domingo, março 16, 2008

FOR OLD TIMES

Os extremos nunca me machucaram como agora. E a vida nunca teve tanta piada sem graça. Eu queria te mostrar a paz. Te contar umas coisas do meu dia.

Queria a simplicidade que você não sabe viver. Embora tenha toda essa pose. A pose rockstar, o meu modo foda-se de viver. A minha vida repetida sem mim. Sem a minha coragem, sem a minha verdade, sem eu pra te mostrar que nem tudo é assim. Uma vida como naquele filme, sabe? Queria tempo para gravar cada palavra que você ouviria nos próximos cinquenta aniversários. Pouco garota perto dos seus motivos que jamais seriam meus. Minha lente caindo no meio do show enquanto desmoronava no ombro do meu amigo.

De que adianta plantar se você não pode colher? Esperar, regar, proteger? Nenhuma espera valeria tanto a pena. Mas como ele me contou um dia: nada é mais destrutivo do que insistir sem fé nenhuma. Que fé ridícula é essa que você me mostrou, essa que nem fatos monstruosos apagam, nem a traição do meu princípio maior com a sinceridade?

Esperando eu não sei o quê, sem duvidar de mim, e me encontrando no fundo da confusão. Perdida entre estrelas que você apagou. Vendo sentido em músicas de outras pessoas, músicas gastas com lembranças, o que eu procurava, disney e o resto. Com o sonho me guiando. Fugas programadas, razão acertada, perdida quando eu errei, quando eu senti. E o que eu procuro encontrarei dentro de mim. Sem flutuar onde você apagou.

Eu odeio o jeito que ludov mexe comigo. Das lembranças enfileiradas do passado e presente que se misturam nessa vida roteirizada por um cara sem graça. Alguém que vê piada onde não existe e tenta me fazer desistir de rir do resto.

A verdade existe em música boa, cantada por uma garota em um bar numa travessa da paulista e tudo que meu corpo aguentar e não aguentar.

Tanto faz ser vítima ou culpada. O sol ilumina, os sonhos andam na contramão, os monstros caminham na escuridão. Deixa eu perder meus dedos nos seus cabelos, seus pesadelos terminar e a vida ser outra vez como ela era. Como não vai ser por algum tempo e como as coisas não encaixam mais. Mesmo que tudo ainda exista com a precisão da verdade. Eu não vivo sofrendo, nem ando morrendo de pavor, eu encontrei daquela vez o equilíbrio e meus olhos já não choram mais.

Me dá um abraço bom, como a despedida de quem sabe que fica, me dá a certeza que eu devo ir. Só isso. E do resto eu não espero mais nada. Diz que é tudo mentira, tira de mim essa vontade de acabar com o que de verdade existe, ou deixa e me deixa.


ps: texto graças ao ludov.
ps²: a jaque me fez rir descontroladamente da brigadeiro até a ana rosa e o resto eu não conto. HAHAHA! bebe, desgraça.

Encontrei outra moeda no metrô e li na catraca dele: 'a vida não pode esperar'. não é.