quarta-feira, fevereiro 13, 2008

PAZ

Eu era tão menina, não entendia, eu fui. Só isso. Tive minha fase hedonista de mãos dadas e sorriso estampado com ele no mundo. Mas, ele foi mais longe e eu parei. Porque pra mim ainda é tudo muito complicado. Não é só diversão. Não consigo ser hedonista com os sentimentos. Sem eles, sou menina pulando sarjetas e corações. Trato mal quem gosta de mim. Porque eu só vejo você. E os outros me ligam, os outros procuram minhas mãos, os outros voltam no passado quinhentas vezes. Onde eu já estive e de onde sai para parar aqui. Te fazer ver que o mundo não é tão idiota. Te mostrar os sentimentos. Te fazer entender que dá para ser feliz sem jogar a vida pela janela.

Já perdi a minha paz:

"Paz ?!

Neste começo de ano eu só queria uma coisa. Paz. Pra pensar em nada e não ser invadida. Pra fugir das loucuras do mundo. Pra me enterrar em loucuras que são minhas e só minhas. Paz. Pra dormir. Pra deixar minha gastrite ir embora.
Paz.
O que eu quero não é aquilo que é melhor para mim e eu sei. O que eu quero não é "normal" e eu sei. Eu tenho medo do que eu quero e eu também sei.

Tá tudo tão enrolado, que nem escrever resolve. E isto sempre resolveu minha vida.
03/01/2007"


Parei para pensar hoje e, encontrei tudo igual ou melhor. Porque hoje eu não tenho preconceitos, porque hoje eu vejo amor onde as pessoas não conseguem enxergar. Porque hoje eu tenho deveras a minha liberdade pregadas aos meus pés.



sis, brigada por lembrar o quanto eu (também) fui cabeça dura. e neguei pra mim e pros outros. até quando não deu mais para segurar.
SIMPLES

É bom. Ainda que você ganhe todas minhas palavras. E as leve sem me contar se gosta. Você me mostra que tudo pode dar certo, mesmo que não esteja e tenha um caminhão de complicações me esperando no portão. Não me importo. Sentir essa leve felicidade e pensar que ai você sorri. E, do resto, nada preocupa. Nunca ninguém falou que ia ser fácil. Sem pensar em nenhum pecado, nem em nada que seja estranho para os outros, é simples para mim: eu gosto e ponto. Gosto, sereno, sem desespero e com o silêncio dividido. É a melhor coisa, poder dividir o silêncio, as piadas, as risadas, os medos e o resto. Pelo tempo que minha paciência me encontrar torcendo o nó dos dedos.

A sis falou que está ficando repetitiva nas falas. Minha incompreensão atingi essas pessoas ao redor. Essas poucas, três pessoas, me protegem do medo me engolir. E me repetem entre sorrisos o que eu sei: o seu tempo, o seu medo, o seu sorriso. Essas coisas que eu aprendi a conviver.

Se por qualquer motivo as palavras se perderem ou eu sair pela porta dos fundos. Alguém fica encarregado de contar tudo. As coisas que eu fiz e as que eu teria feito se tivesse dado tempo. Inventem para o mundo o meu personagem mais perfeito. Conte para quem interessa, que eu mostraria devagar como se faz, que diria com carinho o que não falei.

Mantenha seus olhos em mim quando eu for para longe. Minhas mãos soltarem as suas. Seus olhos perderem os meus. Suas risadas ficarem longe. A sua reação é o que medi minha ação.

Eu vou te mostrar que atrás da minha tristeza, existem coisas realmente engraçadas, já não fujo com meus livros e cds. Fico perto para sentir você. Te apresento meus melhores amigos, os mais inteligentes, os queridos e achados nas ruas que ando. Deixo eles ao seu lado. Que eles te dêem a coragem que me dão. Incríveis presenças. Junto com você, perto de você.


Uma doce garota com um violão.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

JOGO

Eu acho que cansei dos outros. Porque eu procurei tanto tempo verdade nos outros e você apareceu e de um jeito simples complicou tudo. Com o seu sorriso você complica tudo e eu faço muito pelo seu sorriso. Um jogo perigoso.

Eu sou a pólvora e você a mina. Precisa de pouco, uma bituca de cigarro tímida e isso explode. O nosso jogo perigoso combina. E talvez eu vá desistir e não vá rolar. Não, não vou desistir eu só sei viver dando cabeçadas arianas. Esperando até o: "suellen, não" ou um abraço sincero. Que eu gostaria muito mais e me faria escrever mais e mais. Porque é quase efeito colateral escancarar a minha vida. Defendo a identidade. Já é um pouco demais as pessoas virarem pra sis e falarem: "oi, você é a soulsister?". Só falta alguém perguntar: "oi, você é você?". Tem louco para tudo no mundo. Eu sei que tem. Eu sei MESMO que tem, para reforçar e me incluir no grupo.

Acabaram de me ligar e falaram assim: "eu acho - todo mundo acha alguma coisa - que você deveria tentar". Porque eu acordei achando que devesse ir conhecer duzentas pessoas que seriam nada como as outras todas. Eu posso ser bem idiota. Mas, só até você decidir. Eu sirvo para bagunçar a vida dos outros. Mas, que seja uma bagunça que te arranque sorrisos, mesmo que eu seja amarguinha e fique querendo não estar nos lugares com as pessoas que não deveriam estar ali.

Para você: não se preocupa, só ficou um exemplar, desses que não saem muito. Só em noites nas quais você esquece ela em outros braços. Porque coragem é um negócio bonito de se ver. Mas, não sei se é isso. Não sei se você chega a querer ter coragem. E se for tentar, é bom saber: o resto todo continua depois. Porque eu gosto de ser amiga dos vocês que passaram por aqui. TODOS. Mas, eu não consigo ver depois até o antes começar a ser.


garotaíncrivel


ps: agora vou ir fazer a mesma coisa. faculdade, casa, estágio, msn, você, faculdade, casa, estágio... para o futuro e avante. ser jornalista sem alma, porque tem gente que acha isso - tem gente que acha tudo - mesmo.
PORTUGAL

O tédio inteiro fez uma nuvem sob a minha cabeça e parou. Agora, eu fico aqui, revirando arquivos atrás de todos os sentimentos do mundo que não esses. Claro que tem o dessa época exata do ano passado, e mesmo assim: foi diferente. Mesmo tendo sido a primeira vez de uma porção de coisas. E o meu medo pulou sem cordinha, lá foi normal, dias bons como alguns poucos e o final daqueles vazios de rancor.

Agora, eu fico aqui com essa maldita distância. Com os olhos pregados em palavras alheias. Me repetindo inteira. A gina falou que é a mesma coisa desde a semana passada. Eu falo 'chega' e volto cinquenta vezes. Eu paro na porta para pensar se tem jeito ou a minha cabeça vai continuar seus passos a frente e meu medos milhares de atos atrás. Parece uma peça mal ensaiada, erro as cenas, adianto a marcação. Engasgo com as falas. Depois, improviso para ficar menos feio para platéia. Essas pessoas que me olham sem saber porquê. E acham que entendem tudo. Eles achando que entendem tudo e você sabe tudo. Mas eu vou confundir, até você ter certeza porque certeza nunca muda.

Enquanto isso escrevo mais, vivo mais, sorrio mais, erro mais, peco mais, faço tudo: mais. É o controle mostrando que é o meu melhor amigo e não me larga nunca. O meu controle está nesses excessos. Claro, que é ironia. Um traço fino de ironia, sadismo e sarcasmo. Piadas inteiras me usando como personagem principal. Nas piadas de portugueses vão substituir pelo meu nome. Porque eu sou a burra da história. A burra que vive demais e só saber ser assim.
Do you believe in what you feel?

Hoje a fé me abandonou. Acordei querendo não querer. E se eu quiser com força, quem sabe uma hora, eu não queira. Vou me iludir com o fim dessas coisas estranhas que acontecem a cada dois segundos. Do misto de paz e guerra. Do meu masoquismo risonho. Das minhas brincadeiras de segurar o olhar. Os bravos são escravos. A vida vai seguir e ninguém vai reparar. Porque só eu reparei. Só eu olhei. Só eu quis. Só eu fiz.

Só. As pessoas tem a péssima mania de achar que eu sei. Não, eu não sei, alguém acha que eu escolheria mesmo isso para mim? Na fila das escolhas eu só quis pegar as mais complicadas e transformar minha vida em um nó. Sempre. Será que alguém acredita que eu goste mesmo de me apaixonar pelo erro cinquenta vezes. Será que alguém acha que eu faço piada de tudo porque a vida tem realmente graça?

Não. Não é possível que alguém ache. Não pode ser possível. Mas, tem ela e ela entende quanta piada há no desespero. Tem ela para me falar: chega. Mesmo que eu não ouça. Tem ela ali para falar: você não fez certo, tá vendo, roda o açúcar, tira outro envelope. Isso. Aquilo. Rá, talvez. Não. Tudo ao ponto de partida e piorado.

Eu gosto tanto da liberdade. De ir sozinha e de te ver descendo as escadas. Mas, era tarde demais e eu já tinha feito tudo errado. Brincar com ciúmes, mata, me mata. E eu tentei fazer você ver o que eu via. Mas, nunca funciona, porque eu devo ter nascido para viver com essa solidão e a falta. Uma enorme falta que você preenche tão bem. Mas, não pode ser você, porque você não pode. É muito. Eu devo ser confusão demais na vida de qualquer um. Mas, na sua, eu consigo ser um pouco além.

Queria o começo de volta e não deixar chegar a ser. Quero os meus amigos de volta. Quero o gordo entendendo como ele entendeu. O gordo me defendendo, enquanto escondia dos outros, que aquilo era defesa própria. Quero a sis muito mais perto. Mesmo que ela viva praticamente dentro de mim, porque é para ela que eu ligo sempre que qualquer coisa aperta demais e eu me sinto sufocada. Queria, queria, ainda queria você, é verdade.
CRAZY INTENTIONS

As coisas vão andar devagar. No seu tempo. Todo o tempo do mundo para ele perceber que mais cedo ou mais tarde vai ser diferente. O que eu espero de tudo, às vezes, é tão pouco. Me sentir sozinha em um turbilhão de pessoas pela sua ausência. E as coisas se complicando. Tudo melhor. Tudo diferente. Então, eu brinco mais e me importo tanto que é melhor você não enxergar.

Nenhuma falta é pior do que aquela do corpo presente. Me divirto, entorpeço, converso com o meu amigo que não via há meses e sem quem aguentei tudo que ele entende.

Suas mãos em outras. Seus olhos perseguindo outros. Sua preocupação em outra cabeça. Tudo isso, que aos poucos me despertam o ciúmes, mas enxergo sua liberdade. Eu gosto da liberdade que você desprega. Eu gosto das imperfeições certas, dos defeitos calculados, das reclamações devidas e dos olhares perdidos. Mesmo que eles perseguiam outros que eu sempre disse. E suas mãos encontrem outras que sempre temi. E sua cabeça se perca em confusão.

É verdade. Detesto o jeito que você pouco liga. Você me inspirar é bônus e blog o lugar onde todos vão ler. É verdade, de um jeito qualquer, tenho menos coragem do que a garota de dezesseis anos que também escreve. Cubro a minha vida para só quem pode enxergar. Uso da prolixidade para manter distância dos outros. No fundo, você entende. Eu acho. Eu espero. E seria mais fácil se fosse.

As palavras saem e os dedos percorrem o teclado. Errando os botões, rodando na linha dos sonhos, esperando na fila enquanto ninguém me ouve e eu só ouço a música do outro lado. Você apareceu e me fez querer menos. No lugar só essa coisa complicada. Eu espero menos dos outros. Procurar diversão é minha forma estúpida de disfarçar o resto.

É, você deixou tudo mais complicado e melhor, como tinha que ser.


ps: eu quero ir ver a mallu no studio sexta, foda-se que é hype, foda-se o que os outros acham. eu acho que essa garota faz folk como ninguém no país hoje, não é só a garota de quinze que canta, é a garota de quinze anos que toca folk e me faz ter vontade de abraçar e fechar os olhos no seu ombro.
OLHA

E,

percebe que eu falo dos outros para você perceber quem só importa. Então, vou dormir pelas próximas cinco horas porque você dá paz, mesmo que tire em um caminhão de impossibilidades, pouco importa.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

SIMPLES

Eu devo ser confusa. Prolixa. E todo o resto que torna as palavras dispensáveis. Se nem com os últimos 36 textos me fiz entender. Ou é você que não quer ver, e quem não quer, não vê e ponto.

siderreta

POR FIM

Para quem se preocupa - um ou outro recado fofo - tudo está bem. Nem sempre parece, mas eu garanto: é o melhor que poderia estar. Sério. Ou não, poderia ter você e é outra história.

Foi 'candy' e o passado mostrando que passa e deixa marcas. Foi perder de repente quem sempre esteve a minha disposição. Foi a insônia mais forte dos últimos meses. Foi essas coisas e outras. Mas, eu dormi e isso resolve todo o resto. Fim.

Rá, garoto, ganhei. Dormi quatro horas. Consegui sem dose nenhuma de nada, e depois você me diz como sobrevive, realmente você merece admiração.

Agora, vou trabalhar. Sorrindo, ouvindo beatles e pensando...
Fernando Pessoa

Põe-me as mãos nos ombros...
Beija-me na fronte...
Minha vida é escombros,
A minha alma insonte.

Eu não sei por quê,
Meu desde onde venho,
Sou o ser que vê,
E vê tudo estranho.

Põe a tua mão
Sobre o meu cabelo...
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo.


SABE

Eu sou muito inconstante. Isso fodi um pouco. Mas, ajuda outro tanto e agora eu sinto calma. Como se uma hora de sono tivesse me dado paz. E, eu pudesse outra vez acreditar em tudo. Eu iria acreditar mesmo se não pudesse. Eu sou essa montanha-russa e queria te trazer correndo, sorrindo na chuva como se tudo estivesse certo, mesmo quando está errado e não é assim. Isso é certeza. Certeza nunca muda.

Talvez, esconda tudo de você para poder sorrir e não te deixar entender. Porque um cara falou ontem que eu tinha o sorriso lindo e eu acreditei. Eu sei que você não acredita em tudo que eu falo. Você sorri com os olhos, os mesmos traidores que entregam o que você não fala, raiva e rima. O cara, eu não sei quem é, um ninguém que falou, falou, falou e eu fingi que ouvi. Porque você resolve sair de shorts quando finalmente para de fazer frio e chover, chover ainda chove, mas a cidade está abafada e o diabo. Daí você sai de shorts. As pessoas que nunca viram pernas na vida, falam, pessoas que nunca viram pernas me irritam, mas eu finjo que gosto e me divirto. Na impossibilidade de ter o que eu quero, fico com a diversão. Entorpecimento de chateação. Porque eu não vou virar uma pessoa que reclama e se carrega pelos cantos. É só minha cabeça me deixar dormir. Essa semana parece ser daquelas que tudo corre. Diferente das duas últimas que passaram.

Percebe, que eu iria adorar te ter sempre por perto e nem tudo que eu pergunto gostaria de saber?

domingo, fevereiro 10, 2008

BREVE

Quando você entrou eu folheava livros sem interesse, ouvia sem prestar atenção, sorria sem nunca saber porquê. Então, você trouxe a confusão para porta e se retirou. Me deixou aqui revirando palavras atrás de verdade.
MAYBE NOT

Okei, eu poderia fazer tudo certo, mas eu fiz tudo errado. Porque é assim. Eu vou fazer tudo errado sempre e depois vou sorrir e fingir que não aconteceu. Então, eu vou pedir desculpas para mim, porque eu odeio errar comigo. Se não existe nada desse outro lado, considero a traição própria. É quando você se engana que quer um qualquer, porque um qualquer vai tirar de você qualquer coisa da carência do complicado, e você tem o qualquer e o qualquer te liga no dia seguinte e você pensa 'bela merda você fez, garota'. Bela merda. Daí, minha amiga aparece e me dá a mais bela lição de moral por palavras no msn e eu penso outra vez: 'bela merda, garota'. Agora, eu poderia consertar tudo, mas você erra também. Porque dói aqui também. Porque aqui dói muito mais do que aí, ou não, mas eu sei o que sinto e você entorpece os seus sentimentos com medo.

As páginas virando. Nenhum minuto de sono. Eu já deitei e levantei cinquenta vezes. Já chorei de raiva por não dormir. Já liguei para todas as pessoas do mundo. Quase sai e fiquei aqui. Porque eu vou ouvir algumas músicas e entender tudo como eu entendia antes disso enrolar demais.

Eu vou pular pro futuro, a decisão é sua, vem comigo e eu prometo te ajudar a entender ou fica aí procurando verdade onde você nunca encontrou. Talvez, porque você procure nos lugares errados. Com as palavras erradas. Sentimentos errados sempre te enganando, sempre se enganando, o que consegue ser pior.

Não consigo decidir. Tenho medo de julgar errado e perder. Talvez devesse mudar de idéia. We all do what, we can so we can do just one more thing, we won’t have a thing so we’ve got nothing to lose. We can all be free. Maybe not with words, maybe with a look but with your mind.
TALVEZ

Um dia, essa música vá doer como essa doeu ontem. Mas, hoje ela diz tudo.
CAFÉ


Nada. Absolutamente nada, é mais enlouquecedor do que não dormir. Minha vida e meu corpo são enlouquecedores por natureza ariana. Mas eles andam passando dos limites. Foram cinco dias sem ver ninguém, sem querer ver ninguém, muito bem com meu quarto e nada. Agora eu saio para o mundo como se pudesse resolver tudo e transformar o tempo em dois.

Eu durmo uma hora de um sono agitado. Acordo como se tivesse dormido um dia, o corpo pronto para tudo de novo, tirando o fato que, de verdade, parte do meu corpo dói. Só para lembrar o quanto eu sou idiota.

Acordei com vontade do domingo de café e sinuca. E as conversas, e o carinho e os sorrisos e tudo sendo simples porque uma hora precisa ser. Mas, daí meu celular vai tocar e eu não vou ter um domingo desses. Talvez sim, mas a companhia é outra, fumaça demais, e conversas que talvez me acalmem.

Tudo é culpa dessa inconstância. Por que diabos isso? O que é isso? Por que não posso ser inconstante com esse gostar? Seria mais simples e causaria menos confusão.
LAURA MARLING




A garota mais íncrivel do começo desse ano. Impressionante essa música e essa voz. Sotaque delicioso. Depois coloco o cd aqui, salvei o link errado que a sis subiu, coisa de gente que faz cinquenta coisas ao mesmo tempo em um computador que já não aguenta mais.
PARA QUEM VAI CONTINUAR SEM ENTENDER:

BOM DIA, INSÔNIA

As coisas não chegam a ser simples. Então eu erro como prometi não fazer. Falhei. Falhei comigo e isso é o pior que poderia acontecer. Deixei aquela música destruir a estrutura que demorei tanto para construir. Irritação é visível, felicidade é visível, raiva é visível, por que só esse sentimento não é?

Não sei falar. Sem palavras que expliquem. Não chega a ser impossível, mas não consigo deixar as coisas simples, nem transformar tudo em letras. Então, eu talvez vá me arrepender ou amanhã pense que era só o que poderia ter feito. Mentira. Não era, nunca é, só o mais fácil iludindo verdades.

Meus olhos já não falam mais. Meus gestos não são suficientes. Queria te proteger do resto desse mundo. Mas, o melhor é deixar você perceber sozinho. Olhar a vida nos olhos e eu te contar não evita você de viver. Porque eu fiz tudo começar diferente do que foi para mim. Eu perguntei, interroguei, quis saber detalhes. Você é diferente. Me confundo, me perco e erro.

Peço para ela me deixar em paz com minha consciência. Só que não fico em paz de você. Porque eu te procuro no meio da bagunça com o meu melhor abraço e um sorriso para te emprestar alegria.

Vai, você precisa ir, desse lado fica quem faz tudo errado te dando liberdade. Ou talvez é só a ilusão, no fundo a sua cabeça te tira isso e, entrega a história uma dose de indefinição.

É simplesmente complicado. Ninguém nunca falou que tudo seria fácil.

sábado, fevereiro 09, 2008

ALL OF ME

Os minutos se arrastam e eu penso se no dia em que te falar, eu vou ouvir. Ou seria um dos momentos que eu falaria, falaria, falaria e você manteria seus olhos e atenção em mim. Até que falaria mais e não esperaria uma resposta imediata. Será que quando levantasse, te deixasse com o fim do seu café, e os seus pensamentos desorganizados, eu lembraria do que falei?

Não entendo praticamente nada disso. Sempre estive no seu lugar. Fingiram que eu controlava, quando o que eu menos tinha era controle, e eu acreditava e ia. Agora a situação é minha, a vontade é minha, ir ou nunca tentar chegar a ser. Não por covardia ou qualquer outra coisa. Por necessidade de aceitar a impossibilidade. Mesmo que eu não acredite no impossível. Tento ter preguiça, mas você acaba com ela de um modo irritante. Tento ficar brava, mas você destrói os argumentos. Contrário todo o tempo as verdades e minto que é tudo mentira.

Mesmo que eu não minta. Não aprendi. Não dá. Eu fico vermelha, sem graça, rindo antes do tempo. O pior, meus olhos não sabem mentir, não consigo olhar no olho e nem congelar a atenção por muitos segundos sem carregar culpa. Por isso guardo o passado em caixas. Parte do recente ainda não acabou, por isso aceito visitas diárias e o silêncio carregado de orgulho. Tirando esse pedaço, o resto, eu consigo encontrar fácil no meio do caos que eu sou.

No fundo, tudo é fácil, é só um passo até o lado de cá. Prometo te ajudar a entender porque nunca foi certo, mesmo que para nós também não vá ser pela eternidade, prometo. E, eu levo a sério promessas.


ps: hoje (já é sábado) eu mato a saudades da funhouse e de vocês.
AO PASSADO


Não que eu não tivesse medo. Mas eles sempre foram diferentes. Nunca temi o tempo das coisas. Se durariam uma noite ou uma década. Nem esperei nada dos outros. Aceitei os finais como necessidade de mais espaço. Foi assim desde a primeira vez. Ele queria jogar e eu queria ficar nas externas sem ter que segurar a camiseta ou esperar ele voltar suado. Na verdade eu desisti dele no dia que ele discutiu com os outros, com a ex. Porque minhas amigas provocaram a menina que já não gostava de mim, e pouco me importava. Mas ele me defendeu e eu não quis ficar para ver o resto.

Das outras vezes a vida se encarregou. Eu sempre temi não saber começar. O tempo é tão indiferente. Tudo depende da intensidade dos dias e da força que eles despregam em continuar. Ontem, a minha amiga ligou e por quatorze minutos eu estive com a garota mais feliz do condado. Tá tudo difícil. Ela reclamava e fazia piada da vida. Ela me fez uma pergunta dispensável: 'sue, você já acostumou?'. A pergunta é dúbia em dezoito letras. Desprendi a resposta em um sorriso e ela entendeu. A nossa adolescência foi uma piada e hoje os dias são mais leves porque o peso ficou naqueles dias. Os erros e os acertos. As confidências silenciosas no quarto de hotel. Eu levantar e pegar ele pela mão. A gente sentado na porta e eu tentando entender que sentimento o tinha nocauteado. Não era o meu garoto sorridente, o mesmo que me derrubava na frente do bloco três. Tinha confusão no seu olhar e felicidade nos gestos. Eu tenho tanto orgulho deles. Eu tenho orgulho de todos que conheci e por opção, ou falta dela, são o que são.

Os ignorantes não são mais felizes.



ps: você não frequenta os mesmos lugares e nem queria nunca mais ver. Mas, eis que encontro o suado em questão, no MEIO de São Paulo. E eu, realmente, sei quando não devo esperar.

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

BUT YOU

Faço a lista de músicas que faz dos meus dias iguais. De algum jeito você está em cada uma delas. Mesmo que algumas não seja você. E outras sejam só, as que eu sempre escolhi pra mim.

Você é guerra, não sei se é seguro desse lado e sei que no que estou não é. Um campo minado de emoções. Um turbilhão de sentimentos. Eu indo cada vez mais rápido. Porque minha vida acelera no descontrole, então tudo dá tempo, porque o meu tempo é muito mais curto do que o dos outros. No meu tempo uma hora é duas e elas rendem como se fossem quatro. Então, eu trabalho mais, falo mais, escrevo mais, sinto demais. Sem saber se o demais é só exagero ariano.

Saio por aí dando cabeçadas arianas no mundo e ele não esboça nem um sorriso. Mentira, eu tenho os sorrisos, mas só dos que interessam. Mesmo que nem sempre seja o seu.

O pierrot apaixonado chora pelo amor da colombina. O carnaval correu na minha sanidade. Foi simples e calmo. Conheci a "mini me". Me cortei e ela cuidou de mim com carinho sagitariano e acidez familiar. Assisti os filmes que a gente tinha comprado eu tinha visto, ela também, mas não juntas e rindo das mesmas piadas bobas. Subornei colaboração e comprei chocolate.

E o pierrot, chora. Dentro do passado e observando o presente. Dentro do hoje, encontrei meus amigos, me alimentei de fumaça e latas entre macarrão e os dono da música falando alto no dvd. Dancinhas no meio da sala no apartamento da Bela Cintra. Mesmo que a vida adulta tenha chego e seja preciso falar com o porteiro o quanto a mulher de cima é uma vadia e faz tudo para deixar a vida adulta mais irritante.

O pierrot só queria amar e dar um basta nessa dor sem fim, mas colombina trocou seu amor por arlequim. E o pierrot? Chora.

O refrão lembra coisas boas de se fazer na vida. E quem disse que eu entendo tudo. Não, eu não entendo nada, muito menos francês. Tentei para ouvir nina cantando 'ne me quitte pas' aprendi o tamanho dessa frase. O resto é melodia e lembranças. Dá vontade de deixar o corpo ir e aprender a praticidade desse carnaval que eu não vivi.

E nas palmas, eu sorriria te olhando me achando a mais boba do mundo, a mais menina. Aquela que pula de cabeça no montinho e fica com ela doendo 3 dias. Mas, não importa, eu vou até o fundo. De cabeça em mares que nem sempre conheço. Por isso eu não vi isso acontecer.

Agora só a felicidade simples e o pouco me importo pro tempo. Nunca fui boa com números. Levanto quando acho que devo. Falo quando cansei de ouvir. Espero quando não se há outra coisa a fazer. Então, outra vez levanto os braços, fechos os olhos e deixo o refrão continuar. Bem depois das palmas e muito antes da alegria que seria o medo acabar e tudo começar.

O apanhador lembra meu alter-ego escrito pelo Salinger. A pequena Phoebe, no fundo eu sou tão garota quanto ela, perfeccionista. Uma ouvinte para as noites que você desistir de ficar no colégio e ter que entrar em casa escondido.

Nova York é para onde a sis vai, onde ela quer que eu a encontre quando terminar o intercâmbio e, para onde eu vou se tudo der certo por aqui. Porque ela é o meu elo com o real. Quando eu fujo demais, ela está por perto para me segurar. Ela segura a minha mão quando eu sento no canto e não quero mais nada. Ela pedi para eu ver os defeitos quando eu enxergo milhares de qualidades.O suficiente para trocar paciência por desespero. A minha certeza pelo seu coração.

Só que as minhas certezas valem tanto e você é tão indefinível. Com você, eu quebro o meu silêncio para falar do livro mais triste que eu li, e como eu chorei e percebi que eu ia ler muito a vida inteira. Eu era mais criança do que agora e queria ser maior do que sou. Então, eu era a traça daquela biblioteca. Li um monte de coisas, enquanto entendia pouco, até o livro de capa vermelha e a certeza. Sento e olho o seu rosto enquanto você fala do seu. Continuaremos em 1960, entre cafés e tudo que entorpeça o tempo. Você quer que eu vá embora. Fingi o tempo todo que quer. Mas, eu sei que te encontro em qualquer lugar no seu tempo.

Eu assinaria um contrato se nele tivesse essa letra e você fizesse a melodia. Eu sei que você não acredita nas minhas certezas. É verdade que alguma delas se perdem no caminho. Mas, eu sou capaz de continuar enquanto nada pesar demais e a liberdade perder o valor. Talvez você consiga. Viver é um risco e eu decidi que ia seguir.

Andar pela augusta sem prestar atenção nos carros que se espremem na rua enquanto eu ando com o guarda-chuva vermelho molhado de sonhos e vontades. A mesma chuva que tira o cinza das ruas enquanto pinta o céu dessa cor. Hoje, da janela do meu quarto eu ouço os passarinhos e vejo a copa de uma árvore balançando no sol preguiçoso. I promisse to be true and help u understand.

Se todos podem perdoar porque algumas pessoas não conseguem? E mesmo assim vem aqui escondido. E como eu sei? Eu sei, eu vejo nas letras a verdade que você esconde dentro do orgulho. Fala alguma coisa, quebra o seu silêncio, eu não sou intransigente. Perdôo os erros e reconheço os meus. Eu fui garota demais achando que só iam te contar o quanto eu te queria bem. Claro que não. Porque tem gente que precisa ver a vida alheia cair.

De você, eu gosto do jeito que se sente, a confusão mais organizada e calma que a minha. I don't see what anyone can see, in anyone else... but you.
COM AGÁ


Eu não preciso vê-la todo dia. Mas, saber que ela existe é bom. Saber que no mundo alguém entende o porque eu gosto tanto do caio, da funhouse, de escrever em guardanapos, entender que escrever não é só juntar palavras e ela sabe. Ela solta a alma nas dela. Já temos histórias o suficiente para divertir um mês e que venham outros tantos. O reivellon, as tardes no guimarães, a companhia na satyrianas, os cinco minutos que ela ficou no juke e as outras coisas. Porque é muito pouco provável que alguém caia no meio da augusta com o céu desmoronando, fique sem celular, câmera, dignidade, sapato e mesmo assim continue lembrando da noite agradável no parlapatões.

Com agá, você sabe que é importante.

Daí ela vira e me manda por msn:


"da manhã: on the road

gostar desse jeito
violentamente embriagados
com os pés no acelerador
e as mãos longe do volante
sem freios e cinto de segurança
ainda vai acabar nos matando"


é isso.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

C'mon baby say bang bang

Não sei desatar o nó. Talvez, no fundo, não queira te soltar e me soltar. Eu já vi esse filme. Fez um ano mês passado que eu vi esse filme. Os dias são melhores, eu sinto realmente que é possível dividir liberdade, caminho feliz em ter alguém ao lado nas ruas da consolação. Eu vi esse filme e ele é bom.

Mas, porque existia coragem do outro lado. Relacionamentos unilaterais são desgastantes, chatos e realmente dispensáveis. Só eu sinto. Só eu falo. Só eu ouço música o tempo inteiro para ocupar a cabeça com outras coisas. Música, ler e escrever palavras. Tenho vivido tanto aqui dentro ultimamente, com medo de sair demais e me perder e te perder por consequência. Falam que é só meu o medo. Talvez seja. Eu precisava realmente falar. Mas, são dessas coisas que não se dizem sempre. Não sei como falar e nem como você vai ouvir. Realmente, tem uma dose extra de incompreensão nos meus dias. Meu maior defeito é ponderar demais. É pensar demais. É querer demais.

Mas, eu ainda não sei como. Nem quando. Muito menos se algum dia será o dia. Não só falo pela impossibilidade, isso é simples, o impossível é o possível de amanhã. A loucura não passa do limite para descoberta da sanidade. O medo não passa do excesso de coragem. Só preciso de mãos firmes que me tirem os passos do lugar. Alguém para cortar o olhar dos outros, dos que me olham como se eu estivesse por aí errando o tempo todo. Eu acerto o tempo todo. Do meu jeito, os meus erros são acertos e deles eu vivo e tiro força. Deles eu alimento essa alma que precisa errar e crescer. Deles eu tiro a imaturidade risonha que desfilo nessas noites de alegria. Dentro do possível tanta coisa aconteceu. Dentro dos limites. Ao redor do mesmo. A mesma coisa todo dia, o nome do blog da Lee, e a verdade em uma frase.

E de todos os dias que você me esperou, porque eu me atraso, eu sei. Os dias são curtos e a vida resolve ser grande demais. De todas as risadas, da lágrima contida, do choro silencioso de alegria e outro de tristeza por ver você partir sem conseguir te pedir para ficar. Seria egoísmo. Faria, de um jeito indireto, o que prometi jamais fazer com ninguém: cortar liberdade.

Ando da liberdade ao centro. Nos dois sentidos. Em palavras e passos. Olho as mesmas ruas. As mesmas pessoas. Mas, ninguém consegue ser importante, ninguém é você.
JANE VAIN & THE DARK MATTER



a leemariah, das três corações de carnaval, mostrou antes do reveião. graças ao meu programa safado que pega QUALQUER música do myspace (uhu ¬¬) ouvíamos as quatro que tinha lá. AGORA, a lee encontrou o cd inteiro e eu realmente ACHO que você deveria ouvir.

divirta-se

I’ll maybe tell you all about it someday


Divido meu dia em ao menos 20 partes. Os extremos e as sensações misturadas. Euforia e vontade de ficar quieta. Alegria e tristeza. Amor e ódio. Saudades e não querer mais ver. Divido meus sentimentos em partes incontáveis.

Encostei a cabeça no vidro do metrô esperando que ele andasse mais rápido e eu me sentisse melhor. tá tudo misturando. embaralhado. praticidade só funciona quando não existe sentimento. e daí eu saio sem saber quem sou eu na noite. fazendo tudo errado, matando o sentir alheio e anestesiando o meu. lembro daquele dia que eu fiz uma pessoa chorar sem me dar conta que no mundo alguém se importa. porque eu não entendo os sentimentos até que eles tirem tudo do lugar. até que eu saia do lugar. e nunca é ao mesmo tempo. paixões correspondidas são lendas. invenção da mídia. Porque eu não percebo ou não percebem e sem perceber tudo se torna imaginação. Essa mesma da qual eu já não aguento mais fazer parte.

Cansei. Sabe, eu sentei na mesa daquele mesmo bar de sempre, na mesma rua de sempre. Com uma gringa e as pessoas na minha mesa falando inglês e eu prestando atenção em sotaques. Pensando em você, nas músicas do filme que tinha acabado de ver, em algumas pessoas. Porque eu estou fadada a pensar. Na impossibilidade de ser é o que me resta. Eu queria a praticidade que essas pessoas conseguem no carnaval na vida real.

Sem confete ou serpentina. Com as músicas que me fazem sentir e a banda que vai e volta. Eu faço os idiotas acharem que estão certos e os errados saem pela porta dos fundos. Eu reviro a minha bagunça atrás de qualquer coisa que te traga para perto. Mas, você e suas confidências saíram pela porta da frente. É tudo que você conseguiu. É tudo que eu e você, sem formar o nós, conseguimos. Muito pouco. Talvez, você tenha esquecido alguma coisa comigo, qualquer coisa pequena e sem importância é só a desculpa que precisamos para ao menos tentar. Preciso dos seus sinais sem que eles se confundam e me confundam. As coisas claras e música tocando. Os meus amigos do lado de fora. Eu vou levantar e abrir para eles sem tirar os olhos de você. Eu vou falar e você do seu jeito vai gostar deles. Porque a decisão é fazer você sentir e viver. Aproveitar a liberdade e se livrar do resto. A decisão, se fosse simples, era te ter sempre por perto.


essa música
o cd (que não tem essa música) da melhor trilha de filme dos últimos tempos

terça-feira, fevereiro 05, 2008

ESSA MENINA


não quer mais saber do mal-me-quer. só...

saudades de você, saudades das pessoas, saudades.
saudades.
saudades.

sau
da
des
salda
a saudade.
CARNAVAL



Ando pelas ruas me matando com cada uma das mãos. Uma coisa acessa e outra gelada. Os dois brigando para congelar os sentimentos. E deixar tudo simples ou transformar o resto em nada. O último gole já quente, o último trago já vazio. Porque eu ando por essas ruas tão cheia de sonhos, vontades, o medo ao lado de idéias loucas, perto de você mesmo que você esteja longe, é estranho ninguém notar.

Não entendo como não vemos no outro as coisas que eles carregam. Essa indiferença enorme. E eu ando com o sarcasmo no olhar. As piadas saindo pelos dedos e a saudades no lugar que é só dela. Tenho vivido para dentro, escrevendo, lendo, ouvindo música quase todo o tempo. Menos os que tenho você por perto. É a hora que a irresponsabilidade sorri de sadismo. Todas as horas e aquelas que não chegam a ser.

É engraçada a minha relação com o passado. Não coloco as mãos nele. Nem olho para trás, assim, com tanta frequência. Evito fazer piadas ou dar lugar a lembranças. Algumas coisas eu cortei sem medo, porque me senti presa ou sufocada, porque não importava. Por medo de ser tocada. Eu preciso resolver esse medo ou encontrar alguém que encoste nele e acabe com isso.

Você podia não ser idiota. Chegar perto. Mais perto. Falar ou não falar. Mas, não deixar isso virar nada.

Na cabeça as mesmas coisas. Nas mãos o meu dia de carnaval. E a certeza: todo carnaval tem seu fim.
A MESMA ESTUPIDEZ

Tudo é igual. Exatamente como foi daquela vez. Das outras. Dos registros deles em papéis esquecidos e livros publicados para ninguém ler. As mãos são muitas, mas ler é mais do que juntar as palavras uma na outra e no fim da frase pensar se houve algum sentido. Ler é sentir cada letra. Como escrever. Essa brincadeira cheia de seriedade. Nestes segundos, eu sou eu. Sem nenhuma volta sobre o mesmo ponto. Uma simples complexidade. Várias letras protegem a minha verdade. Não gosto tanto assim dos outros. De alguns outros. Só dos meus, os que eu escolhi, para estar a vontade por perto.

Essas pessoas descendo e subindo a augusta. Esse monte de indie de boutique. Esses rebeldes com cartão de crédito dos pais. Essa revolução indiferente. Os mesmo jovens e a revolução em medidas tão menores. Todos são vegetarianos, todos são livres, todos ligam muito pouco para o mundo. É o nosso futuro. O amanhã que não rebola tanto assim no carnaval ou na vida. A mesma tristeza. A mesma alegria. A mesmice tão completa que eles evitam conversar sobre vida ou outras coisas. É melhor calar outras vozes falando o mesmo. Os problemas repetidos, os medos repetidos, as vontades repetidas.

Mudar o mundo. Conseguir uma casa e um canto para levar os amigos quando todo mundo estiver perdido demais. A vontade é conseguir parar de sentir essa vontade de mudar. É chegar no cômodo. A vontade deles é acomodar a ira.

Não sei fazer isso. Nunca soube. Penso na minha tristeza e coloco perto as pessoas com dores diferentes. Procuro cabeças diferentes. A minha vontade é um dia sentar na mesa de um bar pensando que aceitei a vida. Aceitei do jeito que ela é. Mas, no fim, eu só não me aceitei tanto assim. Porque eu faço isso para mudar e encaixar minhas vontades ao lado da coragem. Sem me entregar. Ultimamente eu quero você por perto. Segurando a minha mão quando tudo balançar demais. Me pedindo para deixar tudo isso para lá, quando no fundo, você sabe que eu não aprendi a deixar para lá.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

MAYBE NOT

É carnaval e quase todo mundo se despede do ano com confete e serpentina. Nesse país além de carnaval é reveillon. Então, eu me encolho nas minhas certezas. Com música falando alto e as pessoas certas por perto dos meus pensamentos. Em corpo eu tenho a 'mini me' me fazendo rir e assistindo 'procurando nemo' pela milionésima vez no dvd da sala. E o resto esta ausente curtindo o reveillon.Sempre uso o começo de ano para arrumar a bagunça que eu sou. Dentro do caos. Encaixando tudo que tem encaixe. Poderia estar no sítio. Mas, não sozinha comigo e sim com eles que se embebedam da vida que podemos ter. Não, não é isso. Agora, eu preciso do silêncio e de paz. Preciso de alguma fumaça que evito nesses dias. Então, permaneço parada trocando palavras com quem está longe. Lembrando de algumas pessoas que certamente não lembram de mim. E quanto mais eu tento deixar tudo perto, mais sinto as mãos carregando eles para longe.

No fundo é só saudades de ano novo.


completamente perfeita

domingo, fevereiro 03, 2008

AS COISAS COMO ELAS SÃO

"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa"
Caio Fernando Abreu

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

LOVE & COMMUNICATION


Não queria escrever esse. Não sei como começar e nem o que dizer. Não é uma grande novidade. Nunca sei. Acontece que as palavras se pregam sozinhas uma na outra. E no fim, sinto que despreguei um pedaço da minha vida em uma tela em branco.

Foi assim com ele e daquela outra vez. Foi assim de todas as vezes que só o travesseiro não foi o suficiente. Ou quando a vida entrou demais no trilho e a calma começou a me apavorar. Ou quando esteve tão fora que correr nas ruas dessa cidade não foi o suficiente. Essas letras pretas me dão a calma que minha cabeça tira. A mesma que você me tira a cada vez que massacra minhas piadas ou não olha nos meus olhos.

Deveria te pedir para ter cuidado, porque eu realmente não sei como explicar o que revira aqui dentro, os arrepios e o meu medo. Você perde o chamado do qual vive fugindo. Minhas certezas são frágeis. Minha seriedade é de vidro e se você tropeçar nos fatos quebra tudo. Acaba com tudo. Voltar atrás não é uma opção. Prefiro soltar o passado e sentar naquele bar para olhar o futuro chegar. Não estou brincando. O futuro me condena se fizer ou não fizer. O presente espera as minhas mãos decidirem o caminho. Mas, é decisão demais para duas mãos atrapalhadas.

Você acredita nos sonhos ruins mesmo que conte os bons nessas mesas da vida. É sempre assim. Os mais crédulos são aqueles que desconfiam. O mais sensato é o gato que tenta ser amigo do cachorro a força. Os ignorantes, de fato, são mais felizes. Eles jamais vão entender o que é sentir isso. Quem nunca ouviu um acorde que arranque um pedaço de si é muito mais feliz. Os que nunca sentiram aquele momento no qual a vida faz pouco sentido. Os dois segundos que duram os meus olhos dentro de você. Os minutos que seguem e as minhas mãos sempre atrapalhadas. Hoje, tem um você, foram trezentos e eu confesso que alguns deles foram frutos da minha imaginação, foi a vida da sis que eu colocava em palavras para tirar de mim, foi a minha vida que não soube fazer real ou tudo foi tão real que doeu para sair.

Nesse lugar eu aceitei as condições. A morte. A vida. Aceitei a partida, as partidas todas, porque minha vida é um entra e sai.

E agora, eu escrevo só para você, porque você tem tudo que pode. Todos tem aquilo que podem. Todos podem o pouco além, todos podem ser livre. Eu sei, você entende da liberdade. As minhas cenas de ciúmes involuntárias e implicância é piada para mais tarde. Não saberia tirar de você o que não aceito que toquem em mim. A minha liberdade e o direito de ir e vir. Em suma: as palavras e o resto.

Trezentas vezes tentei aprender mais sobre cada vez menos. E se hoje tem um você, seria muito mais fácil se não tivesse.

a mais perfeita

O trezentos era dela, mas ela falou do tempo e do espaço, e não quis fazer. Ela é a minha confidente em guardanapos mas estava sumida. E por fim, essa é a garota de dezesseis anos que lembra muito do que eu fui um dia, numa versão que escreve bem.
Por fim, eu encarei os trezentos, e para algumas dessas meninas: deixa o verão pra mais tarde.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

ARMA BRANCA



Então eu ando como dá. Escrevo o que posso. Cuido de mim para deixar os outros mais perto. A minha cabeça deixa eles longe e eu gosto de alguns deles. Os outros fazem um favor em ir. Mas, no fim, ela explica tudo em palavras. Ela e o Caio. Meus cês.

para acabar com argumentos:
Se tudo existe é porque sou. Mas por que esse mal estar? É porque não estou vivendo do único modo que existe para cada um de se viver e nem sei qual é. Desconfortável. Não me sinto bem. Não sei o que é que há. Mas alguma coisa está errada e dá mal estar. No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo. Abro o jogo. Só não conto os fatos de minha vida: sou secreta por natureza. O que há então? Só sei que não quero a impostura. Recuso-me. Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu pensamento é inventado.

para incompreensão:
Flores envenenadas na jarra. Roxas azuis, encarnadas, atapetam o ar. Que riqueza de hospital. Nunca vi mais belas e mais perigosas. É assim então o teu segredo. Teu segredo é tão parecido contigo que nada me revela além do que já sei. E sei tão pouco como se o teu enigma fosse eu. Assim como tu és o meu.

pro silêncio:
Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.

De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio.



o próximo texto é trezentos do claritromicina.
OBSTACLE 1



Então eu corri e você ficou parado esperando mais palavras. Outra evidências de que você é o 'você' de tudo que eu escrevo. Então eu corri e você ficou parado. Não entendeu que essa era a senha. Era só você segurar o meu braço com força e tirar o medo do seu olhar. Mas, você não entendeu. E hoje, vejo que continuo correndo. Vou para longe e você não tem nenhuma palavra para me segurar firme pelo braço.

Todos eles são iguais. Nenhum é você. Nem eu. Então pela impossibilidade do ser, eu aceito o provável. Deixo o sentimento sair pelas beiradas. O vazio volta dia após dia. Como se sem ser os dias não existissem. Você não sai pura e simplesmente da minha vida. Carrega com você o resto e a vontade. Outra vez penso em só viver. Sem nada para esperar, nem um gesto, uma palavra ou um amanhã turbulento.

Penso no livro que ficou com alguém do meu passado. Talvez eu deva ligar e retomar uma parte do que já foi.

Com você o medo sempre fala alto demais. Passar a manhã revirando passado me fez lembrar do quanto eu tinha e o quanto tudo está melhor depois que aceitei todas as possibilidades. Talvez, arrisco um provavelmente, você nunca vai saber. Medo demais. Certo demais. Percepção de menos.

Vi e vivi muito cedo aquelas coisas. Hoje sentimento não me choca. E, sem um sinal, não sei se vale a pena te esperar.

"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor.
Que tem que ser vivido até a última gota.
Sem nenhum medo. Não mata."

Clarice Lispector

quarta-feira, janeiro 30, 2008

CAN YOU FIND ME SPACE INSIDE YOUR HEART?


Eu quero sair daqui. Quero uma coisa com mais coração e menos cabeça. Quero uma pessoa que seja capaz de esquecer o tempo lá fora. Mesmo com um monte de obrigação. Quero alguém que se atrase porque não consegui ir embora. Quero alguém que eu faça ir embora, o mundo não entende quase nada dessa vida. E nós saberíamos. Nós sabemos. Eu e você. Do nosso jeito a gente entende tudo isso. Eu quero alguém para me dar a mão quando eu falar que quero ir sozinha. Um pedaço de paz no meio do caos que eu sou. Eu quero alguém que me chame de dramática e sorria, porque no fundo sabe que drama acontece o tempo inteiro. Caos é ordem. Eu quero alguém que entenda que o nosso caos é ordem. E da nossa ordem nós sabemos. Eu quero alguém que não ache que é só vazio. Quero alguém que saiba que tudo é só vazio. Só que não tem uma forma, nem um encaixe e nem nada que transforme uma pessoa em uma peça. Porque não existe tempo, chuva, calor ou frio lá fora. Não existe ordem. Eu queria uma pessoa. Eu queria você. Mas, e você?
JUST BE IN LOVE WHEN YA SCREAM THAT SONG - FREE


A minha liberdade. Eu respiro a minha vida sozinha. Porque tem que ter força para arrancar as mãos dos outros. Essas pessoas que eu não sei quem são e não sabem quem eu sou. Por pura pretensão da humanidade algumas tem certeza de que entendem e acham que eu entendo. Não, eu não entendo. Nunca entendi, é verdade. Mas, eu preciso da liberdade que vocês tentam colocar debaixo das suas palavras. Tirem as palavras de cima de mim. Caio, meu querido, o meu maior amor de todos os outros, chega de me fazer tão menina. Seu livro fica guardado até você resolver ser legal comigo e eu prometo ser boa de volta. E todos os outros, tirem seus livros de perto, porque eu decidi que vou ficar quieta.

E a minha liberdade fica no café, ou já na mesa do bar, quando ela me falou: "suellen, chega, concentra nos defeitos". Porque ela já viu um filme muito parecido e eu lembro o final. O meu travesseiro lembra o final. E todo o resto também. Mas, o que fazer se o começo faz com que eu queira ficar revendo isso quinhentas vezes. Como se isso fosse acabar um dia. No dia que decepção ou sentimento chegar ao fim, acabou, porque tem uns sonhos dos outros que eu julgo: o fim da minha vida.

É só o começo. Só. Então, todos os "chega" que você ler é só um começo disso e o fim do meu juízo.

Mas, o que importa é a liberdade e o quanto eu gosto do cheiro dela.
COINCIDÊNCIA



totalmente ao acaso. Isso é um tcc de rádio/tv da Anhembi Morumbi. Mayra Gonçalves é uma amiga do Marcelo, a conheci na funhouse, de um jeito que ela não deve lembrar e eu só lembrei porque perguntei no msn pra ele: "má, é aquela que tava na fun?". É. Isso é para contar que tudo é estranho. Ludov, ibotirama, o livro, o tênis, as unhas, loja de cd na frente do bovinu's. Ludov nos primeiros acordes e eu pensando: "ah, pera lá". Abre maior. Opa, opa, opa.
É, estranho, coincidência.


E para você: você acaba com tudo. Você faz isso do seu jeito mais idiota. O começo do fim daquilo que (parece) não chegar a ser.
C H E G A?
PACIÊNCIA

Então eu corro com meu lado ariano irritado com aquele ser humano tentando me assaltar na esquina da consolação. Meio dia. Chovia em São Paulo ontem. Chovia MUITO em São Paulo ontem. Eu estava atrasada. Tinha alguém me esperando. E graças a minha chefe, eu estava atrasada, e os minutos demorariam mais do que o comum sem nada para queimar entre os dedos. Daí o cara chegou querendo me assaltar. Eu deveria ter perguntado se era brincadeira. Mas, chovia e eu achei melhor sair de lá. Ele só tentou, porque eu estava atrasada, com a cabeça cheia e paciência nenhuma. Às vezes, eu sou assim e outras vezes você quase morre atropelada na consolação. O resto é só história.

terça-feira, janeiro 29, 2008

ORGULHO


Hoje eu andei com a minha amiga e o meu guarda-chuva vermelho. O mesmo desde do segundo ano. E agora, eu estou no segundo ano da faculdade e tudo já mudou tanto. Ainda é a mesma amiga e o guarda-chuva. O mesmo orgulho de conhecer a garota mais inteligente de todas essas outras. Porque ela não lê o que eu leio, nem escuta tudo que eu escuto, porque ela é única nas nossas diferenças. Ela sabe tudo desde o começo e o começo faz tanto tempo. Ela conheceu todas as pessoas da minha vida. E a gente errou e acertou juntas. Foi pra ela que eu contei tudo antes de contar para mim. Porque ela é o meu passo para aceitar e o último antes de sair.

Eu fiquei tão feliz por ela. Tão feliz que ela sabe que é ela.

sis, te amo tanto, tanto, tanto. meu orgulho, meu orgulho.
parabéns, eu não esperava menos de você, mesmo que não espere nada das pessoas. =)

segunda-feira, janeiro 28, 2008

EU ACEITO A CONDIÇÃO


Você sorri do jeito mais perfeito. Sorri de alegria. Sorri de tristeza. Sorri de desespero e de contentamento. Sorri com medo de pular dessa plataforma além de você. Então, eu deixo você ir e escolher. Eu respeito suas escolhas e ouço os seus casos. Sorrio de tudo isso do meu jeito. E você está a milhas de distância da minha cabeça. Do meu jeito de pensar. Mas, do seu jeito, entrou e, não sai. Nem quando eu decido que 'já deu'. Não consigo decidir nada com seriedade.

Eu sempre achei que era faro para problema. Passou. Porque eu enxergo a vida calma perto de você. Por maiores que possam ser as dificuldades. E os nossos medos misturados. Por mais difícil que isso pudesse se tornar. Eu pagaria a conta e sorria, como você, eu sorriria.

Então, você me mostrou a vida por outros olhos. Sem querer me arrancou da mão deles. E eu não consigo voltar. Por mais que tente. Mesmo que eles liguem ou eu procure o número na minha agenda. Os nomes estão embaralhados. Como tudo. Os nomes e a coragem se embaralham. Não sei.

Você é inteligente, mas não esnoba os outros e nem usa de piadas sem graça. Você sabe quem são as pessoas. Você lembra delas mesmo que elas tenham esquecido você. Você sabe o que é certo e errado. Você está sempre do lado certo e eu do errado. E a possibilidade de mudança é pular e se arriscar a cair no abismo. Talvez, fosse um jeito de estarmos juntos. Dentro dele. Ou, você conseguiria pular e vir ver como é a vida desse lado. Não acostumaria do lado do certo. Porque meus amigos estão quase todos aqui e eu sei que você não ia querer uma menina emburrada ao seu lado. Ou talvez você fique bem se eu sofrer um pouco mais.

Então, eu fiz de tudo para você perceber que era eu. Olhei por todos os cantos dessa cidade. Caminhei por cima dos meus passos do passado querendo achar a fórmula dos meus acertos. Não encontrei nada. Nenhum registro de nada vivo ou morto que me certifique do certo. Então, eu caminhei. E com a cabeça longe encontrei seu sorriso. Sem querer. Não sei o que é isso. Nem consigo falar que seja só a sua falta. Deve ser a sua e a do passado que não consegui registrar naquele longo cartório da vida. De papel passado eu não tenho nada mais do que o seu nome no meu bloco. Mesmo que eu jamais tenha por uma vez escrito ele. Ele está solto na caneta azul acabando e nos meus olhos perdidos nas estações.

___Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga

domingo, janeiro 27, 2008

FUNHOUSE


Sem eles, sem a sis, sem o copo na minha mão as coisas ficariam muito mais difíceis.

ALGUÉM

Eu queria acabar com o seu medo e as suas palavras. Os seus olhos só para mim e as mãos juntas. Eu queria parar o mundo só para te fazer parar. Fim da linha. Começo da reta. O fim e o começo. O fim espera a minha paciência ir embora. Mas, eu não consigo ir embora. E eu tento. Eu venho tentando. Tudo seria mais fácil, mas quem disse que eu sei viver do lado mais fácil?

Ah, você.

sábado, janeiro 26, 2008

LIVED IN BARS


Eu começo a mesma coisa vinte vezes. Ensaio outras cinquenta sair por aquela porta e não mais voltar. Deixar o sentimento com um bilhete de despedida. Esquecer as lembranças boas, a falta, o arrepio. Essas coisas dou para quem pode viver. Ensaio isso e as começo. Nunca termino. Quase nunca termino. Porque no fundo eu vivo em bares. Escrevo em guardanapos. Guardo carinho, estoco amizade, compartilho fumaça. Então, eu penso outra vez em você e meus olhos brilham. Não sei mais se é prazer ou é culpa das lágrimas que começam a querer cair.

Mas, eu vivo em bares e entre uma garrafa e outra a esperança aparece. Entre mojito com muito hortelã encontro pessoas no sobrado da diversão. Enxergo a luz e a escuridão dentro da inocência. Conheço a casa. Respeito os pedaços. Falo pra ele não apagar o cigarro perto do tapete. Cuido do lugar como se fosse eu. Lembro o monte de histórias que deixei ali. As lágrimas que fiz alguns derramares, às vezes sou inconsequente. Não sei gostar no meio termo. Gosto e dou a vida por um sorriso ou não. Se não troco sanidade por um você, sigo sem pensar. Ao lado das vontades e dos sorrisos. O lugar. E o passado. O aniversário do hank. E as outras coisas.

Continuo ensaiando. Mas não tenho mais a força dos meus quinze anos. Nem a vontade. Ou melhor, tenho mais vontade, só que troco ela por te ver bem. A sua felicidade vale mais. Mesmo que eu vá ser para sempre a mesma garota cheia de certezas. A garota que cai da mesa sorrindo. A menina que pula por último no montinho de amigos. Aquela que os olhos entregam a verdade das palavras não ditas. Então, eu continuo vivendo em bares, coleciono passado, penso nas possibilidades do futuro. Largo a mão do presente e deixo ele tomar forma sozinho. Depois é hora de levantar. Recolher as minhas peças e caminhar com as mãos no bolso e o cabelo preso no fim de uma noite boa.

Quem sabe seja mais fácil deixar para lá. Provavelmente. Então, um beijo sincero e fim.

We've lived in bars
And danced on tables
Hotel trains and ships that sail
We swim with sharks
And fly with aeroplanes out of here

(a mais linda) - Cat Power

nota - comassim essa garota tem quinze anos?
folk maravilhoso de ouvir com olhos fechados. eu assino embaixo do que a leemaria escreveu aqui. - agradecimento a ela que encontra umas coisas e pessoas ótimas.

I SAID...


Eu queria controlar tudo isso. Deixar de ser ariana. Arrancar todo o impulso que guia minha vida. Pensar. E depois não ouvir aquele cara falar que eu sempre ando a dez passos dos outros. Enquanto eles pensam, eu tenho um filme com final feliz pronto. Mas, as pessoas não aceitam a minha direção e o filme nunca sai. Ou sai, mas eles esquecem que o final era FELIZ.

Oka, eu aceito, eu paro, eu fico quieta. Tudo bem. Eu quero as coisas agora, , mas não estou com a menor pressa. Queria. Mas não tenho pressa. Tem as coisas que eu sei. Tem as certezas juntas. Os amigos pertos. O sobrado na Bela Cintra. Os blogs de pessoas que me fazem sorrir no msn e na vida. Os meus amigos descobrindo que eu sou técnica de informática dentro de todo esse turbilhão. A caixa de cerveja, o mojito, os amigos e o lugar falando alto. Um barulho ensurdecedor. Eles gritando: "It's 1, 2, 3, take my hand and come with me". Eles gritam, a gente canta, todo mundo pula. Tudo pisca naquele lugar com chão quadriculado.

Eu andaria por todas essas ruas. Pararia o mundo. Mudaria a cor de tudo que eu sinto. Aprenderia cinco línguas simultaneamente. Voltaria pro curso de libras. Faria código morse. Se algum desses jeitos fosse capaz de ser o suficiente. Eu devo gostar de me sentir assim. Uma dose de auto sabotagem e masoquismo, por favor. Juntas e dupla. Sem gelo. Bebo tudo de uma vez e sinto meu corpo arrepiar. Minhas mãos esfriarem. Meus olhos ficarem fora da órbita. Dentro dos seus.

Nesse instante o meu amigo lembrou o nosso código. O que fazia o outro saber que pensávamos nele. Um toque no celular. Eu ia tirar o fone. Mas só precisei abrir e ver o nome dele. Sorrio com a saudades.

O tempo é capaz de acabar com tudo. De mudar os planos. O tempo vai fazer tudo passar. Mas, o tempo, esse também é quem faz o 'muito' fazer sentido. Eu queria por muito tempo. Sem conseguir pensar até quando. Tudo é bom. Tudo.

Agora, chega. Porque eu parei. O impossível é filme no dvd nessa tarde fria.
SOULSISTER,


Ontem eu senti sua falta. No meio daquela luz e pessoas. Com a alegria liquida nas mãos e umas pessoas importantes no alcance do braço. Mas, você fez falta. Não consigo lembrar de um momento bom ou ruim que você não estivesse por perto. Eu precisava de você entendendo tudo. Eu precisava de você por perto. Mas, é o começo. Você vai embora e eu tenho esse ano para aprender a lidar com a sua falta. É como uma morte anunciada. Mesmo que nada vá mudar tanto assim. Um ano para você aprender, crescer e voltar falando muito melhor do que você vai. E você é a garota que melhor fala.

Não que eu tenha feito nada ontem. Os mesmos problemas de sempre. O mesmo desequilíbrio da minha mãe. As mesmas coisas e a incapacidade dela em aceitar a minha liberdade. Por opção e por falta dela. Não tenta me prender, não tenta me deixar por perto a força, me conquista e me faz querer ficar. Mas, ela não sabe. Então erra mais. Acaba mais com isso que é tão frágil. Nossas famílias são o caos. E as que nos cerca. Realmente, é pura invenção aquela coisa dos livros infantis. É por isso que nunca acreditei em conto de fadas. Por isso meu espaço é grande e eu me protejo como posso.

Você me conhece. E percebeu antes de todo mundo. Fala em paciência enquanto eu penso em deixar para lá. Agora, eu não consigo fazer nada. Porque eu posso ser muito filha da puta. Mas só até ser pega por um sentimento verdadeiro. A partir dali nada importa tanto assim. E os outros viram os outros e só. Você sabe. Você viu tudo isso acontecendo duas, três vezes, talvez menos e nas outras eu tenha imaginado muito mais do que a realidade. Soulsister, sinto sua falta de todas as formas.

Falei com o Felipe e a Letícia. Rindo dele e com orgulho dela. Nunca acreditei que ela fosse enfrentar tudo aquilo. E agora, apesar de toda dificuldade, apesar do caos ela esta reluzindo felicidade. No fundo, é tudo que importa. Ele continua como sempre. Eles continuam como sempre. Deve ter sido eu que mudei outra vez. Voltei a ter medo como não tinha quando estávamos juntos. Devia ser a força que eu pegava emprestado de vocês e a loucura que compartilhava com ele. Ninguém nunca vai substituir vocês. Porque vocês entraram dentro do meu espaço. Mesmo que fiquem nesse entre e sai.

Tem as pessoas novas. E o quanto eles são importantes. Não sei o que teria sido de mim sem eles ontem. Aquela garota falando para eu parar de misturar qualquer coisa entorpecente. Nas conversas. No carinho. Não sei o que seria de mim sem um sentimento verdadeiro. Não consigo mais lidar com a solidão. Ela não me dá paz como naqueles dias. Agora sufoca, agora prende, deve ser culpa da impossibilidade de ter o que eu quero. Ainda preciso deles e do sobrado do róque na bela cintra.

Você sabe. Você sempre sabe. Soulsister, MUITO que só isso.

Eu ainda preciso de você me pedindo para ter paciência. Ainda preciso da pessoa que me faz calar a boca e abrir os ouvidos. Tá foda. E, eu realmente achei que demoraria para tudo isso voltar a acontecer. No fundo um sentimento verdadeiro sempre é o suficiente para o nocaute.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

COM AÇÚCAR


O que é isso. Essa coisa grande como nunca antes. Esse medo misturado a um sentimento confortável lutando pelo mesmo espaço. O lugar que já é seu.

Você chegou com o melhor sorriso. Andou com a melhor letra. Cresceu com aquela melodia. Um grito. Quase como um grito no meio dos prédios da minha cidade. Da nossa cidade. Tudo que não consigo explicar derramado em palavras.

Essa dor sem fim. Me sentindo quase sufocada. E, perfeitamente calma e quieta.
Você acordou comigo. Levantou das minhas três horas de sono. Me lembrou que o chuveiro estava frio nos primeiros segundos da manhã. Desceu as escadas do metrô. Entrou no primeiro vagão para o paraíso. Queria te deixar caminhar pela liberdade mas você resolveu que iria comigo para onde fosse.

Confundiu meus sentidos. Me fez perder o ponto e o juízo. Caminhei pela Augusta te carregando no fio do ipobre.

Ando cansada de ser assim. Como o Bandini um monte de palavras. Muito mais palavras. Você é quase o produto final da minha imaginação com defeitos e qualidades que eu não consegui criar. Seu medo e o andar são calmos. E, eu tão garota.

Percebi que gosto de segurar a xícara com as duas mãos como fazia com o chá da minha avó. Continuo brincando com o açúcar, com as duas mãos, com o corpo no mesmo lugar e a cabeça despregada.

Enquanto eu me exibo para solidão você pula corações. Controla os sentimentos. Segura as linhas. Eu, aqui, continuo me riscando inteira. Seguro a xícara com as duas mãos. Procuro seus olhos. Eu continuo sempre igual. E o que ficou diferente dessa vez?


ps: se você não perceber e eu nunca te contar, a gente fica assim, carregando esse monte de coisa que não foi.

terça-feira, janeiro 22, 2008

ALL OF ME


Aqui também existe esse medo que faz seus olhos brilharem e sua boca entreabrir. Só que desse lado pesa a responsabilidade. E uma dose extra de ingenuidade juvenil. Eu, depois dele, prometi que não deixaria mais ninguém me levar pela mão até tão longe.

Desmontei as armadilhas. Congelei os segredos enquanto os passava pelo nosso olhar. Coloquei carinho na ponta dos meus dedos. Guardei aquelas risadas e todas minhas palavras para agora. A sua insegurança é como imã. Não consigo deixar de olhar para você cheio de si e essa alguma coisa faltando. Enquanto todos te olham e perguntam o que falta. Enquanto outros nem percebem a falta. Mas, a falta existe, como existe em algum lugar entorpecido do meu corpo. Eu sufoco sentimentos. Embebedo minhas vontades. Enxergo vida em linhas tortas de um bloco manchado com tinta azul. Procuro paz para te entregar. Procuro nessas ruas qualquer coisa que deixe isso mais fácil.

Por mais um milhão de dias eu te carregarei na lembrança. Por outros meses eu te mostrarei sorrindo que é tudo simples. Mais alguns anos.

Trabalhei com a cabeça pesada e o corpo leve de saudades. Aquela coisa que me leva enquanto continuo sentada. Rindo deles. Rindo de nós. Rindo porque só assim eu torno isso uma coisa melhor.

Não consigo mais arrastar o mundo comigo. Só se o mundo só tiver você. Os problemas e as outras coisas são pequenas. Isso parece minúsculo sem você para me preencher.

Daí o telefone toca. A janela do computador pisca e eu sorrio.

Só.


segunda-feira, janeiro 21, 2008

DO I MOVE YOU?


Você lembra o quanto sorria? Não era para mim, mas você sorria, e os seus dentes pareciam guardar a sinceridade do mundo. Os olhos eram a janela da verdade. As mãos o paraíso da impossibilidade.

Você lembra quando sorria e era para mim? Eu sempre fui a menina. Aquela menina perdida, que sorria e depois se recolhia a sua cadeira. Sentada com as mãos balançando no vento enquanto ouvia aquela garota triste falando de sacos e papel. Do saco de papel e da sujeira que ela era e ele não queria limpar. Você lembra quando me dizia que aquilo era só tristeza? Voltei a ouvir aquela música. Muito mais do que antes. Pelos mesmos motivos. Mas, agora não tem mais você e a incompreensão. Entendo. Enxergo cada peça dentro do seu lugar. Vejo minhas mãos trocando tudo. Procuro os olhos que um dia foram de censura e agora enxergo carinho. Encontro as mãos que foram de repulsa e agora é esperança.

Tiveram aqueles dias de sol e chuva. De muita chuva e pouco sol. Das poças puladas enquanto eu equilibrava o guarda-chuva vermelho. De quando eu quis pular na linha do trem e você me segurou pelo braço com o olhar sério e medroso. Talvez, você também tivesse medo, só que eu iria e você nunca foi. Eu iria daquela vez que você me segurou firme pelo braço.

Sorri. Sorri como quando não encontro palavras. Quando meus amigos estão ocupados demais com a cabeça deles. Então, eu procuro música ruim para passar o tempo sem pensar em você. As boas tem a sua cor. O seu cheiro. Música boa tem o seu nome.

Você arrancou a paz em ouvir a minha nega. Transformou letra em verdade. Destruiu ilusão e agora, agora, agora eu só queria tudo aquilo que não foi.

SPEAK FOR ME


As coisas acontecem uma ao lado da outra. Uma perto da outra. O passado de braços abertos e eu olho o presente. Sem vontade de melhorar aquilo que já foi bom um dia. Você por perto. Eu cada vez mais longe. Meus olhos perdidos no futuro. Minhas mãos no presente. A lembrança pregada no passado. Gestos, gostos e o cheiro. A pele e o cheiro. Aquele turbilhão de possibilidades.

As unhas vermelhas como sempre. O esmalte descascando como sempre. A cabeça cheia como sempre. Os sentimentos serenos como nunca.

Você entende. Do seu jeito você entende. Do nosso jeito você entende. Das nossas risadas e seriedade você entende. O metrô parece devagar. Uma estação atrás da outra. O paraíso e a liberdade não ficam assim tão longe. E eu te entregaria os dois do nosso jeito.

Ainda daquelas coisas que talvez nunca cheguem a ser.


"Speak for me; you’ll see the same signs
Do you know how to read between the lines?"

Cat Power

domingo, janeiro 20, 2008

ALL I REALLY WANT


Odeio o jeito que você corta minhas frases. O seu olhar indefinível. Odeio todas as formas que você esconde as minhas palavras dentro do seu medo. E os meus livros dentro do seu paraíso. O meu carinho dentro do seu porto-seguro. Odeio a fortaleza que você ergueu sobre esse mundo que você está preso. Odeio quando ele liga e eu me convenço que tudo pode ser verdade só para não ter que enfrentar tudo daqui de dentro. Odeio quando você não acredita que eu seja o mais verdadeira possível. Odeio quando as pessoas não acreditam e não aceitam o que eu posso dar. Quando eu só tenho isso. Quando por enquanto ou para sempre é só isso. Porque é assim que as coisas são. E para quem não é, o mundo só permiti isso. Bem pouco para quem se esvai. E eu me gasto em mesas, teatros vazios, blocos sem pauta, pedaços sem vida.

Isso é muito pouco para quem olhou a vida no olho daquela vez. Para quem sentiu tudo isso de uma forma mais doce daquela outra. E sem chegar a ser tudo permanece imóvel. Os olhos, mãos, carinhos, gestos, gostos. Tudo é só doce lembrança em uma confusão mental provocada pelo álcool e pela música. Porque você não entendeu quando falei que precisava de uma taça do vinho branco ruim que fica ao lado do microondas. Não entendeu quando eu falei que trocava desespero por palavras. Ilusão, vontade, carinho, medo, sono. Para tudo eu entrego as palavras. É assim que eu sou de verdade. É assim que não tem jeito de não ser.

Na mesa eu posso ser atriz e usar um dos meus milhares de personagens. escrevendo eu sou só o meu primeiro personagem. Eu. Aquele que o Leminski disse ser o primeiro que a gente inventa. A nós mesmos. Talvez, eu me invente um pouco e desinvente o resto para deixar tudo mais simples para você.

A bem da verdade tudo isso é aquilo que talvez nunca chegue a ser.




ps: devia ser proibido gravar músicas assim.
excesso de Alanis se explica em: saudades da soulsister.

HANDS CLEAN


Achei que era hora de ficar sozinha no meu canto. Acabar com aquelas ilusões e comprar outras. Conseguir paz do meu jeito. Eles apareceram e mudaram tudo outra vez. E mais uma ainda. E continua a cada nova tarde ou noite dividida. Bar, festa, filme, sinuca, silêncio. Talvez, ainda não tenha desistido de ficar sozinha porque às vezes é só assim que dá para ser. Então, eu saio caminhando distribuindo fumaça no mundo. Com a cabeça doendo. O all star branco desamarrado. O celular para falar com ela mesmo que não tivesse vontade. Eu precisava, era aniversário do garoto que dividi comigo as tardes e escuta minhas verdades com paciência budista. A avenida paulista fica pequena. Os prédios se esmagando e eu pisando firme para acabar com tudo de dentro da minha cabeça. De dentro das minhas dúvidas. Tentando mudar essas verdades tão grandes, as quais desfilo em companhia dessas pessoas que apareceram quando acreditei que era melhor estar sozinha.

Eu resolvi me fechar como achei que pudesse. Por todos os lados. Sem saber que baixava a guarda para o que não tem como fugir. Porque a amizade entrou sem eu perceber. E de repente o carinho é tão grande. A ponto de desmarcar passado para viver o presente como ele merece ser vivido. Parei de me preocupar até quando. Sem essa história de decepção, de um dia mais cedo ou mais tarde o especial aparecer cheio de erros, como se eu fosse certa. Como se eu não fosse uma das primeiras a decretar o 'tá bom' no final de uma discussão. Como se tudo isso estivesse sempre no outro. Não procuro salvação. Só o que recebo deles desse modo simples. Em uma garagem com luz e fumaça. Música e uma alegria simples. Eu sou agressiva, chata, persistente, irritada, irritante, eu sou talvez a pessoa mais diferente do que aparenta que você vá conhecer. Eu sou o que eu posso ser. Como dá para ser. Com o que o mundo libera de espaço e o que conquisto pulando as convenções. Largando abraços em tardes ensolaradas. Dividindo o guarda-chuva. Irritando com quem joga o meu jogo. Persistindo nesses erros todos que você enxerga e de algum jeito se identifica.

Talvez a minha pouca idade faça da maturidade uma peça largada no meio do excesso. Isso faz de você uma carta que eu queria no meu baralho. Talvez você seja capaz de se controlar e depois enxergará a dúvida na janela do quarto. Olhando a rua e pensando em que carro eu passo. Em que vida eu estou. Quantos momentos eu já vivi e quem é agora. O que é agora. Como alguns deles devem pensar vez ou outra quando chove ou quando faz sol demais. Minhas pequenas manias ligadas a tanta vontade. Meus olhos brilhando no meio dessas ruas sujas. Dessa cidade carregada de medo. Meus olhos mostrando os seus. Como é. Como parece que ainda vai ser.

Agora, eu vou pegar o meu espaço, e só meu. Perto da janela. Com a música que lembra tudo que passou. Como a música que tocou na casa dela ontem. Toda aquela adolescência perdida. Os milhares de erros em que me perdi e nos permiti. Os meus amigos crescendo ao meu lado nas suas experiências. Com lealdade às vontades. Os olhos e a cabeça carregando o universo de possibilidades. Sinto falta deles e do quanto sentíamos que era possível. Hoje, alguns são estranhos porque a vida trata de mudar as peças. E outros caminham ao meu lado mesmo que a milhas de distância. Alguns tomaram outros rumos, outros foram para sempre, e eles apareceram quando eu achei que era mais seguro ficar sozinha.

essa música aqui.
e essa outra aqui.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

A DOR ENTÃO,

Sem explicação. Só isso. Foi essa coisa sem sentido que senti quando abri o orkut e tinha um testimunial diferente. Pensei que era piada. Ela sempre faz piada e a gente se encontrou há 10 dias e eu perguntei dele. Achei que fosse brincadeira. Daí você procura o profile e vê que a brincadeira é verdade e hoje faz uns 25 dias. O que eu senti? Não o mesmo de quando minha mãe falou que ela tinha ido. Porque a gente esperava. Sabia. Via dia após dia acontecer aos poucos debaixo dos nossos olhos longe das nossas mãos. Sabíamos que mais cedo ou menos tarde acabaria e o choro seria de tristeza e alívio. Não havia mais força para continuar por muito tempo. Nem a dela e a nossa dava sinais de fracasso. Lidar com a morte dá aquela cotidiana sensação de fracasso. Acordava e passava as tardes no técnico esperando um telefonema no qual alguém falaria: "vem pra casa, ela foi". Foi isso. Um dia o celular tocou, alguém me pediu para ir para casa, sem falar porquê. Eu sabia. Então, entrei no ônibus preparada para encontrar as pessoas na sala. Meu pai no telefone. Minha mãe fazendo café para irmos. E fomos. A noite no cemitério. Pessoas chegando, indo, alguns chorando. A raiva de toda família que eu tive por ela. Raiva com as lágrimas que eu derramava em silêncio. A falsidade. Meus primos que jamais souberam quem ela foi gritando e montando o circo da dor. Como se dor precisasse de circo e nos tivéssemos que ser o espectador.
Dei um jeito de ir até em casa. Dormir, tomar um banho, trocar de roupa e ver se era verdade. Só quando fechou o caixão e meu pai segurou em um dos lados carregando a irmã dele. Ele que a carregou pelos corredores de hospitais. Que guiava o carro enquanto minha mãe segurava a mão dela gritando de dor. Meu pai, que segurou a corda quando todo mundo deixou que ela naufragasse sozinha.Eu gosto da família do meu pai? Não. Não gosto. De um deles. Um deles que é irmão do meu pai. O resto são laços consangüíneos desses que você consegue em um banco de sangue. Tipo a, b, o. Não importa. Eles não importam. Não gosto. Não vou gostar, porque é dela que eu lembro quando olho nos olhos deles. Ela que poderia ter estado sozinha quando pedia para uma garota de quinze anos: "me ajuda". E uma garota de quinze anos. Corria atrás de ajuda. Atrás do seu pai que parecia não chegar nunca. Ou de um táxi. De qualquer coisa. Corria atrás da ajuda dela mesma. Porque não é tão simples quando a corda aperta seu pescoço.
Falam de religião. E quem explica o que é o departamento de oncologia da santa casa? Quem explica o hospital de câncer infantil do hospital das clínicas? Quem explica quando tudo é verdade demais?
E daí, o garoto perdeu a vida no trânsito de alguma maneira estúpida. O menino que viajou com a gente há um ano. Um garoto que poderia ter sido eu naquele acidente na Rebouças no dia que tudo resolveu ser errado. Tem pessoas que NUNCA vão saber como eu me senti quando não PUDE falar. Pior do que quando eu achei que não conseguiria. Eu consegui graças a tantas coisas. Mas, nenhuma delas foi o motivo certo. Não foi porque o motivo certo é só esse: eu posso morrer amanhã e eu gostaria que você soubesse.

Sinto que aqueles dias voltaram...


Um mês de paz é realmente muito para minha cabeça liberar.

terça-feira, janeiro 15, 2008

DO MESMO LADO


Vou me aventurar a escrever sobre o que não escrevo. Porque tem um monte de mentira ou tudo é sempre vestido de ficção. Um jeito melhorado de contar pros outros o que não dá mais pra ficar aqui dentro. Mas, tem pessoas que são de verdade demais. Com olhos sinceros demais. E algumas coisas ficam claras quando são demais.
Em um bar, no bar que me perguntaram como achei, claro que perguntaram tirando onda com a agenda, me dando apelidos, rindo de tudo que encheu o mesmo lugar de uma alegria inexplicável.
Talvez eu vá passar mais alguns anos batendo na mesma tecla. Até eu levantar e ter coragem, de verdade, de ir pro mundo e sentir a vida bater. Lá fora tudo me derruba e eu me reconstituo com meu hd despregando as músicas pelas beiradas. É muito confortável. Tudo é exatamente confortável. Um castelo militricamente calculado para cair. Não demora muito. Não demora e tudo volta para o lugar de onde nunca deveria ter saído.

CERTEZA NUNCA MUDA


Não sei o que eu quero. Nem mais o que esperar. Sei tudo que não quero e infelizmente isso parece muito pouco quando abro a janela e vejo uma cidade de possibilidades. Faz dias que estou presa no meu quarto, nem para trabalhar preciso sair dele, a minha vida limitada a janela. Os passarinhos do clube que acordam junto comigo e ficam brincando perto do quintal. O silêncio eu encho de música. Os sentimentos eu misturo e me deixo sentir. Coisas estranhas. Pessoas indo e voltando. Passado, presente, passado. Brincando com os nós dos meus dedos. Os meus olhos limpos e descansados das lentes e da vida.
Há dias só tenho paciência para aquilo que chega perto da minha verdade. Em silêncio. Pessoas que são porque não teve jeito de não ser. Coisas que aconteceram porque não tinha jeito de não acontecer. Os encontros que foram jogados no mundo. Seguindo leis. Colocando papeis nas minhas paredes. Post it no computador. Certeza na minha coragem. Acordo pedindo para ficar mais um pouco com a lembrança boa. Segurando a mão da saudades enquanto o fim de semana não chega e é dia de viver.
O jogo de acertar bolas coloridas. Ganhamos no erro do outro ou no acerto sem querer. Na mesa profissional ou na riscada com o endereço dos nossos blogs. Garrafas e fumaça. Carinho e amizade. Me arrastei no domingo para sorrir no meio da minha tosse. Para conversar com a minha rouquidão. Para ouvir.
Tudo é tão verdade. É tudo isso. Deve ser isso que eu quero mesmo sem saber que é. Acabou a época de ficar por aí sentindo suas palavras como navalhas. Acabou.
Porque quando cheguei estava tudo virado. Apenas viro me viro.

por fim, isso que a lee escreveu importa:

"no canto do cisco, no canto do olho, a suellen dança. e dentro da menina, a suellen dança.

até o sol raiar
até o sol raiar"

segunda-feira, janeiro 14, 2008

SOUL MEETS BODY

Agora, eu consigo levantar o olhar quando vejo essas frases soltas. Quando encontro uma verdade cantada em algum sotaque estranho. Levanto o rosto. Mas, fazia tempo que não esboçava esse sorriso contido e sentia os olhos arderem cheio de lágrimas que não consigo soltar em um pranto silencioso.
Eu ainda queria falar ou seria ouvir?
Não sei.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

MISTÉRIO DO PLANETA


Talvez uma palavra resuma o que sinto com esse fone e um samba calmo com letra certa. Tranquilidade. Dois mil e sete foi intenso em tantos aspectos e esse tapa no começo de dois mil e oito me fez ver o quanto isso é importante. Viver. Arrumar mágoas, esquecer passado e deixar o futuro aparecer a cada vez que respiro fundo. Os meus amigos dispostos nessa cidade. O ensaio da peça que não teremos tempo de encenar. Estamos muito mais preocupados em continuar os ensaios. Mudados as cenas, trocamos de cenário, colocamos garrafas e fumaça. Destruímos nossos corpos e fortalecemos nossa alma.
Daí, uma carta amarela me mostra que a coisa toda não é assim tão simples. O corpo se revolta e a cabeça começa uma luta na falta de sono e ansiedade, medo, medo de ter que enfrentar tudo que sei o que é. Eu entro na luta derrotada. Eu não tenho forças para lutar como ela lutou, em vão, como ela lutou para no fim carregar sobre seu corpo aquelas rosas.
Mas, foi uma batalha e nada do que eu pensei, nem a noite interminável me preocupa mais. O dia regado a pessoas que importam. No almoço com risadas e a frase que vai e volta na minha cabeça. Minha piada mais batida. Enquanto atravessamos a Consolação ela descobriu tudo, então com uma naturalidade esquisita falou: 'você enche o saco, mas porque gosta, você sabe que não liga para quem não gosta'. Concordei. Por isso que eu prezo meus amigos. Respeito. Os que estão na roda, os que preferem sentar no bar e os que como eu, precisam ficar sozinhos. Como naquelas tardes caminhando pelo centro velho. Até ficar sem bateria no ipobre e força nas pernas. Até encontrar um sorriso naquelas caras marcadas. São Paulo pode ser ingrata com esse coletivo trabalhador. Aos meus amigos reservo mesas e garrafas para o meu aniversário que ainda está longe. Mas, daqui a pouco chega, garrafas no Guimarães Rosa e o samba como esse que embala a minha calma para viagem.
Agora, vou ali conversar com o meu sono atrasado.


Exatamente isso com um violão ao fundo:
"Vou mostrando como sou e vou sendo como posso.
Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos.
E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas.
Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta.
O tríplice mistério do "stop", que eu passo por e sendo ele no que fica em cada um.
No que sigo o meu caminho e no ar que fez e assistiu.
Abra um parênteses, não esqueça que independente disso eu não passo de um malandro.
De um moleque do Brasil, que peço e dou esmolas.
Mas ando e penso sempre com mais de um, por isso ninguém vê minha sacola."

Novos baianos

quarta-feira, janeiro 09, 2008

MEDO

um tapa no meio da minha coragem dentro de uma carta amarela da santa casa.
Amanhã.
É, amanhã eu sei o que é.
Doar sangue pode ser assustador, ainda mais quando você ganha uma carta amarela.
Muito mais.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

I LEARN

O último tranco doeu. Mas, eu resolvi que ia levantar e voltar para a roda praticamente sozinha. Sem falar muito, sem ficar assoprando ferida, sem enfiar dedo ou coisas em lugares que é melhor deixar para lá. Então fui deixando os problemas quietos e a cabeça cada vez pior. Saindo e bebendo e vivendo e fazendo tudo no demais. Alguns finais de semana com quatro quando feliz cinco dias. Todo dia era desculpa para ajudar um pouco tudo passar. Eu sou bastante cuzona para aceitar o entorpecimento. Cmo alguns deles foram. Mesmo que ele não tenha sido.
Então fui mais e mais. Sem rede. Sem proteção. Vulnerável a pequenos gestos de carinho e atenção. Carência não é bem a palavra. Carinho eu consigo sendo afagada, apelidada, regada de risadas pelas pessoas no sítio ou na funhouse ou na augusta. Essas pessoas que alguns acham que passam. Passam, todo mundo passa, mas eu tenho certeza de que três ou mais delas conquistaram um daqueles lugares com vista privilegiada.
É diferente de usar um blog. De me mandar me mandar um e-mail. Tem que bater, tem que olhar no olho e me fazer falar a verdade. Tem que me fazer acreditar que acredita em mim e eu posso... É, você sabe.
Daquilo tudo, levo o que você me deu sem querer. O que me ensinou sem usar uma palavra. Levo o ontem e a esperança do amanhã diferente. As boas notícias chegam. Com ou sem aquelas coisas dando certo, fim do ano me mando daqui. Por alguns meses ou quase um ano. Não importa. Eu vou pro mundo dourar a pele de experiência. Na mochila meus livros e os cds que não consigo abandonar. As lembranças, porque eu estou irremediavelmente confusa e, quem sabe no fim tudo seja diferente.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

COMEÇOU

A primeira crise do ano. Gastrite fala alto. Olhos ressecados e irritados graças a lente. O corpo encolhido. Cinco páginas de exames e uma bronca do meu médico desde os 2 anos? Deve ser isso. Desde sempre. O meu médico. Ele sabe de tudo. Resolvi que vou fazer os exames, dar um jeito na gastrite, voltar ao oftalmologista e maneirar na diversão auto-destrutiva. Ou não.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

SEM SAÍDA

Parei na porta. Pensei um pouco e não teve outro jeito. Entrei. Agora, finalmente não há o que fazer. Vou ir lá. Estudar e ir. Viver. Fazer o que eu já fazia. Sem tentar fugir. Nem andar por duas horas para colocar as coisas na cabeça. Simplesmente ir pelos caminhos que ando. Não sei até quando.
Tudo seria mais simples se você ficasse mais longe. Mas, é assim que é.

'A sua arte não permite dois amores'
João Antônio

quarta-feira, janeiro 02, 2008

EIS QUE,


É hora de levantar com o copo vazio.
Quase nada do que passou importa. O que importa faz parte do presente.
Chega, já deu, compliquei tanta coisa nessa vida. Acredito na seda dentro do meu livro escrito: SIMPLES.

Assim.

Sem passado e sem esperar nada das pessoas. Porque elas são só pessoas e amor ou o quer que valha não tem forma. 'É acordar no lugar certo, com as pessoas certas, sem pensar que poderia ser diferente'. É amar. É viver. É tudo que importa hoje. E amanhã?
Amanhã eu embaralho o presente. O passado, aquele, foi queimado na praça rusvel junto com um pedaço de papel. Com tudo que já foi. E as pessoas aparecem para segurar a minha mão sem mover um dedo. Por fim, quem sabe não seja tudo só ilusão.

terça-feira, janeiro 01, 2008

Não venha dividir comigo sua auto-censura

SAUDADES

Todos os sonhos e aquelas coisas. Tudo que jamais aconteceu de fato. Você por perto. Ou era só eu fingindo que estava.
Completar frases, mostras bandas, ler minhas coisas. Tudo era tão perto que eu preferia longe. Daí você foi...
2008 ES GENIO, PODE HABLAR.

Tem gente que não esquece e outros que não aprendem. Eu aprendi e ainda tem gente que não esquece. Então ficam por aí gastando seus últimos segundos de dois mil e sete destilando veneno em blogs. Sinto tanto, por quem não tem a sorte que eu tenho. A sorte de se deixar levar pela vida.
Viajar para um lugar que mal se sabe qual. Com pessoas que você viu duas vezes na vida, outras que você nunca viu e uma que você conhece. E, disso fazer amigos na virada de um ano turbulento. Vazio até setembro. Bom e intenso de setembro a novembro e desastroso em dezembro. Eu gastei os últimos dias de dois mil e sete sentada entre latas e fumaça. Sentindo o cheiro bom do campo sem me importar com os mosquitos. Ouvindo música boa. Cantando deitada na varanda olhando as estrelas. If you need my shame to reclaim your pride and when I think of it, my fingers turn to fists. Cantando, sentindo e esquecendo devagar todas aquelas coisas que você falou. Mas, tudo volta. Tudo volta porque você não esquece e quer o que? Que eu peça desculpas? Ah, não vou. Não vou porque isso daí é caso para mais comprimidos.
Não vou ser o seu placebo. Então, se virá com o que você precisa. E me DEIXA. Sem mais alfinetadas. Eu SEI ser chata e você parece esperar a hora que eu empurro tudo em cima do muro. Você é frágil. E, vai cair. Melhor só me deixar aprender.
Três dias como há tanto tempo eu não sentia. Sempre uma pessoa para dividir palavras. Livros e coisas nas mãos. E carinho. Carinho nos abraços de ano novo/feliz aniversário. Ainda tento entender de onde vieram os ovos e porque meu cabelo virou o bolo de limão. Mas, não importa. Dia trintaeumdedezembro é meu (novo) aniversário. Foi o meu aniversário.
Importa as coisas e as risadas. Importam aquelas pessoas que sem querer me ganharam. E tudo isso é diferente de ficar em casa remoendo passado. Costurando feridas abertas. Arrumando o que o tempo dará jeito. Não, não dá para colocar tudo na estante. Não tem como acreditar tanto assim nos problemas. Se você acredita se envenena e aparece para reclamar. E reclama do tempo e a todo tempo. E, não me importa. Não importa. Nada do que você fala importa. Porque a sua insignificância é clara. Bem clara.
Aos loucos entrego os meus amigos. Aos céus agradeço aos caras certos já terem ido. Menos chances de trombar com eles aqui. Eles lá, sem ver o que fazem das palavras. Eles lá reclamando a própria sorte.
Ao presente deixo as latas, fumaça e o carinho. Na lembrança aquele lindo lugar, o rio, as risadas, conversas, músicas, dancinhas, birimbinhas, fogos, bexigas, brincadeiras e alegria embriagada. Eu nunca, eu já, eu bebo. Vódega e o que tiver no tubo de ensaio. Amizade e carinho no sofá ao lado. Verdade nos olhos a frente. E o resto faz parte de um momento revirado.


2008, por favor a hora é essa, ano par. Os anos pares e as coisas dele. Tanta coisa boa. Poucos planos, muitas vontades. Ao mundo eu peço: música, amizade, amor, fumaça, sapatos e as calçadas para me guiar.


Não, a virada não poderia ter sido melhor. A viagem e as pessoas. E quem ainda acha que é tão importante assim fazer escolhas?


Lee, Pree, Caitu, Caio, Raffitus, Ju, Lourenza, Leo, Angelo: valeu.