BREVE
Quando você entrou eu folheava livros sem interesse, ouvia sem prestar atenção, sorria sem nunca saber porquê. Então, você trouxe a confusão para porta e se retirou. Me deixou aqui revirando palavras atrás de verdade.
10/02/2008
Eu continuo aqui, revirando palavras e fazendo a minha verdade.
Alguma coisa mudou e eu só não sei o que.
quarta-feira, abril 30, 2008
terça-feira, abril 29, 2008
Pela cidade,
quanto mais voltas ela dava, mais tonta, mais estranha, mais confusa ficava. Saia todas as noites, procurava paz no caos, no barulho, na zona daquela cidade. Voltava dos erros carregada com pensamentos, não sabia usar as pessoas, não queria usar as pessoas, sabia que no fundo é inútil tentar fugir de si. Tudo que tinha que ser feito, seria, mais cedo ou mais tarde, erraria e acertaria, mas faria. Não tinha contas com o passado, tinha feito tudo, e se entediado, sorrido, chorado, tinha chorado por achar que empurrava sua vida pro abismo naquela vez. E depois sorria porque foi o erro mais maravilhoso de uma vida inteira. Abriu a janela das possibilidades e agora já precisava de mais para se contentar. Relações por comodismo a deprimiam durante a semana inteira. Odiava pensar que alguns eram capazes de amar, enquanto ela sentia só que era um lugar para onde voltar, era estranho pensar que amor não existia daquela forma para ela. Amor só vem com dificuldade, facilidade pode falar no próximo guichê a esquerda, a garota dali é legal, simples e descomplicada, a garota do guichê a esquerda não tem amor, só um dia após o outro e o dedo apertando o foda-se.
Na verdade, ela poderia ser muitas, só não conseguia deixar de ser ela.
quanto mais voltas ela dava, mais tonta, mais estranha, mais confusa ficava. Saia todas as noites, procurava paz no caos, no barulho, na zona daquela cidade. Voltava dos erros carregada com pensamentos, não sabia usar as pessoas, não queria usar as pessoas, sabia que no fundo é inútil tentar fugir de si. Tudo que tinha que ser feito, seria, mais cedo ou mais tarde, erraria e acertaria, mas faria. Não tinha contas com o passado, tinha feito tudo, e se entediado, sorrido, chorado, tinha chorado por achar que empurrava sua vida pro abismo naquela vez. E depois sorria porque foi o erro mais maravilhoso de uma vida inteira. Abriu a janela das possibilidades e agora já precisava de mais para se contentar. Relações por comodismo a deprimiam durante a semana inteira. Odiava pensar que alguns eram capazes de amar, enquanto ela sentia só que era um lugar para onde voltar, era estranho pensar que amor não existia daquela forma para ela. Amor só vem com dificuldade, facilidade pode falar no próximo guichê a esquerda, a garota dali é legal, simples e descomplicada, a garota do guichê a esquerda não tem amor, só um dia após o outro e o dedo apertando o foda-se.
Na verdade, ela poderia ser muitas, só não conseguia deixar de ser ela.
segunda-feira, abril 28, 2008
Entendi,
depois de usar a fantasia, de se vestir de qualquer coisa só para suportar as impossibilidades, depois disso fica dificil.
Se eu não tivesse virado jantar de pernilongos no fim da tarde, quando tive a idéia gênia de dormir com a janela aberta, é tudo muito bonito quando um passarinho pousa na janela e tudo uma merda quando pernilongos te picam e você lembra da alergia, maldita alergia. Se não tivesse acabado com o resto do meu orgulho no sábado. Se não tivesse deixado tudo menos pior para mim e pouco importa, digo de verdade, o resto.
Um daqueles momentos em que você escolhe atravessar pela correnteza ou ficar parada, esperando, quem sabe um dia, e só esperar esperar esperar. Céus, quando termina o inferno astral de quem fez aniversário dia 9?
depois de usar a fantasia, de se vestir de qualquer coisa só para suportar as impossibilidades, depois disso fica dificil.
Se eu não tivesse virado jantar de pernilongos no fim da tarde, quando tive a idéia gênia de dormir com a janela aberta, é tudo muito bonito quando um passarinho pousa na janela e tudo uma merda quando pernilongos te picam e você lembra da alergia, maldita alergia. Se não tivesse acabado com o resto do meu orgulho no sábado. Se não tivesse deixado tudo menos pior para mim e pouco importa, digo de verdade, o resto.
Um daqueles momentos em que você escolhe atravessar pela correnteza ou ficar parada, esperando, quem sabe um dia, e só esperar esperar esperar. Céus, quando termina o inferno astral de quem fez aniversário dia 9?
ask me why,
Foi em uma manhã quente que ela andou pelo centro da cidade como se estivesse transitando pelo seu centro. Nas ruas os seus pecados se misturavam em ruazinhas, os seus medos esbarravam em prédios enormes, os sonhos atingiam o céu azul manchado por concreto no seus pés. Sempre achou que o céu começava no topo do prédio mais alto da sua cidade pintada de ilusão.
Tinha tudo aquilo, havia ouvido as palavras. Acreditava no mundo. Pensava sempre nele. Queria falar com ele, falar dela, dele, deles, queria retomar os acertos, apagar os erros, queria consertar desde o começo aquele momento fadado ao fim sem explicação. Era a a manhã de um sábado e a noite de sexta parecia ter sido apagada com uma leveza estranha. As pernas faziam o caminho da casa dele. Chegaria lá sem saber o que a levará, chegaria lá, depois de fechar aquela mesma porta atrás de si e dizer nunca mais. Vinha usado mal as palavras, não entendia os sentimentos dele e de repente, lá estava ele sendo compreendido por outra. Achou que era hora de sair do jogo e deixar compreensão.
Queria olhar pra ele mais uma vez e ver quanto era costume, queria medir o costume e a vontade de ficar para sempre ali, aos pés dele. Não ficaria. Jamais ficaria aos pés de alguém, dele ou de qualquer um, não sabia ficar no chão muito tempo, sua vida exigia paixão para continuar. Um livro, filme, uma pessoa, não importava a que. Seguia apaixonada então pelos passos trocados com a solidão em madrugadas quentes.
Só precisava mais uma vez olhar nos olhos dele. Contar que sentiu saudades naquele show, falar do filme e de como sem ele não tinha feito sentido nenhum, xingar por ele não ter aparecido naquele dia do cara lendo coisas que a levaram do chão para a cadeira, sentada e obediente. Falar como as palavras tinham feito companhia e como as ouvia. O prédio e o cheiro eram velhos conhecidos, as paredes do elevador e o sorriso para a câmera com o bom dia gesticulado que eles davam todas as manhãs para quem perdesse tempo assistindo aquelas fitas.
De repente os passos dela pareciam fazê-la entrar direto em um corredor cheio de lembranças. Sorria pra algumas, pensava em fugir de outras e de repente viu que sua vida estava naquele corredor. Era tudo que lembrava e o que construía. Era simplesmente complexa.
Mudou o sentido e de repente ia em direção a sua casa, foi quando viu ele subindo a rua, sabia que se encontrariam assim. Um indo e o outro voltando. Aumentou o passo decidida a continuar, foi quando com um sorriso dele desarmou a construção inteira. E falou:
- a compreensão.
- a incompreensão.
- essa me deixou seguir com os sonhos.
- e qual é o sonho?
- ter a compreensão sempre ao meu lado.
- opa, boa sorte.
- você dá sorte.
Nesse segundo tudo voltou para aquele corredor cheio de lembranças.
Foi em uma manhã quente que ela andou pelo centro da cidade como se estivesse transitando pelo seu centro. Nas ruas os seus pecados se misturavam em ruazinhas, os seus medos esbarravam em prédios enormes, os sonhos atingiam o céu azul manchado por concreto no seus pés. Sempre achou que o céu começava no topo do prédio mais alto da sua cidade pintada de ilusão.
Tinha tudo aquilo, havia ouvido as palavras. Acreditava no mundo. Pensava sempre nele. Queria falar com ele, falar dela, dele, deles, queria retomar os acertos, apagar os erros, queria consertar desde o começo aquele momento fadado ao fim sem explicação. Era a a manhã de um sábado e a noite de sexta parecia ter sido apagada com uma leveza estranha. As pernas faziam o caminho da casa dele. Chegaria lá sem saber o que a levará, chegaria lá, depois de fechar aquela mesma porta atrás de si e dizer nunca mais. Vinha usado mal as palavras, não entendia os sentimentos dele e de repente, lá estava ele sendo compreendido por outra. Achou que era hora de sair do jogo e deixar compreensão.
Queria olhar pra ele mais uma vez e ver quanto era costume, queria medir o costume e a vontade de ficar para sempre ali, aos pés dele. Não ficaria. Jamais ficaria aos pés de alguém, dele ou de qualquer um, não sabia ficar no chão muito tempo, sua vida exigia paixão para continuar. Um livro, filme, uma pessoa, não importava a que. Seguia apaixonada então pelos passos trocados com a solidão em madrugadas quentes.
Só precisava mais uma vez olhar nos olhos dele. Contar que sentiu saudades naquele show, falar do filme e de como sem ele não tinha feito sentido nenhum, xingar por ele não ter aparecido naquele dia do cara lendo coisas que a levaram do chão para a cadeira, sentada e obediente. Falar como as palavras tinham feito companhia e como as ouvia. O prédio e o cheiro eram velhos conhecidos, as paredes do elevador e o sorriso para a câmera com o bom dia gesticulado que eles davam todas as manhãs para quem perdesse tempo assistindo aquelas fitas.
De repente os passos dela pareciam fazê-la entrar direto em um corredor cheio de lembranças. Sorria pra algumas, pensava em fugir de outras e de repente viu que sua vida estava naquele corredor. Era tudo que lembrava e o que construía. Era simplesmente complexa.
Mudou o sentido e de repente ia em direção a sua casa, foi quando viu ele subindo a rua, sabia que se encontrariam assim. Um indo e o outro voltando. Aumentou o passo decidida a continuar, foi quando com um sorriso dele desarmou a construção inteira. E falou:
- a compreensão.
- a incompreensão.
- essa me deixou seguir com os sonhos.
- e qual é o sonho?
- ter a compreensão sempre ao meu lado.
- opa, boa sorte.
- você dá sorte.
Nesse segundo tudo voltou para aquele corredor cheio de lembranças.
domingo, abril 27, 2008
TEMPO
Naquele dia tudo parecia acontecer devagar, o tempo era enorme, os minutos se arrastavam e as horas não faziam o curso delas. Os últimos dias tinham passado rápido, enquanto ela se perdia em obrigações e procurava saídas para sentimentos inexplicáveis. Sempre se encheu de vida para não pensar. Navegou sobre obrigações em tempestades. Muitas coisas, ao mesmo tempo, feitas com cuidado e zelo como tinha por tudo que gostava.
O dia simplesmente se arrastava e a espera por aquela noite parecia sair das pontas dos seus dedos, passos apressados em direção ao guarda-roupa. O telefone tocava inúmeras vezes e ela não atendia nenhuma. Esperaria a hora chegar em silêncio. Tudo na vida daquela garota teve o tempo particular. Os problemas vinham de mãos dadas com a solução, onde trocava passos com o tempo, e no fim da equação a solução aparecia com milhares de aprendizados como brinde. Talvez ela tenha agradecido pouco pelos problemas que teve, porque não é dessas coisas que as pessoas comuns fazem. Existem promessas e penitências para tudo de maravilhoso que essa entidade dos homens pode oferecer. Nunca ligou de ser diferente, desde que fosse ela e poucos contra o mundo. Gostava muito de poucas pessoas. Se importava com pequenos detalhes e esquecia coisas grandes demais para serem só detalhes. Não gostava de brincar com o sentimento dos outros, embora sentisse que fazia sempre isso com uma pessoa, não era ele. Mas tinha um porto seguro longe da segurança dos sentimentos, a vida dela isenta de sentimentos permitia pequenos prazeres, dos quais desviava o assunto sempre que questionada.
Bastou a noite chegar, o acaso ajudar e ela notou: o seu melhor amigo era o tempo.
----------------------------
sobre a virada:
música - semáforo do Vanguart (cantada, recantanda, dupla, trio, coro...)
show - Orquestra Imperial
horas lá - 17
top fofura - Mallu Magalhães
lembranças - Jorge Ben
saudades - Os mutantes
pensamentos - Fernanda Takai
diversão - Marina de la Riva
e o D2
Rever os garotos crescidos depois de dois anos, um pedido de desculpas, risadas até não conseguir se manter de pé, mais risadas do mesmo nível com a Lee, conversas no Parlapatões. Pessoas e mais pessoas encontradas e outras perdidas. Ah, saudades de dias como esses, até o carnaval que vem, São Paulo.
E fica o registro:
phoebe weatherfield diz:
a fernanda tinha visão de futuro
۶.livya | olê, porco! diz:
é mesmo... a gente sempre falou que ele ia ficar master bonito quando ele fosse menos criancinha. confirmado então! aeae!
phoebe weatherfield diz:
confirmado ;D
Naquele dia tudo parecia acontecer devagar, o tempo era enorme, os minutos se arrastavam e as horas não faziam o curso delas. Os últimos dias tinham passado rápido, enquanto ela se perdia em obrigações e procurava saídas para sentimentos inexplicáveis. Sempre se encheu de vida para não pensar. Navegou sobre obrigações em tempestades. Muitas coisas, ao mesmo tempo, feitas com cuidado e zelo como tinha por tudo que gostava.
O dia simplesmente se arrastava e a espera por aquela noite parecia sair das pontas dos seus dedos, passos apressados em direção ao guarda-roupa. O telefone tocava inúmeras vezes e ela não atendia nenhuma. Esperaria a hora chegar em silêncio. Tudo na vida daquela garota teve o tempo particular. Os problemas vinham de mãos dadas com a solução, onde trocava passos com o tempo, e no fim da equação a solução aparecia com milhares de aprendizados como brinde. Talvez ela tenha agradecido pouco pelos problemas que teve, porque não é dessas coisas que as pessoas comuns fazem. Existem promessas e penitências para tudo de maravilhoso que essa entidade dos homens pode oferecer. Nunca ligou de ser diferente, desde que fosse ela e poucos contra o mundo. Gostava muito de poucas pessoas. Se importava com pequenos detalhes e esquecia coisas grandes demais para serem só detalhes. Não gostava de brincar com o sentimento dos outros, embora sentisse que fazia sempre isso com uma pessoa, não era ele. Mas tinha um porto seguro longe da segurança dos sentimentos, a vida dela isenta de sentimentos permitia pequenos prazeres, dos quais desviava o assunto sempre que questionada.
Bastou a noite chegar, o acaso ajudar e ela notou: o seu melhor amigo era o tempo.
----------------------------
sobre a virada:
música - semáforo do Vanguart (cantada, recantanda, dupla, trio, coro...)
show - Orquestra Imperial
horas lá - 17
top fofura - Mallu Magalhães
lembranças - Jorge Ben
saudades - Os mutantes
pensamentos - Fernanda Takai
diversão - Marina de la Riva
e o D2
Rever os garotos crescidos depois de dois anos, um pedido de desculpas, risadas até não conseguir se manter de pé, mais risadas do mesmo nível com a Lee, conversas no Parlapatões. Pessoas e mais pessoas encontradas e outras perdidas. Ah, saudades de dias como esses, até o carnaval que vem, São Paulo.
E fica o registro:
phoebe weatherfield diz:
a fernanda tinha visão de futuro
۶.livya | olê, porco! diz:
é mesmo... a gente sempre falou que ele ia ficar master bonito quando ele fosse menos criancinha. confirmado então! aeae!
phoebe weatherfield diz:
confirmado ;D
sábado, abril 26, 2008
a virada com isso:
phoebe weatherfield diz:
HAHA.
risadas e fumaça, beeeeeeeeeeeeeijo =*
lee. diz:
ah, cara, vcs precisam se conhecer mesmo
lee. diz:
mesmo mesmo mesmo
phoebe weatherfield diz:
só espero estar em condições de conhecer pessoas.
lee. diz:
uma porção de risadas com fritas
ou a da pree-
summer babe diz:
antes de tudo, vou lá no edificio london acompanhar a reconstituição do crime
HAHAHA. ôsaudades.
beeeijo
phoebe weatherfield diz:
HAHA.
risadas e fumaça, beeeeeeeeeeeeeijo =*
lee. diz:
ah, cara, vcs precisam se conhecer mesmo
lee. diz:
mesmo mesmo mesmo
phoebe weatherfield diz:
só espero estar em condições de conhecer pessoas.
lee. diz:
uma porção de risadas com fritas
ou a da pree-
summer babe diz:
antes de tudo, vou lá no edificio london acompanhar a reconstituição do crime
HAHAHA. ôsaudades.
beeeijo
sexta-feira, abril 25, 2008
baby, it's a fact
Sentou no mesmo lugar de sempre, o mesmo pedido de sempre, com a própria companhia como sempre. Mas havia algo de estranho com ela. Os dedos passavam infinitas vezes pelo seu cabelo e o seu rosto era coberto pelas mãos vez ou outra, parecia que tentava devolver com elas o sorriso desaparecido.
Ela já não tinha ele e isso trazia um misto de alivio e dor. Dor? O jeito que a vontade chegou ao fim, sem aviso, e mesmo que tentasse reanimar aquele sentimento vazio, era como segurar uma sacola pesada demais para carregar e importante, naquele momento, para deixar ficar. Mas o que fazer quando nem nela existe vontade? Era melhor deixar o fardo e carregar esse misto de reações opostas.
Queria se render ao mundo e as possibilidades. Queria tudo, e na sua cabeça a confusão continuava. Ele tinha sido sua última fuga do outro. Achou que em seu corpo encontraria refúgio para o caos iminente. Se preparava aos poucos para se render e render. Queria escrever mais, falar e ficar mais em silêncio, sorrir mais, queria mais do que teve naqueles dias. Os dias em que estiveram juntos tinha levado o passado e apagado o presente, substituiu isso por dias bons, acabados. Ele carregou o presente que ela não sabia/queria viver sem.
No mesmo lugar de sempre, com o mesmo pedido de sempre; notou: não tinha porquê fugir de si.
Pagou a conta. Ligou o mp3 e sorriu enquanto pensava que ele, o último, finalmente tinha deixado ela voltar a sonhar e ser livre. Os sonhos e a liberdade caminhavam com a simplicidade que poderia existir no caos do outro.
Ela queria com força de criança. A voz trêmula, os passos no ritmo da música, e os pensamentos eram dele. No número dele, o caos e o paraíso em um só corpo, com aquela cabeça cheia de piadas e mistérios.
- hey, você? devo fechar as janelas? hoje cai uma chuva de estrelas, um milagre, como é ouvir sua voz.
- nenhum milagre é maior do que você me atender assim, depois de tudo.
- tudo? tudo o que?
- tudo.
- sim, tudo que não importa, é a sua liberdade e é daquele jeito que te contei: não sabia conter liberdade. teria você aqui pelo tempo que quisesse, que quiséssemos. você foi pelo caminho mais fácil e eu continuo aqui.
- saudades.
- de que? - ele perguntou em impulso.
- tudo que só você me dá.
- o tudo é seu, garota. nunca te dei nada, o que tem em você, falta em mim. trocávamos enquanto te levava a mexer nessas coisas escondidas. só te tirei do meio daquilo que você julgava certo, mas você voltou.
- voltei, agora, para você.
- e ele?
- ele é você. dele, eu tirei a certeza que é só você.
com o sorriso na voz ele disse:
- então vai pro café de sempre, pedi o de sempre e eu vou como sempre. por hoje, sempre seu.
A falta dele é simples de entender: ele entendia, ouvia, falava, brigava, xingava e a pedia calma.
Um café, dedos brincando, e ele a levou para casa: deles.
Sentou no mesmo lugar de sempre, o mesmo pedido de sempre, com a própria companhia como sempre. Mas havia algo de estranho com ela. Os dedos passavam infinitas vezes pelo seu cabelo e o seu rosto era coberto pelas mãos vez ou outra, parecia que tentava devolver com elas o sorriso desaparecido.
Ela já não tinha ele e isso trazia um misto de alivio e dor. Dor? O jeito que a vontade chegou ao fim, sem aviso, e mesmo que tentasse reanimar aquele sentimento vazio, era como segurar uma sacola pesada demais para carregar e importante, naquele momento, para deixar ficar. Mas o que fazer quando nem nela existe vontade? Era melhor deixar o fardo e carregar esse misto de reações opostas.
Queria se render ao mundo e as possibilidades. Queria tudo, e na sua cabeça a confusão continuava. Ele tinha sido sua última fuga do outro. Achou que em seu corpo encontraria refúgio para o caos iminente. Se preparava aos poucos para se render e render. Queria escrever mais, falar e ficar mais em silêncio, sorrir mais, queria mais do que teve naqueles dias. Os dias em que estiveram juntos tinha levado o passado e apagado o presente, substituiu isso por dias bons, acabados. Ele carregou o presente que ela não sabia/queria viver sem.
No mesmo lugar de sempre, com o mesmo pedido de sempre; notou: não tinha porquê fugir de si.
Pagou a conta. Ligou o mp3 e sorriu enquanto pensava que ele, o último, finalmente tinha deixado ela voltar a sonhar e ser livre. Os sonhos e a liberdade caminhavam com a simplicidade que poderia existir no caos do outro.
Ela queria com força de criança. A voz trêmula, os passos no ritmo da música, e os pensamentos eram dele. No número dele, o caos e o paraíso em um só corpo, com aquela cabeça cheia de piadas e mistérios.
- hey, você? devo fechar as janelas? hoje cai uma chuva de estrelas, um milagre, como é ouvir sua voz.
- nenhum milagre é maior do que você me atender assim, depois de tudo.
- tudo? tudo o que?
- tudo.
- sim, tudo que não importa, é a sua liberdade e é daquele jeito que te contei: não sabia conter liberdade. teria você aqui pelo tempo que quisesse, que quiséssemos. você foi pelo caminho mais fácil e eu continuo aqui.
- saudades.
- de que? - ele perguntou em impulso.
- tudo que só você me dá.
- o tudo é seu, garota. nunca te dei nada, o que tem em você, falta em mim. trocávamos enquanto te levava a mexer nessas coisas escondidas. só te tirei do meio daquilo que você julgava certo, mas você voltou.
- voltei, agora, para você.
- e ele?
- ele é você. dele, eu tirei a certeza que é só você.
com o sorriso na voz ele disse:
- então vai pro café de sempre, pedi o de sempre e eu vou como sempre. por hoje, sempre seu.
A falta dele é simples de entender: ele entendia, ouvia, falava, brigava, xingava e a pedia calma.
Um café, dedos brincando, e ele a levou para casa: deles.
quinta-feira, abril 24, 2008
GOLD TICKET
Era ainda uma menina com quinze anos. Como seria quando chegasse aos dezoito e muito provavelmente quanto passasse dos trinta. Seria menina no corpo de mulher e com obrigações de adulto, ainda assim uma menina, com suas manias guardadas e o jeito que procurava alegria na vida.
Caminharia pelos sonhos, sorriria para o acaso, teria muitos relacionamentos vazios e outros cheios demais para ser verdade. Conheceria milhares de pessoas e se sentiria sozinha, o mundo é pequeno sem ter com quem dividir coisas banais, teria uma grande amiga. Seria salva pela vida milhares de vezes e morreria por ela. Trocaria a tristeza por palavras, as lágrimas por risadas, deixaria do lado de fora da vida tudo que julgasse insignificante demais. Os problemas grandes e sem solução, ela resolvia com o tempo deles. As brigas dos pais, as dúvidas quanto ao futuro, amores e desamores que o tempo sempre tratou de levar pela mão. Entregou a ela as lembranças de tudo que é bom. Deixou em suas mãos o que não poderia ficar longe. O tempo e o jeito que a menina sorria para embrulhos prateados.
Nunca teve tanta certeza quanto os outros acreditavam. Não entendia e não conseguia acreditar que alguns fossem simplesmente passar pela vida. Odiava o jeito que as pessoas carregavam vontades e deixavam em pensamentos ilusões maravilhosas.
Essa garota caiu algumas vezes, é verdade, depois olhou para trás e viu o quanto tinha aprendido e como tinha tirado proveito das dificuldades. Até da morte e do jeito que ela nunca soube lidar com perdas. Preferia não ter a perder. E certas coisas tem o tempo limitado demais. É certo demais. E o demais sempre deu a ela um desespero infantil, como se a tivessem entregue o gold ticket da fábrica de chocolates e ela pudesse comer tudo, sem passar mal como aquele garoto guloso.
O problema dela sempre foi o jeito que lidou com o demais. E como queria com força de criança as coisas. Choraria, algumas noites em silêncio, quando notasse que as vontades não passavam com o sono e a certeza de não ter. Choraria em tardes frias quando a falta apertasse e ela soubesse que tudo estava ao seu alcance e tão longe dele. Até que lembraria do seu amigo, ligaria para ele, e conversaria sobre a vida e a falta de cor. Perguntaria se estava sendo ridicula, mesmo que soubesse a resposta, e ele negava porque também sabia que ela só sabia ser daquele jeito.
Graças a um embrulho prateado, com o livro da adolescência/infância, dos dias idos ela percebeu: graças a vida e ao passado, ela não conseguiria conter a vida. Jogaria o jogo do contente, mesmo que fosse destrambelhada demais para ele, precisava de esforço e ela não sabia medir força nem espaço. Jogaria do jeito dela, com a tristeza aparecendo vez ou outra, mas sem se fechar dentro de buracos. Ela sempre foi boa equilibrista, se mantinha entre cordas bambas de sonhos coloridos, e se caisse tinha aquele braço que sempre a amparava. Sozinha, ela nunca esteve, mesmo que no mundo ela só soubesse ser assim.
E sabe por que eu não falo: 'pára de drama, falta pouco, é assim mesmo'. Porque eu já fiz drama e reconheço eles, não é, só o cansaço natural, o cansaço saudável de quem não parou na vida. Falta pouco, é verdade, sempre falta pouco até o próximo passo e a gente não consegue medir ele. E não é assim mesmo, porque sempre é possível melhorar ou piorar as coisas, é a nossa responsabilidade torta com a vida.
Eu acredito.
Eu ainda acredito.
ps: ah, um dos melhores presentes de aniversário atrasado, não dá pra falar o quanto eu gostei. Dois livros infantis gênios ganhos no meu aniversário de dezenove anos. Obrigada, obrigada, obrigada.
Era ainda uma menina com quinze anos. Como seria quando chegasse aos dezoito e muito provavelmente quanto passasse dos trinta. Seria menina no corpo de mulher e com obrigações de adulto, ainda assim uma menina, com suas manias guardadas e o jeito que procurava alegria na vida.
Caminharia pelos sonhos, sorriria para o acaso, teria muitos relacionamentos vazios e outros cheios demais para ser verdade. Conheceria milhares de pessoas e se sentiria sozinha, o mundo é pequeno sem ter com quem dividir coisas banais, teria uma grande amiga. Seria salva pela vida milhares de vezes e morreria por ela. Trocaria a tristeza por palavras, as lágrimas por risadas, deixaria do lado de fora da vida tudo que julgasse insignificante demais. Os problemas grandes e sem solução, ela resolvia com o tempo deles. As brigas dos pais, as dúvidas quanto ao futuro, amores e desamores que o tempo sempre tratou de levar pela mão. Entregou a ela as lembranças de tudo que é bom. Deixou em suas mãos o que não poderia ficar longe. O tempo e o jeito que a menina sorria para embrulhos prateados.
Nunca teve tanta certeza quanto os outros acreditavam. Não entendia e não conseguia acreditar que alguns fossem simplesmente passar pela vida. Odiava o jeito que as pessoas carregavam vontades e deixavam em pensamentos ilusões maravilhosas.
Essa garota caiu algumas vezes, é verdade, depois olhou para trás e viu o quanto tinha aprendido e como tinha tirado proveito das dificuldades. Até da morte e do jeito que ela nunca soube lidar com perdas. Preferia não ter a perder. E certas coisas tem o tempo limitado demais. É certo demais. E o demais sempre deu a ela um desespero infantil, como se a tivessem entregue o gold ticket da fábrica de chocolates e ela pudesse comer tudo, sem passar mal como aquele garoto guloso.
O problema dela sempre foi o jeito que lidou com o demais. E como queria com força de criança as coisas. Choraria, algumas noites em silêncio, quando notasse que as vontades não passavam com o sono e a certeza de não ter. Choraria em tardes frias quando a falta apertasse e ela soubesse que tudo estava ao seu alcance e tão longe dele. Até que lembraria do seu amigo, ligaria para ele, e conversaria sobre a vida e a falta de cor. Perguntaria se estava sendo ridicula, mesmo que soubesse a resposta, e ele negava porque também sabia que ela só sabia ser daquele jeito.
Graças a um embrulho prateado, com o livro da adolescência/infância, dos dias idos ela percebeu: graças a vida e ao passado, ela não conseguiria conter a vida. Jogaria o jogo do contente, mesmo que fosse destrambelhada demais para ele, precisava de esforço e ela não sabia medir força nem espaço. Jogaria do jeito dela, com a tristeza aparecendo vez ou outra, mas sem se fechar dentro de buracos. Ela sempre foi boa equilibrista, se mantinha entre cordas bambas de sonhos coloridos, e se caisse tinha aquele braço que sempre a amparava. Sozinha, ela nunca esteve, mesmo que no mundo ela só soubesse ser assim.
E sabe por que eu não falo: 'pára de drama, falta pouco, é assim mesmo'. Porque eu já fiz drama e reconheço eles, não é, só o cansaço natural, o cansaço saudável de quem não parou na vida. Falta pouco, é verdade, sempre falta pouco até o próximo passo e a gente não consegue medir ele. E não é assim mesmo, porque sempre é possível melhorar ou piorar as coisas, é a nossa responsabilidade torta com a vida.
Eu acredito.
Eu ainda acredito.
ps: ah, um dos melhores presentes de aniversário atrasado, não dá pra falar o quanto eu gostei. Dois livros infantis gênios ganhos no meu aniversário de dezenove anos. Obrigada, obrigada, obrigada.
quarta-feira, abril 23, 2008
Falsa companhia
Naquela noite quente, andava por essas ruas com certezas amarradas ao all star, e a bolsa leve da vida que deixou para trás. Aceitou o presente, desenhou o futuro e deixou o passado com um cartão na mesa da cozinha.
Esperou ele repetindo na cabeça mantras intermináveis. Como se pudesse com aquilo convencer seus sentimentos que mais tarde seriam entregues a ele, em troca de paz, e colo. Queria ser acariciada como uma criança encontra o pai. Não era ele, era só a figura paterna ou o encontro calado que faria dela menos sozinha. Ele chegou sorrindo, arrumando a camisa, pegou na sua mão e juntos desceram as ruas. Trocaram passos com a solidão enquanto estiveram juntos. Mas ela sabia que não era ele. Não naquele momento, e ela tinha cansado do vazio do dia seguinte. Tentou em vão se livrar das mãos dele, a vontade era ligar para o dono dos seus pensamentos, reclamar dos dias de separação. Perguntar como ele via o amor e o que significava a vida. Queria ouvir dele as dúvidas, colorir a sua vida, rasgar cartas do passado. Reescrever a história desde o começo. Queria tanta coisa...
E fez.
Naquela noite quente, andava por essas ruas com certezas amarradas ao all star, e a bolsa leve da vida que deixou para trás. Aceitou o presente, desenhou o futuro e deixou o passado com um cartão na mesa da cozinha.
Esperou ele repetindo na cabeça mantras intermináveis. Como se pudesse com aquilo convencer seus sentimentos que mais tarde seriam entregues a ele, em troca de paz, e colo. Queria ser acariciada como uma criança encontra o pai. Não era ele, era só a figura paterna ou o encontro calado que faria dela menos sozinha. Ele chegou sorrindo, arrumando a camisa, pegou na sua mão e juntos desceram as ruas. Trocaram passos com a solidão enquanto estiveram juntos. Mas ela sabia que não era ele. Não naquele momento, e ela tinha cansado do vazio do dia seguinte. Tentou em vão se livrar das mãos dele, a vontade era ligar para o dono dos seus pensamentos, reclamar dos dias de separação. Perguntar como ele via o amor e o que significava a vida. Queria ouvir dele as dúvidas, colorir a sua vida, rasgar cartas do passado. Reescrever a história desde o começo. Queria tanta coisa...
E fez.
terça-feira, abril 22, 2008
mágica...
Ela ficou na janela, escondendo as lágrimas enquanto ele se despedia do apartamento revirado. Olhava aquela noite linda e lembrava das que eles tinham tido. E de repente, como tudo sempre foi inesperado, uma chuva fina apareceu para selar a despedida. Eram finas como as lágrimas que teimavam em cair dos seus olhos. Olhou ainda mais uma vez para fora, até que se virou quando o viu a porta.
- ESPERA!
Era um pedido, saiu como um berro, e sem pensar ela segurou as mãos dele. Olhou no fundo dos seus olhos e falou. Tudo. Desde o começo. O dia em que o viu e achou que ele mentia, omitia do mundo tanta coisa boa que guardava para si. De um jeito egoísta, segurava palavras, frases, uma mente brilhante que ela notou ao ver seus olhos. Os mesmos olhos que via naquela noite e que a cada frase parecia viver. Ela tinha apagado tudo com as incertezas, tinha jogado toda vida pela janela na qual estava parada até o pedido, o berro, e as palavras saindo uma atrás da outra.
Ele diminuiu a distância dos corpos, interessado naquela voz cada vez mais fraca.
- Naquela janela pensei nos detalhes que você pregou nesse apartamento. Mentira, pensei nos detalhes que você desprende na minha vida. Em como sua voz, uma carta, um bilhete, ou só o pensamento em você tornam o dia mais suportável. Quando tudo, tudo, tudo dá errado. Como foi naquele dia do resfriado incontrolável e reunião importante. As suas piadas me faziam sorrir e foi o que me deixou inteira diante daquelas pessoas. Tossi um pouco, um ou dois espirros, desculpas pedidas e tudo recomeçava nas suas certezas. Longe ou perto. Eu sempre achei que não importava. Mas, te ver a porta me vez perceber quanto é tolo aquele que finge não se importar. Os beatles cantaram isso, hey jude... For well you know that it's a fool,
who plays it cool, by making his world a little colder.
Ele ainda a olhava e a voz praticamente sumia. Até que tomou suas mãos, a olhou e disse:
- É tudo, eu só o que precisava saber. E eu vou continuar. Com você e com os detalhes. Os pequenos detalhes nossos, só nossos.
Foram até a janela, juntos, abraçados, misturados. A chuva tinha aumentado e dos olhos dela caiam lágrimas de alegria no ritmo dos sorrisos misturados a música que faziam da cena: mágica.
Ela ficou na janela, escondendo as lágrimas enquanto ele se despedia do apartamento revirado. Olhava aquela noite linda e lembrava das que eles tinham tido. E de repente, como tudo sempre foi inesperado, uma chuva fina apareceu para selar a despedida. Eram finas como as lágrimas que teimavam em cair dos seus olhos. Olhou ainda mais uma vez para fora, até que se virou quando o viu a porta.
- ESPERA!
Era um pedido, saiu como um berro, e sem pensar ela segurou as mãos dele. Olhou no fundo dos seus olhos e falou. Tudo. Desde o começo. O dia em que o viu e achou que ele mentia, omitia do mundo tanta coisa boa que guardava para si. De um jeito egoísta, segurava palavras, frases, uma mente brilhante que ela notou ao ver seus olhos. Os mesmos olhos que via naquela noite e que a cada frase parecia viver. Ela tinha apagado tudo com as incertezas, tinha jogado toda vida pela janela na qual estava parada até o pedido, o berro, e as palavras saindo uma atrás da outra.
Ele diminuiu a distância dos corpos, interessado naquela voz cada vez mais fraca.
- Naquela janela pensei nos detalhes que você pregou nesse apartamento. Mentira, pensei nos detalhes que você desprende na minha vida. Em como sua voz, uma carta, um bilhete, ou só o pensamento em você tornam o dia mais suportável. Quando tudo, tudo, tudo dá errado. Como foi naquele dia do resfriado incontrolável e reunião importante. As suas piadas me faziam sorrir e foi o que me deixou inteira diante daquelas pessoas. Tossi um pouco, um ou dois espirros, desculpas pedidas e tudo recomeçava nas suas certezas. Longe ou perto. Eu sempre achei que não importava. Mas, te ver a porta me vez perceber quanto é tolo aquele que finge não se importar. Os beatles cantaram isso, hey jude... For well you know that it's a fool,
who plays it cool, by making his world a little colder.
Ele ainda a olhava e a voz praticamente sumia. Até que tomou suas mãos, a olhou e disse:
- É tudo, eu só o que precisava saber. E eu vou continuar. Com você e com os detalhes. Os pequenos detalhes nossos, só nossos.
Foram até a janela, juntos, abraçados, misturados. A chuva tinha aumentado e dos olhos dela caiam lágrimas de alegria no ritmo dos sorrisos misturados a música que faziam da cena: mágica.
the stories have all been told before
Sentido vazio
As frases eram truncadas pelos pensamentos inacabados.
- Tá vendo ali?
- Onde?
- No céu.
- Ah, sim, uma estrela.
- Ela é diferente,
- É uma estrela.
- Ela pisca, como...
- Uma estrela.
- Os seus olhos...
- Cansados e com olheiras.
- Seus olhos como as estrelas, piscam. São incognitas como elas, tenho tantas teorias quantos os velhos tem para as estrelas. O seu olhar indecifravel. O jeito que mexe com o cabeça para des.. arrumar o cabelo.
- O meu cabelo?
- Não, os olhos.
- Sim, meus olhos...
- E os seus cabelos.
- Você inteiro.
- Eu nunca fui inteiro seu...
- E nem de ninguém.
- Talvez tenha sido daquela garota no colegial.
- Sim, aquela que você não lembra o nome.
- Ela tinha o seu..
- O meu?
- O seu jeito...
(silêncio)
- E o amor?
- Amor?
- É daquelas coisas bonitas de ouvir...
- Melhor de viver.
- Você sempre teve medo, medo de voar, de amar, de ser feliz. Medo, deixou o medo entre nós quando poderíamos ser estrelas, deixou a vida passar enquanto ninguém mais existia. Destacou os nossos sorrisos da multidão para olhar mais uma vez. Fugiu de mim, de você e encontrou nele o que me garantia em sorrisos ser o amor.
- E era...
- Era? E agora?
- Agora? as estrelas, o jeito, o seu sorriso. Agora e talvez o tempo todo tenha sido: você.
Foi aí que as frases voltaram a fazer sentido.
As frases eram truncadas pelos pensamentos inacabados.
- Tá vendo ali?
- Onde?
- No céu.
- Ah, sim, uma estrela.
- Ela é diferente,
- É uma estrela.
- Ela pisca, como...
- Uma estrela.
- Os seus olhos...
- Cansados e com olheiras.
- Seus olhos como as estrelas, piscam. São incognitas como elas, tenho tantas teorias quantos os velhos tem para as estrelas. O seu olhar indecifravel. O jeito que mexe com o cabeça para des.. arrumar o cabelo.
- O meu cabelo?
- Não, os olhos.
- Sim, meus olhos...
- E os seus cabelos.
- Você inteiro.
- Eu nunca fui inteiro seu...
- E nem de ninguém.
- Talvez tenha sido daquela garota no colegial.
- Sim, aquela que você não lembra o nome.
- Ela tinha o seu..
- O meu?
- O seu jeito...
(silêncio)
- E o amor?
- Amor?
- É daquelas coisas bonitas de ouvir...
- Melhor de viver.
- Você sempre teve medo, medo de voar, de amar, de ser feliz. Medo, deixou o medo entre nós quando poderíamos ser estrelas, deixou a vida passar enquanto ninguém mais existia. Destacou os nossos sorrisos da multidão para olhar mais uma vez. Fugiu de mim, de você e encontrou nele o que me garantia em sorrisos ser o amor.
- E era...
- Era? E agora?
- Agora? as estrelas, o jeito, o seu sorriso. Agora e talvez o tempo todo tenha sido: você.
Foi aí que as frases voltaram a fazer sentido.
segunda-feira, abril 21, 2008
Destino
Era um daqueles dias em que o sol escondia-se atrás das montanhas e os passarinhos brincavam como crianças atrás da janela fechada para enganar o frio. Ela procurava, fazia e relia anotações no seu bloquinho. Enquanto ele procurava o primeiro cd que ela fez, aquele cd que ele guardou, riscado e ouvido a exaustão, com o segundo fez o mesmo. O terceiro não ouviu tanto, guardou como se fosse o primeiro, só queria ter a prova da existência daquelas coisas. Então, pegou eles todos, os enfileirou e perguntou a ela:
- Nas suas anotações quem sou eu?
Estranhou a pergunta, estranhou os cds ali enfileirados, na cabeça dela ele não deu importância nenhuma e ela já não ligava tanto. A importância tinha preenchido os vazios que ele não notava e isso era o suficiente. Tirar ele daquela vida monótona e o colocar entre essas montanhas, observando aqueles passarinhos, com a paz nos silêncios. Nunca perguntaram porquê das coisas. Não queriam respostas óbvias e muito menos falar que elas não existiam. Não havia cobrança e daí a estranheza. Ele nunca quis saber porque as histórias delas continuavam triste mesmo com toda a poesia. Nunca perguntou de onde vinha tanta piada nas histórias alegres. Ele não queria o porquê. E então ela disse:
- Você, você é o todo das minhas anotações. A melhor história criada pela vida. A sua ficção fez da minha realidade melhor. As palavras são injustas com você, porque são complexas demais para desenhar a sua simplicidade.
Ele a olhou sorrindo e ali, eles souberam, nada precisava ser dito. Bastava um olhar e a paz que eles sentiam em poder dividir o silêncio. O jeito que ele mexia nos cds e ela revirava anotações. Não precisava de nada, tudo o que aconteceu e o que aconteceria já havia sido ouvido e escrito no destino deles, e o melhor, isso, nem eles sabiam...
.
.
.
Quebrando o silêncio ela deixou o bloquinho, ele colocou um dos cds e eles se beijaram como se não houvesse amanhã.
Era um daqueles dias em que o sol escondia-se atrás das montanhas e os passarinhos brincavam como crianças atrás da janela fechada para enganar o frio. Ela procurava, fazia e relia anotações no seu bloquinho. Enquanto ele procurava o primeiro cd que ela fez, aquele cd que ele guardou, riscado e ouvido a exaustão, com o segundo fez o mesmo. O terceiro não ouviu tanto, guardou como se fosse o primeiro, só queria ter a prova da existência daquelas coisas. Então, pegou eles todos, os enfileirou e perguntou a ela:
- Nas suas anotações quem sou eu?
Estranhou a pergunta, estranhou os cds ali enfileirados, na cabeça dela ele não deu importância nenhuma e ela já não ligava tanto. A importância tinha preenchido os vazios que ele não notava e isso era o suficiente. Tirar ele daquela vida monótona e o colocar entre essas montanhas, observando aqueles passarinhos, com a paz nos silêncios. Nunca perguntaram porquê das coisas. Não queriam respostas óbvias e muito menos falar que elas não existiam. Não havia cobrança e daí a estranheza. Ele nunca quis saber porque as histórias delas continuavam triste mesmo com toda a poesia. Nunca perguntou de onde vinha tanta piada nas histórias alegres. Ele não queria o porquê. E então ela disse:
- Você, você é o todo das minhas anotações. A melhor história criada pela vida. A sua ficção fez da minha realidade melhor. As palavras são injustas com você, porque são complexas demais para desenhar a sua simplicidade.
Ele a olhou sorrindo e ali, eles souberam, nada precisava ser dito. Bastava um olhar e a paz que eles sentiam em poder dividir o silêncio. O jeito que ele mexia nos cds e ela revirava anotações. Não precisava de nada, tudo o que aconteceu e o que aconteceria já havia sido ouvido e escrito no destino deles, e o melhor, isso, nem eles sabiam...
.
.
.
Quebrando o silêncio ela deixou o bloquinho, ele colocou um dos cds e eles se beijaram como se não houvesse amanhã.
apague a luz
Lembra quando te contei o quanto queria encontrar alguém igual, que completasse as minhas frases, falasse a minha língua, dividisse os mesmo sonhos. Nós conversavámos infinitas horas sobre as expectativas com o mundo e todas eram diferentes. As discussões sempre apareciam e eu me divertia em te deixar confuso. Era o que parecia e talvez no que você acreditasse. O que eu não sabia, era que dentre aquelas conversas todas, eu descobria muito de mim. Esse muito, que você mostrou, aumenta a simplicidade das coisas e volta nas nossas conversas, porque (sempre) um dia eu já falei com alguém sobre isso. Como se tivessemos conversado sobre tudo e o que falta seria melhor dito para você. Não importa o quanto menina eu seja, você me escuta e no seu olhar, me sinto cheia de vida. Mesmo que você cante olhando outro rosto ou durma pensando em outra voz. Não me importa futuro ou passado, todas as histórias foram, todas elas, contadas antes.
Sempre achei que quando encontrasse aquele com quem dividiria igualdade e que completaria as minhas frases, teria a certeza de que era aquilo a simplicidade do gostar. Mas quem garantiu que gostar ia ser simples? E na minha cabeça eu percebi que igualdade me irrita profundamente. Prefiro as discussões, descobrir com o contrário o que é certo para mim, preciso dos medos e das incertezas alheias para entender as minhas, preciso daquele jeito sem peso e com reclamações que não me cansam. Com piadas no volume certo, do jeito que as conversas acontecem em silêncios e as risadas são praticamente infantis. Quem sabe "viver seja só essa grande incompreensão", como escreveu a Clarice.
Talvez eu tenha cansado de corpos e hoje seja um pouco mais do que isso. As noites que começavam e terminavam iguais já não me interessam. O mesmo vazio, aquele mesmo vazio que experimento quando estou com a pessoa errada, a vontade de ficar sentada quando querem que eu levante, a vontade de ficar parada quando querem que eu ande, o abraço que me pedem quando eu quero ser abraçada.
Ainda não é na igualdade e as diferenças já não sei se encaixam. Talvez seja em lugar nenhum, porque romance está preso naquelas páginas lidas, a vida é essa complexidade muda e eu já não quero a sorte de um amor tranquilo.
I don’t go down anywhere
I guess it’s just how it goes
The stories have all been told before*
* a bela música tema de My Blueberry Nights, aqui você pode ouvir até a sua caixinha de som explodir de tanta delicadeza.
Lembra quando te contei o quanto queria encontrar alguém igual, que completasse as minhas frases, falasse a minha língua, dividisse os mesmo sonhos. Nós conversavámos infinitas horas sobre as expectativas com o mundo e todas eram diferentes. As discussões sempre apareciam e eu me divertia em te deixar confuso. Era o que parecia e talvez no que você acreditasse. O que eu não sabia, era que dentre aquelas conversas todas, eu descobria muito de mim. Esse muito, que você mostrou, aumenta a simplicidade das coisas e volta nas nossas conversas, porque (sempre) um dia eu já falei com alguém sobre isso. Como se tivessemos conversado sobre tudo e o que falta seria melhor dito para você. Não importa o quanto menina eu seja, você me escuta e no seu olhar, me sinto cheia de vida. Mesmo que você cante olhando outro rosto ou durma pensando em outra voz. Não me importa futuro ou passado, todas as histórias foram, todas elas, contadas antes.
Sempre achei que quando encontrasse aquele com quem dividiria igualdade e que completaria as minhas frases, teria a certeza de que era aquilo a simplicidade do gostar. Mas quem garantiu que gostar ia ser simples? E na minha cabeça eu percebi que igualdade me irrita profundamente. Prefiro as discussões, descobrir com o contrário o que é certo para mim, preciso dos medos e das incertezas alheias para entender as minhas, preciso daquele jeito sem peso e com reclamações que não me cansam. Com piadas no volume certo, do jeito que as conversas acontecem em silêncios e as risadas são praticamente infantis. Quem sabe "viver seja só essa grande incompreensão", como escreveu a Clarice.
Talvez eu tenha cansado de corpos e hoje seja um pouco mais do que isso. As noites que começavam e terminavam iguais já não me interessam. O mesmo vazio, aquele mesmo vazio que experimento quando estou com a pessoa errada, a vontade de ficar sentada quando querem que eu levante, a vontade de ficar parada quando querem que eu ande, o abraço que me pedem quando eu quero ser abraçada.
Ainda não é na igualdade e as diferenças já não sei se encaixam. Talvez seja em lugar nenhum, porque romance está preso naquelas páginas lidas, a vida é essa complexidade muda e eu já não quero a sorte de um amor tranquilo.
I don’t go down anywhere
I guess it’s just how it goes
The stories have all been told before*
* a bela música tema de My Blueberry Nights, aqui você pode ouvir até a sua caixinha de som explodir de tanta delicadeza.
domingo, abril 20, 2008
I want you to want me
Enquanto guardava as verdades, mantinha as palavras juntas ao lado dos enigmas todos e não contava deles para ninguém. Talvez nem ela soubesse a força das cartas. Sendo como aquela garota do desenho japonês, buscando os efeitos e defeitos de cada carta, como se fossem todas um passo adiante. E por isso, preferia estar parada, com as mãos debaixo das pernas enquanto as balançava risonha na beira do abismo. Não se importava em cair ou continuar ali a vida inteira. Nada importava se pudesse ter os sorrisos que a contavam do mundo, enquanto se mantinha ali, talvez ainda como a garota do desenho japonês e aquela espécie de gato, esquilo, o diabo pequeno, a quem ela ouvia e respeitava, o pequeno ursinho que guardava as cartas.
E ela só respeitava e ouvia ao máximo as palavras não ditas. Até que o silêncio foi quebrado e dali em diante todos dias foram incertos. A garota já não era como a menina do desenho japonês, talvez ela tenha desistido de capturar as cartas e seguiu com seu baralho incompleto. Como poderia ser naquele momento, no caminho apareceram algumas pessoas que a ajudariam a buscar as cartas e fariam dela outra vez completa, mas a garota sem querer deixou todos eles longe do jogo que era dele enquanto balançava as pernas. Sem querer ela ficou sem ninguém...
A menina não tinha os doze anos do desenho japonês e por fim, descobriu que só sabia ser ela, e para aquele jogo só havia mais um jogador.
a imagem que estava aqui e, por pedidos de força maior, tirei, era essa.
Enquanto guardava as verdades, mantinha as palavras juntas ao lado dos enigmas todos e não contava deles para ninguém. Talvez nem ela soubesse a força das cartas. Sendo como aquela garota do desenho japonês, buscando os efeitos e defeitos de cada carta, como se fossem todas um passo adiante. E por isso, preferia estar parada, com as mãos debaixo das pernas enquanto as balançava risonha na beira do abismo. Não se importava em cair ou continuar ali a vida inteira. Nada importava se pudesse ter os sorrisos que a contavam do mundo, enquanto se mantinha ali, talvez ainda como a garota do desenho japonês e aquela espécie de gato, esquilo, o diabo pequeno, a quem ela ouvia e respeitava, o pequeno ursinho que guardava as cartas.
E ela só respeitava e ouvia ao máximo as palavras não ditas. Até que o silêncio foi quebrado e dali em diante todos dias foram incertos. A garota já não era como a menina do desenho japonês, talvez ela tenha desistido de capturar as cartas e seguiu com seu baralho incompleto. Como poderia ser naquele momento, no caminho apareceram algumas pessoas que a ajudariam a buscar as cartas e fariam dela outra vez completa, mas a garota sem querer deixou todos eles longe do jogo que era dele enquanto balançava as pernas. Sem querer ela ficou sem ninguém...
A menina não tinha os doze anos do desenho japonês e por fim, descobriu que só sabia ser ela, e para aquele jogo só havia mais um jogador.
a imagem que estava aqui e, por pedidos de força maior, tirei, era essa.
De outros,
eu nunca fui boa em elogios de textos, fico sem jeito de falar, então não falo e as pessoas nunca sabem que leio. Mas, dessa vez é diferente, leio ela há algumas semanas, talvez um ou dois meses, quem lê o Claritromicina, poderia e deveria passar por lá. Porque ela escreve coisas nessa linha ou melhores. Parabéns e não, eu não a conheço. Ela: Marjorie Rodrigues.
It’s not so badAbril 17, 2008
But then you call me and it’s not so bad, it’s not so bad
É nessas horas que eu percebo que não posso desistir de você. Quando o mundo todo pressupõe antes de checar ou julga antes de dialogar, quando o ônibus não passa, quando chove, quando não dormi quase nada, quando estou com dor de cabeça, quando estou sozinha, quando as pessoas são escrotas, quando lembro que a maioria dos bons amigos se mudaram pra longe ou fui eu que mudei, quando escorrego, quando levo bronca, quando tudo-tudo-tudo-tudo dá errado…
Nessas horas, você aparece, escreve, liga ou me vem em pensamento. E, se não fica tudo bem, pelo menos parece suportável.
Afinal, você me sabe. Você me aprendeu.
eu nunca fui boa em elogios de textos, fico sem jeito de falar, então não falo e as pessoas nunca sabem que leio. Mas, dessa vez é diferente, leio ela há algumas semanas, talvez um ou dois meses, quem lê o Claritromicina, poderia e deveria passar por lá. Porque ela escreve coisas nessa linha ou melhores. Parabéns e não, eu não a conheço. Ela: Marjorie Rodrigues.
It’s not so badAbril 17, 2008
But then you call me and it’s not so bad, it’s not so bad
É nessas horas que eu percebo que não posso desistir de você. Quando o mundo todo pressupõe antes de checar ou julga antes de dialogar, quando o ônibus não passa, quando chove, quando não dormi quase nada, quando estou com dor de cabeça, quando estou sozinha, quando as pessoas são escrotas, quando lembro que a maioria dos bons amigos se mudaram pra longe ou fui eu que mudei, quando escorrego, quando levo bronca, quando tudo-tudo-tudo-tudo dá errado…
Nessas horas, você aparece, escreve, liga ou me vem em pensamento. E, se não fica tudo bem, pelo menos parece suportável.
Afinal, você me sabe. Você me aprendeu.
ESCOLHAS
Ouvi alguma frase parecida com: "se você tiver dois caminhos, a felicidade e a tristeza, será socialmente empurrado pro segundo".
Não acredito em ser empurrado, são opções feitas pelo medo de mãos dadas com a facilidade. São opções.
E depois do jogo do São Paulo x Palmeiras, eu JURO que não acredito no impossível.
A última notícia da noite fez dela maravilhosa.
:)
E então eu lembrei da mensagem naquele momento certo:
"Let's dance to Joy Division! Everything is going wrong but we are so happy!"
Ouvi alguma frase parecida com: "se você tiver dois caminhos, a felicidade e a tristeza, será socialmente empurrado pro segundo".
Não acredito em ser empurrado, são opções feitas pelo medo de mãos dadas com a facilidade. São opções.
E depois do jogo do São Paulo x Palmeiras, eu JURO que não acredito no impossível.
A última notícia da noite fez dela maravilhosa.
:)
E então eu lembrei da mensagem naquele momento certo:
"Let's dance to Joy Division! Everything is going wrong but we are so happy!"
sábado, abril 19, 2008
Intimidade é uma merda
phoebe weatherfield diz:
vou dormir
phoebe weatherfield diz:
=*
phoebe weatherfield diz:
ah não, eu preciso sair daqui a pouco.
۶.livya diz:
nada, tenho que começar a trabalhar. ganhar dinheiro deitada só em outras circunstâncias...
phoebe weatherfield diz:
hahahahahaha. muito boa
phoebe weatherfield diz:
=*
۶.livya diz:
é, na sua velocidade, pode ir saindo JÁ que já tá atrasada.
phoebe weatherfield diz:
tá foda, ein?
۶.livya diz:
oxe. 50min da oscar freire a augusta. da sua casa... dá 3h.
phoebe weatherfield diz:
haha, tá, tchau! =*
phoebe weatherfield diz:
vou dormir
phoebe weatherfield diz:
=*
phoebe weatherfield diz:
ah não, eu preciso sair daqui a pouco.
۶.livya diz:
nada, tenho que começar a trabalhar. ganhar dinheiro deitada só em outras circunstâncias...
phoebe weatherfield diz:
hahahahahaha. muito boa
phoebe weatherfield diz:
=*
۶.livya diz:
é, na sua velocidade, pode ir saindo JÁ que já tá atrasada.
phoebe weatherfield diz:
tá foda, ein?
۶.livya diz:
oxe. 50min da oscar freire a augusta. da sua casa... dá 3h.
phoebe weatherfield diz:
haha, tá, tchau! =*
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