7ª Edição de um zine aê.Susi não anda sozinha
Um clique na imagem e você tá lá.
YESTERDAY IS HERE
Queria esquecer tudo e ir em frente. Seus olhos nos meus fazendo juras baixinho enquanto os dois tinham a maior certeza de que nada daquilo seria verdade. Meus ouvidos tentando captar suas palavras. Minhas mãos brincando com seus dedos enquanto eles se enrolavam no meu ombro. Meu corpo todo encolhido perto do seu. Queria transpor a física e naquele momentos virarmos um só. Caminhar com você. Engolir teu cérebro e te emprestar o meu. Descansar meu coração na sua estante.
Mas amanheceu e a luz sempre aparece pra estragar tudo. Acordamos com os corpos grudados e a cabeça doendo. Lembranças fora do lugar. E o cheiro ocupando o quarto. Sentia pesar minhas palavras e passava pomada nas tatuagens que você fez no meu cérebro.
Queria acreditar que tudo é verdade. Abriria mão da minha mania em me equilibrar na sarjeta se tivesse a certeza que você entraria nela comigo. Seria sua, se você pudesse ser meu. Mas você não pode. Não pode, hoje. Não pôde, aquele dia. E vai continuar não podendo. Simplesmente porque você não sabe o quanto é você e o quanto sou só eu.
A minha liberdade sai com as mãos no bolso. Leva todo meu movimento. Algumas músicas sempre tocando. Lembra de quando acreditamos que seríamos para sempre? Não esquece de pegar suas coisas e fechar a porta. Levanto antes e me tranco no banheiro. Quando voltar quero meus lençóis no lugar e o seu olhar longe daqui. Não te pedi, mas você sabia. Você sempre sabe. Quando voltei você não estava. Então, me encolhi no canto tentando querer aquilo. Te querer longe. Fui até a janela para acompanhar suas costas se perder no meio da multidão. Tarde demais. Já não tinha mais sinal das suas costas e nem da minha vida naquela rua lá embaixo.
Acendo um cigarro para te transformar em só mais um. E eu sei. Você sabe. E todo mundo que nos viu também sabe. Não somos mais um. Nem para o mundo. Nem para o outro. Vasculho meu quarto atrás de uma desculpa boa para te ligar e pedir pra voltar. Não acho desculpa. Não tem nada. Nem um botão esquecido. Nem nada.
Te ligo. O som não sai, só o barulho da minha respiração, você me pergunta o que aconteceu. Te peço para vir até aqui de novo. Você diz que não dá. E não dá porque você não quer. Você tem medo. Eu também tenho. Mas prefiro assumir meus medos. Escolho meu jogo e escondo as regras. Respiro no telefone. Você pergunta o que houve e eu digo que nada.
O canto do meu quarto de novo me têm de joelhos. Ouço o trinco da porta. Levanto a cabeça e é você e o seu all star surrado. Seus olhos garantias gratuitas de que aquilo valerá a pena. Dure o que durar. Seja o que for. Lie to me, babe. We keep on going.

I NEVER GOT TELL YOU WHAT I WANTED TO
A cerração parece denunciar o frio. Talvez as coisas congelem lá fora como acontece aqui dentro. O meu quarto respira minhas pendências. A bagunça e a vida toda enrolada em latas, cinzeiros revirados e roupas, nem todas minhas, denunciam a minha moral questionável. Erros e acertos. E de repente cada pedaço de lembrança congela uma parte do meu corpo. As minhas mãos que brincavam com seu ombro cheio de pintinhas. A gente brincando de ser criança enquanto questionávamos as verdades que essas pessoas compram.Lembra, quando olhávamos o mundo dessa mesma janela, mas era os passarinhos do clube ao lado que víamos. Agora, só o frio e nenhum passarinho para cantar meus pensamentos. Você não sabe, mas eu ainda penso em você, tanto quando disse que estaria com você para tudo. Eu aguentaria as suas lembranças, se esse fosse o preço. Aguentaria seu desespero. Te daria colo e problemas, garoto. Te daria o meu coração para você pregar seus espinhos e depois deixar ele na minha mão todo furado, todo fodido. Mas, você me entregou ele antes, mais furado pela rejeição do que pelos espinhos que você pregaria.
Garoto, você deve estar aí olhando a sua janela e pensando essas mesmas coisas. Talvez, as escreva mais tarde. Garoto, como você consegue ser tantas palavras. Não só palavras, mas tantas e cansáveis palavras. Queria te sentir tão perto que os corações entrariam num mesmo ritmo. Seus olhos me seguindo enquanto escolho a música que iluminará seu rosto na minha cabeça pelos séculos seguintes. Garoto, porque você não aceitou meu coração?
Você me disse uma vez que se sentia parte do meu jogo. O peão que protege o rei e a rainha. Aqueles que estão na frente e são engolidos antes. O que você não sabe garoto, é que te deixei ao meu lado e naquele tabuleiro você era o Rei. Sabe, eu devia ter dito que não, que você não era o peão, e não ter te dado aquela risada complacente. O vento lá fora corta a pele de quem não tem paredes físicas para prender a dor. E aqui dentro o frio me mantém viva. Continuo aqui, trêmula igual o dia que você foi pela última vez.
Garoto, me entrega as suas palavras que eu te entrego a minha vida. Sai da minha cabeça e vem pro meu lado. Esquece os meus sorrisos, o tabuleiro, a vida, os problemas e a política. Garoto, quando você desistir de sofrer sozinho vem comigo que eu te dou colo e divido meus problemas para diminuir os seus. Eu te ensino a transformar dor em amor. Eu te ensino a me amar. Garoto, eu vou estar naquele mesmo bar que nos conhecemos. Aquele com o sofá branco mais confortável. Com a jukebox tocando a minha música enquanto você me explica suas tatuagens e as suas mentiras.
E depois...
Depois, a gente desce até a praça e recomeça na frente da igreja. Vamos selar nossos medos com a fé dos outros. Garoto, eu preciso te dizer tudo que eu sempre quis.
22/08/2007
" I can't get no satisfaction
I try and
I try and
I try and
I try.
I can't get no."
http://www.semgelo.zip.net/
Eu não aprendo nunca. Podecrê.
Fui assistir Roxo. Mas disso falo depois, quando estiver em casa, e não com o Bruno rindo como uma hiena do meu lado na aula de assessoria.
A marcação era boa. Mas, pareceu que era só isso.
Agora, faculdade é ôcaralho.
Um press release sobre chocolate de soja é foda de fazer. Chocolate de soja é ruim até quando é bom. E sem contar que meu texto tá viciado porque o Bruno não consegue parar de falar. E tá fazendo um texto que começa com:
"O chocolate não precisa mais ser considerado um inimigo..."
Tá bom, então.

HEART IN A CAGE
Sabe, passei essa noite me revirando nos lençois atrás de respostas. Entre o barulho que atravessava o concreto e aqueles fios de algodão que filtravam as coisas. Ouvi. Talvez, meus gritos internos ecoando naquelas paredes. Essa maldita inércia. Ninguém para acender um cigarro e ouvir os meus planos pro futuro. Ninguém para me olhar nos olhos e falar que eu sou louca por sonhar tanto e querer ir por todos os caminhos ao mesmo tempo. Ninguém para sorrir enquanto eu perco o olhar lá fora. Tudo ainda continua aqui. Mas falta um pedaço. Como feridas abertas. Como um coração esquecido na sarjeta depois de uma noite bêbada. Se alguém visse. Simplesmente se alguém visse. Talvez as coisas diminuissem e eu conseguisse sair um pouquinho daqui de dentro. Queria colocar tudo isso para fora num turbilhão de água. Mas não sai nada. Não saiu naquele dia e nem hoje. Estou seca, oca, inerte. Antecipando o futuro. Esquecendo os meus planos. Perdendo a inspiração e a respiração nas madrugadas frias. Falta de sono, falta de vida, falta de vontade. Todas minhas manias virando luxo. Meu corpo não responde mais aos estimulos. Já não levanto com idéias na cabeça. Rolo por cima delas. Acordo carregada e cansada. Tudo grudado nas paredes e os gritos ainda aqui. As idéias longe do papel. Longe da minha vida. Volto ao meu passado na forma de música. Ouço as mesmas coisas mas dessa vez, não sinto nada. Ando por aí cantando alto atrás de algum olhar. Mas não tem ninguém. Sou eu e o mundo. Sem coragem, sem vontade, sem movimento. Tem alguma peça aqui realmente fora do lugar. Ou simplesmente, no lugar demais. A incompreensão sempre foi o meu combustivel. Minha cabeça, o meu guia. Cadê as minhas noites de transpiração na forma de palavras? Cadê minhas verdades? Cadê minhas vontades? Quando o nada aparece o jeito é esperar. Não tenho vontade de fazer acontecer. Simplesmente queria me esquecer em alguma esquina com um copo e uma idéia qualquer na cabeça. Com alguém para me arrancar lá do fundo enquanto eu grito que quero ficar. Alguém que me pare. Me cale.
Alguém ainda mais complicado. E real.
SOZINHA
Chega. Abre essa janela. Troca essa música depressiva. Larga esses livros na mesinha. Sai daí de dentro e vem ao mundo dourar a pele. Ranger os dentes. Sentir a raiva e a incompreensão que te impulsionam. Larga a mão do marasmo e se joga de cabeça, como sempre. Abra os pontos mal costurados que ele deixou. Deixe tudo doer até que não haja mais lágrimas nem dor e nem nada. Só um vazio enorme. Ouça os seus gritos internos. Encha o quarto de samba-canção, com o ritmo enganando as palavras, o sangue preso nas beiradas do ritmo gostoso e leve. Melhor do que essa dobradinha melodia&letra tristes. Para de se encolher nos cantos esperando o que te salva. Quando nada salva o segredo é se bastar. Pule num pé só no equilíbrio daquelas sarjetas que você adorava e hoje pega a preguiça como desculpa para não comprar ilusão. Você cansou da ilusão, mas é só isso que tem para hoje. E se é no samba que você sente prazer. Se arranca daí de dentro e vai ali bater na caixinha enquanto cartola faz o seu jogo de poesia. Deixe de cavar abismos com os pés. Seque suas cicatrizes.
E se você não fizer nada disso. Sinto muito. Eu vou, sem você.
RAZÃO
Você lembra daquele dia em que te vi no balcão daquele bar. Senti que naquele segundo eu te escolhi para ser meu. De repente o mundo desligou, as vozes simplesmente se congelaram, e ali eu tive certeza que perdi um pedaço de mim. Mas eu não quero nada, nunca quis e não ia querer naquele momento. Eu quero a minha liberdade respirando grudada nas minhas botas. Carrego minha vida debaixo do meu braço. Uma falsa auto-suficiência vestida de solidão.
Eu mostrei pra você, deixei você tocar e então me encolhi no sofá daquele bar. O meu celular tocou e aquilo parecia ser o momento errado se não fosse o certo e o necessário pra me tirar dali. O resto, eu quase não lembro, uma porção de fatos sugestivos. Uma porção de mentiras enevoadas naquele bar.
Ontem me falaram que eu vou morrer. Dei um sorriso como quem espera pela novidade. Mal sabe ele que eu já morri. Naquele dia que não te aceitei e te transformei em ficção pro meu futuro. Então, morro a cada trago de vida coloco a morte mais perto. O sorriso de quem pouco se importa. Eu não tenho medo. Eu não tenho medo da minha cabeça. Eu não tenho medo do meu sono. Eu tenho medo do meu sonho. Eu não tenho medo da minha voz. Eu não tenho medo.
Les pensées qui glacent la raison.
IT'S BEEN SO LONG I'VE LOST MY TASTE
Chega. Vou parar de gritar. Ganhei a rouquidão enquanto você continua aí com as mãos sobre seus ouvidos. Seu coração bate, sua cabeça gira, seu corpo treme e você continua com as mãos sobre as orelhas.
Você levantou e caminhou até a beira da cama. Eu continuo aqui. Com os olhos pregados no teto desse quarto. Perdermos no mundo a nossa capacidade de aceitar essas mentiras. Deixamos nossas pegadas nas sombras. Tiramos da vida as nossas vozes fazendo juras embriagadas.
Estou sozinha. E é sempre assim. Sempre. Recolho o meu pensamento da beira da sua cama do outro lado dessa cidade estúpida e sufocante. Apanho pela casa os restos da farsa que aceitar o nada dessas noites. Busco minhas últimas forças e me levanto para enfrentar esse dia. Esse lindo dia filho da puta, sem a sua voz, sem o seu cheiro, sem o seu gosto misturado com o meu. No fim, só uma sexta-feira, uma abafada sexta-feira. Queria te fazer entender minha vida. Mas você não consegue. Ou, renega nossa proximidade para manter o pouco de sanidade que você compra na farmácia.
Vou quebrar meu silêncio. Levantar o zíper da bota. Colocar preto para celebrar o seu funeral. Amanhã de manhã, espero não lembrar nosso nome. Nem o meu. Nem o seu.
Eu sabia. Sempre soube. É verdade, nunca quis acreditar que você ia, e você foi. Agora sou eu e minhas palavras contra o mundo.
Hoje sentei naquele bar que a gente foi algumas vezes e você não gostava e eu gostava porque era quentinho e eu podia me esquentar e te esquentar com as minhas mãos. Você não gostava e mesmo assim ia. Hoje não era você. Era o meu amigo e eu tentei explicar pro meu amigo o que achava das pessoas e falhei. Falhei porque depois de você eu acho muito pouco. Esqueci dos meus planos, da paz, do mundo. Eu e o meu amigo ficamos observando as pessoas com 12 anos e suas 2 cervejas para 8 pequenos-burgueses-rebeldes-sem-causa. Sinto falta do seu mau-humor. O meu amigo também tinha, mas não era o seu. Nem era você. Eu amo meu amigo. E, eu ainda amo você.
PRESENTE
Eu tenho uma dor no peito. Insistente e presente. Na fila das dores, essa foi a minha escolha. Viver com o coração com as veias trocadas. Sangue arterial e venenoso separados por tênue linha. Olho para dentro e não acerto os meus botões. Às vezes, esqueço as fórmulas e tudo acontece no susto.
Difícil esconder a dor em sorrisos. Dona da noite. A escuridão coloca meus medos nas esquinas enquanto atravesso sem olhar para os lados. Ando pela Augusta como se conhecesse cada milímetro daquela rua. Distribuo sorrisos escondidos dentro da minha boca fechada.
Qualquer bar é um pedaço de vida despregado em qualquer noite dessas. Uma sucessão de acontecimento baratos. Algumas lágrimas ainda ardem sobre os meus cortes. Ninguém as vê. Elas são invisíveis. Eu me escondo aqui dentro tão fundo e a solidão me põem na parede neste quarto frio e escuro. Cansada de ninguém para dividir verdades e cansada de dividir essas mentiras.
DUAS
Eu quero sair daqui. Deixar esse corpo e só carregar minha alma. Abandonar meu cérebro na primeira esquina. E largar meu coração na mão de alguém que cuide de faze-lo minar sangue. Depois vagar. Vagar. Encontrar as vagas do mundo para o estágio da minha vida. E depois viver em tempo integral.
O meu passado não mais me pertence. Vejo tudo tão estranho. Ando por essas ruas carregando o meu futuro nas costas. Dançando sobre o presente. Algumas pessoas arrumaram suas coisas e se mandaram sem pedir licença. Outras continuam aqui. Me irritam. E nos irritamos. Precisamos de tempo e paz. Mas ninguém me devolve a paz. E eu fico aqui. Com o vento batendo na janela e o medo esmurrando minha porta. Me jogo no canto do quarto entregue ao sono que me consome a alma. Não vou embora antes de apagar essa vela de cima da sua mesinha. A que ilumina suas palavras e te empresta luz. Não cruzo essa porta. Não largo do seu pé. Não apago as coisas que tatuei na sua cabeça. Você está condenada a ser duas. A ser eu. Enquanto eu sou você.
Distribua conselhos ruins na minha ausência. Viva dias calmos enquanto adormeço no seu ventre. Mas, um dia eu acordo. Pode ser em um sábado à noite. Quando você estiver rodeada de pessoas. E depois você não vai conseguir explicar. Quando todos te apontarem, estarei adormecida e você se debaterá tentando se desculpar pelos meus erros. E de repente. Você se enfia aqui dentro e eu assumo o controle. Levanto. Sacudo sua vida e tiro tudo do rumo. O rumo que você vive a procurar. Foda-se o seu rumo. Te jogo na frente do carro em movimento atrás de um cigarro na outra esquina. Renego seus gostos. Não importa que você deteste marlboro. Já disse que não te escuto.
Se fodeu. Me fodi. Quando ela aparece. Não sou eu e ninguém entende.Que morra a censura e me deixa ser dela. Só eu e ela. A odeio por me fazer chegar em casa 6h30 da manhã e acordar às 8h com o maior dos pesos na consciência. Uma tem consciência. Outra nem liga. Uma gosta de algumas pessoas. A outra abomina. Uma é de verdade e a outra pura ficção.
Qual sou eu?
As duas. Sou delas. Sou elas. Sou EU.
PRÓXIMA RODADA
Encontrei a paz em um céu imundo que nunca saiu de perto de mim. Aquela paz que não cala e aumenta a pulsação. Tudo perfeitamente fora do lugar. Meus horários e minha vida fora do rumo e em pa-az. E tudo sempre esteve no céu imundo que divido com essa cidade sufocante.
Há dias parava na frente dessa tela com uma certeza vazia e vaga de que algo aconteceria. E tudo está bem. Não, nunca está. Tenho as pessoas a medida em podemos nos aguentar. Falta alguma coisa. Claro, que falta. Você me aceitar. E me guiar nessas ruas frias enquanto as meninas desfilam de vestido e salto alto. Vivo grudada ao meu all star. Minha cabeça vaga entre o céu e o inferno das palavras. Esse reino surpreendente vazio vestido de sentido. O sentido que alguns procuram lá dentro tão fundo e não encontram. Porque a pa-az está bem escondida no céu imundo de cada um. E não é deixando-o limpo que você encontra. Nem desmatando passado e pregando suspiros para um futuro.
Sozinha agora. Como sempre estive antes. A cada respirar mais longe. Um tanto mais inacessível e tudo borbulhando em possibilidades. Promessas que não cumpro quando a luz se acende. Não cumpri nenhuma das promessas que te fiz. Ou cumpri aos olhos dos outros enquanto tudo aqui se mantinha intocado. Toda a raiva enrustida naquele 0 a 0. Que quase não chega. Não alcanço o seu sorriso em noite nenhuma. Minhas lembranças são vagas. E você vai querer. Vai. Cedo ou tarde. Isso eu deixo na mão do destino. Na minha vontade de arrumar o passado.
Quero te carregar sem essa dor. Sem fardo e sem pena. Nem de mim, nem de você. Pena são para fracos. Embora, você seja. E era exatamente a sua fraqueza precisa que te tirava do rol dos manés o qual você faz parte. Mas, mais um voto de confiança e da próxima vez nos enfrentaremos no olhar. Com sorrisos falsos. Te pinto de verdade para disfarçar a mentira que você é. Nada.
É só isso.
E na próxima rodada, eu te pego.
"tudo para ir, aonde ninguém foi, onde eu possa rir do passado e te perdoe."
(L)udov
eu e a gords nos xingamos por quase uma hora hoje. carinho violento. e como falei:
"vou escutar ludov até explodir em letras e melodia" hahaha!
implicante, eu ouço o que eu quero. lálálálálá.

NÃO IMPORTA
Hoje tenho vontade de falar para o mundo que ele não importa. Não importa a peste e a fome. Nem os meus medos todos enfileiradinhos na minha estante. Os livros que estou lendo e os que tenho para ler. A voz dele aqui embalando minhas palavras para viagem. Não importa. Nada disso importa. Nada importa. Tenho por dois segundos a pa-az me fazendo companhia. As pessoas certas. Aprendo a jogar o jogo que é uma das melhores metáforas da vida. É só fazer a bola branca acertar a outra e enfia-la na caçapa. A bola branca é a neutralidade e a pa-az e as outras são os problemas. A caçapa é o decreto de que tudo fica bem e fim. Tudo fica bem. Eu fico. Eu e algumas pessoas. Só isto importa. O resto? Passa amanhã que hoje a pa-az é o meu grito. O silêncio meu quarto. E a solidão cambaleia pela rua.
o centenário foi comemorado no fotolog e na vida como uma apostila cheia disso aqui.
obrigada. obrigada.