas coisas sem respostas diretas. Eu teria as respostas mais retas. Sou uma garota qualquer andando por essa cidade com os amigos certos, contados em menos de duas mãos, amigos que seguram a minha mão quando tudo desmorona e deixam desmoronar; crescemos juntas, amizade de alma não vende, não empresta, nem troca. NADA seria muito perto do que ela é para mim, sis a garota mais amada do condado. O para sempre dura enquanto a voz me fizer sorrir, o estômago virar e as palavras saírem doces mesmo que esteja amarga durante todo o dia. Conto de fadas existe? Desde que roteirizado pelo acaso e no caso tenha você.
ps: o mackenzie é o máximo só pela sala com pufes e tv. hahaha, depois a metodista é festa, né?
Se um dia me perguntassem coisas óbvias e sem respostas como: "quem é você? o que você faz? desde quando? quando é muito? acredita no para sempre? conto de fadas existe?" e essas coisas sem respostas diretas. Eu teria as respostas mais retas. Sou uma garota qualquer andando por essa cidade com os amigos certos, contados em menos de duas mãos, amigos que seguram a minha mão quando tudo desmorona e deixam desmoronar; crescemos juntas, amizade de alma não vende, não empresta, nem troca. NADA seria muito perto do que ela é para mim, sis a garota mais amada do condado. O para sempre dura enquanto a voz me fizer sorrir, o estômago virar e as palavras saírem doces mesmo que esteja amarga durante todo o dia. Conto de fadas existe? Desde que roteirizado pelo acaso e no caso tenha você.
ps: o mackenzie é o máximo só pela sala com pufes e tv. hahaha, depois a metodista é festa, né?
terça-feira, maio 20, 2008
Versions of violence
O meu garoto já não é o mesmo. O meu garoto já não é garoto. O meu garoto já não é meu. Me diz, conta quem fez isso com você. Fui eu? Algo que eu disse? Alguma coisa que eu fiz? Quem mexeu e mudou seu mundo?
Já não reconheço o meu garoto. Foram os problemas? Aqueles muitos e enormes que um dia eu te ajudei? O meu garoto bebe em qualquer lugar enquanto seu mundo desmorona. Já não é meu, já não é o mesmo.
Você me deixou quando falei tantas coisas. Te fiz acreditar no melhor, te fiz me deixar, talvez esperasse você não me entender, talvez fosse melhor você não ter entendido e ter ficado traindo minhas vontades de fuga. Me traí em palavras quando os sentimentos transbordavam em dúvidas. Me deixou sem você e por uns dias fiquei sem mim. Uma versão violenta de um final sem fim.
No escuro penso em tantas coisas. Sem respostas preciso das suas palavras. Os seus motivos compreensíveis e inacreditáveis se vindos de você.
Pensa em tudo que você já aguentou e não torna tudo mais insuportável. Tira a máscara do descaso, ela não combina com você. Volta andando com passos calmos e a cabeça voando. Me devolve tua insônia em palavras, tantas palavras, conversas, cumplicidade. Se livra do peso, se salva em mim. Me salva desse novo você.
Estou assustada com seus olhos com essa luz. Essa claridade não vale a pena. Sem se importar com os outros não é você. Olha mais uma vez o caos. Aceita os problemas. Cuida de quem precisa de você. Cuida das minhas lembranças.
Volta, ainda, mais uma vez. Larga toda essa violência gratuita. Não me pergunta se não vejo seus motivos. Não acha que não vi, várias vezes, tudo isso. Não pergunta como eu reagiria. Não sei. Nada disso sei. Mas você sempre soube, meu garoto, volta a ser garoto. A olhar a vida com esperança. Mostra a dança dos seus dedos habilidosos sobre problemas demais. Me deixa longe de entorpecentes inofensivos, volta para as minhas lembranças, me deixa voltar para sua vida.
Meu garoto já não é mais meu, nem o mesmo. Meu garoto está interpretando um papel ruim e eu não quero ficar nessa platéia. Meu garoto, você ainda é o mesmo e meu, pelo instante, agora.
ps: título, música do cd novo da Alanis, que depois da décima segunda vez deixa de parecer Evanescence. Várias coisas são óbvias se Alanis visita esse blog, uma delas: saudades da sis.
O meu garoto já não é o mesmo. O meu garoto já não é garoto. O meu garoto já não é meu. Me diz, conta quem fez isso com você. Fui eu? Algo que eu disse? Alguma coisa que eu fiz? Quem mexeu e mudou seu mundo?
Já não reconheço o meu garoto. Foram os problemas? Aqueles muitos e enormes que um dia eu te ajudei? O meu garoto bebe em qualquer lugar enquanto seu mundo desmorona. Já não é meu, já não é o mesmo.
Você me deixou quando falei tantas coisas. Te fiz acreditar no melhor, te fiz me deixar, talvez esperasse você não me entender, talvez fosse melhor você não ter entendido e ter ficado traindo minhas vontades de fuga. Me traí em palavras quando os sentimentos transbordavam em dúvidas. Me deixou sem você e por uns dias fiquei sem mim. Uma versão violenta de um final sem fim.
No escuro penso em tantas coisas. Sem respostas preciso das suas palavras. Os seus motivos compreensíveis e inacreditáveis se vindos de você.
Pensa em tudo que você já aguentou e não torna tudo mais insuportável. Tira a máscara do descaso, ela não combina com você. Volta andando com passos calmos e a cabeça voando. Me devolve tua insônia em palavras, tantas palavras, conversas, cumplicidade. Se livra do peso, se salva em mim. Me salva desse novo você.
Estou assustada com seus olhos com essa luz. Essa claridade não vale a pena. Sem se importar com os outros não é você. Olha mais uma vez o caos. Aceita os problemas. Cuida de quem precisa de você. Cuida das minhas lembranças.
Volta, ainda, mais uma vez. Larga toda essa violência gratuita. Não me pergunta se não vejo seus motivos. Não acha que não vi, várias vezes, tudo isso. Não pergunta como eu reagiria. Não sei. Nada disso sei. Mas você sempre soube, meu garoto, volta a ser garoto. A olhar a vida com esperança. Mostra a dança dos seus dedos habilidosos sobre problemas demais. Me deixa longe de entorpecentes inofensivos, volta para as minhas lembranças, me deixa voltar para sua vida.
Meu garoto já não é mais meu, nem o mesmo. Meu garoto está interpretando um papel ruim e eu não quero ficar nessa platéia. Meu garoto, você ainda é o mesmo e meu, pelo instante, agora.
ps: título, música do cd novo da Alanis, que depois da décima segunda vez deixa de parecer Evanescence. Várias coisas são óbvias se Alanis visita esse blog, uma delas: saudades da sis.
De onde vem a calma?
Uma vez falei de defeitos, ele na fila do café, enquanto ela observava a sua impaciência materializada em outro. O meu maior defeito um dia se misturou a aquilo que achei ser uma qualidade. Sempre levei a vida a ferro e fogo. A intensidade, o emergencial, o agora ou nunca, agora. O meu tempo nunca teve muito tempo.
Qualquer tentativa de agressão era respondida com uma agressão maior e meus estragos eram feitos em palavras amargas. E os meus defeitos eram qualidades.
Sou passiva agora? Jamais. Isso precisaria de anos muitos anos. Talvez tantos que não consigo imaginar quantos.
Uma dose de qualquer coisa mais forte do que eu. Músicas de alguém que fala mais do que eu, tirando a nova onda banda adolescente, além do que eu sou. E a paz se reconstituindo. Seus olhos me roubam ela e basta um sorriso para fortalezas serem desmontadas. Porque não abro meu porto seguro, ele é invadido de alguma forma inexplicável.
Lembra quando falei de defeitos? O meu agora passa ao lado da sua indignação de eu nada fazer. Toda raiva do mundo me abateu. Foram alguns, poucos, dias de caos interno. Um infinito particular que abri para você, e nas suas palavras apareceu a calma.
Aprendi que o silêncio diz mais do que milhares de palavras. Aprendi que eu agrido mais sendo serena e coerente. Aprendi que não preciso, sempre, agredir.
Com você meu inferno e paraíso são particulares. Essa história, particular.
Fim.
O meu bloquinho é meu bem maior, meus bloquinhos, minha vida, minha história. E eles serão guardados pela sua calma, um dia.
Uma vez falei de defeitos, ele na fila do café, enquanto ela observava a sua impaciência materializada em outro. O meu maior defeito um dia se misturou a aquilo que achei ser uma qualidade. Sempre levei a vida a ferro e fogo. A intensidade, o emergencial, o agora ou nunca, agora. O meu tempo nunca teve muito tempo.
Qualquer tentativa de agressão era respondida com uma agressão maior e meus estragos eram feitos em palavras amargas. E os meus defeitos eram qualidades.
Sou passiva agora? Jamais. Isso precisaria de anos muitos anos. Talvez tantos que não consigo imaginar quantos.
Uma dose de qualquer coisa mais forte do que eu. Músicas de alguém que fala mais do que eu, tirando a nova onda banda adolescente, além do que eu sou. E a paz se reconstituindo. Seus olhos me roubam ela e basta um sorriso para fortalezas serem desmontadas. Porque não abro meu porto seguro, ele é invadido de alguma forma inexplicável.
Lembra quando falei de defeitos? O meu agora passa ao lado da sua indignação de eu nada fazer. Toda raiva do mundo me abateu. Foram alguns, poucos, dias de caos interno. Um infinito particular que abri para você, e nas suas palavras apareceu a calma.
Aprendi que o silêncio diz mais do que milhares de palavras. Aprendi que eu agrido mais sendo serena e coerente. Aprendi que não preciso, sempre, agredir.
Com você meu inferno e paraíso são particulares. Essa história, particular.
Fim.
O meu bloquinho é meu bem maior, meus bloquinhos, minha vida, minha história. E eles serão guardados pela sua calma, um dia.
segunda-feira, maio 19, 2008
Favourite game
Os meus jogo mudaram, minhas reações mudaram, minha mente mudou, dentro da paciência que você me mostrou e da calma que você desprende. Você esperou a minha fúria, e eu só tinha o jeito certo de agir, nesse momento o certo me pegou pela cintura. Quase me levou pela porta, quase deixou tudo bem, mas sou eu e eu ainda volto.
Os meus jogo mudaram, minhas reações mudaram, minha mente mudou, dentro da paciência que você me mostrou e da calma que você desprende. Você esperou a minha fúria, e eu só tinha o jeito certo de agir, nesse momento o certo me pegou pela cintura. Quase me levou pela porta, quase deixou tudo bem, mas sou eu e eu ainda volto.
I only know what I've been working for
Another you so I could love you more
I really thought that I could take you there
But my experiment is not getting us anywhere
I had a vision I could turn you right
A stupid mission in a lethal fight
I should have seen it when my hope was new
My heart is black and my body is blue
Cardigans
I need some fine wine and you, you need to be nicer
Deveríamos transformas todos esses textos em versículos, como a bíblia, algo que não tivesse fim. Só para recomeçar a escrever essa história. A vida, na vida, ela pode ser reescrita, meus personagens reinventados e quem sabe assim, eu escreva mais e melhor.
Senta, me escuta, segura a minha mão, olha nos meus olhos. Sejamos bons conosco, uma vez só, vamos fechar uma de nossas milhares de discussões. As discussões é das coisas que mais gosto em você, com você elas tem piada e nunca chega ao fim com mágoa, porque a gente aprendeu que se desentender faz a gente se entender.
Senta, espera um pouco, o mundo pode esperar. Uma taça de vinho para nós, com você eu bebo vinho, mesmo que já não seja das minhas coisas preferidas, mesmo que me faça perder os sentidos e me deixe ainda mais sem sentido. Eu não gosto de sentido quando te tenho só para mim. Quero as suas mãos e as suas mãos podem perder, se perder, vem. Espera, me escuta.
Estamos aqui. Figurantes da nossa história. Tentando jogar juntos de algum jeito. Eu desperdicei a minha vida em outros braços, enquanto você tentou mudar o mundo. Me embebedei para aguentar, para tentar ser mais indiferente, para não me importar. Para não te importar, ganhar seu pouco caso, você me dizendo que aquele era jeito de uma menina lidar com a vida. E os meus dedos brincando com os dias ruins.
A história vale pelos bons momentos que compartilhamos. Pelos maus que temos juntos, porque podemos chorar e sorrir. São bons e maus, momentos, que teremos.
Tem sido um longo e lento conflito. E eu nunca estive acostumada com o tempo, quando ele era demais, sempre perdia a graça. Meu jogo vinha com uma ampulheta, que você deve ter derrubado enquanto mexia sem jeito no tabuleiro.
Precisamos de um bom vinho. Com os corações partidos vamos brindar a nossa capacidade de fuga, nosso jeito, o meu jeito e o seu. O jeito que o abraço aquece a as mãos se encontram.
Isso é pelos bons e maus momentos compartilhos. Pelos bons momentos que virão. Pelos bons e os maus momentos que temos tido.
.
.
.
Agora, troca esse cd.
A música título, a música texto, é essa. Mais Cardigans, porque eu tomei vergonha na cara e finalmente formatei meu ipobre, agora sim.
Deveríamos transformas todos esses textos em versículos, como a bíblia, algo que não tivesse fim. Só para recomeçar a escrever essa história. A vida, na vida, ela pode ser reescrita, meus personagens reinventados e quem sabe assim, eu escreva mais e melhor.
Senta, me escuta, segura a minha mão, olha nos meus olhos. Sejamos bons conosco, uma vez só, vamos fechar uma de nossas milhares de discussões. As discussões é das coisas que mais gosto em você, com você elas tem piada e nunca chega ao fim com mágoa, porque a gente aprendeu que se desentender faz a gente se entender.
Senta, espera um pouco, o mundo pode esperar. Uma taça de vinho para nós, com você eu bebo vinho, mesmo que já não seja das minhas coisas preferidas, mesmo que me faça perder os sentidos e me deixe ainda mais sem sentido. Eu não gosto de sentido quando te tenho só para mim. Quero as suas mãos e as suas mãos podem perder, se perder, vem. Espera, me escuta.
Estamos aqui. Figurantes da nossa história. Tentando jogar juntos de algum jeito. Eu desperdicei a minha vida em outros braços, enquanto você tentou mudar o mundo. Me embebedei para aguentar, para tentar ser mais indiferente, para não me importar. Para não te importar, ganhar seu pouco caso, você me dizendo que aquele era jeito de uma menina lidar com a vida. E os meus dedos brincando com os dias ruins.
A história vale pelos bons momentos que compartilhamos. Pelos maus que temos juntos, porque podemos chorar e sorrir. São bons e maus, momentos, que teremos.
Tem sido um longo e lento conflito. E eu nunca estive acostumada com o tempo, quando ele era demais, sempre perdia a graça. Meu jogo vinha com uma ampulheta, que você deve ter derrubado enquanto mexia sem jeito no tabuleiro.
Precisamos de um bom vinho. Com os corações partidos vamos brindar a nossa capacidade de fuga, nosso jeito, o meu jeito e o seu. O jeito que o abraço aquece a as mãos se encontram.
Isso é pelos bons e maus momentos compartilhos. Pelos bons momentos que virão. Pelos bons e os maus momentos que temos tido.
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A música título, a música texto, é essa. Mais Cardigans, porque eu tomei vergonha na cara e finalmente formatei meu ipobre, agora sim.
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