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Das poucas coisas que fazem sentido...
Faz dias que eu sinto falta de fazer as coisas que me importam. E isso se resume em dar atenção as pessoas que eu gosto, e se eu gosto de alguém, gosto mesmo. Gosto até doer. Gosto a ponto de dar com o muro na cara, só porque eu vou confiar. Não, não são muitas pessoas. Talvez conte nos dedos das mãos. Umas pessoas novas aparecem e me conquistam em questão de segundos. Não saio por aí falando que tenho saudades delas. Mas, eu tenho. E todas as coisas que importam de verdade ficam para amanhã. O sono, a fome, o caos. Tudo para amanhã. Tem dias que só a ponta de qualquer coisa me empresta paz. A ponta queimada de vida na rua que eu sempre jogo minhas verdades e algumas mentiras.
O sorriso dos meus amigos, mundo, me devolve eles?
Fica...
A única coisa no lugar naquele apartamento vazio eram as suas costas retas enquanto suas lágrimas silenciosas caiam pela janela. Eu sentada no canto esperando as palavras voltarem a escorrer. Mas, um silêncio me deixava aqui dentro. E eu ficava olhando só a suas costas no lugar e um apartamento revirado pelos sentimentos que a gente experimentou. Pelas coisas na mesinha que a gente experimentou. Pelos mãos que a gente soltou. A minha ira toda enrolada nas minhas pernas que eu abraçava com toda minha pouca força.
Eu queria mais daquilo que eu perdi. Eu queria muito mais de vida. Mas, as suas costas no lugar é tudo. O seu olhar é muito pouco. A minha razão ainda é muito pouca então eu só consigo te pedir para ficar.
SEM OS DADOS
O céu é o limite da minha falta de razão. Ontem cheguei lá e você estava na terra. Preso na terra. Você e as algemas reais. Essas coisas práticas que entravam minha vida. E eu me confundo. Eu me confundia com os sentimentos todos embaralhados. Talvez, tudo esteja perdido dentro de mim. Minha vida escorrendo para chegar no lugar que eu já vi um dia. E eu já sai um dia. E já foi díficil aquele dia. Mas, eu sai. Eu passei. Eu olhei pra ele e falei que tudo estava bem. Ele não é você e talvez tudo não passe de medo.Garoto, eu jogo os dados. Eu jogo a vida. Eu mudo o tabuleiro.

SEM PAGAR
Ainda tem aquele resfriado que começou no fim da noite boa de sexta-feira. A dor de cabeça que só eu seria capaz de suportar. A dor de quando minha cabeça tá cheia demais. As lentes já ressecavam dentro dos olhos e tudo ainda respirava naquela praça. Fazia tempo que um lugar não me dava uma troca tão justa. Eu ganhei, perdi e quando paro pro balanço, concordo com cada vírgula. Eu assinei um contrato lá em cima, e eles estão me mostrando as cláusulas agora. Cada dia eu aprendo uma coisa nova. E essa vida. O ar-condicionado que me mata mais um pouco. As saudades dos meus amigos. A vaga lembrança daquelas festas bêbadas e vazias que já não são mais minhas. Os shows que eu não fui, os que fui e as lembrança do corpo dolorido. O meu corpo sempre cobra a conta. A parte boa, é que às vezes eu saio sem pagar.
ps: pra quem espera respostas, elas estão nos comentários, debaixo das de quem as espera

OS BOTECOS
Depois de você os papos de boteco jamais serão os mesmos. Você apareceu e mudou tudo. Você mudou tudo, e nem me pergunto se eu queria mudar, nem perguntou. Carrego meus anos grudados na saia. Carrego mentiras, dor, verdade, solidão e a liberdade na bolsa. Te carrego sem que doa. Às vezes, ainda dói, ler aquelas coisas em voz alta, dói. Eu, que não tenho medo dos carros, eu que não tenho medo da vida. As lembranças dançam no escuro da noite, eu lá sentada na sarjeta da minha vida, como ontem, como hoje e como sempre. Larguei meu coração e jurei que você pegaria. Deixa lá pra um cachorro jantar. Me deixa lá pra qualquer um me divertir. Me deixa, porque sem você tudo ficou mais fácil.

Os homens tentam, uns quase conseguem. Mas perto dele, perto dele, a perfeição é quase nada. Onde a simplicidade encontra a calma.
Depois do show dele, eu acredito nas impossibilidades.
Daqui 5 dias, faz um ano.
Dia 11, faz um ano.
E como esse um ano me mudou, arrancou e colocou tudo no lugar.
"Você que inventou a tristeza. Ora, tenha a fineza de desinventar."
Chico Buarque
João, saudades.
AIN'T LIFE UNKIND?
Eu cansei. Cansei desses dramas baratos e desse povo escorrendo pelas paredes. Cansei de quase tudo e ainda tem tanta coisa pra viver. Tudo negro. O escuro. Muito cansaço. O mundo todo mudado e eu pareço a mesma. Cheia de responsabilidades, vestida de adulta, vestida de mulher, pronta pra atravessar a rua e olhar os carros. Hoje eu quase morri atropelada na augusta, hoje eu quase morri, como em todos os meus dias, eu que disse aquela vez que tinha mais medo dos carros.
Nos finais de semana tudo tem mais cor. Tudo é tão falso nessas festas que as pessoas inventam pra se livrar delas mesmas. Faking life. E talvez eu acorde um dia e perceba que só foi de verdade nos finais de semana que eu inventei. Mas, dessa vez eu vou ter a extensão da semana na forma de trabalho. Eu faço tudo isso valer meu esforço. Os segundos superados, os problemas, as matérias que deveriam estar na pasta x e por um motivo celestial elas não estão. Trabalho. Um monte de jornal pra todo lado. Tanta vida despregada naquelas tintas. Tanta vida nessas palavras, e hoje eu só quero dormir.
Aí o sol brilha assim?THE BEST OF YOU
Tem horas que eu só queria conseguir conversar comigo. No silêncio da minha cabeça só você produz som. E eu fico aqui, tentando preencher tudo isso de barulho, de música, de gente. Mas, só queria preencher tudo isso de você. Você e os seus olhos tristes. Nem tudo bem, porque nunca tá tudo bem. Mas, os segundos bons ao seu lado produzem a mentira que eu preciso pra alimentar meus dias. E são doze horas de trabalho. E são sete dias esperando aquelas coisas que me deixam feliz acontecer. E eu me sinto realizada. Quase feliz. Queria sentir você mais perto, mas você tá tão longe achando tudo fora do lugar demais, longe demais, estranho demais. E eu só te queria, demais.
O problema deve ser esse: eu quero tudo demais nessa vida.
essa faculdade me irrita profundamente.
eu sou melhor quando as coisas acontecem.
LOOKING FOR THE COMPLICATION
Tenho refeito os meus amigos e resolvido os problemas com a minha cabeça. Durante esse tempo todo, eu só precisava de calma. Eu, que nunca tive nada parecido. E ontem, depois de queimar o céu da boca, percebi que era hora de mudar de lugar e observar. Olhei tudo. Sentei na porta da minha vida e fiquei perguntando o que cada um queria ao ultrapassar o limite.
Caminho mais confusa do que o habitual. E as pessoas tem parecido mais interessantes. Acho que consigo olhar as marcas dos outros. Enxergar os outros. Procurar dentro deles o que tanto já faltou aqui. E eu ando, por todas essas ruas com a certeza de que levo minha vida pro lugar certo. Eu escolhi, ou fui escolhida por essas coisas, e agora eu preciso de calma pra elas acontecerem.
Tomei banho e coloquei uma roupa branca para dividir a minha paz. Para multiplicar o meu desespero. Refletir tudo nessa cor que absorve.
Na sexta passei o dia tentando lembrar a palavra, sem lembrar que você a tinha tatuada no corpo. Eu passei todo o dia perguntando pros meus amigos qual palavra que refletia o meu medo em beber desde a funhouse. Desde o conhaque e de tudo aquilo que eu sei, você sabe. Olhei a tatuagem do meu amigo e lembrei. Mas, continuei conversando enquanto minha cabeça começava a descer. E eu ia me perdendo. Eu já estava perdida. E você estava ali, com ela e eu com todos eles. Os meus amigos e a felicidade estranha que está tomando conta dos meus dias.
O trabalho me distrai, como já não era sem tempo, como sempre foi e como vai ser. E eu continuo tentando entender cada coisa dessa confusão. Você deu um nó nos caminhos dos meus pensamentos. Converteu tudo a poucas palavras. Você me deixa tonta e eu só preciso saber que você respira. Eu tenho te esperado pela eternidade e por que você apareceu assim? Eu nunca desejei a paz. Mas, agora você conseguiu mudar minhas vontades.
Corre pra longe e volta com a cabeça baixa e mais problemas, que eu te acolho. Pergunta pro diabo qual é a senha pra minha vida. Que eu negocio com Deus a sua entrada. Olha as minhas feridas abertas e os meus medos escondidos. Olha nos meus olhos e me segue quando eu mudar de bar. Procuro no céu a paz, procuro mais complicação, procuro porque cansei de mentir. Eu queria aprender a voar, mas você me prende ao chão e a todas impossibilidades. É uma série de fatores e você aparece em cada um deles.
Eu respiro a solidão como não fazia antes. Respiro porque cansei de dividir essas coisas todas com mentiras. Te queria de verdade, te queria mas você não pode hoje, assim como não pôde aquele dia. E eu continuo com o meu quarto adolescente e as músicas tocando e fazendo sentido como nunca.
Uma fumaça encheu o ar e eu encontrei a paz. Encontrei um pouco dela. E depois eu queria fugir de lá. Você queria ir, porque você falou que iria e eu quase cheguei a te esperar quando avistei a porta do bar quase fechado. Mas, já era tarde demais. Tarde demais para aquelas coisas todas e eu queria minha casa. Queria a porta fechada e tudo pra fora. Eu queria mudar, eu queria, mas tudo vai continuar sendo como antes. A minha roupa branca não engana ninguém. Nem a mim, e como queria conseguir me enganar. Eu admito, tem acontecido coisas estranhas aqui.
"Wish I were with you, but I couldn't stay
And every direction leads me away
Pray for tomorrow, but for today
All I want is to be home"

Mais uma edição do nosso zine, pré-adolescente. (sóclicarnaimagem)
Essa semana chega o zine da Carla, se o correio ajudar e Maceió ficar aqui do lado. Tem um texto meu e uma porção de coisas bacanas. Eu realmente estou ansiosa para me ver "publicada" pela primeira vez.
Além dos zines, tem mais uma novidade, mas isso eu conto mais para frente. Superstição. Só depois que as coisas estão quase prontas a gente comenta. O susi tá no ar. E o zine quase no correio. Novidades consolidadas.
A outra? Tempo ao tempo.
ROXA
Esses dias têm acontecido umas coisas estranhas. Meu relógio quebrou na funhouse sexta. Ele caiu do meu braço e virou milhares de pedacinhos. Mas, tudo bem, eu tinha desistido de esperar. Tudo agora, acontece mais solto. No tempo que o tempo tiver. No tempo que o computador do meu trabalho me emprestar. No meu braço, só a marca de um relógio que esteve aqui por muito tempo.
Ontem, eu cai. Mas, eu cai com a dignidade segura no ombro. Cai e levantei rindo. Rindo, como quando eu estou nervosa. Quase cai. Só não cai porque tenho um ombro e o muro para me segurar. Tropecei na sarjeta (literalmente) e o muro me parou. Eu tenho um roxo gigantesco e era melhor não falar como o consegui. Mas, consegui assim, eu cai ou eu quase cai. Pouco importa.
Hoje, eu não consegui sair de casa para ir a faculdade e a faculdade não veio até minha mim. Meu estômago e a gastrite. Aquela que estava sobcontrole. Mentira, nunca está. Eu não faço os exames. Eu só vou ao médico quando a dor é insuportável. Eu só tomo os remédios quando estrapolo na noite anterior. Eu tenho 3 caixas de remédios que deveria tomar duas vezes ao dia. Deveria. Porque na prática se está tudo bem, eu não tomo, eu só paro quando acontece. Eu sempre chego ao fim.
E se eu morrer de gastrite, quero meus amigos bêbados e uma festa, como tem que ser.
enchantagem
de tanto não fazer nada
acabo de ser culpado de tudo
esperanças, cheguei
tarde demais como uma lágrima
de tanto fazer tudo
parecer perfeito
você pode ficar louco
ou para todos os efeitos
suspeito
de ser verbo sem sujeito
pense um pouco
beba bastante
depois me conte direito
que aconteça o contrário
custe o que custar
deseja
quem quer que seja
tem calendário de tristezas
celebrar
tanto evitar o inevitável
in vino veritas
me parece
verdade
o pau na vida
o vinagre
vinho suave
pense e te pareça
senão eu te invento por toda a eternidade
S'Paulo Leminski
HÁ MOMENTOS EM QUE EU NÃO PRECISO DE NADA E OUTROS...
Tá bom, eu admito. Admito que sinto falta de alguém para entender cada besteira que me deixa feliz. Para segurar a minha mão enquanto eu durmo. Alguém para guiar meu olhar para si quando eu estou fora demais do meu centro. Eu ando por essas ruas com uma música triste na cabeça. Nem lembro qual foi a última vez que gostei de uma musica feliz. Se ela não parece, no fundo tem uma letra que me rasga a alma. Eu ligo para uma única pessoa quando coisas acontecem. E me desespero porque minhas opções não são tantas quanto parecem. E eu quero ouvir as palavras dessa pessoa. Mas, queria as suas, também. Tá bom, eu admito.
Admito que sinto falta do seu olhar. De te emprestar minhas mentiras. De ouvir as suas. De sentar na frente daquele lugar tosco só porque eu podia te ter. Andar ao seu lado com o pensamento longe e as palavras invadindo o silêncio.
E agora eu tenho um monte de coisas bobas para contar. Só que não há ninguém. Meus amigos ouviriam. Eles ouviriam e ririam como eu ri. Mas, ninguém entende que as minhas risadas nem sempre são de alegria. Ninguém entende o que é ter o mundo para desfilar em felicidade e sentir uma falta tão funda que dói. Dói.
Umas coisas me cortam as palavras. Essas palavras que eu escrevo para viver. Essas que saem de mim e me libertam deles. Sem a pose de rockstar. Sem tatuagens, gritos histéricos, clippings de revistas. Eu não acredito em 'escritor' que faz clipping de si. Eu não acredito em quem precisa aparecer. Mais cedo ou mais tarde uns poucos te reconheceram na mesa de um bar. E você poderá se libertar de algumas dessas relações intelectuais com mais uns copos para eles. Eu não sou uma foto bonita. Eu não sou uma imagem que tenta ser palavras. Cada um na sua. Cada qual com seu cada qual.
Mais sóbria que as noites que se foram. Com o olhar perdido nas salas infestadas de pessoas desinteressantes por natureza. Com algumas que valem a pena. E com meu sonho. O meu sonho vago de ser isso que tento ser hoje. Não assim. Talvez, não desse jeito. Mas o caminho é torto. A alma se perde no meio de alegria e tristeza. E as músicas tristes. Ah, as músicas tristes. Ah, a vida de verdade em alguma letras. E as vozes, ah, as vozes.
E tem horas em que eu não preciso de nada.
Eu não sei se vou.
Mas, se eu fosse você, não perderia.
Festival Fábrica de Animais.
http://br.youtube.com/watch?v=ziNEo4HVM8w
Fábrica de animais, La Carne e Biônica.
Juke Joint - 14/09 - 23h
E se o corpo aguentar o tranco, passar na Funhouse, para derradeira comemoração do Marcelo.
YESTERDAY IS HERE
Queria esquecer tudo e ir em frente. Seus olhos nos meus fazendo juras baixinho enquanto os dois tinham a maior certeza de que nada daquilo seria verdade. Meus ouvidos tentando captar suas palavras. Minhas mãos brincando com seus dedos enquanto eles se enrolavam no meu ombro. Meu corpo todo encolhido perto do seu. Queria transpor a física e naquele momentos virarmos um só. Caminhar com você. Engolir teu cérebro e te emprestar o meu. Descansar meu coração na sua estante.
Mas amanheceu e a luz sempre aparece pra estragar tudo. Acordamos com os corpos grudados e a cabeça doendo. Lembranças fora do lugar. E o cheiro ocupando o quarto. Sentia pesar minhas palavras e passava pomada nas tatuagens que você fez no meu cérebro.
Queria acreditar que tudo é verdade. Abriria mão da minha mania em me equilibrar na sarjeta se tivesse a certeza que você entraria nela comigo. Seria sua, se você pudesse ser meu. Mas você não pode. Não pode, hoje. Não pôde, aquele dia. E vai continuar não podendo. Simplesmente porque você não sabe o quanto é você e o quanto sou só eu.
A minha liberdade sai com as mãos no bolso. Leva todo meu movimento. Algumas músicas sempre tocando. Lembra de quando acreditamos que seríamos para sempre? Não esquece de pegar suas coisas e fechar a porta. Levanto antes e me tranco no banheiro. Quando voltar quero meus lençóis no lugar e o seu olhar longe daqui. Não te pedi, mas você sabia. Você sempre sabe. Quando voltei você não estava. Então, me encolhi no canto tentando querer aquilo. Te querer longe. Fui até a janela para acompanhar suas costas se perder no meio da multidão. Tarde demais. Já não tinha mais sinal das suas costas e nem da minha vida naquela rua lá embaixo.
Acendo um cigarro para te transformar em só mais um. E eu sei. Você sabe. E todo mundo que nos viu também sabe. Não somos mais um. Nem para o mundo. Nem para o outro. Vasculho meu quarto atrás de uma desculpa boa para te ligar e pedir pra voltar. Não acho desculpa. Não tem nada. Nem um botão esquecido. Nem nada.
Te ligo. O som não sai, só o barulho da minha respiração, você me pergunta o que aconteceu. Te peço para vir até aqui de novo. Você diz que não dá. E não dá porque você não quer. Você tem medo. Eu também tenho. Mas prefiro assumir meus medos. Escolho meu jogo e escondo as regras. Respiro no telefone. Você pergunta o que houve e eu digo que nada.
O canto do meu quarto de novo me têm de joelhos. Ouço o trinco da porta. Levanto a cabeça e é você e o seu all star surrado. Seus olhos garantias gratuitas de que aquilo valerá a pena. Dure o que durar. Seja o que for. Lie to me, babe. We keep on going.

I NEVER GOT TELL YOU WHAT I WANTED TO
A cerração parece denunciar o frio. Talvez as coisas congelem lá fora como acontece aqui dentro. O meu quarto respira minhas pendências. A bagunça e a vida toda enrolada em latas, cinzeiros revirados e roupas, nem todas minhas, denunciam a minha moral questionável. Erros e acertos. E de repente cada pedaço de lembrança congela uma parte do meu corpo. As minhas mãos que brincavam com seu ombro cheio de pintinhas. A gente brincando de ser criança enquanto questionávamos as verdades que essas pessoas compram.Lembra, quando olhávamos o mundo dessa mesma janela, mas era os passarinhos do clube ao lado que víamos. Agora, só o frio e nenhum passarinho para cantar meus pensamentos. Você não sabe, mas eu ainda penso em você, tanto quando disse que estaria com você para tudo. Eu aguentaria as suas lembranças, se esse fosse o preço. Aguentaria seu desespero. Te daria colo e problemas, garoto. Te daria o meu coração para você pregar seus espinhos e depois deixar ele na minha mão todo furado, todo fodido. Mas, você me entregou ele antes, mais furado pela rejeição do que pelos espinhos que você pregaria.
Garoto, você deve estar aí olhando a sua janela e pensando essas mesmas coisas. Talvez, as escreva mais tarde. Garoto, como você consegue ser tantas palavras. Não só palavras, mas tantas e cansáveis palavras. Queria te sentir tão perto que os corações entrariam num mesmo ritmo. Seus olhos me seguindo enquanto escolho a música que iluminará seu rosto na minha cabeça pelos séculos seguintes. Garoto, porque você não aceitou meu coração?
Você me disse uma vez que se sentia parte do meu jogo. O peão que protege o rei e a rainha. Aqueles que estão na frente e são engolidos antes. O que você não sabe garoto, é que te deixei ao meu lado e naquele tabuleiro você era o Rei. Sabe, eu devia ter dito que não, que você não era o peão, e não ter te dado aquela risada complacente. O vento lá fora corta a pele de quem não tem paredes físicas para prender a dor. E aqui dentro o frio me mantém viva. Continuo aqui, trêmula igual o dia que você foi pela última vez.
Garoto, me entrega as suas palavras que eu te entrego a minha vida. Sai da minha cabeça e vem pro meu lado. Esquece os meus sorrisos, o tabuleiro, a vida, os problemas e a política. Garoto, quando você desistir de sofrer sozinho vem comigo que eu te dou colo e divido meus problemas para diminuir os seus. Eu te ensino a transformar dor em amor. Eu te ensino a me amar. Garoto, eu vou estar naquele mesmo bar que nos conhecemos. Aquele com o sofá branco mais confortável. Com a jukebox tocando a minha música enquanto você me explica suas tatuagens e as suas mentiras.
E depois...
Depois, a gente desce até a praça e recomeça na frente da igreja. Vamos selar nossos medos com a fé dos outros. Garoto, eu preciso te dizer tudo que eu sempre quis.
22/08/2007
" I can't get no satisfaction
I try and
I try and
I try and
I try.
I can't get no."
http://www.semgelo.zip.net/
Eu não aprendo nunca. Podecrê.
Fui assistir Roxo. Mas disso falo depois, quando estiver em casa, e não com o Bruno rindo como uma hiena do meu lado na aula de assessoria.
A marcação era boa. Mas, pareceu que era só isso.
Agora, faculdade é ôcaralho.
Um press release sobre chocolate de soja é foda de fazer. Chocolate de soja é ruim até quando é bom. E sem contar que meu texto tá viciado porque o Bruno não consegue parar de falar. E tá fazendo um texto que começa com:
"O chocolate não precisa mais ser considerado um inimigo..."
Tá bom, então.
