I swore I would be true
Eu gosto de sorrir. De histórias. De ficar quietinha ouvindo. De falar. De cantar alto. Ouvir música e dançar sem saber dançar. Ler um monte de coisas. Gosto de amores complexos e de como tudo é simples diante de um sorriso. Gosto da razão mesmo que não saiba usar. Gosto das emoções mesmo que elas falem alto demais. Gosto da noite e do dia. Dos desenhos na tv. Dos filmes no cinema. Das músicas dos Beatles e da Fiona Apple, além de todos os outros, que estão em cds que espalhei pela vida. Gosto dos meus amigos e de sair sem rumo. Gosto de me perder e me encontrar em um abraço. Gosto de beijos ritmados pelo desejo. De olhares sinceros. Das coisas meio ditas e meio guardadas. Gosto do mistério e do jeito que cada um usa a vida para se proteger. Gosto de poder confiar. Gosto da confiança. Gosto de ter duas pessoas para falar tudo. Gosto da minha melhor amiga. Gosto... Gosto de tudo junto e da liberdade. Tudo que me prenda sem eu notar. Gosto das pessoas que eu gosto conhecerem as outras. Sei que simplesmente sou livre e é justamente a liberdade o que me prende. Que seus olhos brilhem, enfim...
ps: o título é Linger do Cranberries, meses sem ouvir.
terça-feira, julho 29, 2008
segunda-feira, julho 28, 2008
Cause when I'm with you it seems so easy
Aquele que escuta suas histórias grandes e a sua fantasia. Pra quem você tira muito mais do que te cobre, quem com um esforço mínimo te desfaz inteira em palavras. Aquele que te acorda com um toque no celular só para falar alguma coisa qualquer e você fica brava pelo seu sono interrompido e ri da besteira qualquer dele. Quem não te deixou esperando ali só porque é mais simples te calar a ouvir os seus pensamentos que sempre saem alto quando são silenciosos. Quem segurou as suas mãos destrambelhadas e sorriu quando você quase derrubou tudo naquela mesa. Aquele que te mostrou estrelas enquanto te tirava em silêncio dos outros. Mesmo que continuasse no mesmo lugar, os dedos dele apontavam uma direção que você nunca imaginou existir e que não existiria longe, dele.
Ele te conta tudo porque sabe que é esperta o suficiente para descobrir sozinha. O errado dos mundos falaram baixo diante dele. O maior erro e o mais doce acerto de uma vida morna. A sua vida parada mudava quando ele resolvia aparecer e mudar tudo. A tormenta vestida de calma. Ele que inventa os dias e a vida a cada nova surpresa boba. Os olhos que falam mais do que as vezes que ele fala como um adulto, conhecedor do futuro e da sua cor.
Diferente. Não só mais um. Porque apareceu para mudar tudo enquanto você finge continuar no mesmo lugar. Os ouvidos dele parecem entender, a boca fala como se soubesse o que dizer, para não dizer nada porque ele entende os silêncios. Ele existe, tudo existe, com a cor certa do acaso. Os seus olhos se encontram e nesses dias vocês sabem que existe algo nunca dito.
Os dias passam e a falta, o riso, o jeito, os defeitos e as qualidades falam alto. É ele e mais ninguém. Dele você seria garota e mulher. Seriam juntos um segredo em uma noite de frio nessa cidade pecaminosa, dois corpos consumidos pelos outros, são novos se encontram a verdade. Esses corpos são os mesmos diante dos braços um do outro, fechavam os olhos para sentir o cheiro e ficar mais perto, quando se encontravam tudo parava e não era só o mundo.
Aquele que escuta suas histórias grandes e a sua fantasia. Pra quem você tira muito mais do que te cobre, quem com um esforço mínimo te desfaz inteira em palavras. Aquele que te acorda com um toque no celular só para falar alguma coisa qualquer e você fica brava pelo seu sono interrompido e ri da besteira qualquer dele. Quem não te deixou esperando ali só porque é mais simples te calar a ouvir os seus pensamentos que sempre saem alto quando são silenciosos. Quem segurou as suas mãos destrambelhadas e sorriu quando você quase derrubou tudo naquela mesa. Aquele que te mostrou estrelas enquanto te tirava em silêncio dos outros. Mesmo que continuasse no mesmo lugar, os dedos dele apontavam uma direção que você nunca imaginou existir e que não existiria longe, dele.
Ele te conta tudo porque sabe que é esperta o suficiente para descobrir sozinha. O errado dos mundos falaram baixo diante dele. O maior erro e o mais doce acerto de uma vida morna. A sua vida parada mudava quando ele resolvia aparecer e mudar tudo. A tormenta vestida de calma. Ele que inventa os dias e a vida a cada nova surpresa boba. Os olhos que falam mais do que as vezes que ele fala como um adulto, conhecedor do futuro e da sua cor.
Diferente. Não só mais um. Porque apareceu para mudar tudo enquanto você finge continuar no mesmo lugar. Os ouvidos dele parecem entender, a boca fala como se soubesse o que dizer, para não dizer nada porque ele entende os silêncios. Ele existe, tudo existe, com a cor certa do acaso. Os seus olhos se encontram e nesses dias vocês sabem que existe algo nunca dito.
Os dias passam e a falta, o riso, o jeito, os defeitos e as qualidades falam alto. É ele e mais ninguém. Dele você seria garota e mulher. Seriam juntos um segredo em uma noite de frio nessa cidade pecaminosa, dois corpos consumidos pelos outros, são novos se encontram a verdade. Esses corpos são os mesmos diante dos braços um do outro, fechavam os olhos para sentir o cheiro e ficar mais perto, quando se encontravam tudo parava e não era só o mundo.
domingo, julho 27, 2008
Presente
Tudo muito rápido. Mão, boca, pernas, corpos, tudo virando um, sendo um naquele ritmo assustador dele. Ele que parecia ter esperado há tanto tempo por ela notar aquele garoto no canto da sala. Ele sabia mais dela. Sabia quem tinha tido os beijos dela, os sorrisos dela, achava coisas e começou a conversa com aquela pergunta de quem sonda o território:
- E o namorado?
- Ahn? Namorado? Que namorado, tá maluco?
- Aquele dia você tava de mão dada com um dos caras que estavam com você.
- Ah, não, não estava. Meus amigos e um é como um irmão.
Mais piadas, conversas, minutos, as pernas se tocam e eles saem do meio dos outros. Um canto para chamar deles e o começo da história é o fim dela.
Pensou em como ignora sinais e nem percebe tanta coisa, prefere o jogo aberto, mesmo que guarde suas cartas na manga. Foi quando lembrou da frase daquele desenho que tinha assistido na tarde daquele dia: "o passado é lembrança, o amanhã mistério, o hoje uma dádiva por isso chama presente". Sorriu para o seu presente e se despediu com um beijo.
a minha sorte de hoje não podia ser mais oportuna
Sorte de hoje: O coração é mais sábio do que a razão
;)
Tudo muito rápido. Mão, boca, pernas, corpos, tudo virando um, sendo um naquele ritmo assustador dele. Ele que parecia ter esperado há tanto tempo por ela notar aquele garoto no canto da sala. Ele sabia mais dela. Sabia quem tinha tido os beijos dela, os sorrisos dela, achava coisas e começou a conversa com aquela pergunta de quem sonda o território:
- E o namorado?
- Ahn? Namorado? Que namorado, tá maluco?
- Aquele dia você tava de mão dada com um dos caras que estavam com você.
- Ah, não, não estava. Meus amigos e um é como um irmão.
Mais piadas, conversas, minutos, as pernas se tocam e eles saem do meio dos outros. Um canto para chamar deles e o começo da história é o fim dela.
Pensou em como ignora sinais e nem percebe tanta coisa, prefere o jogo aberto, mesmo que guarde suas cartas na manga. Foi quando lembrou da frase daquele desenho que tinha assistido na tarde daquele dia: "o passado é lembrança, o amanhã mistério, o hoje uma dádiva por isso chama presente". Sorriu para o seu presente e se despediu com um beijo.
a minha sorte de hoje não podia ser mais oportuna
Sorte de hoje: O coração é mais sábio do que a razão
;)
sexta-feira, julho 25, 2008
Carnaval
O amor pode levianamente ser comparado ao carnaval. A espera de um para o outro, a duração, o clima e o sofrimento. Aquela nostalgia de um carnaval bom. O sofrimento dele terminando. A certeza de que o ano que vem terá outro. O ritmo leve de um samba-canção. A nostalgia animada do carnaval de rua do Rio. O compasso acelerado dos desfiles. A calma de um feriado no interior. O beijo de um dia em Salvador. E a certeza, gostamos realmente de gostar, pelo tempo que durar o carnaval ou só até o fim da próxima música.
Orquestra imperial e "carnaval só o ano que vem" (nome do cd deles).
Melhor show da virada cultural :)
O amor pode levianamente ser comparado ao carnaval. A espera de um para o outro, a duração, o clima e o sofrimento. Aquela nostalgia de um carnaval bom. O sofrimento dele terminando. A certeza de que o ano que vem terá outro. O ritmo leve de um samba-canção. A nostalgia animada do carnaval de rua do Rio. O compasso acelerado dos desfiles. A calma de um feriado no interior. O beijo de um dia em Salvador. E a certeza, gostamos realmente de gostar, pelo tempo que durar o carnaval ou só até o fim da próxima música.
Orquestra imperial e "carnaval só o ano que vem" (nome do cd deles).
Melhor show da virada cultural :)
quarta-feira, julho 23, 2008
u m d i a u m a n o
Tentei por tempo demais controlar os meus próprios passos, dançar conforme a música, falar de um mesmo assunto em linha reta até que ele aparecesse na sala para mudar o destino do meu olhar e a direção da minha voz, claro que ele passou e a minha voz ficou sozinha enquanto ria de qualquer coisa. Depois dele teve alguns, mas na verdade, o que era dele nenhum tirou, minhas palavras sinceras, minhas mãos carinhosos, meus ouvidos atentos, meus que tão dele, viraram nossos, nossos sonhos, segredos e casos.
E eu sempre soube que quanto mais fugisse, me escondesse, tentasse me livrar, estaria próxima. É como areia movediça afundo no ritmo dos meus movimentos, talvez ficar parada seja um jeito de aceitar e ter antes, paz.
f a l t a d e f a l a r e f i c a r e m s i l ê n c i o, sua.
Tentei por tempo demais controlar os meus próprios passos, dançar conforme a música, falar de um mesmo assunto em linha reta até que ele aparecesse na sala para mudar o destino do meu olhar e a direção da minha voz, claro que ele passou e a minha voz ficou sozinha enquanto ria de qualquer coisa. Depois dele teve alguns, mas na verdade, o que era dele nenhum tirou, minhas palavras sinceras, minhas mãos carinhosos, meus ouvidos atentos, meus que tão dele, viraram nossos, nossos sonhos, segredos e casos.
E eu sempre soube que quanto mais fugisse, me escondesse, tentasse me livrar, estaria próxima. É como areia movediça afundo no ritmo dos meus movimentos, talvez ficar parada seja um jeito de aceitar e ter antes, paz.
f a l t a d e f a l a r e f i c a r e m s i l ê n c i o, sua.
Better version of me
A ficha caiu quando procurava passagens e maneiras de ir. O que eu fiz? E se nenhum dos jogos que domino valer a pena? Quando todas as palavras acabarem e todos os dias forem bons, eu poderei enfim te contar: diante dos meus caminhos, palavra nenhuma fala mais do que o silêncio.
c a n s a d a...
A ficha caiu quando procurava passagens e maneiras de ir. O que eu fiz? E se nenhum dos jogos que domino valer a pena? Quando todas as palavras acabarem e todos os dias forem bons, eu poderei enfim te contar: diante dos meus caminhos, palavra nenhuma fala mais do que o silêncio.
c a n s a d a...
terça-feira, julho 22, 2008
Talking only me and you
Se eu tivesse te contado tudo antes, como eu costumava ser, você viria junto com alguém como eu? Se palavra por palavra você conhecesse minha história, iria com alguém como eu? Eu fiz antes, caminhei sozinha, mas iria junto com alguém como você. Não importa o que tenha feito ou com quem tivesse passado seu tempo, poderíamos ficar por aí e ver uma noite inteira. Sem se importar, falando sobre o estilo jovem ou velho, sem se importar com nossas próprias faltas, falando sobre nosso próprio estilo. Além dos olhos, das mãos, do jeito calmo, tudo que importa são conversas, eu e você.
Quando as coisas vão para longe e todos costumam desaparecer, nada me surpreenderia a menos que você fizesse. Algo parece ter acontecido, todos tem desaparecido e eu ainda estou aqui. Sem se importar com o que fazemos, poderíamos ficar por aí e ver uma noite inteira.
Deve ser porque a cada nova frase te conheço menos. Ainda mais por isso. As palavras escapam e me enganam. Os jogos que não são mais do que parecem ser, se encerrarão sozinhos. Fale com a sua voz de esperança sobre uma fase desconhecida na sua vida. Você já brigou com si mesmo e é hora de ganhar, de novo, escolhas.
She wasnt raised by the way
That the emperors put traps in the cage
And her days she being dull
Lead to nights reading beer bottles
You're such a fugitive but you don't know what you're running form
You can't kid us yeah you can't trick anyone
Houdini, love you don't know what you're running from
(...)
But Dorothy was right though...
não é por loucura que canto até ficar sem voz, músicas sempre falam mais.
Se eu tivesse te contado tudo antes, como eu costumava ser, você viria junto com alguém como eu? Se palavra por palavra você conhecesse minha história, iria com alguém como eu? Eu fiz antes, caminhei sozinha, mas iria junto com alguém como você. Não importa o que tenha feito ou com quem tivesse passado seu tempo, poderíamos ficar por aí e ver uma noite inteira. Sem se importar, falando sobre o estilo jovem ou velho, sem se importar com nossas próprias faltas, falando sobre nosso próprio estilo. Além dos olhos, das mãos, do jeito calmo, tudo que importa são conversas, eu e você.
Quando as coisas vão para longe e todos costumam desaparecer, nada me surpreenderia a menos que você fizesse. Algo parece ter acontecido, todos tem desaparecido e eu ainda estou aqui. Sem se importar com o que fazemos, poderíamos ficar por aí e ver uma noite inteira.
Deve ser porque a cada nova frase te conheço menos. Ainda mais por isso. As palavras escapam e me enganam. Os jogos que não são mais do que parecem ser, se encerrarão sozinhos. Fale com a sua voz de esperança sobre uma fase desconhecida na sua vida. Você já brigou com si mesmo e é hora de ganhar, de novo, escolhas.
She wasnt raised by the way
That the emperors put traps in the cage
And her days she being dull
Lead to nights reading beer bottles
You're such a fugitive but you don't know what you're running form
You can't kid us yeah you can't trick anyone
Houdini, love you don't know what you're running from
(...)
But Dorothy was right though...
não é por loucura que canto até ficar sem voz, músicas sempre falam mais.
domingo, julho 20, 2008
Eternal sunshine of the spotless
Enquanto ele dirigia sem sentido jogando fitas e lembranças na chuva daquela noite, eu pensava em uma cena muito parecida, na qual eu andava com aquelas músicas falando alto nos meus fones e os fatos inteiros iam caindo ao meu lado. Com a seleção natural só os mais fortes continuam a caminhar. Banho de chuva e o cheiro de terra de um fim de tarde em um sítio escondido, uma cena desenhada para falar baixo enquanto alguns gritam.
As brincadeiras e os textos fazem das paredes expectadores atentos. O mundo inteiro podia olhar dentro dos meus olhos e desses eu só veria o seu. Tarde demais para chamar de meu. Seria melhor apagar e ser como os esquecidos que apagam seus equívocos, Nietzsche, como a frase que eu falei de tatuar um dia. Então, o meu amigo me falou que "feliz é quem tem o coração tão aberto que faz do essencial um detalhe" e sem saber ele fechava a noite de nostalgia com chave de ouro.
Enquanto as coisas não acabarem, não chegou a hora de parar, é a ordem do rei e a palavra do Coelho Branco, que assim seja.
na falta de histórico o blog virá um:
Toad diz:
ahahahahahahahaha entendi
Toad diz:
vc que é feliz, sabe?
Toad diz:
sério
Toad diz:
pq vc tem o coração tão aberto
Toad diz:
que certas coisas são detalhes
Enquanto ele dirigia sem sentido jogando fitas e lembranças na chuva daquela noite, eu pensava em uma cena muito parecida, na qual eu andava com aquelas músicas falando alto nos meus fones e os fatos inteiros iam caindo ao meu lado. Com a seleção natural só os mais fortes continuam a caminhar. Banho de chuva e o cheiro de terra de um fim de tarde em um sítio escondido, uma cena desenhada para falar baixo enquanto alguns gritam.
As brincadeiras e os textos fazem das paredes expectadores atentos. O mundo inteiro podia olhar dentro dos meus olhos e desses eu só veria o seu. Tarde demais para chamar de meu. Seria melhor apagar e ser como os esquecidos que apagam seus equívocos, Nietzsche, como a frase que eu falei de tatuar um dia. Então, o meu amigo me falou que "feliz é quem tem o coração tão aberto que faz do essencial um detalhe" e sem saber ele fechava a noite de nostalgia com chave de ouro.
Enquanto as coisas não acabarem, não chegou a hora de parar, é a ordem do rei e a palavra do Coelho Branco, que assim seja.
na falta de histórico o blog virá um:
Toad diz:
ahahahahahahahaha entendi
Toad diz:
vc que é feliz, sabe?
Toad diz:
sério
Toad diz:
pq vc tem o coração tão aberto
Toad diz:
que certas coisas são detalhes
Pois é,
Quando a razão e os fatos se metem no meu acaso, lembro disso e sorrio:
O Coelho Branco colocou os óculos e perguntou:
- Com licença de Vossa Majestade, devo começar por onde?
- Comece pelo começo - disse o Rei, com ar muito grave - e vá até o fim. Então pare.
Minhas paradas são só vírgulas até o ponto final.
Quando a razão e os fatos se metem no meu acaso, lembro disso e sorrio:
O Coelho Branco colocou os óculos e perguntou:
- Com licença de Vossa Majestade, devo começar por onde?
- Comece pelo começo - disse o Rei, com ar muito grave - e vá até o fim. Então pare.
Minhas paradas são só vírgulas até o ponto final.
sábado, julho 19, 2008
Some piece of mind and clarity
Nada estava mais aqui, porque eu tinha dissolvido os pensamentos em líquidos e bebido tudo de uma vez. Cedo demais para acreditar que nada voltaria a incomodar se as consequências arrastam-se a longo prazo, com um prazo, porque tudo isso parece vencido. Ouço as vozes da minha preocupação me contando do dia e sinto falta de estar por perto. Penso no meu dia longe e como pensei em contar com você para explicar direito para mini me a história do diário de Anne Frank e como ele se liga aos judeus e todo aquele momento que ficou misturado a algum filme que eu vi com alguma coisa muito parecida, daí eu expliquei mais ou menos e prometi dar o livro para ela um dia.
Teve também o harry potter versão britânica com capa dura e marca texto naquela versão bíblia/livro antigo que deixava o lado dele meio dourado, ela não entendeu porque achei ele lindo e eu não consegui explicar como uma bobeira da minha juventude falou tanto. Talvez eu fique o tempo inteiro sorrindo do acaso e pulando a minha vida, simplesmente porque não aceito ninguém, nem nada diferente do que eu quero para mim. Me interessar pelo outro é muito mais do que querer a presença. Tem coisas que eu nunca vou conseguir explicar.
Nesse sábado à noite faz falta os domingos.
Nada estava mais aqui, porque eu tinha dissolvido os pensamentos em líquidos e bebido tudo de uma vez. Cedo demais para acreditar que nada voltaria a incomodar se as consequências arrastam-se a longo prazo, com um prazo, porque tudo isso parece vencido. Ouço as vozes da minha preocupação me contando do dia e sinto falta de estar por perto. Penso no meu dia longe e como pensei em contar com você para explicar direito para mini me a história do diário de Anne Frank e como ele se liga aos judeus e todo aquele momento que ficou misturado a algum filme que eu vi com alguma coisa muito parecida, daí eu expliquei mais ou menos e prometi dar o livro para ela um dia.
Teve também o harry potter versão britânica com capa dura e marca texto naquela versão bíblia/livro antigo que deixava o lado dele meio dourado, ela não entendeu porque achei ele lindo e eu não consegui explicar como uma bobeira da minha juventude falou tanto. Talvez eu fique o tempo inteiro sorrindo do acaso e pulando a minha vida, simplesmente porque não aceito ninguém, nem nada diferente do que eu quero para mim. Me interessar pelo outro é muito mais do que querer a presença. Tem coisas que eu nunca vou conseguir explicar.
Nesse sábado à noite faz falta os domingos.
Dentro de mim
Se eu tentei por tanto tempo esconder é porque sempre soube que dentro das músicas que eu te disse você encontraria a verdade sozinho. De todas as palavras ditas as mais significativas foram as que calei diante de um sorriso. É fato que cansei dessas madrugadas frias em ausência, cansei desses meses de busca repentina, porque sempre encontrei paz nas noites frias, nos bares, na ausência certeira de conteúdo. Não queria ouvir e nem falar nada. Não queria. Não podia. Não faria. E diante do que eles tiram de mim, as lembranças me devolvem a você. O seu corpo resolveria os meus problemas com um maior. As minhas mãos nas suas acalmam o mundo e sorriem para o acaso naquela cena que inventei para nós dois.
Quando corro me perco em velocidade, percorro caminhos que não queria, só porque fugir é sempre mais simples, diante de você tudo que deveria ser dito se cala. Medo de destruir toda uma construção. Medo. Só um monte dele e eu busco lugares inexistentes, como se o maior deles não fosse sempre ao seu lado. Te diria que as opções ainda estão aqui, mas diante de tudo, o melhor é fugir desse país e ir, como todos vão. Sem você notar olhar para trás e sorrir, porque você sempre será o erro mais belo e a verdade mais colorida. Sempre que uma banda falar demais você estará lá, nesse ou em qualquer país, porque você já vai comigo pra onde for. Até...
Se eu tentei por tanto tempo esconder é porque sempre soube que dentro das músicas que eu te disse você encontraria a verdade sozinho. De todas as palavras ditas as mais significativas foram as que calei diante de um sorriso. É fato que cansei dessas madrugadas frias em ausência, cansei desses meses de busca repentina, porque sempre encontrei paz nas noites frias, nos bares, na ausência certeira de conteúdo. Não queria ouvir e nem falar nada. Não queria. Não podia. Não faria. E diante do que eles tiram de mim, as lembranças me devolvem a você. O seu corpo resolveria os meus problemas com um maior. As minhas mãos nas suas acalmam o mundo e sorriem para o acaso naquela cena que inventei para nós dois.
Quando corro me perco em velocidade, percorro caminhos que não queria, só porque fugir é sempre mais simples, diante de você tudo que deveria ser dito se cala. Medo de destruir toda uma construção. Medo. Só um monte dele e eu busco lugares inexistentes, como se o maior deles não fosse sempre ao seu lado. Te diria que as opções ainda estão aqui, mas diante de tudo, o melhor é fugir desse país e ir, como todos vão. Sem você notar olhar para trás e sorrir, porque você sempre será o erro mais belo e a verdade mais colorida. Sempre que uma banda falar demais você estará lá, nesse ou em qualquer país, porque você já vai comigo pra onde for. Até...
sexta-feira, julho 18, 2008
Paint the silence
Como poderia dizer que a minha vida está vazia se vivo tão atrasada e entre compromissos e escolhas faço do meu dia um quebra cabeça montado no vento ao acaso. Por que ficaria mais um segundo pensando nas peças que você pode levar? A sua visão no meu caminho, mais um segundo vivido.
Vamos colorir o silêncio, fazer dos dias a poesia que criamos. Viver ou morrer é uma escolha, a diferença é que sempre escolhemos as mesmas coisas em tudo. E se não conseguirmos fazer diferente, nada mudará. Abandonando sentimentos por paz de espírito simples, ficamos na beirada enquanto existe um mar inteiro, rimos dos tolos enquanto existem inteligentes para conhecermos, brincamos com rimas simples enquanto as complexas se escondem e são assim só por serem simples demais, os melhores poemas tem poucas linhas e quase nenhuma palavra difícil, deixaram a dificuldade para quem precisa se agarrar em alguma muleta da inteligência artificial, os melhores jogos são fáceis e você conhece as regras, mesmo fazendo deles o seu próprio.
Não vejo a mesmice brilhando ao seu lado, mesmo que falemos e façamos as coisas tão parecidas todos os dias, sempre há algo novo. Algo... Qualquer coisa. Uma coisa, que faz dos dias, diferentes.
Como poderia dizer que a minha vida está vazia se vivo tão atrasada e entre compromissos e escolhas faço do meu dia um quebra cabeça montado no vento ao acaso. Por que ficaria mais um segundo pensando nas peças que você pode levar? A sua visão no meu caminho, mais um segundo vivido.
Vamos colorir o silêncio, fazer dos dias a poesia que criamos. Viver ou morrer é uma escolha, a diferença é que sempre escolhemos as mesmas coisas em tudo. E se não conseguirmos fazer diferente, nada mudará. Abandonando sentimentos por paz de espírito simples, ficamos na beirada enquanto existe um mar inteiro, rimos dos tolos enquanto existem inteligentes para conhecermos, brincamos com rimas simples enquanto as complexas se escondem e são assim só por serem simples demais, os melhores poemas tem poucas linhas e quase nenhuma palavra difícil, deixaram a dificuldade para quem precisa se agarrar em alguma muleta da inteligência artificial, os melhores jogos são fáceis e você conhece as regras, mesmo fazendo deles o seu próprio.
Não vejo a mesmice brilhando ao seu lado, mesmo que falemos e façamos as coisas tão parecidas todos os dias, sempre há algo novo. Algo... Qualquer coisa. Uma coisa, que faz dos dias, diferentes.
quinta-feira, julho 17, 2008
Perdas
Para perder seria preciso ter tido. Para ganhar nessa balança imprecisa me dizem que é preciso perder. E me dizem tantas coisas enquanto o mundo gira, enquanto nada faz sentido, eles falam, como se tudo pudesse ser falado em uma mesa de bar. As pessoas afogadas em lugares rasos. Alguns se esquecem enquanto se dão e outros passam a vida inteira tentando se entregar, soltar das amarras do acaso, tentando. A maldição da humanidade deve ser o gerúndio, "estou fazendo", "estou tentando", quase ninguém faz ou tenta, fica sempre "ando".
Enquanto confesso faço alguém sofrer, digo que não posso ser nada para você porque estou de mãos dadas a condição de nada ao lado de outro alguém. Meu comodismo barato me reduziria a um personagem que não quero interpretar, como se escrevendo as falas dela pudesse assim acertar o passo da minha vida. Trazer a ficção para vida é um jeito de fugir do real. E, já não fujo mais, prefiro os momentos em paz divididos e as risadas, histórias, planos, futuro, passado compartilhados em uma mesa. Todos eles são nada diante de um sorriso e já não é só isso. Confesso que perdi. Confesso. Confesso e me retiro. Memórias. Memories of you.
But all these thing are careless things
I want them
But always night, I close my eyes
I want to run
Run to you...........in dreams
Para perder seria preciso ter tido. Para ganhar nessa balança imprecisa me dizem que é preciso perder. E me dizem tantas coisas enquanto o mundo gira, enquanto nada faz sentido, eles falam, como se tudo pudesse ser falado em uma mesa de bar. As pessoas afogadas em lugares rasos. Alguns se esquecem enquanto se dão e outros passam a vida inteira tentando se entregar, soltar das amarras do acaso, tentando. A maldição da humanidade deve ser o gerúndio, "estou fazendo", "estou tentando", quase ninguém faz ou tenta, fica sempre "ando".
Enquanto confesso faço alguém sofrer, digo que não posso ser nada para você porque estou de mãos dadas a condição de nada ao lado de outro alguém. Meu comodismo barato me reduziria a um personagem que não quero interpretar, como se escrevendo as falas dela pudesse assim acertar o passo da minha vida. Trazer a ficção para vida é um jeito de fugir do real. E, já não fujo mais, prefiro os momentos em paz divididos e as risadas, histórias, planos, futuro, passado compartilhados em uma mesa. Todos eles são nada diante de um sorriso e já não é só isso. Confesso que perdi. Confesso. Confesso e me retiro. Memórias. Memories of you.
But all these thing are careless things
I want them
But always night, I close my eyes
I want to run
Run to you...........in dreams
quarta-feira, julho 16, 2008
segunda-feira, julho 14, 2008
Voltei...
Segurou o meu braço na hora de atravessar a rua, uma das minhas manias é não prestar atenção nos carros. Sorriu quando disse que estava com saudades e nunca me entregou um "eu também". Deu passos minúsculos de tão diretos, caminhou por uma estrada só, me viu passar por aquela porta naquele dia, entre sorrisos me ouviu sair e sem saber o corredor ficou maior, os passos eram maiores e o meu paradeiro era cada dia mais distante. Caminhei até a exaustão, encontrei meus erros, desfiz meus acertos, só para quem sabe com isso voltar.
Mas quanto mais caminhava, mais me afastava, burocratizava todos os momentos, marcava hora de chegar e sair, era medo de tornar isso mais sério e ir de vez.
Gostava de me sentir mimada por você, te ver correr, reclamar do cronômetro do tênis quebrado há semanas e sem ele, porque você exagerava como mulheres, não podia ser. Seus olhos da cor do céu era o cenário perfeito de qualquer conto de fadas que não soube contar. Suas bandas, suas músicas, suas palavras, suas mãos, seu sorriso, seu e tudo que era meu, porque de tanto ser, éramos personagens de uma história.
Te procurei naquele apartamento, fui até a porta do seu quarto, procurei suas manias, dei risada com as histórias e as metáforas que criávamos para não falar. E percebi naquele momento, não tinha porque não te esperar voltar. Voltei; a sonhar.
Segurou o meu braço na hora de atravessar a rua, uma das minhas manias é não prestar atenção nos carros. Sorriu quando disse que estava com saudades e nunca me entregou um "eu também". Deu passos minúsculos de tão diretos, caminhou por uma estrada só, me viu passar por aquela porta naquele dia, entre sorrisos me ouviu sair e sem saber o corredor ficou maior, os passos eram maiores e o meu paradeiro era cada dia mais distante. Caminhei até a exaustão, encontrei meus erros, desfiz meus acertos, só para quem sabe com isso voltar.
Mas quanto mais caminhava, mais me afastava, burocratizava todos os momentos, marcava hora de chegar e sair, era medo de tornar isso mais sério e ir de vez.
Gostava de me sentir mimada por você, te ver correr, reclamar do cronômetro do tênis quebrado há semanas e sem ele, porque você exagerava como mulheres, não podia ser. Seus olhos da cor do céu era o cenário perfeito de qualquer conto de fadas que não soube contar. Suas bandas, suas músicas, suas palavras, suas mãos, seu sorriso, seu e tudo que era meu, porque de tanto ser, éramos personagens de uma história.
Te procurei naquele apartamento, fui até a porta do seu quarto, procurei suas manias, dei risada com as histórias e as metáforas que criávamos para não falar. E percebi naquele momento, não tinha porque não te esperar voltar. Voltei; a sonhar.
domingo, julho 13, 2008
sábado, julho 12, 2008
All i really want 2
Te inventei e reinventei, mudei o meu jeito de te olhar, tirei você do meus olhos, refiz hábitos e exclui você. Mas você ainda é aquele que fala da minha mania de deixar o blazer com a gola virada e arruma, meio bravo, meio doce.
Você fala das discussões e conversas, reconhece, desconhece, e deve perceber o quanto é necessário não falar disso hoje, vê que não quero implicar com você? Mas é sempre inevitável, então eu saio antes que o mundo desmorone, fico esperando encostada na parede, ouvindo algo alto, para não tirar de dentro nada além de você, só você, sem nenhuma outra pessoa, te resgatar com as lembranças, cuidar de possíveis marcas, ouvir sua experiência e falar que você precisa ir, fazer tudo acontecer, vai, pra longe de mim; mentira, fica perto. E nem ao menos posso caçar o caçador.
Tudo que realmente precisamos, juntos ou separados, sempre, é um pouco de paciência, um modo de acalmar a calmaria, e não sair dali, só porque tudo devagar demais é tão sufocante quanto uma montanha russa, com a diferença, que nela existe emoção. E tudo que realmente queremos chama liberdade.
Isso está desgastado? Sabemos coisas demais. Lutamos demais. Pode se perguntar porque sou implacável e rude com os outros.
Somos alguém para entender tudo isso. Fala de você por um minuto, esquece, fala do mundo, dos conflitos, de toda essa loucura em conta-gotas.
Tudo que realmente quero é encontrar um lugar comum e alguma sintonia, algum conforto, e uma maneira de estar. Queria um pôr-do-sol e o mar, quieto, sem calor ou frio demais, queria a paz, queria v...
ps: Alanis Morissette, saudades da sis.
Te inventei e reinventei, mudei o meu jeito de te olhar, tirei você do meus olhos, refiz hábitos e exclui você. Mas você ainda é aquele que fala da minha mania de deixar o blazer com a gola virada e arruma, meio bravo, meio doce.
Você fala das discussões e conversas, reconhece, desconhece, e deve perceber o quanto é necessário não falar disso hoje, vê que não quero implicar com você? Mas é sempre inevitável, então eu saio antes que o mundo desmorone, fico esperando encostada na parede, ouvindo algo alto, para não tirar de dentro nada além de você, só você, sem nenhuma outra pessoa, te resgatar com as lembranças, cuidar de possíveis marcas, ouvir sua experiência e falar que você precisa ir, fazer tudo acontecer, vai, pra longe de mim; mentira, fica perto. E nem ao menos posso caçar o caçador.
Tudo que realmente precisamos, juntos ou separados, sempre, é um pouco de paciência, um modo de acalmar a calmaria, e não sair dali, só porque tudo devagar demais é tão sufocante quanto uma montanha russa, com a diferença, que nela existe emoção. E tudo que realmente queremos chama liberdade.
Isso está desgastado? Sabemos coisas demais. Lutamos demais. Pode se perguntar porque sou implacável e rude com os outros.
Somos alguém para entender tudo isso. Fala de você por um minuto, esquece, fala do mundo, dos conflitos, de toda essa loucura em conta-gotas.
Tudo que realmente quero é encontrar um lugar comum e alguma sintonia, algum conforto, e uma maneira de estar. Queria um pôr-do-sol e o mar, quieto, sem calor ou frio demais, queria a paz, queria v...
ps: Alanis Morissette, saudades da sis.
sexta-feira, julho 11, 2008
Livre...
Procurava nos seus passos onde tinha deixado as certezas caírem. Deixou certas coisas passarem. Tinha dentro de si as justificativas que preenchia suas dúvidas, falava medo e incerteza, escondia-se enquanto sorria com os lábios e guardava os olhos para algo que se movia longe. No olhar dele encontrava dúvida e as mãos que a paralisavam. Beijos na testa cheio de respeito enquanto suas mãos faziam carinhos infantis, fazendo-a sentir querida e protegida, segura e forte.
De tudo
Ela sempre quis mais
Entregava a ela as mãos na cintura tímido no meio da multidão, a envolvia em um abraço como um laço, colocava seu rosto perto de seu pescoço, como se de lá viesse o cheiro do mundo, falava as coisas que ela sonhava um dia ser verdade.
Do incerto
Ele era o mais natural
Olhava os passos dele e media o descontrole, sabia que diante dela, ele se deixava ser criança. Ela sempre gostou do poder e sentir que tirava dele as máscaras, te entregava alguns.
Diante de tudo
Ela não sabia querer
Contava os passos, desfazendo as rotas, com medo de tê-lo e ser dele, por uma noite ou uma tarde ensolarada, temia a sua poesia tanto quanto temia a vida.
Por falta de culpados
Viam a si mesmo
Não era um erro, nem tão pouco chamariam aquilo de acerto, sabiam que era o certo, porque a falta e a vontade de estar por perto sempre falava alto demais, foi quando ela resolveu ser surda que deixou claro: seria dele, sempre, mesmo que longe.
Um beijo mudaria tudo e disso, nem eles sabiam.
ah, que hoje acabe, com ficção e alegria. exausta.
Procurava nos seus passos onde tinha deixado as certezas caírem. Deixou certas coisas passarem. Tinha dentro de si as justificativas que preenchia suas dúvidas, falava medo e incerteza, escondia-se enquanto sorria com os lábios e guardava os olhos para algo que se movia longe. No olhar dele encontrava dúvida e as mãos que a paralisavam. Beijos na testa cheio de respeito enquanto suas mãos faziam carinhos infantis, fazendo-a sentir querida e protegida, segura e forte.
De tudo
Ela sempre quis mais
Entregava a ela as mãos na cintura tímido no meio da multidão, a envolvia em um abraço como um laço, colocava seu rosto perto de seu pescoço, como se de lá viesse o cheiro do mundo, falava as coisas que ela sonhava um dia ser verdade.
Do incerto
Ele era o mais natural
Olhava os passos dele e media o descontrole, sabia que diante dela, ele se deixava ser criança. Ela sempre gostou do poder e sentir que tirava dele as máscaras, te entregava alguns.
Diante de tudo
Ela não sabia querer
Contava os passos, desfazendo as rotas, com medo de tê-lo e ser dele, por uma noite ou uma tarde ensolarada, temia a sua poesia tanto quanto temia a vida.
Por falta de culpados
Viam a si mesmo
Não era um erro, nem tão pouco chamariam aquilo de acerto, sabiam que era o certo, porque a falta e a vontade de estar por perto sempre falava alto demais, foi quando ela resolveu ser surda que deixou claro: seria dele, sempre, mesmo que longe.
Um beijo mudaria tudo e disso, nem eles sabiam.
ah, que hoje acabe, com ficção e alegria. exausta.
quinta-feira, julho 10, 2008
Funcionalismo
Conseguiu fazer com que o real a entregasse paz, fez de outros dias juntos a extensão natural daquele começo, nunca chegaram a ter um fim, os dias empurraram a situação para um abismo inevitável. Não queriam pular, não sentiam um pelo outro, nada além do superficial de uma relação. Se falavam para marcar o amanhã, quando se veriam outra vez e os toques tomariam conta de mais um dia, conversavam das piadas de uma noite passada, do jeito que ela era estabanada em qualquer situação, falavam dos dias passados juntos, porque em separado as vidas de tão diferentes pareciam desinteressantes quando olhavam um nos olhos do outro e as contavam, não queriam ou podiam se entregar, misturar vida fariam deles um e, não seriam, sabiam desde sempre que viver aqueles dias e o gosto com vontade de quero mais na boca duraria pelo sempre que precisassem de um corpo, seriam corpos consumidos, outra vez, porque não iam terminar ou começar nada além dos toques emergenciais. Tentaram, depois de um ano, voltar, recomeçar, mudar uma coisa aqui a outra ali, mas no fundo sabiam: não duraria, não resolveria, continuariam sem olhar um ao outro quando virassem as costas, não sentiriam falta de falar, a falta tinha o tamanho exato da superfície de um relacionamento, raso.
But all these thing are careless things
I want them
But always night, I close my eyes
I want to run
Run to you...........in dreams
Conseguiu fazer com que o real a entregasse paz, fez de outros dias juntos a extensão natural daquele começo, nunca chegaram a ter um fim, os dias empurraram a situação para um abismo inevitável. Não queriam pular, não sentiam um pelo outro, nada além do superficial de uma relação. Se falavam para marcar o amanhã, quando se veriam outra vez e os toques tomariam conta de mais um dia, conversavam das piadas de uma noite passada, do jeito que ela era estabanada em qualquer situação, falavam dos dias passados juntos, porque em separado as vidas de tão diferentes pareciam desinteressantes quando olhavam um nos olhos do outro e as contavam, não queriam ou podiam se entregar, misturar vida fariam deles um e, não seriam, sabiam desde sempre que viver aqueles dias e o gosto com vontade de quero mais na boca duraria pelo sempre que precisassem de um corpo, seriam corpos consumidos, outra vez, porque não iam terminar ou começar nada além dos toques emergenciais. Tentaram, depois de um ano, voltar, recomeçar, mudar uma coisa aqui a outra ali, mas no fundo sabiam: não duraria, não resolveria, continuariam sem olhar um ao outro quando virassem as costas, não sentiriam falta de falar, a falta tinha o tamanho exato da superfície de um relacionamento, raso.
But all these thing are careless things
I want them
But always night, I close my eyes
I want to run
Run to you...........in dreams
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